PEGASUS, A MÃE DE TODAS AS BrOi
Paulo Henrique Amorim
Máximas e Mínimas 1033
. Nos bons tempos do Farol de Alexandria, quando
não havia pecado abaixo do Equador, Carlos
Jereissati e Sergio Andrade, empresários
(?) que controlam a BrOi, tomaram dinheiro do
BNDES.
. E fundaram a Telemar.
. Andrade estava associado a Daniel Dantas,
de quem já tinha sido sócio numa
empresa de energia no Paraná –
Sanepar –, até que o governador
Roberto Requião mandou os dois para a
rua ...
. Como, aliás, fez Itamar Franco, que
mandou Daniel Dantas embora da Cemig ...
. (Quer dizer, Dantas só engana quem
quer ser enganado ...)
. Aí, Jereissati, Andrade e Dantas criaram
a Pegasus.
. E a Telemar começou a comprar serviços
da Pegasus.
. E comprava serviços da Pegasus.
. E comprava serviços da Pegasus.
. Uma predileção interessante.
. Os outros acionistas da Telemar ficavam a
contemplar o luar de Paquetá –
o Banco do Brasil, a Previ e o BNDES, por exemplo
...
. (Esses, contemplam o luar de Paquetá
até hoje ...)
. E a Telemar a comprar da Pegasus.
. A Pegasus ficou tão rica, mas tão
rica, que passou a valer muito dinheiro.
. Tanto dinheiro, que a Telemar, de Jereissati
e Andrade, comprou a Pegasus, de Jereissati
e Andrade...
. Dantas, como sempre, está dentro dessa.
. Como estavam K, que os fundos colocaram para
presidir a BrT, e Otávio Azevedo, aquele
que tem profundas ligações com
a Alcatel.
. Clique
aqui para ler BrT – Alcatel –
os fundos e o Citi estão nessa ?
. O método Jereissati-Andrade-Dantas
de ganhar dinheiro é o usado na Pegasus/Telemar.
. Não põem um tusta e ficam ricos
com o dinheiro dos parvos ...
. Foi assim que eles fizeram com o iG (*) (e
botaram Nizan Guanaes na vitrine, para contratar
um cãozinho branco, peludo, e dizer que
é o gênio do marketing ...), MetroRed
e outros empreendimentos que enchem de orgulho
o capitalismo nacional.
. E é isso o que eles vão fazer
com a BrOi.
. Sempre com o dinheiro do BNDES e dos fundos
de pensão dos trabalhadores do Banco
do Brasil, da Petrobras e da Caixa Econômica
...
. Seja no Governo do Farol, seja no Governo
Lula, o BNDES e os Fundos são o pato
da história ...
. Leia o que a respeitada publicação
Teletime, do respeitado jornalista Rubens Glasberg,
publicou sobre a Pegasus:
Telemar pagou ágio de 1400%
na Pegasus
Quinta-feira, 01 de Fevereiro de 2001, 22h11
Os dados que faltavam sobre a Pegasus em 4 de
janeiro deste ano, quando a Telemar anunciou
o investimento de R$ 100,4 milhões por
17,28% do capital dessa empresa de transmissão
de dados em banda larga, foram agora obtidos
por TELETIME News através da Junta Comercial
de São Paulo. Essa falta de maiores detalhes
a respeito da Pegasus causou temores entre analistas
financeiros na ocasião. A ata da Assembléia
Geral Extraordinária realizada no dia
2 de outubro do ano passado, agora obtida, confirma
que os acionistas controladores da Pegasus são
os mesmos da Telemar. É possível
identificar de imediato os grupos Andrade Gutierrez,
La Fonte e GP Investimentos. Sem falar de outros
que podem estar presentes através de
empresas desconhecidas do público em
geral e que aparecem na ata.
Telemar e Pegasus II
Quinta-feira, 01 de Fevereiro de 2001, 22h11
Essa ata refere-se a um aumento do capital social
da Pegasus de R$ 19,7 milhões para R$
37,8 milhões, que contou também
com a participação da Telemar,
que já detinha pequena parcela da empresa.
Isso permite concluir que a Telemar, único
sócio que agrega valor estratégico
à Pegasus, pagou, três meses depois
desta assembléia, um ágio de 1400%
aos seus próprios acionistas controladores
para ficar com 23,26% do capital social da empresa,
sem direito a voto e a interferência na
gestão. Clique aqui para ler a íntegra
da ata da AGE de 2/10/2000 da Pegasus e o Fato
Relevante divulgado pela Telemar em 4/01/2001.
Preço que Telemar pode pagar
pela Pegasus preocupa
Segunda-feira, 15 de Julho de 2002, 19h29
A notícia de que a Telemar está
interessada em aumentar sua participação
acionária na Pegasus, divulgada oficialmente
pela operadora na semana passada, preocupa alguns
analistas no que concerne ao preço a
ser pago. “Estrategicamente é uma
compra interessante para a Telemar, pois os
backbones das duas empresas são complementares.
