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| O presidente
eleito tem o hábito de pedir a cabeça
de quem dá notícias de que
ele não gosta |
FOI SERRA QUEM ME DEMITIU ?
Paulo Henrique Amorim
Máximas e Mínimas 1034
. O presidente eleito José Serra tem
o hábito de ligar para os donos de empresas
de comunicação e pedir a cabeça
de quem dá notícias de que ele
não gosta.
. Ele ligou duas vezes para o presidente da
Record e pediu a minha cabeça.
. Deve ter ligado para o iG e a Brasil Telecom
...
. O CEO do iG, Caio Túlio Costa, um
jornalista que se considera grão-vizir
do “ombundismo” (*), deixou de ser
presidente da Fundação Padre Anchieta,
porque Serra o vetou.
. Jorge Cunha Lima, da Fundação
Padre Anchieta e dono de um blog no iG (cuidado,
Jorge, o Caio vai te tirar do ar ... faz um
backup rápido), me contou, no restaurante
Amado, em Salvador, que indicou Costa a Serra,
para substituir Marcos Mendonça.
. Serra vetou.
. Estranho ...
. Costa e Serra são como unha e carne.
. Costa nasceu e se criou na Folha.
. E Serra e a Folha são uma coisa só.
. O irmão de Costa, Bob Costa, sempre
trabalhou com Serra, foi Ministro da Secom para
poder ajudar a campanha de Serra em 2002, e
hoje administra uma parte significativa da minúscula
conta de publicidade do Governo de São
Paulo ...
. Caio Costa foi o primeiro a dirigir o Uol.
. E o primeiro chat do Uol foi com Serra.
. (Serra, como sempre, formulou teses que foram
esculpidas na pedra da Acrópole de Atenas
...)
. Clique
aqui para ler sobre a relação
entre Serra e o Pacheco de Eça de Queiroz
. No momento, o presidente eleito enfrenta
dois problemas interessantes.
. O Procurador Arnaldo Hossepian Júnior,
do Ministério Público do Estado
de São Paulo, acredita que os empreiteiros
desrespeitaram o contrato para construir a Linha
4 do metrô – aquela da cratera –
e andaram depressa demais, talvez para ajudar
a campanha de Alckmin à Presidência
da República.
. Clique
aqui para ler a reportagem da Folha.
. Ou seja, um crime tucano, dos pés
à cabeça.
. E o presidente eleito não se pronuncia
sobre a matéria.
. Clique
aqui para ler sobre as 29 perguntas que
o Conversa Afiada faz sistematicamente ao presidente
eleito sobre a cratera do metrô.
. Uma trigésima pergunta é sobre
como ele pretende comprar ambulâncias
para o Estado de São Paulo.
. Outro problema interessante é a privatização
da Cesp.
. Como se sabe, o presidente eleito pretende
fazer a privatização da espuma
das usinas da Cesp (*2).
. Já que ele não pode vender
usinas que não se sabe se serão
da Cesp.
. Clique
aqui para ler no Estadão de sexta
feira, página B6, que o ministro das
Minas, Edson Lobão, não tem como
garantir que Ilha Solteira e Jupiá continuarão
a pertencer à Cesp, em 2015.
. Claro, o presidente eleito vai vender Ilha
Solteira e Jupiá a quem acreditar que
ele vai ser o Rei do Brasil e, em 2015, Ilha
Solteira e Jupiá serão da Cesp...
. Um dos objetivos de Costa, ao fazer a “limpeza
ideológica” (*3) dos meus arquivos
no iG (clique
aqui para ver como meu advogado, Marcos
Bitelli, explica a ação judicial
que me deu o direito de ir ao iG buscar o que
me era devido – a minha produção
intelectual ) era apagar no tempo e no espaço
o que escrevi sobre o presidente eleito.
. Exercício inútil.
(*) Como se sabe, ombudsman no PIG é
um oxímoro. Costa foi o primeiro ombudsman
da Folha e acha que isso precisa estar registrado
nos anais da História Contemporânea.
Tanto que escreve livros sobre o assunto e reacende
a chama do ombudsman sempre que pode –
como fez recentemente no iG. Ombudsman no PIG
serve para aliviar o complexo de culpa de editores
inescrupulosos. Ombudsman na internet, nos portais,
onde 99% do conteúdo é de terceiros,
é uma inutilidade. Ou uma forma de fazer
carreira acadêmica...
(*2) Como se viu, não apareceram candidatos
a comprar a Cesp. R$ 6,6 bilhões fazem
mais falta ao Tesouro de São Paulo do
que os R$ 40 bilhões da CPMF fazem ao
Tesouro nacional. O PiG bem que tentou privatizar
a Cesp, mas não conseguiu. O presidente
eleito diz que os interessados não vieram
por causa da crise internacional. Com o Farol
de Alexandria era a mesma coisa: ele quebrou
o Brasil três vezes e pôs a culpa
na crise internacional...
(*3) Professor da Casper Libero, Costa é
um especialista em “jornalismo e ética”
... Não foi essa a primeira vez que Costa
promoveu uma “limpeza ideológica”
de arquivos num provedor da internet. Sobre
isso, mais, depois ...
. Aqui vai uma breve antologia do que escrevi
no iG sobre José Serra, que, como se
sabe, tem menos chance de ser Presidente do
Brasil do que o Vesgo do Pânico:
COMO A FOLHA BLINDA SERRA
Paulo Henrique Amorim
Máximas e Mínimas
1028
. O Conversa Afiada recebeu de um leitor uma
antologia de textos dos ombudsmen da Folha que
mostra como o jornal deliberadamente dispensa
a José Serra um tratamento completamente
diferente àquele dado ao Governo Federal.
. Serra é ex-editorialista e ex-colonista
da Folha.
. "Desde 1983, sempre que não exerci
funções no Executivo, fui colunista
semanal na página dois da Folha",
conta o próprio José Serra em
artigo para a Folha, reproduzido no site do
Governo do Estado de São Paulo (clique
aqui e clique aqui).
. O último período em que Serra
ocupou a página A2 da Folha foi em 2004,
até ser confirmado candidato a Prefeito
de São Paulo.
. Leia abaixo a seleção de críticas
internas dos ombudsmen da Folha sobre a cobertura
do Governo Serra:
Derrota ocultada – Título deveria
incorporar a constatação inescapável:
Serra perdeu (clique aqui)
Cartões paulistas? – Leitores indagam
se a Folha não publicará reportagem
sobre o uso de cartões corporativos no
governo de SP; Folha simplesmente ignora o Executivo
paulista (clique aqui)
Cartões federais e estaduais –
Por que o jornal passou semanas fiscalizando
só um nível da administração,
descuidando-se de outros dois (incluo o governo
da capital)? (clique aqui - somente para assinantes
da Folha)
Fogo no hospital – Não cabe à
Folha subscrever versões ou suspeitas
do governador (clique aqui)
Serra e publicidade – Cabia ao jornal
registrar que José Serra é pretendente
à vaga do PSDB à Presidência
da República. Nada (clique aqui)
Folha, Serra, tendência e método
– Lamento que o jornal não tenha
procurado Serra para ele se pronunciar sobre
a morte por tortura de um adolescente (...)
preso por policiais militares (clique aqui -
somente para assinantes da Folha)
Serra, o investidor – Fotografia do secretário
Mauro Ricardo Machado Costa olhando para cima
não poderia ser mais simpática
ao entrevistado (clique aqui)
Serra sem gafe – Em discurso na posse
do presidente da Fapesp, o governador José
Serra trocou ontem a sigla da fundação
e pronunciou "Sabesp". Para a Folha
("Serra pede ênfase na pesquisa básica",
pág. A32), foi um "lapso".
