24/03 - 13h31

PEGASUS, A MÃE DE TODAS AS BrOi

Paulo Henrique Amorim

Máximas e Mínimas 1033


. Nos bons tempos do Farol de Alexandria, quando não havia pecado abaixo do Equador, Carlos Jereissati e Sergio Andrade, empresários (?) que controlam a BrOi, tomaram dinheiro do BNDES.

. E fundaram a Telemar.

. Andrade estava associado a Daniel Dantas, de quem já tinha sido sócio numa empresa de energia no Paraná – Sanepar –, até que o governador Roberto Requião mandou os dois para a rua ...

. Como, aliás, fez Itamar Franco, que mandou Daniel Dantas embora da Cemig ...

. (Quer dizer, Dantas só engana quem quer ser enganado ...)

. Aí, Jereissati, Andrade e Dantas criaram a Pegasus.

. E a Telemar começou a comprar serviços da Pegasus.

. E comprava serviços da Pegasus.

. E comprava serviços da Pegasus.

. Uma predileção interessante.

. Os outros acionistas da Telemar ficavam a contemplar o luar de Paquetá – o Banco do Brasil, a Previ e o BNDES, por exemplo ...

. (Esses, contemplam o luar de Paquetá até hoje ...)

. E a Telemar a comprar da Pegasus.

. A Pegasus ficou tão rica, mas tão rica, que passou a valer muito dinheiro.

. Tanto dinheiro, que a Telemar, de Jereissati e Andrade, comprou a Pegasus, de Jereissati e Andrade...

. Dantas, como sempre, está dentro dessa.

. Como estavam K, que os fundos colocaram para presidir a BrT, e Otávio Azevedo, aquele que tem profundas ligações com a Alcatel.

. Clique aqui para ler BrT – Alcatel – os fundos e o Citi estão nessa ?

. O método Jereissati-Andrade-Dantas de ganhar dinheiro é o usado na Pegasus/Telemar.

. Não põem um tusta e ficam ricos com o dinheiro dos parvos ...

. Foi assim que eles fizeram com o iG (*) (e botaram Nizan Guanaes na vitrine, para contratar um cãozinho branco, peludo, e dizer que é o gênio do marketing ...), MetroRed e outros empreendimentos que enchem de orgulho o capitalismo nacional.

. E é isso o que eles vão fazer com a BrOi.

. Sempre com o dinheiro do BNDES e dos fundos de pensão dos trabalhadores do Banco do Brasil, da Petrobras e da Caixa Econômica ...

. Seja no Governo do Farol, seja no Governo Lula, o BNDES e os Fundos são o pato da história ...

. Leia o que a respeitada publicação Teletime, do respeitado jornalista Rubens Glasberg, publicou sobre a Pegasus:

Telemar pagou ágio de 1400% na Pegasus
Quinta-feira, 01 de Fevereiro de 2001, 22h11

Os dados que faltavam sobre a Pegasus em 4 de janeiro deste ano, quando a Telemar anunciou o investimento de R$ 100,4 milhões por 17,28% do capital dessa empresa de transmissão de dados em banda larga, foram agora obtidos por TELETIME News através da Junta Comercial de São Paulo. Essa falta de maiores detalhes a respeito da Pegasus causou temores entre analistas financeiros na ocasião. A ata da Assembléia Geral Extraordinária realizada no dia 2 de outubro do ano passado, agora obtida, confirma que os acionistas controladores da Pegasus são os mesmos da Telemar. É possível identificar de imediato os grupos Andrade Gutierrez, La Fonte e GP Investimentos. Sem falar de outros que podem estar presentes através de empresas desconhecidas do público em geral e que aparecem na ata.

Telemar e Pegasus II
Quinta-feira, 01 de Fevereiro de 2001, 22h11

Essa ata refere-se a um aumento do capital social da Pegasus de R$ 19,7 milhões para R$ 37,8 milhões, que contou também com a participação da Telemar, que já detinha pequena parcela da empresa. Isso permite concluir que a Telemar, único sócio que agrega valor estratégico à Pegasus, pagou, três meses depois desta assembléia, um ágio de 1400% aos seus próprios acionistas controladores para ficar com 23,26% do capital social da empresa, sem direito a voto e a interferência na gestão. Clique aqui para ler a íntegra da ata da AGE de 2/10/2000 da Pegasus e o Fato Relevante divulgado pela Telemar em 4/01/2001.

Preço que Telemar pode pagar pela Pegasus preocupa
Segunda-feira, 15 de Julho de 2002, 19h29

A notícia de que a Telemar está interessada em aumentar sua participação acionária na Pegasus, divulgada oficialmente pela operadora na semana passada, preocupa alguns analistas no que concerne ao preço a ser pago. “Estrategicamente é uma compra interessante para a Telemar, pois os backbones das duas empresas são complementares. A questão é quanto será pago”, comenta Alexandre Querne, da Máxima Asset Management. Segundo o jornal Valor Econômico, a operação poderia envolver entre R$ 300 milhões e R$ 400 milhões.

O temor tem fundamento: em janeiro de 2001, a Telemar adquiriu 17,28 % da Pegasus a um preço de R$ 100,4 milhões, valor que, segundo apuração do TELETIME News na época, correspondia a um ágio de 1.400 % em relação a investimentos feitos pelos acionistas da Pegasus apenas três meses antes, conforme ata da AGE realizada em 02/10/2000. Os acionistas da empresa, contudo, são os mesmos da Telemar, exceto pela ausência do BNDES, ou seja, La Fonte, Andrade Gutierrez, GP e Opportunity. Com a compra, na ocasião, a Telemar passou a ter 24,44 % da Pegasus. Segundo uma fonte ligada à operadora, a intenção agora é ter o controle da carrier de carrier, não sendo descartada a compra de 100 % da empresa.

Como Andrade Gutierrez, GP Investimentos, La Fonte e Opportunity são acionistas tanto da Pegasus quanto da Telemar, as preocupações com a transparencia do negócio são grandes.
A Telemar contratou os bancos UBS Warburg e Goldman Sachs para fazer a avaliação do valor da empresa, mas mesmo assim o mercado está atento para o preço que será estipulado e levará em conta o fato de que nos últimos 12 meses houve grande depreciação nos preços dos ativos de telecomunicações em todo o mundo, inclusive no Brasil.

Grupo também faz parte do quadro de acionistas da Pegasus
Segunda-feira, 12 de Março de 2001, 20h30

Segundo informações da Pegasus, o Opportunity é acionista da empresa com 7,08% do seu capital total, ao lado do grupo La Fonte (7,08%), grupo GP (11,74%), grupo Andrade Gutierrez (32,06%), da própria Telemar (24,44%), do BB Investimentos (6,73%) e do banco ABN (10,87%). A Telemar aumentou a sua participação na Pegasus no início deste ano, pagando R$ 100 milhões, fato que chamou a atenção de acionistas minoritários porque a mesma Telemar avaliou a Pegasus, três meses antes, por um valor 15 vezes menor. O Opportunity nunca assumiu oficialmente a sua presença como acionista da Pegasus.