A questão é quanto será
pago”, comenta Alexandre Querne, da Máxima
Asset Management. Segundo o jornal Valor Econômico,
a operação poderia envolver entre
R$ 300 milhões e R$ 400 milhões.
O temor tem fundamento: em janeiro de 2001,
a Telemar adquiriu 17,28 % da Pegasus a um preço
de R$ 100,4 milhões, valor que, segundo
apuração do TELETIME News na época,
correspondia a um ágio de 1.400 % em
relação a investimentos feitos
pelos acionistas da Pegasus apenas três
meses antes, conforme ata da AGE realizada em
02/10/2000. Os acionistas da empresa, contudo,
são os mesmos da Telemar, exceto pela
ausência do BNDES, ou seja, La Fonte,
Andrade Gutierrez, GP e Opportunity. Com a compra,
na ocasião, a Telemar passou a ter 24,44
% da Pegasus. Segundo uma fonte ligada à
operadora, a intenção agora é
ter o controle da carrier de carrier, não
sendo descartada a compra de 100 % da empresa.
Como Andrade Gutierrez, GP Investimentos, La
Fonte e Opportunity são acionistas tanto
da Pegasus quanto da Telemar, as preocupações
com a transparencia do negócio são
grandes.
A Telemar contratou os bancos UBS Warburg e
Goldman Sachs para fazer a avaliação
do valor da empresa, mas mesmo assim o mercado
está atento para o preço que será
estipulado e levará em conta o fato de
que nos últimos 12 meses houve grande
depreciação nos preços
dos ativos de telecomunicações
em todo o mundo, inclusive no Brasil.
Grupo também faz parte do
quadro de acionistas da Pegasus
Segunda-feira, 12 de Março de 2001, 20h30
Segundo informações da Pegasus,
o Opportunity é acionista da empresa
com 7,08% do seu capital total, ao lado do grupo
La Fonte (7,08%), grupo GP (11,74%), grupo Andrade
Gutierrez (32,06%), da própria Telemar
(24,44%), do BB Investimentos (6,73%) e do banco
ABN (10,87%). A Telemar aumentou a sua participação
na Pegasus no início deste ano, pagando
R$ 100 milhões, fato que chamou a atenção
de acionistas minoritários porque a mesma
Telemar avaliou a Pegasus, três meses
antes, por um valor 15 vezes menor. O Opportunity
nunca assumiu oficialmente a sua presença
como acionista da Pegasus.
Pegasus Telecom atenderá
pequenas e médias empresas
Sexta-feira, 25 de Maio de 2001, 18h42
A Pegasus Telecom, que tem entre seus acionistas
a TNL (24,44%; a empresa também é
controladora da Telemar), oferecerá roteador,
serviços de hosting, contas de e-mail,
instalação, gerenciamento, manutenção
e controle de redes para o segmento de pequenas
e médias empresas (PMEs). O serviço,
batizado de Pegasus.Net, é uma solução
de acesso dedicado à Internet e abrangerá
todas as regiões em que a empresa está
presente. Atualmente, a rede da Pegasus, com
mais de 6 mil km, atende regiões que,
juntas, representam 67% do tráfego de
dados do País.
Telemar aumenta participação na
Pegasus
Sexta-feira, 05 de Janeiro de 2001, 22h57
A Telemar anunciou nesta sexta, dia 5, a aquisição
de 17,28% do capital da Pegasus Telecom (operadora
de telecomunicações do segmento
de transmissão de dados) com a subscrição
de 7,3 mil ações preferencias
da empresa. A tele passa a deter agora 23,26%
do capital social da Pegasus, correspondente
a R$ 100,4 milhões. Mais detalhes sobre
a operação, como a nova configuração
acionária da empresa e objetivos, serão
informados ao mercado em reunião programada
para o dia 15 na Abamec, em São Paulo.
A Pegasus Telecom tem como controladora a AG
Telecom, que também faz parte do grupo
controlador da Telemar. Sua rede cobre as principais
cidades do eixo Rio-São Paulo e se encontra
em ampliação para interligar também
outras grandes capitais, de Porto Alegre a Brasília.
Estimativas de preço não são
conclusivas
Quarta-feira, 10 de Janeiro de 2001, 22h41
Devido ao próprio fato de a Pegasus não
publicar suas informações financeiras,
não há duas contas iguais sobre
o capital que os acionistas da carrier teriam
efetivamente aportado na companhia. Nas contas
do Banco Fator, a Telemar colocou, com essa
última compra, um total de R$ 100,45
milhões, o que faria chegar a um equity
de R$ 430 milhões. Nos cálculos
do Banco Pactual, em sua publicação
Brazil Equity Update, a Telemar teria despendido
R$ 180 milhões e o equity total seria
de aproximadamente R$ 540 milhões.