Tudo bem, pode ser. Mas por que outros políticos,
com enganos semelhantes, cometem "gafes",
nas descrições do jornal? (clique
aqui)
Alma de release – Rodoanel – Não
se dá voz a um só opositor da
medida ou da gestão Serra (clique aqui)
Bem na foto – Mais uma vez, a Folha publica
foto de divulgação em cobertura
de evento com a presença do governador
José Serra ("Manobra tucana 'enterra'
CPIs em São Paulo", pág.
A7). Ou seja: o jornal só recebeu fotografias
em que Serra aparece bem (clique aqui)
Serra e a CPI – Título deveria
citar o governador Serra. Sua posição
anti-CPI tem mais importância jornalística
do que os esforços do PSDB para fazer
em SP o que condena em Brasília (clique
aqui)
Manual - Sem outro lado 3 – Texto na pág.
A14: "Onda de invasões no Pontal
demonstra 'intransigência' do MST, afirma
Serra". Por que a Folha não indagou
ao MST o que pensa da afirmação
do governador de São Paulo? (clique aqui)
Governador fotogênico – É
difícil entender o que faz a fotografia
do governador José Serra encimando o
texto "PT decide por meio-termo entre lista
fechada e aberta" (pág. A11) (clique
aqui)
Falta bastidor sobre Serra – O jornal
só lançou o olhar atento sobre
os estudantes. Falta investigar o governo, revelar
seus bastidores. Em suma, fazer reportagem (clique
aqui - somente para assinantes da Folha)
Factóide – Serra, agora com o prefeito
Kassab, ganha a primeira página da Folha
usando máscara de oxigênio em evento
dedicado ao combate à poluição.
Não identifico relevância na imagem
para ganhar tanto destaque (clique aqui)
As greves - Lide no pé – Está
escondida quase no pé a informação
mais importante da reportagem "'Ninguém
agüenta mais' a invasão na USP,
diz Serra" (pág. C10). Ontem, a
assembléia de professores da USP aprovou
o "indicativo" de fim de greve. Eis
a notícia quente, não mais uma
declaração do governador (clique
aqui)
Greves, opinião e informação
– Ao sustentar que não há
novidades de peso nos decretos do governo Serra,
o secretário se refere a "jornalistas
que não se deram ao trabalho de conferir
o que iam escrever". O que a Folha tem
a dizer aos seus leitores? (clique aqui)
"Previdência de Serra" –
O leitor não foi informado sobre os argumentos
a favor e contra o projeto aprovado (clique
aqui)
Serra, o pauteiro – Rendeu amplo espaço
nos jornais o gesto do governador José
Serra de segurar e fazer mira com uma arma da
Polícia Militar. Folha deveria repercutir
o gesto do governador de brincar com arma de
fogo (clique aqui)
Sem equilíbrio – A pág.
C3 (14/05/2007) desequilibra a cobertura, com
uma grande entrevista do secretário do
Ensino Superior de SP, José Aristodemo
Pinotti (clique aqui)
Na primeira, notícia de ontem –
A primeira página destaca: "Serra
propõe criar mínimo regional de
R$ 410 em SP". É notícia
relevante para quem recebe e para quem paga.
Há um problema, porém: a Folha
adiantou ontem parte da novidade, justamente
a referente aos R$ 410 (clique aqui)
"Painel" – As informações
que estão em duas notas do "Painel"
(A4) de hoje (5/2/2007) - "Não seja..."
e "... por isso" - já haviam
sido publicadas na carta do secretário
José Aristodemo Pinotti no "Painel
do Leitor" de sexta-feira, na entrevista
feita com o governador José Serra e publicada
na mesma edição em "Cotidiano"
e, parcialmente, na edição de
hoje, também em "Cotidiano"
("Governo prevê corte de até
R$ 1 bilhão", C8 da Edição
SP) (clique aqui)
"Painel do Leitor" – A carta
"Educação superior"
(A2), do secretário José Aristodemo
Pinotti, traz uma informação nova.
Como ficou, o jornal publicou duas vezes as
mesmas informações, sendo que
em uma delas ocupou o espaço do leitor
(clique aqui)
Desastre – O "Estado" me pareceu
mais crítico em relação
aos questionamentos dirigidos às autoridades
estaduais. Segundo o jornal, "Assessoria
tentou blindar Serra" na sexta-feira, no
dia do acidente (da cratera do Metrô)
(clique aqui)
SERRA QUER O CAMPO DE TUPI PARA SÃO PAULO
Paulo Henrique Amorim
Máximas e Mínimas
1027
. A Secretária de Saneamento e Energia
de São Paulo, Dilma Pena, tem uma reunião
com o IBGE ainda este mês.
. O objetivo é tomar o campo de Tupi
para São Paulo.
. Segundo a lei, é o IBGE que determina
que municípios recebem os royalties da
exploração de um campo de petróleo
em alto mar.
. E o IBGE concluiu que o Estado do Rio e municípios
fluminenses devem receber os royalties da exploração
de Tupi, segundo reportagem de O Globo, na pág.
25, de hoje (clique aqui para ler - apenas para
assinantes do Globo).
. O super-campo de Tupi, como se sabe, ficou
conhecido em novembro do ano passado e tem reservas
de petróleo (de tipo leve, de boa qualidade)
para levar o Brasil para o clube dos maiores
detentores de reservas do mundo.
. O poço pioneiro fica a 286 km da costa
sul da cidade do Rio de Janeiro, na camada chamada
de "pré-sal".
. Com um bom binóculo, dá para
ver de lá, na varanda de seu apartamento,
a Luiza Brunet.
. É muito bom para não ser de
São Paulo – pensa o presidente
eleito.
. Que, por isso, pretende refazer a geografia
e a geologia do Brasil.
. Serra quer tudo.
. Como presidente eleito, Serra tem todo o direito
de trocar o comando do IBGE, da Agência
Nacional de Petróleo e da Petrobrás.
. E trazer o campo de Tupi para São Paulo.
. E ser consagrado com 99% dos votos válidos
no Rio de Janeiro ...
Em tempo: os cariocas e fluminenses jamais ouvirão
o presidente eleito José Serra tocar
nesse assunto. O presidente eleito não
fala (clique aqui para ler o que Eça
de Queiroz acha disso). A iniciativa solitária,
isolada é de sua Secretária de
Saneamento ...
Em tempo 2: Serra é um especialista
em tapetão. Na moita, ele pediu à
Organização Internacional do Trabalho,
a OIT, para vir dar um pito no Sindicato dos
Professores de São Paulo. O presidente
eleito considera que os professores são
os responsáveis pelo alto desempenho
dos alunos das escolas públicas de São
Paulo (clique aqui para ler sobre os resultados
em matemática).
