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| Rousseff,
no papel de Hércules |
O PIG NÃO SE ENTENDE SOBRE O
PAC
Paulo Henrique Amorim
Máximas e Mínimas 1150
Em nenhuma democracia séria do mundo,
jornais conservadores, de baixa qualidade técnica
e até sensacionalistas, e uma única
rede de televisão têm a importância
que têm no Brasil. Eles se transformaram
num partido político – o PiG, Partido
da Imprensa Golpista.
“Ele (Serra) é
sem escrúpulo, passa por cima da mãe”.
De Ciro Gomes, numa sabatina na Folha
. O Conversa Afiada sustenta a tese de que a
melhor maneira de se informar sobre o Brasil
é ler a imprensa estrangeira.
. Outra vez, o presidente Lula agora é
recebido em Roma com respeito e admiração.
. Na imprensa brasileira, o PIG transforma
o Brasil num vulcão em chamas.
. O segundo grau de investimento, o da Fitch,
é, para o PiG, o mesmo desastre do primeiro.
. O PIG conseguiu transformar – para
quem leva o PiG a sério – o grau
de investimento da Standard & Poor’s
e da Fitch na pior notícia que o Brasil
poderia ter recebido.
. O PiG respeitou a tecnologia – quem
primeiro observou isso foi Marilena Chauí
- de usar a adversativa nos títulos:
“Vai tudo bem, MAS ................”.
. Mesmo depois de a Fitch, expressamente, dizer
que elevava a nota do Brasil por causa da política
econômica do presidente Lula – e
não apenas por causa da alta das commodities.
. Economistas do tipo “colonistas”
do PiG acabam de lançar um livro para
defender a tese de que o Brasil tirou o bilhete
premiado da loteria: alta das commodities, crescimento
da China, expansão do comércio
internacional.
.
BRASIL GLOBALIZADO (em Portugues)
(2008)
GIAMBIAGI, FABIO / BARROS, OCTAVIO DE
CAMPUS
CIENCIAS SOCIAIS-CIENCIA POLITICA
. O mundo puxa o Brasil, APESAR do Brasil, que,
como se sabe, é administrado por um conjunto
de néscios...
. É o que dizem o PiG e seus “colonistas”.
. Neste domingo, porém, o PiG deu com
os burros n’água.
. A Folha (da Tarde *), como se sabe, tem o
seu próprio PAC.
. O Conversa Afiada já notou que existe
o PAC e o “PAC da Folha”.
. Clique aqui para ler sobre o PAC da Folha
. Uma coisa é o PAC, são as obras,
os investimentos em infra-estrutura, as obras
nas favelas do Rio.
. Outra coisa é o que a Folha diz que
o PAC é: é o “PAC da Folha”.
. Neste domingo, dia 1º. de junho, reportagem
de Fernando Canzian – clique
aqui para ler – diz que “as
obras do PAC seguem em ritmo considerado ‘lentamente
ridículo’, por empresários
ligados à área de infra-estrutura.
. Interessante é que a reportagem não
diz quem diz “lentamente ridículo”,
apesar de entrevistar vários empresários
da área, que fazem severas criticas ao
PAC.
. Mas, o “lentamente ridículo”
cai naquela sinistra categoria de fontes anônimas
citadas entre aspas ...
. Alô, alô, ombudsman da Folha
(veja o “em tempo”)
. Isso é o que diz a Folha (da Tarde
*).
. Já o Estadão usa outra tecnologia:
descreve os 12 trabalhos de Hércules,
mas não cita Hércules.
. Clique
aqui para ler a partir da pág. B8
. Descreve “os projetos que vão
mudar o Brasil” – é o titulo
de um infográfico; diz que “infra-estrutura
terá R$ 85 bilhões este ano”;
volume de investimentos do setor começa
a crescer e previsão é que chegue
a R$ 100 bilhões por ano em 2009.”
. Na página seguinte, o entusiasmo do
Estadão com os 12 trabalhos de ... -
quem será ??? – não diminui:
“a volta das grandes obras – setor
privado tem 60% dos projetos – índice
deverá subir nos próximos anos
com retomada das concessões de estradas,
portos e energia elétrica”.
. A seguir, na página B12, o Estadão
parece que nos leva à China, aos mega-projetos
de infra-estrutura, conduzidos pelo Estado:
“Estreito a maior obra do pais”.
. Trata-se da hidrelétrica na divisa
do Maranhão com Tocantins, que vai produzir
1 mil megawatts, criar 5 mil empregos e vai
ficar pronta em 2010, quando José Serra
assumirá a Presidência da República,
que lhe é devida.
. Quem tem razão ?
. O PiG na versão Folha (da Tarde*).
. Ou o PiG na versão Estadão
?
. Nenhum dos dois, caro leitor.
. O Brasil tem a pior imprensa escrita dos
países com o mesmo nível de renda
per capita.
. Sem falar na imprensa da Europa, dos Estados
Unidos.
. A imprensa escrita brasileira é pior
que a da Argentina, do Chile, do México.
. Se puder, caro leitor, fuja dela.
. Em tempo: O ombudsman da Folha (da Tarde*)
tece neste domingo inúteis comentários
– clique
aqui para ler - sobre uma obscura reunião
anual da organização mundial dos
ombudsman, realizada na Suécia. A quem
interessa ? Parece a ata do último encontro,
num templo da rua Benjamin Constant, no Rio,
dos positivistas de Augusto Comte. É
mais um dos exemplos do anacronismo provinciano
da elite branca (e separatista) de São
Paulo. Como se alguém levasse a sério
que o papel do ombudsman da Folha (da Tarde*)
é “expandir a consciência
pública sobre o papel dos meios de comunicação
na sociedade e refinar a relação
entre eles e ela” ... Na Folha ... Mas,
até o ombudsman faz minúsculo
comentário ao fato de a Folha (da Tarde
*) demorar a noticiar que os tucanos adoraram
fazer negócio com a Alstom ...
(*) Instigado pelo Azenha – clique
aqui para ir ao Viomundo – acabei
de ler o excelente livro “Cães
de Guarda – jornalistas e censores do
AI-5 à Constituição de
1989”, de Beatriz Kushnir, Boitempo Editorial,
que trata das relações especiais
da Folha (e a Folha da Tarde) com a repressão
dos anos militares. Octavio Frias Filho, publisher
da Folha (da Tarde), não quis dar entrevista
a Kushnir.
. Clique aqui
para ler “tucanos da Alstom ainda não
podem dormir em paz” .....