Pagamento por "sinergias"
à Pegasus causa estranheza no mercado
Quinta-feira, 31 de Outubro de 2002, 19h08
O preço estipulado pela Telemar para
a compra da Pegasus ficou dentro das expectativas
do mercado. O desembolso, que pode chegar a
R$ 335,8 milhões, foi bem recebido por
analistas de bancos, que disseram esperar algo
entre R$ 350 milhões e R$ 400 milhões.
Uma fonte ligada ao BNDES também afirmou
considerar o preço razoável.
A operadora oferece R$ 221,8 milhões
por 99,9% das ações – incluindo,
portanto, os 24,4% em poder da holding Tele
Norte Leste Participações –
e mais até R$ 114 milhões relativos
à sinergia e às economias que
a empresa terá com a aquisição.
O valor desta segunda parcela será definido
em uma Assembléia Geral Extraordinária
(AGE) convocada para o dia 29 de novembro, mas
apenas os minoritários com ações
ordinárias poderão votar. A divisão
em duas parcelas foi considerada atípica
pelos analistas. “Nunca vi uma venda assim”,
comentou André Querne, analista da Máxima
Asset Management. O presidente da Telemar, Ronaldo
Iabrudi, defende a escolha: “nossos ganhos
com sinergia serão muito maiores que
esses R$ 114 milhões e achamos justo
repassar uma parcela aos vendedores, desde que
isso conte com a aprovação dos
minoritários”.
O executivo admite não ter conhecimento
de uma operação no Brasil na qual
o comprador revele em detalhes a composição
do preço de compra. O problema de repasse
dos ganhos de sinergia ao vendedor é
que no caso da Pegasus e Telemar compradores
e vendedores se confundem, já que as
duas têm diversos acionistas em comum:
GP Investimentos, Grupo La Fonte, Andrade Gutierrez
e Opportunity.
A Telemar também se propõe a assumir
a dívida da Pegasus, calculada em R$
339,1 milhões em 30 de junho passado.
Vale lembrar que 95% dessa dívida está
em dólar. Além disso, há
R$ 44 milhões referentes a créditos
fiscais que a Pegasus receberá no futuro
e que a Telemar se compromete a devolver aos
antigos acionistas da empresa de transmissão
de dados.
Para garantir transparência ao processo,
a Telemar contratou dois bancos para realizarem
a avaliação do negócio:
UBS Warburg e Goldman Sachs. Os R$ 221,8 milhões
que serão oferecidos pelas ações
representam a média dos valores apresentados
pelos dois bancos.
Com a aprovação esta semana por
seu conselho de administração,
a Telemar aguarda apenas a confirmação
dos demais acionistas na AGE de 29 de novembro
para concretizar o negócio. Depois dessa
assembléia, a PricewaterhouseCoopers
e o escritório Barbosa, Müssnich
& Aragão Advogados serão contratados
para atualizar o balanço da Pegasus e
coordenar os detalhes finais da venda. A expectativa
de Iabrudi é de que a Telemar comece
a vender capacidade da Pegasus a seus clientes
no início do ano que vem.
Comparação
Em janeiro de 2001, a Tele Norte
Leste Participações adquiriu 17,28
% da Pegasus a um preço de R$ 100,4 milhões.
Tomando esses valores como base, 100% da empresa
valeria R$ 518 milhões, ou cerca de US$
260 milhões, já que a cotação
do dólar na época era de aproximadamente
R$ 2,00.
Um desembolso de R$ 335,8 milhões por
100% da Pegasus hoje equivaleria, de acordo
com a cotação atual, a algo em
torno de US$ 92 milhões. Desta forma,
a oferta da Telemar parece baixa, mas é
preciso lembrar que, quando da compra dos 17,28%
da Pegasus, os R$ 100,4 milhões pagos
correspondiam, segundo apuração
do TELETIME News na época, a um ágio
de 1.400 % em relação a investimentos
feitos pelos acionistas da Pegasus apenas três
meses antes, conforme ata da AGE realizada em
02/10/2000. Além disso, a variação
da dívida da Pegasus de lá para
cá, é outro componente que precisaria
ser mais bem estudado para se afirmar se a oferta
atual é de fato boa.
Acionistas da Telemar aprovam compra da Pegasus
Sexta-feira, 29 de Novembro de 2002, 19h18
Em Assembléia Geral Extraordinária
(AGE) realizada nesta sexta, 29, os acionistas
da Telemar Norte Leste aprovaram a aquisição
da empresa de transmissão de dados Pegasus,
pelo valor de R$ 335,8 milhões. Nesse
total estão incluídos os R$ 114
milhões que serão pagos a título
de economias que a Telemar terá em decorrência
da sinergia com a empresa adquirida, conforme
cálculos da operadora.