Em tempo 3: o presidente eleito sumiu. Há
boatos de que esteja na Holanda e corre atrás
de moinhos de vento. Clique aqui para ler sobre
o outro sumiço do presidente eleito.
EÇA: SERRA É O PACHECO
Paulo Henrique Amorim
Máximas e Mínimas
1023
. Um amigo leitor, que há anos acompanha
a fulgurante carreira do presidente eleito José
Serra, me recomendou uma leitura dominical.
. "A Correspondência de Fradique
Mendes", de Eça de Queiroz.
. Trata-se de carta ao Sr. E. Mollinet, diretor
da Revista de Biografia e de História.
. Diz o Eça:
"Meu caro Sr. Mollinet. – Encontrei
ontem à noite, ao voltar de Fontainebleau,
a carta em que o douto amigo ... me pergunta
quem é este meu compatriota Pacheco (José
Joaquim Alves Pacheco)... E deseja ainda o meu
amigo saber que obras ou que fundações,
ou que livros, ou que idéias, ou que
acréscimo na civilização
portuguesa deixou esse Pacheco ...
Eu casualmente conheci o Pacheco. Tenho presente,
como num resumo, a sua figura e a sua vida.
Pacheco não deu ao seu país nem
uma obra, nem uma fundação, nem
um livro, nem uma idéia. Pacheco era
entre nós superior e ilustre unicamente
porque tinha um imenso talento. Todavia, meu
caro Sr. Mollinet, este talento, que duas gerações
tão soberbamente aclamara, nunca deu,
da sua força, uma manifestação
expressa, visível ! O talento imenso
de Pacheco ficou sempre calado, recolhido, nas
profundidades de Pacheco !"
SERRA CALADO É UM POETA – X
Paulo Henrique Amorim
Máximas e Mínimas
1020
. Trecho do discurso do presidente
eleito José Serra na Unipalmares, primeira
universidade da América Latina a reservar
50% das vagas a negros; na verdade, 87% de seus
alunos são afro-descendentes:
. "A Unipalmares se volta também
à inserção social, cultural
e econômica da comunidade negra no nosso
país, na nossa sociedade", afirmou
Serra.
. Genial !
. Inacreditável !
. Como é que ele chegou a essa conclusão
?
. Ao fim de quantas horas de profunda meditação
?
. Ou, como diria o Romário, o Serra calado
é um poeta.
. Clique aqui para ver o vídeo da reportagem
de Daniela Paixão.
PARA SERRA, ENGARRAFAMENTO NÃO
É COM ELE
Paulo Henrique Amorim
Máximas e Mínimas
1018
. O presidente eleito ignora a cratera do metrô.
. Clique aqui para ler as 29 perguntas que o
Conversa Afiada sistematicamente faz sobre a
cratera do metrô e o presidente eleito
diz que são "brincadeiras de tolice".
. Note que a 30ª pergunta é sobre
como ele pretende comprar ambulâncias.
. O presidente eleito José Serra ignora
quem matou o Coronel Hermínio e o papel
edificante da Polícia Militar de São
Paulo nas chacinas.
. O presidente eleito vai ignorar o resultado
de uma pesquisa com alunos das escolas públicas
do Estado que mostra que 80% dos estudantes
desconhecem a matemática elementar (clique
aqui para ler no Último Segundo).
. É melhor até que ignore.
. Como se sabe, o presidente eleito rasgou o
papel que entregou à Folha no qual se
comprometia a cumprir o mandato de prefeito
até o fim.
. E resolveu ser Governador de São Paulo,
até assumir a presidência da República
em 2010, como lhe é devido.
. Na campanha para Governador, José Serra
se submeteu a uma entrevista com Chico Pinheiro,
na Rede Globo.
. Chico perguntou como o presidente eleito explicava
o deplorável desempenho dos alunos das
escolas públicas de São Paulo.
. Resposta do presidente eleito: a culpa é
dos migrantes.
. Por causa disso ele ligou para o UOL e pediu
a cabeça da jornalista que reproduziu
a frase que todos os espectadores tinham acabado
de ouvir – estarrecidos !
. Agora, o Brasil inteiro, através das
redes nacionais de televisão, se deu
conta de que o carro comeu São Paulo
(clique aqui para ler "O carro já
comeu São Paulo").
. Mário Covas tomou posse no dia 01 de
janeiro de 1995.
. Logo, os tucanos, seres de inteligência
notoriamente superior à dos migrantes,
governam São Paulo há 13 anos.
. Porém, a ideologia tucana, que se reproduz
com fidelidade milimétrica no PIG, tem
duas explicações muito interessantes
para o engarrafamento:
. Primeiro, a culpa é do carro.
. As pessoas que moram em São Paulo têm
o péssimo hábito de comprar carro
e usar o carro.
. Deveriam fazer como a geladeira.
. Comprar e deixar num lugar fixo dentro de
casa.
. O segundo culpado é a chuva.
. O Trópico de Capricórnio corta
a cidade de São Paulo.
. Logo, trata-se de uma cidade tropical, embora
a elite branca pense que mora na "Chuíça"
(*).
. Uma das características do trópico
é a chuva.
. Outra característica do trópico
é que os tucanos atribuem à chuva
tudo o que deriva da sua notória incompetência.
. A chuva, como se sabe, provocou a cratera
do metrô.
. A chuva matou o Coronel Hermínio, a
chuva faz chacinas, a chuva é a causa
última da existência do PCC ...
. O presidente eleito não se pronunciará
sobre o engarrafamento.
. Aliás, como se perguntou o filósofo
Paulo Arantes, na Folha, o que pensa esse (Serra)
rapaz?
. Uma hipótese: o presidente eleito SÓ
pensa em vender a CESP, botar o dinheiro na
mão dos empreiteiros e fazer a caixinha
para a campanha que o levará inevitavelmente
ao Palácio do Planalto em 2010.
(*) "Chuíça": o PIG
tenta provar ao resto do Brasil que São
Paulo, quando governado por tucanos, é
a "Chuíça". Tem o dinamismo
econômico da China e o IDH da Suíça.
ITAMAR: FHC E SERRA, DOIS IMPOSTORES
Paulo Henrique Amorim
Máximas e Mínimas
1007
. O jornal Gazeta Mercantil publica hoje –
clique aqui para ler – entrevista com
o grande presidente Itamar Franco.
. Itamar faz duas revelações sensacionais.
. Fernando Henrique Cardoso "... já
não era mais ministro (da Fazenda do
Governo Itamar) e, mesmo assim, assinou cédulas
(do Real). É a primeira vez que estou
revelando isso. Isso é grave porque só
poderia ter assinado a cédula o Ministro
Ricupero (que substituiu FHC). ... (FHC) sabia
que sem o autógrafo, sem ele na cédula
do Real (lançado no Governo Itamar) não
ganharia (a eleição)."
. Como se sabe, o PIG diz que FHC foi o Pai
do Real.
. E não tinha contado que FHC assinava
a cédula do Real mesmo depois de sair
do Ministério para ser candidato a Presidente.
. Itamar diz à Gazeta que se arrepende
de ter lançado FHC candidato.
. Outro impostor: o presidente eleito José
Serra, que espalha aos quatro ventos que criou
a Lei dos (Remédios) Genéricos.