Pegasus Telecom atenderá pequenas e médias empresas
Sexta-feira, 25 de Maio de 2001, 18h42

A Pegasus Telecom, que tem entre seus acionistas a TNL (24,44%; a empresa também é controladora da Telemar), oferecerá roteador, serviços de hosting, contas de e-mail, instalação, gerenciamento, manutenção e controle de redes para o segmento de pequenas e médias empresas (PMEs). O serviço, batizado de Pegasus.Net, é uma solução de acesso dedicado à Internet e abrangerá todas as regiões em que a empresa está presente. Atualmente, a rede da Pegasus, com mais de 6 mil km, atende regiões que, juntas, representam 67% do tráfego de dados do País.

Telemar aumenta participação na Pegasus
Sexta-feira, 05 de Janeiro de 2001, 22h57

A Telemar anunciou nesta sexta, dia 5, a aquisição de 17,28% do capital da Pegasus Telecom (operadora de telecomunicações do segmento de transmissão de dados) com a subscrição de 7,3 mil ações preferencias da empresa. A tele passa a deter agora 23,26% do capital social da Pegasus, correspondente a R$ 100,4 milhões. Mais detalhes sobre a operação, como a nova configuração acionária da empresa e objetivos, serão informados ao mercado em reunião programada para o dia 15 na Abamec, em São Paulo. A Pegasus Telecom tem como controladora a AG Telecom, que também faz parte do grupo controlador da Telemar. Sua rede cobre as principais cidades do eixo Rio-São Paulo e se encontra em ampliação para interligar também outras grandes capitais, de Porto Alegre a Brasília.

Estimativas de preço não são conclusivas
Quarta-feira, 10 de Janeiro de 2001, 22h41

Devido ao próprio fato de a Pegasus não publicar suas informações financeiras, não há duas contas iguais sobre o capital que os acionistas da carrier teriam efetivamente aportado na companhia. Nas contas do Banco Fator, a Telemar colocou, com essa última compra, um total de R$ 100,45 milhões, o que faria chegar a um equity de R$ 430 milhões. Nos cálculos do Banco Pactual, em sua publicação Brazil Equity Update, a Telemar teria despendido R$ 180 milhões e o equity total seria de aproximadamente R$ 540 milhões.

Pagamento por "sinergias" à Pegasus causa estranheza no mercado
Quinta-feira, 31 de Outubro de 2002, 19h08

O preço estipulado pela Telemar para a compra da Pegasus ficou dentro das expectativas do mercado. O desembolso, que pode chegar a R$ 335,8 milhões, foi bem recebido por analistas de bancos, que disseram esperar algo entre R$ 350 milhões e R$ 400 milhões. Uma fonte ligada ao BNDES também afirmou considerar o preço razoável.

A operadora oferece R$ 221,8 milhões por 99,9% das ações – incluindo, portanto, os 24,4% em poder da holding Tele Norte Leste Participações – e mais até R$ 114 milhões relativos à sinergia e às economias que a empresa terá com a aquisição. O valor desta segunda parcela será definido em uma Assembléia Geral Extraordinária (AGE) convocada para o dia 29 de novembro, mas apenas os minoritários com ações ordinárias poderão votar. A divisão em duas parcelas foi considerada atípica pelos analistas. “Nunca vi uma venda assim”, comentou André Querne, analista da Máxima Asset Management. O presidente da Telemar, Ronaldo Iabrudi, defende a escolha: “nossos ganhos com sinergia serão muito maiores que esses R$ 114 milhões e achamos justo repassar uma parcela aos vendedores, desde que isso conte com a aprovação dos minoritários”.

O executivo admite não ter conhecimento de uma operação no Brasil na qual o comprador revele em detalhes a composição do preço de compra. O problema de repasse dos ganhos de sinergia ao vendedor é que no caso da Pegasus e Telemar compradores e vendedores se confundem, já que as duas têm diversos acionistas em comum: GP Investimentos, Grupo La Fonte, Andrade Gutierrez e Opportunity.
A Telemar também se propõe a assumir a dívida da Pegasus, calculada em R$ 339,1 milhões em 30 de junho passado. Vale lembrar que 95% dessa dívida está em dólar. Além disso, há R$ 44 milhões referentes a créditos fiscais que a Pegasus receberá no futuro e que a Telemar se compromete a devolver aos antigos acionistas da empresa de transmissão de dados.

Para garantir transparência ao processo, a Telemar contratou dois bancos para realizarem a avaliação do negócio: UBS Warburg e Goldman Sachs. Os R$ 221,8 milhões que serão oferecidos pelas ações representam a média dos valores apresentados pelos dois bancos.

Com a aprovação esta semana por seu conselho de administração, a Telemar aguarda apenas a confirmação dos demais acionistas na AGE de 29 de novembro para concretizar o negócio. Depois dessa assembléia, a PricewaterhouseCoopers e o escritório Barbosa, Müssnich & Aragão Advogados serão contratados para atualizar o balanço da Pegasus e coordenar os detalhes finais da venda. A expectativa de Iabrudi é de que a Telemar comece a vender capacidade da Pegasus a seus clientes no início do ano que vem.
Comparação

Em janeiro de 2001, a Tele Norte Leste Participações adquiriu 17,28 % da Pegasus a um preço de R$ 100,4 milhões. Tomando esses valores como base, 100% da empresa valeria R$ 518 milhões, ou cerca de US$ 260 milhões, já que a cotação do dólar na época era de aproximadamente R$ 2,00.
Um desembolso de R$ 335,8 milhões por 100% da Pegasus hoje equivaleria, de acordo com a cotação atual, a algo em torno de US$ 92 milhões. Desta forma, a oferta da Telemar parece baixa, mas é preciso lembrar que, quando da compra dos 17,28% da Pegasus, os R$ 100,4 milhões pagos correspondiam, segundo apuração do TELETIME News na época, a um ágio de 1.400 % em relação a investimentos feitos pelos acionistas da Pegasus apenas três meses antes, conforme ata da AGE realizada em 02/10/2000. Além disso, a variação da dívida da Pegasus de lá para cá, é outro componente que precisaria ser mais bem estudado para se afirmar se a oferta atual é de fato boa.

Acionistas da Telemar aprovam compra da Pegasus
Sexta-feira, 29 de Novembro de 2002, 19h18

Em Assembléia Geral Extraordinária (AGE) realizada nesta sexta, 29, os acionistas da Telemar Norte Leste aprovaram a aquisição da empresa de transmissão de dados Pegasus, pelo valor de R$ 335,8 milhões. Nesse total estão incluídos os R$ 114 milhões que serão pagos a título de economias que a Telemar terá em decorrência da sinergia com a empresa adquirida, conforme cálculos da operadora.
Apenas os minoritários com ações ordinárias puderam votar a questão do pagamento por sinergias, pois a maioria dos acionistas que compõem o grupo controlador da Telemar – Andrade Gutierrez, Grupo La Fonte, GP Investimentos e Opportunity – são também donos da Pegasus. A operadora não divulgou os nomes nem o número de acionistas minoritários que votaram a favor do pagamento, alegando que informação não poderia ser publicada antes de ser enviada, em ata da assembléia, à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Além de desembolsar R$ 335,8 milhões, a Telemar herdará toda a dívida da Pegasus, que, em sua última avaliação, em 30 de junho, somava R$ 339,1 milhões. Como a maior parte da dívida está em dólar, é provável que ela esteja mais alta hoje.