Apenas os minoritários com ações
ordinárias puderam votar a questão
do pagamento por sinergias, pois a maioria dos
acionistas que compõem o grupo controlador
da Telemar – Andrade Gutierrez, Grupo
La Fonte, GP Investimentos e Opportunity –
são também donos da Pegasus. A
operadora não divulgou os nomes nem o
número de acionistas minoritários
que votaram a favor do pagamento, alegando que
informação não poderia
ser publicada antes de ser enviada, em ata da
assembléia, à Comissão
de Valores Mobiliários (CVM).
Além de desembolsar R$ 335,8 milhões,
a Telemar herdará toda a dívida
da Pegasus, que, em sua última avaliação,
em 30 de junho, somava R$ 339,1 milhões.
Como a maior parte da dívida está
em dólar, é provável que
ela esteja mais alta hoje.
O pagamento de R$ 114 milhões pela sinergia
foi muito criticado no mercado nas últimas
semanas. Analistas disseram não entender
o porquê de se gastar mais em uma compra
quando se poderia gastar menos, já que
não havia concorrentes. O presidente
da Telemar, Ronaldo Iabrudi, entretanto, insistiu
no argumento de que o pagamento por sinergias
acontece em qualquer aquisição
e que a empresa estaria sendo mais transparente
que o normal ao detalhar a composição
do preço a ser pago e pôr a questão
em votação.
As relações entre Telemar e Pegasus
despertam controvérsias desde janeiro
de 2001, quando a operadora adquiriu 17,28 %
da Pegasus por R$ 100,4 milhões, valor
que, segundo apuração do TELETIME
News na época, correspondia a um ágio
de 1.400 % em relação a investimentos
feitos pelos acionistas da empresa apenas três
meses antes. Com a compra, na ocasião,
a Telemar passou a ter 24,44 % das ações
sem direito a voto da Pegasus.
Vale lembrar ainda que dois meses depois, a
Telemar adquiriu por R$ 50 milhões o
provedor de acesso Ig, na ocasião controlado
pelo Opportunity e GP, que se encontrava em
situação de insolvência.
Portfólio
Em junho de 2002, a Pegasus tinha
um total de 32 clientes "carrier"
e 246 clientes corporativos, entre grandes,
pequenas e médias empresas. Esse portfólio
será incorporado imediatamente à
Telemar, assim que o processo de aquisição
for concluído, faltando para isso apenas
a aprovação dos órgãos
reguladores.
A rede da Pegasus tem 5,7 mil km ligando as
principais cidades das regiões Sudeste,
Sul e Centro-Oeste. Além disso, há
outros 873 km em redes metropolitanas em São
Paulo, Brasília, Curitiba e Porto Alegre.
Preço da Pegasus contrariou preferencialistas
da Telemar
Segunda-feira, 02 de Dezembro de 2002, 16h42
Na opinião de analistas ouvidos por TELETIME
News, os acionistas preferencialistas da Telemar
não teriam aprovado a compra da Pegasus
se lhes fosse dada a oportunidade de votar.
“Pelo feedback que tenho dos clientes,
sei que eles votariam contra a aquisição
por esse preço”, comenta o analista
de um banco. Em Assembléia Geral Extraordinária
(AGE) da Telemar Norte Leste realizada na última
sexta, 29 de novembro, apenas os acionistas
ordinaristas tiveram direito de votar. Como
a holding Tele Norte Leste Participações
detém mais de 97% das ações
ordinárias de sua subsidiária,
a aquisição era tida como certa
pois o voto da controladora já era conhecido.
Mas o pagamento de uma parcela de R$ 114 milhões
referente a futuros ganhos de sinergia calculados
pela operadora foi votado apenas pelos minoritários
ordinaristas, que optaram por aprová-lo.
Na opinião de uma fonte ligada aos fundos
de pensão, que também detêm
participação na holding da Telemar
mas não participam do controle por já
o fazerem na Brasil Telecom, os preferencialistas
deveriam ter sido ouvidos. “É verdade
que a lei brasileira garante o voto apenas aos
ordinaristas, mas, em algumas exceções,
quando se trata de questões muito importantes
e se assim quiserem os controladores, o direito
de voto pode ser estendido aos preferencialistas”,
disse a fonte, para quem a compra da Pegasus
seria um desses casos.
A analista Carolina Gava, do BES Securities,
concorda e lembra que a maior parte dos acionistas
que ainda detêm ações ordinárias
da Telemar Norte Leste são pessoas que
não acompanham o mercado acionário
e que, não raramente, sequer sabem que
possuem as ações. “Boa parte
dessas pessoas recebeu esses papéis na
época dos planos de expansão da
antiga Telebrás”, comenta Gava.
Não é de se estranhar que tenham
comparecido à AGE um grupo detentor de
pouco mais que 10% das ações ordinárias
em posse de minoritários.