. Diz a Gazeta: "(Itamar) também
se mostra indignado pelo fato de os tucanos
afirmarem que são os pais da lei que
criou os genéricos. Sobre o episódio,
(Itamar) relata o que conversou com Jamil Haddad,
ex-ministro da Saúde, durante sua gestão:
'Ninguém me escuta, Jamil. Não
sou mais nada. Você, como presidente do
PSB, é uma autoridade e poderá
afirmar que nós criamos a lei dos genéricos'".
. Não é a primeira vez que relatos
históricos revelam o verdadeiro caráter
do Farol de Alexandria e do presidente eleito.
. Recentemente, o Conversa Afiada chamou a atenção
para o papel sinistro (e provavelmente criminoso)
que os dois desempenharam na operação
para desmanchar a candidatura de Roseana Sarney
a Presidente da República.
. Foi na publicação do livro de
Saulo Ramos (clique aqui para ler).
. Até hoje não se tem notícia
de que o Farol ou o presidente eleito tenha
processado Saulo...
CESP FAZ UMA FESTA DE GALA
Paulo Henrique Amorim
Máximas e Mínimas 997
. O presidente eleito, José Serra, premiou
alguns jornais do PIG com um caderno extra de
999 páginas com o balanço da Cesp.
. Deve ser para passar mel no PIG dias antes
da privatização da Cesp.
. O exercício provisório do Governo
de São Paulo não se encerrará
antes de o Presidente eleito privatizar o ar
contido no Túnel Ayrton Senna.
Em tempo: Não perca a notícia
da Folha que trata da multiplicação
das verbas de publicidade do Governo do presidente
eleito. Clique aqui para ler a reportagem (fechada
para assinantes). Ele vai fazer publicidade
de quê? O que ele tem a divulgar?
VÍDEO: SECRETÁRIO DE SERRA INVESTIGARÁ
GASTOS COM CARTÕES
O secretário da Fazenda
do estado de São Paulo, Mauro Ricardo,
esteve na Assembléia Legislativa nesta
terça-feira, dia 04, para falar sobre
o uso dos cartões corporativos no Estado.
De acordo com o secretário, o Governo
vai investigar os gastos dos cartões
de São Paulo em casas noturnas (clique
aqui para ler Cartões de Serra foram
usados em casas noturnas).
De acordo com o secretário
Mauro Ricardo, o Governo vai punir os responsáveis,
caso haja irregularidades (clique aqui para
ver as tabelas com os gastos com cartões
corporativos do Governo Serra). O secretário
também disse que o Governo paulista decidiu
aperfeiçoar o controle dos gastos com
os cartões (clique aqui para ver o vídeo).
O Governo de São Paulo vai cancelar todos
os cartões que não foram usados
nos últimos doze meses. São cerca
de 24 mil cartões. Os cartões
sem movimentação serão
desativados nos próximos três meses.
O Governo também estabeleceu um teto
de R$ 100 para as despesas identificadas como
gastos miúdos, mas não limitou
o número de compras.
O Sigeo, sistema que detalha os gastos do Governo,
registrou duas compras, em abril e julho de
2007, com cartões corporativos nas lojas
para presentes Spicy e Mickey. Foram gastos
R$ 597 na Spicy e R$ 977 na Mickey. A despesa
nestas duas lojas foi descrita como gastos miúdos.
De 2000 a 2008, o Governo Serra gastou R$ 480
milhões em compras com cartões
corporativos. No ano passado foram R$ 108 milhões.
Em 2007, 44.5% dos gastos foram de saques direto
na boca do caixa.
Para o líder do PT na Assembléia,
Simão Pedro, o Governo não tem
controle dos gastos e é preciso aprofundar
as investigações. O líder
do governo na Assembléia, Barros Munhoz,
acredita que não cabe aos deputados investigar
os gastos do Governo.
Os deputados de oposição na Assembléia
reclamam da dificuldade de instalar uma CPI
para investigar o uso dos cartões. Questionado
se apóia ou não uma CPI na Assembléia,
o Governador de São Paulo, José
Serra, preferiu não se posicionar sobre
o assunto, passou a responsabilidade aos deputados.
Segundo a Secretaria da Fazenda do Estado de
São Paulo, os gastos com cartões
corporativos em São Paulo representam
0,14% das despesas do Estado.
PIG: E O APAGÃO DO SERRA ?
Paulo Henrique Amorim
Máximas e Mínimas
994
. O PIG passou o ano inteiro a anunciar o apagão
da Dilma e do Lula.
. Aí, choveu como no Ato V do Rigoletto,
como diria o Nelson Rodrigues.
. O PIG desistiu de falar no apagão.
. Aí, houve o apagão do presidente
eleito: clique aqui para ler.
. Um apagão que deu à luz (horrível,
esse ...) ao quarto record de engarrafamentos,
numa semana, em São Paulo, no horário
da manhã.
. Quarto numa semana !!!
. E o PIG, o que dirá do apagão
do Serra ?
Clique aqui para ler sobre o apagão do
Lula.
Clique aqui para ler "Dilma: não
vai ter apagão".
Clique aqui para ler "Crise ? Qual crise
? Qualquer crise !"
SERRA É O JAVIER BARDEM
Paulo Henrique Amorim
Máximas e Mínimas
987
. Um fiel leitor do Conversa Afiada gosta de
cinema e da festa do Oscar.
. Tanto que votou em todas as categorias do
Festival do Tartufo Nativo, com indizível
prazer.
. Clique aqui para ir ao Blog do Mino e ao Tartufo.
Note que FHC é imbatível.
. Clique aqui para ler breve comentário
sobre o artigo do Tartufo neste domingo, no
Globo e no Estadão – ganha um doce
quem descobrir se ele é contra ou a favor
da CPI da Tapioca.
. Pois, o meu amigo foi assistir ao “Sangue
Negro”, um filme espetacular sobre como
se montou a indústria do petróleo
nos Estados Unidos.
. Meu amigo saiu do cinema e me telefonou: “Paulo
Henrique, o Daniel Day-Lewis é o Daniel
Dantas !”
. “Daniel Dantas,” pensei. E rapidamente
concordei: “perfeito ! É o Daniel
sem tirar nem pôr.”
. “Nada mais parecido com o caráter
do Dantas. E olha que os dois são DD
...”, disse o meu amigo.
. “Perfeito”, disse eu.
. E o meu amigo continou.
. “Acho que dá para refazer a festa
do Oscar”, ele disse.
. “Como assim ?”, perguntei.
. “Veja você: o Serra é o
Javier Bardem de ‘Onde os fracos não
têm vez’. Você não
acha ?”
. “Sensacional ! Muito bom !”, respondi.
Mas, fiz uma observação: “o
Serra não tem cabelo e aquele topete
do Javier ...”
. “Não tem importância”,
ele disse. “A gente arruma um topete para
o Serra.”
. “Pode ser. E o que mais ?” perguntei
curioso.
. “E o Fernando Henrique é o Tom
Hanks do ‘Jogos do Poder’. Você
não acha ?”
. “Perfeito. Perfeito, mas ...”
pensei. Pensei e perguntei: “E quem faz
a Julia Roberts ?”