O pagamento de R$ 114 milhões pela sinergia foi muito criticado no mercado nas últimas semanas. Analistas disseram não entender o porquê de se gastar mais em uma compra quando se poderia gastar menos, já que não havia concorrentes. O presidente da Telemar, Ronaldo Iabrudi, entretanto, insistiu no argumento de que o pagamento por sinergias acontece em qualquer aquisição e que a empresa estaria sendo mais transparente que o normal ao detalhar a composição do preço a ser pago e pôr a questão em votação.

As relações entre Telemar e Pegasus despertam controvérsias desde janeiro de 2001, quando a operadora adquiriu 17,28 % da Pegasus por R$ 100,4 milhões, valor que, segundo apuração do TELETIME News na época, correspondia a um ágio de 1.400 % em relação a investimentos feitos pelos acionistas da empresa apenas três meses antes. Com a compra, na ocasião, a Telemar passou a ter 24,44 % das ações sem direito a voto da Pegasus.

Vale lembrar ainda que dois meses depois, a Telemar adquiriu por R$ 50 milhões o provedor de acesso Ig, na ocasião controlado pelo Opportunity e GP, que se encontrava em situação de insolvência.

Portfólio

Em junho de 2002, a Pegasus tinha um total de 32 clientes "carrier" e 246 clientes corporativos, entre grandes, pequenas e médias empresas. Esse portfólio será incorporado imediatamente à Telemar, assim que o processo de aquisição for concluído, faltando para isso apenas a aprovação dos órgãos reguladores.

A rede da Pegasus tem 5,7 mil km ligando as principais cidades das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste. Além disso, há outros 873 km em redes metropolitanas em São Paulo, Brasília, Curitiba e Porto Alegre.

Preço da Pegasus contrariou preferencialistas da Telemar
Segunda-feira, 02 de Dezembro de 2002, 16h42

Na opinião de analistas ouvidos por TELETIME News, os acionistas preferencialistas da Telemar não teriam aprovado a compra da Pegasus se lhes fosse dada a oportunidade de votar. “Pelo feedback que tenho dos clientes, sei que eles votariam contra a aquisição por esse preço”, comenta o analista de um banco. Em Assembléia Geral Extraordinária (AGE) da Telemar Norte Leste realizada na última sexta, 29 de novembro, apenas os acionistas ordinaristas tiveram direito de votar. Como a holding Tele Norte Leste Participações detém mais de 97% das ações ordinárias de sua subsidiária, a aquisição era tida como certa pois o voto da controladora já era conhecido. Mas o pagamento de uma parcela de R$ 114 milhões referente a futuros ganhos de sinergia calculados pela operadora foi votado apenas pelos minoritários ordinaristas, que optaram por aprová-lo.

Na opinião de uma fonte ligada aos fundos de pensão, que também detêm participação na holding da Telemar mas não participam do controle por já o fazerem na Brasil Telecom, os preferencialistas deveriam ter sido ouvidos. “É verdade que a lei brasileira garante o voto apenas aos ordinaristas, mas, em algumas exceções, quando se trata de questões muito importantes e se assim quiserem os controladores, o direito de voto pode ser estendido aos preferencialistas”, disse a fonte, para quem a compra da Pegasus seria um desses casos.

A analista Carolina Gava, do BES Securities, concorda e lembra que a maior parte dos acionistas que ainda detêm ações ordinárias da Telemar Norte Leste são pessoas que não acompanham o mercado acionário e que, não raramente, sequer sabem que possuem as ações. “Boa parte dessas pessoas recebeu esses papéis na época dos planos de expansão da antiga Telebrás”, comenta Gava. Não é de se estranhar que tenham comparecido à AGE um grupo detentor de pouco mais que 10% das ações ordinárias em posse de minoritários.
Pagamento

A Telemar desembolsará R$ 335,8 milhões pela Pegasus e herdará uma dívida de R$ 339,1 milhões da empresa adquirida, segundo avaliação feita pela última vez em junho passado. O preço é considerado alto se comparado com outras negociações concluídas recentemente no setor de telecomunicações, como a venda da Globenet por apenas US$ 48 milhões à Brasil Telecom.

Também provoca discussão o fato de haver acionistas em comum na Telemar e na Pegasus. São eles: Andrade Gutierrez, GP Investimentos, grupo La Fonte e Opportunity.

No intuito de reduzir a polêmica em torno do negócio, a Telemar contratou os bancos Goldman Sachs e UBS Warburg para definir quanto seria pago pela Pegasus.

Fundos de pensão votariam contra aquisição da Pegasus pela Telemar
Terça-feira, 16 de Julho de 2002, 18h24

Se pudessem participar do controle da Telemar, os fundos de pensão Previ, Petros e Telos provavelmente votariam contra a aquisição da Pegasus pela operadora local, comentou uma fonte ligada às fundações. Essas entidades de previdência controlam 19,9% da Telemar Participações S.A., mas não têm direito a voto porque são acionistas controladores da Brasil Telecom. A fonte entrevistada por TELETIME News disse que os fundos temem que a Pegasus seja adquirida acima do seu valor de mercado. “Receio que se repita o mesmo que aconteceu na compra do iG”, comentou, referindo-se à aquisição do provedor de acesso pela Telemar, cujo valor foi considerado alto na época. Tal como na Pegasus, havia acionistas em comum entre iG e Telemar. Eram eles: GP Investimentos e Opportunity. No caso da Pegasus, são acionistas em comum com a tele Andrade Gutierrez, La Fonte, GP Investimentos e Opportunity.

Assembléia Geral

Segundo a mesma fonte, só seria possível impedir a compra da Pegasus se o assunto fosse levado a uma Assembléia Geral, pois dela todos os acionistas da Telemar podem participar. Mas, de acordo com o estatuto da empresa, a decisão ficará por conta do conselho de administração. O órgão é o responsável pela aprovação de quaisquer operações de aquisição ou aumento de capital em outras empresas, mesmo que envolvam acionistas em comum.

Animec irá à Justiça, alegando defender minoritários
Quarta-feira, 05 de Fevereiro de 2003, 19h17

A Associação Nacional dos Investidores do Mercado de Capitais (Animec) pretende entrar na Justiça para defender os direitos dos minoritários na operação de venda da TCO para a Brasicel, joint-venture composta por Telefônica Celular e Telesp Celular. O presidente da associação, Waldir Correa, discorda do caráter compulsório da troca das ações preferenciais de TCO por ações da Telesp Celular. Além disso, considera baixa a proporção estabelecida para a troca: cada ação da TCO valerá 1,27 ação da Telesp. “O ágio a ser pago como prêmio de controle será de quase 225%. Isso deveria ser dividido com os minoritários”, protesta Correa. Em sua opinião, um ágio justo seria entre 20% e 40%. A Animec discutiu este assunto na terça-feira, 4, com diretores da CVM, inclusive o presidente Luiz Leonardo Cantidiano, que endossou a iniciativa da associação.

Pegasus

A mesma disposição da Animec em defender os direitos dos minoritários na Justiça não foi observada, contudo, em outras recentes negociações polêmicas no setor de telecomunicações, como a operação da Telemar que salvou o iG da bancarrota e a compra da Pegasus. Neste caso, a operadora ofereceu R$ 335,8 milhões, dos quais R$ 114 milhões em razão de economias que seriam conquistadas com a sinergia entre as empresas, além de assumir as dívidas. O problema é que Telemar e Pegasus tinham vários acionistas em comum – Andrade Gutierrez, GP Investimentos, grupo La Fonte e Opportunity –, o que levantou suspeitas sobre conflito de interesses. “A Telemar apresentou avaliações internacionais e pareceres jurídicos validando a compra. No meu entender, todas as dúvidas foram esclarecidas. Não vou brigar só por brigar”, explicou Correa, lembrando que a Animec promoveu uma reunião com acionistas minoritários na época para discutir o tema.