Pagamento
A Telemar desembolsará R$
335,8 milhões pela Pegasus e herdará
uma dívida de R$ 339,1 milhões
da empresa adquirida, segundo avaliação
feita pela última vez em junho passado.
O preço é considerado alto se
comparado com outras negociações
concluídas recentemente no setor de telecomunicações,
como a venda da Globenet por apenas US$ 48 milhões
à Brasil Telecom.
Também provoca discussão o fato
de haver acionistas em comum na Telemar e na
Pegasus. São eles: Andrade Gutierrez,
GP Investimentos, grupo La Fonte e Opportunity.
No intuito de reduzir a polêmica em torno
do negócio, a Telemar contratou os bancos
Goldman Sachs e UBS Warburg para definir quanto
seria pago pela Pegasus.
Fundos de pensão votariam contra aquisição
da Pegasus pela Telemar
Terça-feira, 16 de Julho de 2002, 18h24
Se pudessem participar do controle da Telemar,
os fundos de pensão Previ, Petros e Telos
provavelmente votariam contra a aquisição
da Pegasus pela operadora local, comentou uma
fonte ligada às fundações.
Essas entidades de previdência controlam
19,9% da Telemar Participações
S.A., mas não têm direito a voto
porque são acionistas controladores da
Brasil Telecom. A fonte entrevistada por TELETIME
News disse que os fundos temem que a Pegasus
seja adquirida acima do seu valor de mercado.
“Receio que se repita o mesmo que aconteceu
na compra do iG”, comentou, referindo-se
à aquisição do provedor
de acesso pela Telemar, cujo valor foi considerado
alto na época. Tal como na Pegasus, havia
acionistas em comum entre iG e Telemar. Eram
eles: GP Investimentos e Opportunity. No caso
da Pegasus, são acionistas em comum com
a tele Andrade Gutierrez, La Fonte, GP Investimentos
e Opportunity.
Assembléia Geral
Segundo a mesma fonte, só seria possível
impedir a compra da Pegasus se o assunto fosse
levado a uma Assembléia Geral, pois dela
todos os acionistas da Telemar podem participar.
Mas, de acordo com o estatuto da empresa, a
decisão ficará por conta do conselho
de administração. O órgão
é o responsável pela aprovação
de quaisquer operações de aquisição
ou aumento de capital em outras empresas, mesmo
que envolvam acionistas em comum.
Animec irá à Justiça,
alegando defender minoritários
Quarta-feira, 05 de Fevereiro de 2003, 19h17
A Associação Nacional dos Investidores
do Mercado de Capitais (Animec) pretende entrar
na Justiça para defender os direitos
dos minoritários na operação
de venda da TCO para a Brasicel, joint-venture
composta por Telefônica Celular e Telesp
Celular. O presidente da associação,
Waldir Correa, discorda do caráter compulsório
da troca das ações preferenciais
de TCO por ações da Telesp Celular.
Além disso, considera baixa a proporção
estabelecida para a troca: cada ação
da TCO valerá 1,27 ação
da Telesp. “O ágio a ser pago como
prêmio de controle será de quase
225%. Isso deveria ser dividido com os minoritários”,
protesta Correa. Em sua opinião, um ágio
justo seria entre 20% e 40%. A Animec discutiu
este assunto na terça-feira, 4, com diretores
da CVM, inclusive o presidente Luiz Leonardo
Cantidiano, que endossou a iniciativa da associação.
Pegasus
A mesma disposição
da Animec em defender os direitos dos minoritários
na Justiça não foi observada,
contudo, em outras recentes negociações
polêmicas no setor de telecomunicações,
como a operação da Telemar que
salvou o iG da bancarrota e a compra da Pegasus.
Neste caso, a operadora ofereceu R$ 335,8 milhões,
dos quais R$ 114 milhões em razão
de economias que seriam conquistadas com a sinergia
entre as empresas, além de assumir as
dívidas. O problema é que Telemar
e Pegasus tinham vários acionistas em
comum – Andrade Gutierrez, GP Investimentos,
grupo La Fonte e Opportunity –, o que
levantou suspeitas sobre conflito de interesses.
“A Telemar apresentou avaliações
internacionais e pareceres jurídicos
validando a compra. No meu entender, todas as
dúvidas foram esclarecidas. Não
vou brigar só por brigar”, explicou
Correa, lembrando que a Animec promoveu uma
reunião com acionistas minoritários
na época para discutir o tema.
Vale ressaltar que um dos diretores da Animec,
Francisco Magalhães, é membro
do conselho de administração da
Brasil Telecom, operadora controlada pelo Opportunity
que disputou com a Brasilcel a compra da TCO
e perdeu. Segundo informações
de outros membros do conselho de administração,
o diretor da Animec vota sistematicamente alinhado
com os representantes do Opportunity nas reuniões
sobre questões decisivas para a Brasil
Telecom.