. “Prefiro não me pronunciar,”
me disse o amigo. “Você sabe, tenho
muitos amigos tucanos ...”
. “Entendo, você tem razão”,
concordei. E perguntei: “E o Arthur Virgilio
Cardoso ?
. “Ora, esse é óbvio.”
. “Como ... Óbvio ?”
. “O Rambo IV. Os dois tem a mesma sutileza,
a mesma soma de neurônios ...”,
disse o meu amigo.
. Perfeito, disse eu.
. “Mas, vem cá”, insisti.
“Eu acho que um dos melhores personagens
da temporada é o Eli, do ‘Sangue
Negro’. Você não tem um Eli
na cabeça ?”, perguntei.
. Meu amigo pensou, pensou, pensou: “Claro,
você tem razão ! o Jabor é
o nosso Eli !”
Em tempo: o meu amigo é
uma celebridade (em São Paulo). Pediu
para se manter anônimo. Ele não
gostaria de ser tragado pela fúria silenciosa
do PIG e dos tucanos.
VÍDEO: OPOSIÇÃO PROTESTA
CONTRA “ABAFA” DE SERRA NA ASSEMBLÉIA
A bancada de oposição
na Assembléia Legislativa de São
Paulo realizou nesta quarta-feira, dia 27, um
ato a favor das CPIs no Estado. Os deputados
se reuniram com lideranças sindicais
para protestar (aguarde o vídeo).
De acordo com o líder da bancada do PT
na Assembléia, Deputado Simão
Pedro, o governador José Serra impede
a realização de CPIs no Legislativo
de São Paulo.
“A oposição, a minoria,
está impedida de usar os instrumentos
que a Constituição estabeleceu:
CPI, requerimento, presença de secretários
para esclarecimentos. Tudo isso, o governador
Serra, por ter uma ampla maioria abafa e não
deixa esses instrumentos entrarem em ação”,
disse Simão Pedro.
Há um ano parlamentares da oposição
tentam protocolar nove CPIs para investigar
denúncias contra o Governo.
Como a oposição é minoria
na Assembléia, a bancada não consegue
o número de assinaturas necessário.
A CPI mais recente que a oposição
tenta protocolar é a dos cartões
corporativos. O gasto do Governo do Estado de
São Paulo, em 2007, com os cartões
foi de R$ 108 milhões. Mas, para protocolar
o pedido de CPI são necessárias
32 assinaturas e a oposição só
tem 23 assinaturas.
Diante da dificuldade em realizar uma CPI na
assembléia, o deputado Rui Falcão
entrou com representação no Ministério
Público para pedir a investigação
dos gastos do governo de São Paulo com
os cartões.
Mas o deputado ainda espera convencer outros
parlamentares sobre a importância de investigar
as denúncias que chegam à assembléia.
“Nós queremos convencer os deputados
que há necessidade de se investigar.
Nós estamos lutando! Mas parece que o
governador e a sua base são insensíveis
aos nossos apelos”, disse o deputado do
PT Rui Falcão.
Para as lideranças sindicais que participaram
do ato, as minorias devem lutar por espaço
e exigir que os parlamentares fiscalizem as
ações do governo. “Esse
tipo de pressão ajuda de alguma maneira.
A população tem que saber que
as minorias não conseguem questionar
aquilo que têm dúvidas, que têm
o direito de questionar”, afirmou a diretora
do sindicato dos bancários, Raquel Kacelnikas.
O protesto começou fora da Assembléia
e terminou no plenário. Apesar do painel
registrar a presença de 93 deputados,
apenas seis estavam presentes no plenário.
O Conversa Afiada tentou falar com os deputados
do PSDB Orlando Morando, Fernando Capez, João
Caramez, Roberto Massafera e Pedro Tobias. Nenhum
deles estava na Assembléia.
O líder do governo, Barros Munhoz, estava
no gabinete, mas não quis dar entrevista.
O Conversa Afiada também procurou o Palácio
dos Bandeirantes para saber a posição
do governador José Serra sobre o assunto.
Mas a assessoria de imprensa do Governo do Estado
não atendeu a solicitação.
SERRA, O NOSSO PUTIN
Paulo Henrique Amorim
Máximas e Mínimas
970
. O economista Marcio Camargo diz que o presidente
eleito José Serra é "o último
autoritário".
. O filósofo Paulo Arantes perguntou
numa entrevista à Folha "o que pensa
esse rapaz (Serra) ?"
. O Conversa Afiada prefere considerar o presidente
eleito "o nosso Putin".
. E chama o presidente eleito de presidente
eleito, porque ele e o PIG se comportam como
se a posse dele, em 2010, seja apenas uma formalidade:
ele já está eleito.
. Embora, no intervalo, tenha o incômodo
de governar (?) São Paulo: clique aqui
para votar na enquête: O que o governador
Serra já fez ?
. O jornal New York Times, de hoje, domingo
24, inicia uma série de reportagens sobre
o Putin, o Putin da Rússia.
. O título é "O controle
de Putin sobre a Rússia sufoca os adversários"
(clique aqui para ler).
. É o que nos espera em 2010 ...
SERRA NÃO ASSUMIRIA EM 2002
Paulo Henrique Amorim
Máximas e Mínimas
963
. A Folha volta a publicar na edição
de hoje reportagem que comprova a utilização
de notas frias por José Serra, na campanha
de 2002. (Clique aqui para ler)
. O Conversa Afiada mostrou o nexo entre as
notas frias da campanha e a figura de Marcio
Fortes, sempre-presente nos bastidores da vida
pública de José Serra.
. (Clique aqui para ler “Serra = Dantas
= Fortes”)
. O presidente eleito José Serra, como
sempre, não tem nada a declarar sobre
as notas frias.
. Como não tem nada a declarar sobre
a utilização da tapioca de seu
Governo para ir a “casas noturnas”
(epa !).
. (Clique aqui para ler as perguntas –
29 perguntas, pois a 30ª. é sobre
a compra de ambulâncias – do Conversa
Afiada sobre a cratera do metrô e que
Serra jamais respondeu)
. Serra diz que o problema das notas frias é
do Partido.
. Não é o que diz a “jurisprudência”
do Ministro (?) Marco Aurélio de Mello,
que preside (até quando, Catilina ?)
o Tribunal Superior Eleitoral.
. Agora, na re-eleição do Presidente
Lula, Mello ameaçou adiar, postergar
e (quem sabe ?) não convocar a posse
do Presidente Lula.
. Leia o texto desta reportagem da época
:
TSE diz que posse de Lula pode ser adiada
Brasília, 5 dez (EFE).- O presidente
do Tribunal Supremo Eleitoral (TSE), Marco Aurélio
Mello, disse hoje que existe a possibilidade
de que a posse do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva seja adiada, caso irregularidades
nas contas de sua campanha não sejam
esclarecidas.
Lula deve tomar posse de seu segundo mandato
em 1º de janeiro, mas a justiça
eleitoral rejeitou hoje, por diversas irregularidades,
as contas de sua campanha eleitoral.
Segundo o TSE, que deu um prazo de 72 horas
para que o PT esclareça as irregularidades,
nas contas apresentadas pelo partido aparecem
doações de empresas que não
podem colaborar com campanhas políticas,
por terem algum tipo de negócio com o
Estado.