Vale ressaltar que um dos diretores da Animec, Francisco Magalhães, é membro do conselho de administração da Brasil Telecom, operadora controlada pelo Opportunity que disputou com a Brasilcel a compra da TCO e perdeu. Segundo informações de outros membros do conselho de administração, o diretor da Animec vota sistematicamente alinhado com os representantes do Opportunity nas reuniões sobre questões decisivas para a Brasil Telecom.

(*) Leia o que a respeitada publicação Teletime, do respeitado jornalista Rubens Glasberg publicou sobre o iG:

Assembléia da Telemar aprova contrato com o iG
Terça-feira, 20 de Março de 2001, 14h58

A assembléia de acionistas da Telemar realizada nesta terça, dia 20, aprovou o contrato com o provedor de acesso iG. Participaram da assembléia acionistas representando 57% dos papéis da tele, mas apenas metade votou. Ao final das contas, o processo de aquisição do iG foi aprovado por acionistas representando 22% do capital da operadora. Com a aprovação, a Telemar pagará, em uma semana, R$ 10 milhões ao iG. Além deste valor, o data center do iG também será adquirido, por outros R$ 40 milhões. O iG remunerará a Telemar em R$ 3 milhões por ano, ao longo de cinco anos, pelo uso desta infra-estrutura de servidores.

Telecom Italia pede, na CVM, explicações sobre compra do iG
Segunda-feira, 10 de Maio de 2004, 12h27

A Telecom Italia, colocando-se na condição de acionista com cerca de 8% de participação no capital da Brasil Telecom S/A, entrou com um pedido junto à CVM para que sejam fornecidas pela operadora informações sobre o processo de compra do provedor iG e, adicionalmente, pede a abertura de procedimento administrativo visando futura abertura de inquérito contra os administradores da BrT e do Opportunity. O pedido da Telecom Italia foi protocolado na CVM na semana passada, no dia 7, e baseia-se nas recentes informações veiculadas em diferentes órgãos de imprensa segundo as quais a participação de fundos offshore geridos pelo banco UBS já teriam sido adquiridas pela BrT ou veículos do Opportunity (a estrutura acionária não está clara), garantindo à operadora 52% das ações votantes do provedor. Por esse percentual, teriam sido pagos US$ 40 milhões. Segundo outras informações veiculadas pela revista Veja, a participação no iG da Globenet (que por sua vez é uma empresa controlada 100% pela Brasil Telecom) também teria sido adquirida pela BrT. Agora, estariam em fase de finalização as conversas para a aquisição do restante do capital do iG, nas mãos da Telemar e dos acionistas controladores da Telemar (entenda-se Andrade Gutierrez e GP). No final do ano passado, o UOL News publicou informação de que a BrT se preparava para comprar, por um total de US$ 115 milhões, todas as participações no iG.

Na semana passada, a presidente da Brasil Telecom, Carla Cico, confirmou a analistas de investimento que a operadora está negociando a compra do controle acionário do provedor, mas não forneceu mais detalhes. Fontes ouvidas por este noticiário na ocasião revelaram que a aquisição seria feita em parte pela Metrored (controlada pela BrT) e, possivelmente, também por outros veículos ligados ao Opportunity, acionista controlador e gestor da BrT. O banco gestor, aliás, é também acionista do iG. A mesma fonte informou que a participação acionária de fundos estrangeiros no provedor já teria sido comprada pelo Opportunity, como revelou a revista IstoÉ Dinheiro, e que agora estaria em negociação a aquisição do restante das ações, pertencentes à Andrade Gutierrez, à GP Investimentos e à Telemar.

A Telecom Italia tem dúvidas em relação aos métodos de avaliação do iG e manifestou isso à CVM. Também desconfia que o valor que está sendo atribuído aos ativos do iG esteja superavaliado. Essa não é a primeira vez que Opportunity, Brasil Telecom, Telemar e acionistas da Telemar compram e vendem o iG entre si usando recursos das operadoras de telefonia. Em 1999 operação de compra semelhante foi feita pela Telemar, que na época pagou R$ 50 milhões. Antes disso, BrT e Telemar haviam adquirido participação no iG diretamente dos seus acionistas controladores.

Telemar e TCS vão ao Cade explicar compra do iG
Sexta-feira, 18 de Fevereiro de 2000, 19h48

Depois de haver anunciado ao mercado a intenção de entrar na empresa Internet Group, o iG, provedor de Internet gratuita no país, os presidentes da Telemar e da TCS fizeram nesta sexta, dia 18, uma visita ao presidente do Cade, Gesner Oliveira. De acordo com Manoel Horácio, presidente da Telemar, a formalização do pedido de apreciação pelo conselho para a entrada no iG será feita em 15 dias, via Anatel, por serem as duas empresas da área de telecomunicações. A entrada da Telemar e da TCS no iG não significa, contudo, que as duas empresas estejam trabalhando algum tipo de associação ou parceria entre si. "Apenas aconteceu ao mesmo tempo", explica Manoel Horácio. A Telemar, através de uma subsidiária integral que está sendo criada, a Telemar.com, vai ficar com 22,9% do capital do iG investindo US$ 5,7 milhões. A TCS entrará com US$ 2,8 milhões e fica com 11,3% do capital do iG.

Provedor não tem equipamentos de acesso
Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2000, 23h30

O que a analista chama a atenção é para o fato pouco divulgado de que o iG, ao contrário da AcessoNet, não tem equipamentos de acesso, os chamados bancos de modems. A empresa que hoje pertence integralmente à Embratel já possuía toda a parafernália eletrônica para receber chamadas de assinantes da UOL em 66 pontos de presença próprios e em outros 120 fornecidos por pequenos provedores mediante contrato. As conexões do iG, segundo a pesquisadora, são totalmente feitas por terceiros contratados, entre os quais a Brasil Telecom e a própria Telemar (duas de suas controladoras), Telefônica e AT&T. A empresa estaria pagando, mensalmente, cerca de R$ 80 por porta aos operadores, com um custo total de US$ 4 milhões por mês. Ou seja: no caso da estrutura de conexão, não haveria nada a comprar senão dívidas. Consultado por TELETIME News, o iG declarou, através da sua assessoria de imprensa, ter a política de não informar qual é a sua estrutura própria ou contratada, "por se tratar de assunto muito estratégico".