(*) Leia o que a respeitada publicação
Teletime, do respeitado jornalista Rubens Glasberg
publicou sobre o iG:
Assembléia da Telemar aprova
contrato com o iG
Terça-feira, 20 de Março de 2001,
14h58
A assembléia de acionistas da Telemar
realizada nesta terça, dia 20, aprovou
o contrato com o provedor de acesso iG. Participaram
da assembléia acionistas representando
57% dos papéis da tele, mas apenas metade
votou. Ao final das contas, o processo de aquisição
do iG foi aprovado por acionistas representando
22% do capital da operadora. Com a aprovação,
a Telemar pagará, em uma semana, R$ 10
milhões ao iG. Além deste valor,
o data center do iG também será
adquirido, por outros R$ 40 milhões.
O iG remunerará a Telemar em R$ 3 milhões
por ano, ao longo de cinco anos, pelo uso desta
infra-estrutura de servidores.
Telecom Italia pede, na CVM, explicações
sobre compra do iG
Segunda-feira, 10 de Maio de 2004, 12h27
A Telecom Italia, colocando-se na condição
de acionista com cerca de 8% de participação
no capital da Brasil Telecom S/A, entrou com
um pedido junto à CVM para que sejam
fornecidas pela operadora informações
sobre o processo de compra do provedor iG e,
adicionalmente, pede a abertura de procedimento
administrativo visando futura abertura de inquérito
contra os administradores da BrT e do Opportunity.
O pedido da Telecom Italia foi protocolado na
CVM na semana passada, no dia 7, e baseia-se
nas recentes informações veiculadas
em diferentes órgãos de imprensa
segundo as quais a participação
de fundos offshore geridos pelo banco UBS já
teriam sido adquiridas pela BrT ou veículos
do Opportunity (a estrutura acionária
não está clara), garantindo à
operadora 52% das ações votantes
do provedor. Por esse percentual, teriam sido
pagos US$ 40 milhões. Segundo outras
informações veiculadas pela revista
Veja, a participação no iG da
Globenet (que por sua vez é uma empresa
controlada 100% pela Brasil Telecom) também
teria sido adquirida pela BrT. Agora, estariam
em fase de finalização as conversas
para a aquisição do restante do
capital do iG, nas mãos da Telemar e
dos acionistas controladores da Telemar (entenda-se
Andrade Gutierrez e GP). No final do ano passado,
o UOL News publicou informação
de que a BrT se preparava para comprar, por
um total de US$ 115 milhões, todas as
participações no iG.
Na semana passada, a presidente da Brasil Telecom,
Carla Cico, confirmou a analistas de investimento
que a operadora está negociando a compra
do controle acionário do provedor, mas
não forneceu mais detalhes. Fontes ouvidas
por este noticiário na ocasião
revelaram que a aquisição seria
feita em parte pela Metrored (controlada pela
BrT) e, possivelmente, também por outros
veículos ligados ao Opportunity, acionista
controlador e gestor da BrT. O banco gestor,
aliás, é também acionista
do iG. A mesma fonte informou que a participação
acionária de fundos estrangeiros no provedor
já teria sido comprada pelo Opportunity,
como revelou a revista IstoÉ Dinheiro,
e que agora estaria em negociação
a aquisição do restante das ações,
pertencentes à Andrade Gutierrez, à
GP Investimentos e à Telemar.
A Telecom Italia tem dúvidas em relação
aos métodos de avaliação
do iG e manifestou isso à CVM. Também
desconfia que o valor que está sendo
atribuído aos ativos do iG esteja superavaliado.
Essa não é a primeira vez que
Opportunity, Brasil Telecom, Telemar e acionistas
da Telemar compram e vendem o iG entre si usando
recursos das operadoras de telefonia. Em 1999
operação de compra semelhante
foi feita pela Telemar, que na época
pagou R$ 50 milhões. Antes disso, BrT
e Telemar haviam adquirido participação
no iG diretamente dos seus acionistas controladores.
Telemar e TCS vão ao Cade explicar compra
do iG
Sexta-feira, 18 de Fevereiro de 2000, 19h48
Depois de haver anunciado ao mercado a intenção
de entrar na empresa Internet Group, o iG, provedor
de Internet gratuita no país, os presidentes
da Telemar e da TCS fizeram nesta sexta, dia
18, uma visita ao presidente do Cade, Gesner
Oliveira. De acordo com Manoel Horácio,
presidente da Telemar, a formalização
do pedido de apreciação pelo conselho
para a entrada no iG será feita em 15
dias, via Anatel, por serem as duas empresas
da área de telecomunicações.
A entrada da Telemar e da TCS no iG não
significa, contudo, que as duas empresas estejam
trabalhando algum tipo de associação
ou parceria entre si. "Apenas aconteceu
ao mesmo tempo", explica Manoel Horácio.