O tesoureiro da campanha de Lula à reeleição,
José de Filippi Júnior, admitiu
que podia haver "erros" na apresentação
das contas e assegurou que tudo será
esclarecido em um prazo menor do que o estabelecido
pelas autoridades.
Mello explicou que, segundo a lei, as contas
devem ser aprovadas antes de 14 de dezembro,
data na qual Lula teria que ser oficialmente
diplomado como presidente do Brasil para o período
2007-2011.
No entanto, indicou que, se uma análise
mais detalhada das despesas e das doações
da campanha for necessária, a diplomação
pode ser adiada, o que faria com que a posse
de Lula também fosse postergada.
Nesse caso, segundo Mello, a lei diz que o atual
presidente da Câmara dos Deputados, Aldo
Rebelo, deveria assumir a Presidência,
pois se criaria uma situação de
vazio de poder e o vice-presidente, José
Alencar não poderia assumir porque estaria
na mesma situação de Lula.
Segundo explicou o TSE, caso o PT não
consiga esclarecer as contas da campanha, o
relatório será entregue ao Ministério
Público, que por sua vez tem o dever
de solicitar ao TSE que declare Lula "inelegível".
A solicitação se basearia no artigo
22 da lei eleitoral segundo o qual se deve abrir
um processo judicial a fim de declarar "inelegível"
o candidato que incorrer em casos de uso indevido,
desvio ou abuso de poder econômico ou
de autoridade, ou de uso indevido de meios de
comunicação.
Segundo as contas do TSE, a campanha de Lula
à reeleição foi a mais
cara das realizadas este ano.
O comitê de Lula declarou uma arrecadação
de R$ 93,4 milhões para financiar a campanha,
que não foram suficientes para cobrir
as despesas, que chegaram a R$ 103,3 milhões.
A dívida teve que ser assumida pelo PT,
que arrasta uma situação financeira
crítica, produto, em boa medida, dos
escândalos de corrupção
em que o partido se envolveu durante as eleições
presidenciais de 2002 e municipais de 2004.
. Da mesma forma, Mello não daria posse
a Serra em 2002.
. Mello perseguiria até os limites da
lei a relação Serra-Marcio Fortes,
esse que dava notas fiscais de empresas inexistentes
...
. O presidente eleito perdeu a eleição
por 61% a 39%, mesmo resultado de Alckmin: 61%
a 39%.
. Você, caro leitor, acredita mesmo que
Mello daria a Serra o tratamento que deu a Lula
?
. Acredita ?
DANTAS = SERRA = MARCIO FORTES
Atualizada às 14h15 desta
terça-feira, dia 19 (**)
Paulo Henrique Amorim
Máximas e Mínimas
957
. A Folha publica nesta terça,
dia 19, nas págs. A4 e A5 – clique
aqui para ler - apenas para assinantes –
que a campanha do presidente eleito José
Serra, em 2002, quando perdeu para Lula por
61% a 39%, emitiu notas frias, segundo a Receita
Federal.
. "A empresa inidônea, diz a Receita,
é a Marka, desativada desde 96 e pertencente
a Marcio Fortes, ex-secretario geral tucano.
A fantasma é a Gold Stone, cujo endereço
é ignorado... A Delegacia da Receita
Federal de Brasília suspendeu a imunidade
tributária do PSDB e o autuou em cerca
de R$ 7 milhões."
. O homem-chave é Marcio Fortes.
. Ele faz parte da tropa de choque de Serra,
com Daniel Dantas e Ricardo Sérgio de
Oliveira.
. (Ricardo Sérgio de Oliveira, aquele
do "... no limite da irresponsabilidade",
o momento Péricles de Atenas do Governo
do Farol, foi chefe de "finanças"
de campanhas de Serra e de Fernando Henrique.)
. (Sobre Dantas, leia "Coincidência:
Cecília Mello ajuda Dantas", "Citi
teme que Dantas suma com o dinheiro", "Dantas
o Estado sou eu" e "Por que o PIG
não fala de Dantas")
. O nome de Fortes sempre aparecia para os jornalistas
que cobriam a campanha (*), quando se falava
em dossiês (*2).
. Na campanha de 2002 havia dossiês contra
Roseana Sarney (*3), as atividades empresariais
da mulher de Tasso Jereissati, contra Paulo
Renato de Souza (descrito amplamente pela revista
Carta Capital) – os dois, eventuais adversários
de Serra dentro do PSDB – e Anthony Garotinho,
candidato a Presidente – sobre o dossiê
contra Garotinho, conversei com ele numa reportagem
para o UOLNews (nos tempos em que o UOL podia
falar mal do Serra ...)
. Quem conhece muito bem os dossiês da
campanha de Serra de 2002 é Paulo Pereira
da Silva, o Paulinho.
. Paulinho e eu tratamos da matéria,
enquanto esperávamos por uma entrevista
do "Roda Viva", quando trabalhei na
TV Cultura.
. Paulinho descreveu, perplexo, revoltado, detalhes
do dossiê contra Roseana Sarney.
. Ricardo Sérgio, Daniel Dantas (os dois
estiveram unidos na "privatização"
dos telefones) e Marcio Fortes – este
é o caminho para descer aos subterrâneos
da vida política de José Serra.
(*) Durante a campanha de 2002, Serra atribuiu
a expressão "Eixo do Mal" a
quatro jornalistas: Mônica Bergamo, na
Folha; Ricardo Noblat, no Correio Braziliense;
Bob Fernandes, na Carta Capital; e o locutor
que vos fala.
(*2) Aguarda-se ansiosamente a próxima
edição de um dossiê: o "Dossiê
Aécio Neves" ...
(*3) Sobre a operação para destruir
a candidatura de Roseana Sarney em 2002, é
preciso entender a joint-venture Ministério
Público Federal – Polícia
Federal – José Serra – revista
Época – e o presidente Fernando
Henrique Cardoso. Recomenda-se a leitura do
livro "Código da Vida", de
Saulo Ramos, Editora Planeta do Brasil. Saulo
conta tudo e Serra e FHC não o processaram
... Saulo só não diz que, depois
de realizada a operação, o agente
da Polícia Federal mandou um fax ao Presidente
no Palácio do Alvorada, escrito: "Missão
cumprida" ... Sobre o Farol de Alexandria,
acompanhe o Festival do Tartufo Nativo, no blog
do Mino. Clique aqui.
Em tempo: como diz o Conversa Afiada: com liberdade
de imprensa, os tucanos de São Paulo
não passam de Resende. Clique aqui para
ler no Estadão uma entrevista de Luiz
Eduardo Soares sobre a tentativa de Serra de
jogar as chacinas da PM de São Paulo
para debaixo do tapete.
(**)Em tempo 2: por falar em "Eixo do Mal",
veja a preciosidade que um leitor do Conversa
Afiada descobriu: as doações do
presidente do banco Opportunity (Daniel Dantas),
Dório Ferman, para campanhas eleitorais
de Marcio Fortes (R$ 40 mil), Marcelo Itagiba
(R$ 10 mil) e Raul Jungmann (R$ 4 mil). Como
dizíamos, Daniel Dantas, Marcio Fortes
e Ricardo Sérgio Oliveira são
a chave para entender a carreira política
de José Serra.