Telemar/iG é negócio decidido. Valor final fica para depois
Quarta-feira, 03 de Janeiro de 2001, 22h40

A Telemar afirmou a TELETIME News nesta quarta, dia 3, que o valor para a compra da estrutura de acesso do iG já está definido desde o final de dezembro e que a operadora tem o sinal verde de seu conselho de administração para proceder à compra do provedor de acesso. "Contratamos um banco para avaliar o negócio, até porque precisávamos dar um valor para o conselho de administração do iG. O valor foi aprovado pela administração das duas empresas", diz o diretor de marketing da Telemar, Juarez Queiroz. Segundo ele, a operadora contratou outras instituições para verificar, agora, os ativos do iG que serão comprados, como a base de usuários e os contratos com prestadores de serviços. "Esta situação ocorre em diversos casos de compra. Primeiro, faz-se uma avaliação para chegar a um valor, depois se checa os ativos que farão parte do contrato final e a parte financeira", diz Queiroz. O executivo não revela os nomes das instituições financeiras envolvidas na negociação. Os detalhes só serão conhecidos quando for publicada a ata da última reunião do conselho. Falta, por exemplo, explicar o que fará a Telemar se o iG for considerado um projeto inviável, sem nenhum valor de mercado. Ou seja, se for equiparado aos demais projetos de Internet grátis que estão fechando as portas no Brasil e no mundo.

Ações preferenciais terão voto na compra do iG
Quarta-feira, 21 de Fevereiro de 2001, 22h44

Os negócios entre o provedor iG e a Telemar, desde que vieram a público em dezembro do ano passado, geraram muitas informações descasadas e desconfianças nos acionistas minoritários da operadora. Estes acreditavam, principalmente, que poderiam ser prejudicados na compra do iG, que tem os mesmos sócios majoritários da Telemar (GP Investimentos e Opportunity, agora sem poder de voto no conselho da tele). Além disso, não estava claro qual seria a "infra-estrutura de acesso" do provedor inicialmente apontada pela Telemar como o alvo da compra, uma vez que o iG contrata o acesso de terceiros. A AGE, onde votarão não só os majoritários, mas sim todos os acionistas da Telemar, inclusive os preferencialistas, vinha sendo uma reivindicação dos sócios com menor número de ações. Ao mesmo tempo, o presidente da Telemar, Manoel Horácio, afirmou publicamente nesta quarta, 21, o valor que a tele pagará pelos ativos do provedor, pondo final às especulações. Os ativos custarão R$ 40 milhões.

Valor é diferente do afirmado inicialmente
Segunda-feira, 19 de Março de 2001, 16h27

A Tele Norte Leste deve pagar, sete dias após a assembléia, R$ 10 milhões ao iG. Além disso, entre março de 2002 e o fim daquele ano, pagará uma porcentagem de 48,6% sobre o tráfego das redes de transporte da Brasil Telecom e da Telefônica contratados pelo iG. A taxa cai progressivamente durante os anos seguintes. O valor total do contrato permanece desconhecido e pode diferir daquele anunciado no início do mês pelo presidente da operadora, Manoel Horácio da Silva: R$ 40 milhões pagos pela tele ao iG pela infra-estrutura de acesso. Além disso, o contrato não inclui o data center do provedor, como também foi anunciado por fontes oficiais da operadora.

Telemar investirá e pagará ao iG por tráfego fora de sua área
Segunda-feira, 19 de Março de 2001, 16h27

Previsto para ser votado pelo conselho de acionistas da Tele Norte Leste Participações S.A. (a holding que controla as operadoras Telemar) nesta terça, 20, o contrato comercial com o iG vem sendo alvo de críticas dos sócios minoritários da tele. Segundo Luiz Roberto Demarco, acionista minoritário que pôde consultar previamente o contrato, o documento prevê que a Telemar pagará ao iG pelo tráfego que for gerado nas redes da Telefônica e da Brasil Telecom. Entre as obrigações que o contrato impõe à Telemar estão também evolução tecnológica e as metas de provimento de acesso à Internet mesmo fora de sua região original, sob pena de multa em caso de não cumprimento. Em contrapartida, o iG tem metas de desempenho, mas só paga multas caso não atinja 75% do índice estabelecido pela meta (caso fique acima desse patamar, não há multa). Nem Demarco nem nenhum outro acionista minoritário pôde guardar uma cópia do contrato. As informações são, portanto, fruto de anotações.

Assembléia da Telemar aprova contrato com o iG
Terça-feira, 20 de Março de 2001, 14h58

A assembléia de acionistas da Telemar realizada nesta terça, dia 20, aprovou o contrato com o provedor de acesso iG. Participaram da assembléia acionistas representando 57% dos papéis da tele, mas apenas metade votou. Ao final das contas, o processo de aquisição do iG foi aprovado por acionistas representando 22% do capital da operadora. Com a aprovação, a Telemar pagará, em uma semana, R$ 10 milhões ao iG. Além deste valor, o data center do iG também será adquirido, por outros R$ 40 milhões. O iG remunerará a Telemar em R$ 3 milhões por ano, ao longo de cinco anos, pelo uso desta infra-estrutura de servidores.

Fundos de pensão votariam contra aquisição da Pegasus pela Telemar
Terça-feira, 16 de Julho de 2002, 18h24

Se pudessem participar do controle da Telemar, os fundos de pensão Previ, Petros e Telos provavelmente votariam contra a aquisição da Pegasus pela operadora local, comentou uma fonte ligada às fundações. Essas entidades de previdência controlam 19,9% da Telemar Participações S.A., mas não têm direito a voto porque são acionistas controladores da Brasil Telecom. A fonte entrevistada por TELETIME News disse que os fundos temem que a Pegasus seja adquirida acima do seu valor de mercado. “Receio que se repita o mesmo que aconteceu na compra do iG”, comentou, referindo-se à aquisição do provedor de acesso pela Telemar, cujo valor foi considerado alto na época. Tal como na Pegasus, havia acionistas em comum entre iG e Telemar. Eram eles: GP Investimentos e Opportunity. No caso da Pegasus, são acionistas em comum com a tele Andrade Gutierrez, La Fonte, GP Investimentos e Opportunity.

Assembléia Geral

Segundo a mesma fonte, só seria possível impedir a compra da Pegasus se o assunto fosse levado a uma Assembléia Geral, pois dela todos os acionistas da Telemar podem participar. Mas, de acordo com o estatuto da empresa, a decisão ficará por conta do conselho de administração. O órgão é o responsável pela aprovação de quaisquer operações de aquisição ou aumento de capital em outras empresas, mesmo que envolvam acionistas em comum.

iG diz que não é controlado pela Telemar
Sexta-feira, 18 de Julho de 2003, 18h08

O provedor de acesso iG esclarece que não é controlado pela Telemar. Segundo a assessoria do iG, a tele "detém apenas 17,3% das ações. Este é um dado oficial. Está no site da companhia. (...) Ela não participa do bloco de controle do iG, nem tem assento no conselho. Ou seja, é sócia minoritária. O controle está nas mãos de fundos de investimento. A Brasil Telecom, por exemplo, também participa do capital do iG, assim como fundos da GP Investimentos, o Opportunity, a TH Lee e a UBS Capital Americas". O esclarecimento vem em função da notícia publicada na quinta, 17, sobre o provedor gratuito da Embratel.

Mercado recebe mal compra do iG pela BrT
Sexta-feira, 19 de Dezembro de 2003, 19h19

As notícias sobre o interesse da Brasil Telecom (BrT), veiculadas pelo UOL News e jornal Folha de S. Paulo, em comprar o provedor gratuito iG causaram nervosismo no mercado financeiro, que penalizou as ações da concessionária local com uma queda no pregão da Bolsa de Valores de São Paulo, nesta sexta, dia 19. As ações ordinárias da Brasil Telecom Participações (holding que controla a operadora local) fecharam em queda de 2,41%, enquanto as preferenciais caíram 2,84%. Os papéis sem direito a voto da operadora caíram 1,14%, enquanto as ON foram as únicas com desempenho positivo, de 1,14%.