A Telemar, através de uma subsidiária
integral que está sendo criada, a Telemar.com,
vai ficar com 22,9% do capital do iG investindo
US$ 5,7 milhões. A TCS entrará
com US$ 2,8 milhões e fica com 11,3%
do capital do iG.
Provedor não tem equipamentos de acesso
Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2000, 23h30
O que a analista chama a atenção
é para o fato pouco divulgado de que
o iG, ao contrário da AcessoNet, não
tem equipamentos de acesso, os chamados bancos
de modems. A empresa que hoje pertence integralmente
à Embratel já possuía toda
a parafernália eletrônica para
receber chamadas de assinantes da UOL em 66
pontos de presença próprios e
em outros 120 fornecidos por pequenos provedores
mediante contrato. As conexões do iG,
segundo a pesquisadora, são totalmente
feitas por terceiros contratados, entre os quais
a Brasil Telecom e a própria Telemar
(duas de suas controladoras), Telefônica
e AT&T. A empresa estaria pagando, mensalmente,
cerca de R$ 80 por porta aos operadores, com
um custo total de US$ 4 milhões por mês.
Ou seja: no caso da estrutura de conexão,
não haveria nada a comprar senão
dívidas. Consultado por TELETIME News,
o iG declarou, através da sua assessoria
de imprensa, ter a política de não
informar qual é a sua estrutura própria
ou contratada, "por se tratar de assunto
muito estratégico".
Telemar/iG é negócio decidido.
Valor final fica para depois
Quarta-feira, 03 de Janeiro de 2001, 22h40
A Telemar afirmou a TELETIME News nesta quarta,
dia 3, que o valor para a compra da estrutura
de acesso do iG já está definido
desde o final de dezembro e que a operadora
tem o sinal verde de seu conselho de administração
para proceder à compra do provedor de
acesso. "Contratamos um banco para avaliar
o negócio, até porque precisávamos
dar um valor para o conselho de administração
do iG. O valor foi aprovado pela administração
das duas empresas", diz o diretor de marketing
da Telemar, Juarez Queiroz. Segundo ele, a operadora
contratou outras instituições
para verificar, agora, os ativos do iG que serão
comprados, como a base de usuários e
os contratos com prestadores de serviços.
"Esta situação ocorre em
diversos casos de compra. Primeiro, faz-se uma
avaliação para chegar a um valor,
depois se checa os ativos que farão parte
do contrato final e a parte financeira",
diz Queiroz. O executivo não revela os
nomes das instituições financeiras
envolvidas na negociação. Os detalhes
só serão conhecidos quando for
publicada a ata da última reunião
do conselho. Falta, por exemplo, explicar o
que fará a Telemar se o iG for considerado
um projeto inviável, sem nenhum valor
de mercado. Ou seja, se for equiparado aos demais
projetos de Internet grátis que estão
fechando as portas no Brasil e no mundo.
Ações preferenciais terão
voto na compra do iG
Quarta-feira, 21 de Fevereiro de 2001, 22h44
Os negócios entre o provedor iG e a Telemar,
desde que vieram a público em dezembro
do ano passado, geraram muitas informações
descasadas e desconfianças nos acionistas
minoritários da operadora. Estes acreditavam,
principalmente, que poderiam ser prejudicados
na compra do iG, que tem os mesmos sócios
majoritários da Telemar (GP Investimentos
e Opportunity, agora sem poder de voto no conselho
da tele). Além disso, não estava
claro qual seria a "infra-estrutura de
acesso" do provedor inicialmente apontada
pela Telemar como o alvo da compra, uma vez
que o iG contrata o acesso de terceiros. A AGE,
onde votarão não só os
majoritários, mas sim todos os acionistas
da Telemar, inclusive os preferencialistas,
vinha sendo uma reivindicação
dos sócios com menor número de
ações. Ao mesmo tempo, o presidente
da Telemar, Manoel Horácio, afirmou publicamente
nesta quarta, 21, o valor que a tele pagará
pelos ativos do provedor, pondo final às
especulações. Os ativos custarão
R$ 40 milhões.
Valor é diferente do afirmado inicialmente
Segunda-feira, 19 de Março de 2001, 16h27
A Tele Norte Leste deve pagar, sete dias após
a assembléia, R$ 10 milhões ao
iG. Além disso, entre março de
2002 e o fim daquele ano, pagará uma
porcentagem de 48,6% sobre o tráfego
das redes de transporte da Brasil Telecom e
da Telefônica contratados pelo iG. A taxa
cai progressivamente durante os anos seguintes.
O valor total do contrato permanece desconhecido
e pode diferir daquele anunciado no início
do mês pelo presidente da operadora, Manoel
Horácio da Silva: R$ 40 milhões
pagos pela tele ao iG pela infra-estrutura de
acesso. Além disso, o contrato não
inclui o data center do provedor, como também
foi anunciado por fontes oficiais da operadora.