MP RECEBE DENÚNCIA DA TAPIOCA DO SERRA
Atualizada às 14h01 desta
quarta-feira, dia 20.
O Ministério Público do Estado
de São Paulo recebeu a denúncia
do deputado estadual Rui Falcão (PT)
para investigar o uso de cartões corporativos
no Governo Serra. A denúncia foi encaminhada
e o responsável pelas investigações
será o promotor José Antônio
Remédio, da Promotoria de Defesa do Patrimônio
Público.
O deputado Rui Falcão protocolou o pedido
de investigação no MP no último
dia 13 de fevereiro (clique aqui).
Leia o que o Conversa Afiada já publicou
sobre esse assunto:
CARTÃO DE SERRA FOI USADO EM CASAS NOTURNAS
Dados do Sigeo (Sistema de Informações
Gerenciais da Execução Orçamentária),
repassados ao Conversa Afiada pela liderança
do PT na Assembléia, mostram que os cartões
corporativos do Governo de São Paulo
foram usados para pagar contas em choperias
e casas noturnas.
O Sigeo mostra gastos feitos na Choperia Farol
Assis e num estabelecimento chamado Comercial
Santo Amaro. Os gastos realizados nesses locais
e pagos com o cartão corporativo do Governo
Serra somam R$ 1.031,00 e foram realizados em
junho de 2006, julho de 2006 e agosto de 2007.
O ramo de atividades desses estabelecimentos
é discriminado no Sigeo como "casas
noturnas" (clique aqui).
Os gastos feitos na Choperia Farol Assis foram
pagos por um servidor da Secretaria de Saúde
no dia 31 de agosto de 2007, às 17h36,
e somam R$ 366. Depois, no mesmo dia 31 de agosto
de 2007, o mesmo servidor foi à Cachaçaria
Água Doce, às 22h03, e gastou
R$ 340 com o mesmo cartão corporativo
que usou na Choperia Farol Assis. Um dia depois,
no dia 01 de setembro de 2007, às 14h30,
o mesmo servidor voltou à Cachaçaria
Água Doce e gastou mais R$ 300 com o
cartão corporativo do Governo de São
Paulo.
Em maio de 2002 o cartão, que estava
em nome de uma servidora, que na ocasião
trabalhava na Secretaria de Ciência e
Tecnologia, foi usado para pagar uma conta de
R$ 8 mil na Estância Alto da Serra.
A Estância Alto da Serra é uma
casa de shows e tem duas unidades: uma em São
Bernardo do Campo e outra no Itaim Bibi, na
capital paulista. Clique aqui para saber mais
sobre a Estância Alto da Serra.
Outro dado do Sigeo que chamou a atenção
do líder do PT na Assembléia,
deputado Simão Pedro, foi o gasto de
R$ 4 mil com o cartão corporativo, entre
2005 e 2007, para pagar táxi. O que chama
a atenção é o fato de os
gastos com táxi serem pagos a uma mesma
empresa, a Chame Táxi (clique aqui).
SERRA SE CALA 4 VEZES SOBRE CPI
DOS CARTÕES
O Governador José Serra
esteve nesta segunda-feira, dia 18, na Escola
Estadual Maria Zilda Natel, no bairro do Morumbi,
na Zona Sul da capital paulista, para abrir
o ano letivo das escolas estaduais (clique aqui
para ver o vídeo).
A repórter do Conversa Afiada Daniela
Paixão tentou fazer a seguinte pergunta
ao Governador:
"O Presidente Lula apóia a criação
de uma CPI do cartão corporativo. O senhor
também apoiaria a criação
de uma CPI aqui no Estado ?"
O Governador José Serra respondeu:
"Vamos falar sobre educação.
Nós estamos aqui para falar sobre educação".
Daniela Paixão tentou fazer a pergunta
ao Governador outras três vezes. O Governador
José Serra ignorou e nem olhou para a
repórter do Conversa Afiada.
Leia o que o Conversa Afiada já publicou
sobre a tapioca:
Cartão de Serra foi usado em casas noturnas
Tapioca do Farol: carros precisam de revisão
Carta Capital: CPI da Tapioca, o alvo é
Lula
Sidbrack, a testemunha bomba da CPI
Tapioca de Serra na Água Doce Cachaçaria
jn é o porta-voz do Serra
Serra e FHC "obstaculizam" CPIs
Mino: todo mundo tem telhado de vidro
PHA se oferece à CPI para depor
"Tapioca" de Serra compra meia: será
o pé frio ?
Azenha mostra a "Tapioca" de FHC
OAB/SP investiga “Tapioca” de Serra
“Tapioca” do Serra: Lojas não
vendem Vale Transporte
Folha detona "tapioca" de Serra
Folha se cala sobre tapioca de Serra
"Tapioca" de Serra: líder do
DEM exige transparência
Governo Lula enfrenta o PIG: enfim !
Vice de Serra foi ver Lion King?
SERRA NÃO IMPEDE DENÚNCIA DO FANTÁSTICO
Paulo Henrique Amorim
Máximas e Mínimas
954
. O presidente eleito não
é mais o mesmo.
. Não conseguiu impedir – embora
provavelmente tenha tentado – que o Fantástico
deste domingo, dia 18, revelasse indícios
de corrupção em licitação
do metrô de São Paulo.
. As obras do metrô de São Paulo,
um dia, serão submetidas a um exame isento
e responsável.
. O sistema de licitação do tipo
“porteira fechada”, com dois candidatos
a Presidente da República – Alckmin
e Serra – é um convite à
corrupção...
. Clique aqui para ler as perguntas do Conversa
Afiada sobre a cratera do metrô e que
o presidente eleito considera “brincadeira
de tolices” (sic).
. Clique aqui para ir ao site Fantástico.
. Ou leia um resumo da denuncia:
A reportagem de Rodrigo Bocardi fala de notas
no valor total de R$ 2,8 milhões, de
equipamentos que o Metrô comprou da empresa
Ezalpha. Dois funcionários seriam os
responsáveis por essa compra: Jorge Secall
e Marcelo Diman, que hoje trabalha no consórcio
responsável pela construção
da Linha 4 do Metrô.
Segundo a “fonte oculta” do Fantástico
(que não foi identificada e apareceu
com voz de pato), os equipamentos que foram
comprados por R$ 2,8 milhões estariam
entre R$ 1,2 milhões e R$ 1,3 milhões
acima do valor de mercado.
O Bocardi ligou para a Ezalpha para conferir
o preço de dois equipamentos que o Metrô
comprou. Um deles, chamado detector de aspiração,
custava R$ 15 mil, mas o Metrô comprou
por R$ 22 mil. Um outro, chamado isolador, custa
R$ 61, mas o Metrô pagou R$ 89 por ele..
Os equipamentos estariam 45% acima do valor
de mercado, segundo essa fonte não identificada.
A Ezalpha venceu duas licitações
para vender os equipamentos para o Metrô.
A primeira foi em dezembro de 2006 e a segunda
em junho de 2007.
A terceira e maior licitação (seria
de R$ 3 milhões) o Metrô suspendeu
depois de saber que o Fantástico preparava
a reportagem.