Na opinião de André Jakurski, analista do Investidor Profissional, a queda nas ações da Brasil Telecom Participações tem relação direta com a notícia de que a empresa pretende comprar o provedor de acesso. “Como os dados sobre o iG não são públicos, é impossível calcular quanto essa empresa vale. Mas certamente é muito menos que US$ 115 milhões”, explicou, em referência ao valor a ser pago pela empresa ao provedor, segundo notícias publicadas.

Para outros analistas, no entanto, o mau humor deveu-se mais ao desconhecimento em detalhes dos planos reais da BrT (valores a serem investidos e avaliação do provedor) do que propriamente à reprovação do negócio. “Na hora em que forem conhecidos os números, aí o mercado vai devolver esta perda ou não”, opina o analista de um grande banco que não quis se identificar. Outro analista também comentou que, levando-se em conta o histórico bem-sucedido em aquisições da BrT, como no caso da MetroRed, por exemplo, não vê porque a empresa mudaria seu comportamento agora. Por isso recomenda aguardar para ver melhor as condições desta compra, se de fato vier a ser efetuada.

Operação Tupi

Fonte gabaritada que acompanha o processo confirmou a este noticiário a informação veiculada pelo UOL News de que a Brasil Telecom (BrT) está interessada em comprar o iG. Na semana passada, em uma reunião prévia de Invitel, uma das controladoras da concessionária, a diretoria da BrT foi autorizada a iniciar as negociações para a aquisição. Em reunião realizada na quinta, 18 (mesmo dia em que foi divulgada a notícia sobre a aquisição pelo UOL News), o conselho de administração da Brasil Telecom Participações autorizou seus executivos a prosseguirem nos preparativos para a formalização de uma oferta até o limite de US$ 160 milhões, segundo noticiou a Folha de S. Paulo desta sexta. O projeto recebeu, de fato, o codinome “Tupi”, tal como informou o veículo.

Vale lembrar que o Opportunity é controlador tanto da BrT quanto do iG. Ou seja: se o negócio for efetivado, o banco será vendedor e comprador ao mesmo tempo. Outro controlador do iG é o GP Investimentos. A Telemar é acionista minoritária no iG, sem direito a voto nem a veto. Opportunity e GP Investimentos foram procurados, mas preferiram não comentar o assunto

Brasil Telecom confirma negociações pelo iG
Terça-feira, 04 de Maio de 2004, 13h49

Em teleconferência com analistas nesta terça-feira, 4, a presidente da Brasil Telecom (BrT), Carla Cico, confirmou que a operadora está negociando a compra do controle acionário do provedor gratuito iG. A executiva não forneceu mais detalhes.

Fonte que acompanha de perto o processo afirma que a aquisição seria feita em parte pela Metrored e, possivelmente, também por outros veículos ligados ao Opportunity, acionista controlador da BrT. O banco gestor, aliás, é também acionista do iG. A mesma fonte informa que a participação acionária de fundos estrangeiros no provedor já teria sido comprada pelo Opportunity ou algum de seus veículos e que agora estaria em negociação a aquisição do restante das ações, pertencentes à Andrade Gutierrez, à GP Investimentos e à Telemar. Não se sabe ainda o valor das propostas. “Mesmo que o preço seja justo, a Telemar sai perdendo, pois é estratégico para ela ser acionista de um provedor gratuito”, analisa a fonte.

BrT avalia iG em US$ 137,3 milhões ao comprar a empresa
Terça-feira, 18 de Maio de 2004, 20h04

A Brasil Telecom S.A. (BrT) e sua holding Brasil Telecom Participações S.A. (BTP) comunicaram à CVM nesta terça, dia 18, que obtiveram dos acionistas do iG a aceitação da oferta da BrT pela compra de suas participações, com e sem direito a voto, equivalentes a 63% do capital social do provedor. Os rumores sobre a operação vinham desde o final do ano passado. Mais recentemente, falou-se que a operação estaria concretizada, faltando apenas a compra da participação pertencente aos sócios da Telemar, GP Holdings e Andrade Gutierrez, o que foi feito agora. Neste caso, segundo informou a Telemar, foram vendidas 6.791.217 as ações detidas no IG, representando 17,6% do capital social do provedor, pelo valor total equivalente a US$ 17,5 milhões. A empresa informa ainda que a operação deverá resultar em um lucro contábil aproximado de R$ 6 milhões.

O comunicado relaciona, além de GP e Andrade Gutierrez, os seguintes acionistas que aceitaram vender seus papéis no iG: Global Internet Investments; Digital Network Investments Ltd.; Infinity Trading Ltd.; NG9 Internet Investments; Blue Star I, LLC; TH Lee Putnam Parallel Ventures, LP; TH Lee Putnam Ventures, LP; THLi Coinvestments Partners, LLC; UBS Capital Americas III, LP; UBS Capital Americas Nominees B.V.; Ideas & Solutions; Al Nahda Investment, Dunial Khazal Company, e administradores da companhia. Note que há, entre as empresas, pelo menos uma diretamente ligada ao próprio Opportunity, o fundo NG9.

As ações, segundo o comunicado, custaram à BrT e BTP US$ 100,752 milhões, o que implica um valor de US$ 137,7 milhões para 100% das ações do iG. É um dos valores mais elevados pagos por uma empresa de Internet desde o fim da bolha.

O iG, segundo as compradoras, possui, em caixa, aproximadamente US$ 16 milhões. Adicionada a participação de 9,45% detida pela BTP, as duas companhias juntas deterão 72,45% do capital do provedor de Internet. Por fim, as empresas informam que o negócio, para ser concretizado, depende ainda de due dilligence e da negociação de contratos definitivos.

BrT conclui compra do iG
Quarta-feira, 27 de Julho de 2005, 19h07

A Brasil Telecom (BrT) Participações, holding da operadora BrT, informou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que foi concluída na terça-feira, 26, a compra do provedor Internet Group Ltd (iG).

De acordo com o fato relevante publicado nesta quarta, 27, a Brasil Telecom Subsea Cable Systems (Bermuda) Ltd, controlada pela BrT, adquiriu 3.750.500 ações ordinárias classe A e 6.249.848 ações ordinárias classe B, de emissão do iG. As ações representam 25,6% do capital total do iG, e foram adquiridas pelo valor total de US$ 27,851 milhões.

A BrT Bermuda fez uso da opção de venda outorgada na extensão das ofertas já feitas aos acionistas Global Investments and Consulting Inc., Opportunity Fund e Vicência Participações Ltda. Com a conclusão do negócio, a BrT Participações passa a deter 98,2% do capital social do iG

Controle do iG desperta dúvidas
Sexta-feira, 21 de Maio de 2004, 17h42

A venda de 63% do capital total do iG para a Brasil Telecom S.A. (BrT) esta semana ainda gera dúvidas entre analistas de mercado. Apesar de a operadora e sua holding Brasil Telecom Participações (BTP) deterem juntas agora 72,45% do capital total do provedor gratuito, isso não é garantia de que terão o seu controle. A dúvida se deve à falta de informações a respeito de quantas dessas ações têm direito a voto. No comunicado enviado pela operadora à CVM, fala-se apenas que foram compradas ações de diferentes classes, com e sem direito a voto, sem, contudo, detalhar seus percentuais.