. O metrô divulgou uma nota
oficial sobre a reportagem:
1.O Metrô recebeu no dia 8/1/08 uma denúncia
anônima sobre possíveis irregularidades
em três licitações do Metrô
(modalidade pregão presencial), duas
iniciadas e concluídas em 2007, nos valores
seguintes: R$ 45.000.00 e R$ 76.725,00 e outra,
iniciada em 2006 e concluída em 2007,
no valor de R$ 2.895.000,00. Segundo a denúncia,
teria havido, nessas licitações,
um desvio no montante de R$ 1.800.000,00.
2. No dia seguinte, 9/1/08, o Metrô instaurou
uma diligência para investigar a procedência
das acusações. Essa diligência
está em andamento.
Resultado da Diligência, até o
presente:
1. Dentre os três contratos, os contratos
de R$ 76.725,00 e de R$ 45.000,00 foram iniciados
e encerrados em 2007.
2. O processo de licitação do
contrato de R$ 2.895.000,00 foi iniciado em
2006 e o contrato foi assinado em 2007. Até
o presente o Metrô não fez qualquer
pagamento referente a esse contrato, o qual,
em função da diligência
que está sendo efetuada, foi suspenso.
3. Os pagamentos feitos até o presente
pelo Metrô referem-se aos dois contratos
de menor valor, que totalizam R$ 121.725,00.
Com isso, fica afastada a hipótese de
desvio de R$ 1.800.000,00, alegado na denúncia
mencionada.
4. Caso haja qualquer irregularidade nos dois
contratos cujos pagamentos já foram efetuados,
o Metrô procederá no sentido de
garantir o seu imediato ressarcimento.
5. A diligência apurou que a viagem dos
funcionários, realizada em 2006, por
conta de uma empresa privada, conforme apresentado
na denúncia, ocorreu sem conhecimento
da Diretoria, em período de férias
dos mesmos. Um dos funcionários já
não trabalha no Metrô e outro foi
afastado, até a conclusão da diligência.
6. O Metrô vai prosseguir com a investigação.
Uma vez determinada a existência de qualquer
ato ilícito, os culpados serão
punidos no rigor da lei.
7. O andamento dessa investigação
estará, permanentemente, à disposição
da Imprensa e da opinião pública.
ALCKMIN 2 X 0 SERRA
Paulo Henrique Amorim
Máximas e Mínimas
951
. Se o Alckmin quiser ele será candidato
(a Prefeito de São Paulo).
. Essa frase atribuída pelo PIG ao presidente
eleito José Serra não deve ser
verdadeira.
. Porque, se for, demonstrará que Romário
tem razão: o Serra calado é um
poeta.
. Se a frase, de fato, for verdadeira, ela indicará:
1) Que Serra acha que manda no Alckmin;
2) Que Serra acha que manda no PSDB de São
Paulo;
3) Que Serra acha que manda no PSDB do Brasil;
4) Que Serra acha que manda no Kassab;
5) Que Serra acha que manda no PFL de São
Paulo;
6) Que Serra acha que manda no PFL nacional.
. Logo, a frase não deve ser verdadeira.
. Serra não manda em nenhuma das seis
hipóteses acima mencionadas.
. Serra não manda também no 18º.
Batalhão da PM de São Paulo, onde
habitam os “Matadores do 18”.
. Serra também não manda no Denarc.
. Como se sabe, segundo o colombiano Abadía,
um especialista na matéria, a melhor
maneira de combater o trafico em São
Paulo é fechar o Denarc.
. Serra não manda no PCC nem nas cadeias
de São Paulo, onde se realizam as sessões
dos tribunais do PCC.
, Segundo o Estadão de hoje, domingo,
dia 17, pág. C1, caderno Metrópole,
“tribunais” do PCC julgam até
“pequenas causas”.
. Onde Serra manda: na Secretaria de Segurança,
que levou UM MÊS para abrir o IPM que
deverá, TEORICAMENTE, investigar se o
assassino do Coronel Hermínio foi um
policial militar.
. Ou se houve mandantes prejudicados pela ação
do Coronel Hermínio num dos seguintes
segmentos da suposta corrupção
na Polícia de São Paulo: formação
de grupos de extermínio para realizar
chacinas; levar dinheiro na licitação
de novos equipamentos de telefonia; e exploração
e/ou cumplicidade na indústria dos caça
níqueis.
. O presidente eleito José Serra manda
também na Assembléia Legislativa
de São Paulo onde não deixa abrir
a CPI da “tapioca do Serra”, nem
a CPI dos caça-níqueis, que, só
na região Centro da cidade, sob a eterna
vigilância de Andrea Matarazzo, movimentam
recursos de R$ 1 milhão / mês.
. Há suspeitas de que uma boa parte desse
dinheiro dos caça-níqueis se encaminhe
para o financiamento de campanhas políticas.
. É a suspeita, por exemplo, do Deputado
Estadual Major Olimpio, que entrevistei para
o programa Domingo Espetacular, da Rede Record.
. O presidente eleito manda na Assembléia
e impede a CPI da Cratera.
. (Clique aqui para ler as perguntas do Conversa
Afiada ao Governador sobre a cratera e assuntos
correlatos)
. Parece inevitável que Alckmin seja
candidato a Prefeito de São Paulo.
. José Aníbal – contra Serra
e com o apoio de Alckmin e Aécio –
se tornou o líder do PSDB na Câmara.
. Alckmin 2 X 0 Serra.
. O presidente eleito ainda não fez nada
como governador de São Paulo.
. Promete obras torrenciais, o SuperPac, a tempo
de ser entronizado pelo PIG na Presidência
da República.
. Serra é outro “gênio”
paulista inventado pelo PIG de São Paulo.
(São vários ...)
. Serra conseguiu construir a fama de ser “um
grande economista” sem ter publicado uma
única linha (a não ser um trabalho,
no exílio, em companhia de Maria da Conceição
Tavares, sobre o “milagre” econômico
dos anos militares – de onde você
acha, caro leitor, que saíram as idéias
do “paper” – dela ou dele
?)
Em tempo: o leitor que more em São Saulo
e seja submetido, todas as manhãs, ao
sacrifício de ler o Estadão e
a Folha, deve ter percebido que este comentário
não fez referência ao Datafolha,
que mostra o candidato de Serra à prefeitura
de São Paulo lá na rabeira. Trata-se
de uma única pesquisa, que, como todas
as outras, não vale muita coisa. Nos
Estados Unidos, nessas eleições
primárias, a media de dez pesquisas,
DEZ, tem mostrado certa “inconsistência”,
como diria a colonista Eliane Cantanhêde,
aquela que disse que Serra é o candidato
“mais consistente”
.
Em tempo 2: por falar nisso, como disse o filósofo
Paulo Arantes à Folha: “O que pensa
esse rapaz (o Serra) ?
”
Em tempo 3: O titulo “Alckmin 2 X O Serra”
se inspira, evidentemente, no “Aécio
Neves 1 X O José Serra”, da excelente
estréia da coluna “Rosa dos Ventos”,
de Mauricio Dias, na Carta Capital (clique aqui
para ir ao site da Carta).
Em tempo 4: Aproveite para participar no Blog
do Mino do palpitante Festival do Tartufo Nativo.
Clique aqui.
Em tempo 5: um leitor do Conversa Afiada nos