Segundo uma fonte bem situada no mercado, a participação de 27,55% mantida pelo Opportunity no iG englobaria 50% das ações com direito a voto. Os outros 50% estariam agora nas mãos da BrT. O controle, portanto, seria compartilhado entre as duas companhias. Porém, na opinião dessa fonte, antes de qualquer crítica, é preciso saber como ficará o acordo de acionistas do iG após as mudanças. Ela entende que, caso o controle seja mesmo compartilhado, sem qualquer vantagem assegurada para a BrT no acordo de acionistas, a compra de 63% do capital total talvez não tenha sido tão interessante para a operadora. Hoje a BrT é controlada pelo próprio Opportunity, mas se um dia for vendida ou passar para as mãos de outros sócios (como Telecom Italia e fundos de pensão), os novos donos terão que conviver com o banco de Daniel Dantas na gestão do provedor gratuito.

A respeito de um possível conflito de interesses na venda do iG, o presidente demissionário da CVM, Luiz Leonardo Cantidiano, disse à imprensa nesta semana que a autarquia pretende investigar o assunto. Opportunity e iG foram procurados por Teletime News mas não esclareceram as dúvidas sobre a proporção do capital votante no provedor gratuito.

Opportunity negociou compra de sua própria participação
Sexta-feira, 26 de Novembro de 2004, 17h53

O movimento de questionamentos das condições da compra do iG deve começar a surgir nas próximas semanas, como reflexo dos termos de aquisição do provedor anunciados pela BrT no dia 24.
A principal dúvida que já começa a correr entre os acionistas minoritários da BrT, especialmente fundos de pensão, e analistas de mercado, é sobre eventuais conflitos de interesse em função das participações societárias no iG detidas pelo próprio Opportunity, controlador da BrT. Segundo o fato relevante anunciando a compra, foi firmado um acordo para a aquisição de todas as ações do provedor de acesso gratuito, e estas condições permanecerão válidas até agosto de 2005 para que os sócios não contemplados nesta operação agora exerçam o direito de venda. O item 4 do fato relevante é claro: "A BrT Bermuda logrou adquirir o controle após negociações com os diversos acionistas do iG, inclusive para a renúncia de direitos previstos em acordos de acionistas, tendo estendido, até agosto de 2005, a oferta com o objetivo de adquirir até 100% das ações do capital do iG que ainda não detém, pelo mesmo preço unitário e nos mesmos termos deste Fato Relevante. A aquisição de participação adicional alinha-se com o já anunciado interesse estratégico da BrT e suas subsidiárias no iG, permitindo potencializar ainda mais as sinergias referidas acima". Conforme o fato relevante, por enquanto a BrT já se dispôs a pagar US$ 104,9 milhões aos acionistas do iG, que permitirão à tele controlar 73% do provedor (incluindo os 10% que ela já controla). O fato de as condições para a aquisição do restante das ações estarem colocadas poderia caracterizar que o Opportunity já negociou com a Brasil Telecom (da qual ele é controlador) as condições de venda de suas próprias ações no iG.

Ações diferentes

Além disso, há alguns pontos pouco claros no fato relevante. Por exemplo, a Brasil Telecom diz ter pago US$ 104,9 milhões para adquirir ações que, somadas aos 10% do iG que já tem, a farão controlar 73% do provedor gratuito. Ou seja, ela pagou esse valor por 63% das ações. Acontece que ela afirma ter avaliado o iG com um valor total de US$ 144,9 milhões, de forma que o valor a ser pago pelos 63% deveria ter sido US$ 91,28 milhões. A explicação para isso, segundo fontes de mercado, é o fato de as ações adquiridas serem de classes diferentes, com mais direitos e, portanto, terem recebido um prêmio adicional (como um prêmio de controle). Outra aparente inconsistência é o fato de a Telemar ter recebido US$ 18,913 milhões pelos seus 17,6% do iG. Deveria ter recebido US$ 25,5 milhões, se o iG vale realmente US$ 144,9 milhões. De novo, a explicação possível é a categoria das ações. O problema é que o fato relevante não discrimina que tipo de ações cada acionista do iG detinha e quanto foi pago a cada um. A área de relações com o investidor da Brasil Telecom não estava disponível para responder às dúvidas levantadas por esse noticiário até o fechamento da edição, mas se comprometeu a fazê-lo assim que possível.

Fundos de pensão e a Telecom Italia entraram, em maio, com representações junto à CVM questionando os critérios de compra do iG, mas até hoje não houve manifestação do órgão. Tudo indica que esse movimento vá se repetir agora.

Também não é de hoje que as operações com o iG são controvertidas. Em 1999 a Telemar pagou cerca de US$ 50 milhões pelos ativos do provedor, mas ficou apenas com essas ações que foram agora repassadas à BrT por US$ 18,9 milhões e com os computadores e o cadastro de usuários do serviço gratuito. Naquela ocasião, a polêmica se deveu ao fato de o iG ter como controladores os mesmos controladores da Telemar, que aliás, permaneceram sócios e agora venderam suas participações para a Brasil Telecom.

Vários negócios

A Brasil Telecom vem, desde o final de 2002, se mostrando agressiva na compra de novos ativos. Primeiro, foi a licença de celular adquirida em dezembro de 2002. Depois, em fevereiro de 2003, adquiriu a MetroRed, por US$ 68 milhões. Em junho de 2003 adquiriu a GlobeNet por US$ 48,8 milhões. No mesmo mês, celebrou acordo para comprar o provedor de acesso iBest, por US$ 36 milhões. Em maio de 2004 foi a vez da compra do iG (concluída agora) por US$ 104,9 milhões e da Vant, por US$ 15 milhões. Ao todo, desconsiderando os investimentos na rede e na licença para a BrT GSM, a Brasil Telecom já investiu US$ 266,5 milhões em novos ativos.

Para BrT, contrato com Kroll e compra do iG foram irregulares
Quarta-feira, 22 de Março de 2006, 23h07

Os elementos da nova representação encaminhada pela Brasil Telecom à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na quarta, 21, em relação aos abusos da gestão Opportunity no comando da companhia, são ainda mais contundentes do que foi a primeira representação, encaminhada no final de 2005. São acusações graves de fraude, conflito de interesse, desvios de recursos e quebra de dever fiduciário.

Uma das principais novidades mostradas à CVM diz respeito ao caso Kroll. Pela primeira vez, a própria Brasil Telecom admite que a contratação da empresa de investigação transcendeu o levantamento de dados sobre a Telecom Italia e chegou a “outras empresas, pessoas, inclusive ligadas ao governo brasileiro e importantes veículos de comunicação”. Esta última menção é uma referência à Globo, sobre quem a Kroll levantou mais de cinco caixas de documentos, inclusive minutas reservadas. Segundo a BrT, as investigações, que custaram R$ 26 milhões (mais R$ 20 milhões em advogados), só atenderam aos interesses do Opportunity e não produziram benefício para a operadora. A razão colocada pelo Opportunity para a contratação da Kroll, diz a nova gestão da Brasil Telecom, era municiar a companhia em disputas judiciais contra a Telecom Italia. “No entanto, essas ações foram extintas sem qualquer pagamento à BrT, em virtude de transações judiciais firmadas pela antiga gestão da companhia com a Telecom Italia no contexto dos acordos de 28 de abril de 2005. Nesses acordos, o grupo Opportunity contratou a alienação de ações de sua propriedade na cadeia de controle da Brasil Telecom a valores expressivos, supervalorizados, e recebeu na mesma data a quantia de US$ 65 milhões”.

Além disso, a Brasil Telecom acusa a gestão Opportunity de ter subtraído os documentos referentes às investigações da Kroll.

Compra em benefício próprio
Outro pesado argumento colocado pela Brasil Telecom à CVM diz respeito à compra do iG, por US$ 132 milhões. Segundo os levantamentos da auditoria da Brasil Telecom, o valor foi inflado artificialmente, já que havia uma avaliação de US$ 54 milhões que foi ignorada. O Opportunity foi um dos sócios minoritários do iG beneficiados pela compra. Não houve informe de operação com partes relacionadas, omitiu-se a discrepância de avaliações, não se submeteu a compra ao conselho e ainda informou-se o mercado com atraso de meses sobre a efetivação da operação. Houve, portanto, graves infrações às regras do mercado de valores mobiliários, à legislação societária e aos estatutos da companhia, segundo acusações da nova gestão da Brasil Telecom. Entre 2003 e 2004, nas várias transações envolvendo o iG, este noticiário mostrou pontos nebulosos da operação e chamou a atenção para conflitos de interesse. Há, desde 2004, representações feitas pelos fundos de pensão e pela Telecom Italia em relação ao caso mas, até hoje não há uma decisão da Comissão de Valores Mobiliários no sentido de punir o Opportunity.

Para Merrill Lynch, compra do iG pela BrT gera dúvidas
Quarta-feira, 19 de Maio de 2004, 20h39

A Merrill Lynch divulgou a investidores financeiros uma análise sobre a compra do provedor de Internet iG pela Brasil Telecom. Como boa notícia, a análise da ML aponta apenas o fato de que, aparentemente, o Opportunity não está vendendo a sua participação, o que geraria problemas de governança corporativa. Segundo a análise da Merrill Lynch, é incerto o retorno do investimento já que a principal remuneração do iG vem da atividade do portal e provedor. Em relação às receitas de interconexão geradas pelo tráfego do iG, diz a ML, o problema é uma eventual mudança de regras, por exemplo com a adoção do modelo de bill-and-keep. A valoração do iG, portanto, dependeria dos dados financeiros da atividade do provedor e portal em si, o que não é possível, diz a Merrill Lynch, dada a falta de dados.

Apesar do alívio manifestado pela análise em relação ao fato de aparentemente o Opportunity não ter sido parte do negócio como vendedor, evitando assim problemas de governança corporativa, a análise da Merrill Lynch pode ter perdido um detalhe: entre os vendedores está a NG9 Internet Investments e "administradores da empresa", segundo o fato relevante. A NG9 Internet Investments é uma empresa estrangeira, mas provavelmente ligada ao fundo fechado NG9 Opportunity FMIA, registrado no Brasil e administrado pelo Opportunity. O "NG" é homenagem a Nizan Guanaes, fundador do iG e sócio de Daniel Dantas em outros negócios.

Entre os demais vendedores, estão não só a Telemar (através da sua subsidiária Digital Networks Investments Ltd), mas também os próprios acionistas da Telemar Andrade Gutierrez, GP e La Fonte (através da empresa Infinity Trading Ltd). A Telemar, em 2001, pagou cerca de US$ 50 milhões pela participação no iG, adquirida justamente destes seus acionistas. Na ocasião, apostava-se que os provedores gratuitos seriam grande fonte de receitas de interconexão. A Anatel, então, deixou claro que nenhum provedor de acesso pode ser remunerado pelo tráfego gerado.

Outra empresa que, segundo a Brasil Telecom, está entre as vendedoras do iG é a TH Lee Putnam, que é acionista também do Submarino e sócia do GP no portal Decolar.com. O UBS, que também está vendendo participações de alguns de seus fundos no iG à BrT, também é ligado a Daniel Dantas. Substituiu o ABN Amro como custodiante do Opportunity Fund em Cayman

Previ pede que BrT dê esclarecimentos à CVM
Quarta-feira, 25 de Agosto de 2004, 18h51

Os representantes da Previ no conselho de administração da Brasil Telecom Participações (BTP), Fabio de Oliveira Moser e Lênin Florentino de Faria, entraram com um pedido na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para que a holding forneça mais informações sobre a compra do iG. Na última reunião do conselho, há duas semanas, o assunto foi retirado de pauta pelo Opportunity sem maiores explicações.

A Previ reclama do conflito de interesses envolvendo a operação, já que o Opportunity é, ao mesmo tempo, controlador da Brasil Telecom e do provedor gratuito. A explicação do banco de Daniel Dantas de que sua participação no iG não foi alienada não satisfaz o presidente da Previ, Sérgio Rosa. “Queremos esclarecimentos sobre o valor pago, sobre como ficará o controle acionário do iG etc”, disse Rosa.
A compra do provedor gratuito foi comunicada ao mercado pela BTP em maio. A empresa adquiriu 63% do capital social do iG por US$ 100,752 milhões. Entre os vendedores estavam: GP, Andrade Gutierrez, Global Internet Investments; Digital Network Investments Ltd.; Infinity Trading Ltd.; NG9 Internet Investments; Blue Star I, LLC; TH Lee Putnam Parallel Ventures, LP; TH Lee Putnam Ventures, LP; THLi Coinvestments Partners, LLC; UBS Capital Americas III, LP; UBS Capital Americas Nominees B.V.; Ideas & Solutions; Al Nahda Investment, Dunial Khazal Company, e administradores da companhia.

Analistas questionam: por que Telemar vendeu o iG?
Quarta-feira, 19 de Maio de 2004, 20h44

Alguns analistas de investimentos ouvidos por esse noticiário consideraram, a princípio, positiva para a Brasil Telecom a compra da iG. O que não entendem é por que a Telemar abriu mão do negócio, que gera um volume tão expressivo de tráfego para a sua própria rede.

A partir dessa dúvida é que começaram as especulações e rumores de que a transferência da provedora de Internet poderia ser parte de uma acomodação de interesses entre o Opportunity (acionista da Telemar) e os principais controladores da tele (Andrade Gutierrez, La Fonte e GP).
Convém ponderar, contudo, que a reação dos investidores foi positiva em relação às duas companhias. As ações preferenciais da Brasil Telecom subiram 2,74% (operadora) e 1,98% (holding), enquanto as da Telemar tiveram alta de 2,56% (operadora) e 1,02% (holding).

Em princípio, a aquisição da iG por US$ 100,75 milhões pode ser considerada, segundo alguns profissionais do mercado, um bom negócio. Principalmente pelo volume de tráfego (que se traduz em receita de interconexão) que pode chegar este ano a R$ 917 milhões quando somadas as operações do iG e do iBest. Mesmo considerando uma redução nesse valor de cerca de 15% em função de novas regras de interconexão, o total seria interessante. E se os números do iG (que não são auditados) estiverem corretos, com a compra, a Brasil Telecom pode incorporar uma receita consolidada de R$ 234 milhões.