Telemar investirá e pagará ao
iG por tráfego fora de sua área
Segunda-feira, 19 de Março de 2001, 16h27
Previsto para ser votado pelo conselho de acionistas
da Tele Norte Leste Participações
S.A. (a holding que controla as operadoras Telemar)
nesta terça, 20, o contrato comercial
com o iG vem sendo alvo de críticas dos
sócios minoritários da tele. Segundo
Luiz Roberto Demarco, acionista minoritário
que pôde consultar previamente o contrato,
o documento prevê que a Telemar pagará
ao iG pelo tráfego que for gerado nas
redes da Telefônica e da Brasil Telecom.
Entre as obrigações que o contrato
impõe à Telemar estão também
evolução tecnológica e
as metas de provimento de acesso à Internet
mesmo fora de sua região original, sob
pena de multa em caso de não cumprimento.
Em contrapartida, o iG tem metas de desempenho,
mas só paga multas caso não atinja
75% do índice estabelecido pela meta
(caso fique acima desse patamar, não
há multa). Nem Demarco nem nenhum outro
acionista minoritário pôde guardar
uma cópia do contrato. As informações
são, portanto, fruto de anotações.
Assembléia da Telemar aprova contrato
com o iG
Terça-feira, 20 de Março de 2001,
14h58
A assembléia de acionistas da Telemar
realizada nesta terça, dia 20, aprovou
o contrato com o provedor de acesso iG. Participaram
da assembléia acionistas representando
57% dos papéis da tele, mas apenas metade
votou. Ao final das contas, o processo de aquisição
do iG foi aprovado por acionistas representando
22% do capital da operadora. Com a aprovação,
a Telemar pagará, em uma semana, R$ 10
milhões ao iG. Além deste valor,
o data center do iG também será
adquirido, por outros R$ 40 milhões.
O iG remunerará a Telemar em R$ 3 milhões
por ano, ao longo de cinco anos, pelo uso desta
infra-estrutura de servidores.
Fundos de pensão votariam contra aquisição
da Pegasus pela Telemar
Terça-feira, 16 de Julho de 2002, 18h24
Se pudessem participar do controle da Telemar,
os fundos de pensão Previ, Petros e Telos
provavelmente votariam contra a aquisição
da Pegasus pela operadora local, comentou uma
fonte ligada às fundações.
Essas entidades de previdência controlam
19,9% da Telemar Participações
S.A., mas não têm direito a voto
porque são acionistas controladores da
Brasil Telecom. A fonte entrevistada por TELETIME
News disse que os fundos temem que a Pegasus
seja adquirida acima do seu valor de mercado.
“Receio que se repita o mesmo que aconteceu
na compra do iG”, comentou, referindo-se
à aquisição do provedor
de acesso pela Telemar, cujo valor foi considerado
alto na época. Tal como na Pegasus, havia
acionistas em comum entre iG e Telemar. Eram
eles: GP Investimentos e Opportunity. No caso
da Pegasus, são acionistas em comum com
a tele Andrade Gutierrez, La Fonte, GP Investimentos
e Opportunity.
Assembléia Geral
Segundo a mesma fonte, só seria possível
impedir a compra da Pegasus se o assunto fosse
levado a uma Assembléia Geral, pois dela
todos os acionistas da Telemar podem participar.
Mas, de acordo com o estatuto da empresa, a
decisão ficará por conta do conselho
de administração. O órgão
é o responsável pela aprovação
de quaisquer operações de aquisição
ou aumento de capital em outras empresas, mesmo
que envolvam acionistas em comum.
iG diz que não é controlado pela
Telemar
Sexta-feira, 18 de Julho de 2003, 18h08
O provedor de acesso iG esclarece que não
é controlado pela Telemar. Segundo a
assessoria do iG, a tele "detém
apenas 17,3% das ações. Este é
um dado oficial. Está no site da companhia.
(...) Ela não participa do bloco de controle
do iG, nem tem assento no conselho. Ou seja,
é sócia minoritária. O
controle está nas mãos de fundos
de investimento. A Brasil Telecom, por exemplo,
também participa do capital do iG, assim
como fundos da GP Investimentos, o Opportunity,
a TH Lee e a UBS Capital Americas". O esclarecimento
vem em função da notícia
publicada na quinta, 17, sobre o provedor gratuito
da Embratel.
Mercado recebe mal compra do iG pela BrT
Sexta-feira, 19 de Dezembro de 2003, 19h19
As notícias sobre o interesse da Brasil
Telecom (BrT), veiculadas pelo UOL News e jornal
Folha de S. Paulo, em comprar o provedor gratuito
iG causaram nervosismo no mercado financeiro,
que penalizou as ações da concessionária
local com uma queda no pregão da Bolsa
de Valores de São Paulo, nesta sexta,
dia 19. As ações ordinárias
da Brasil Telecom Participações
(holding que controla a operadora local) fecharam
em queda de 2,41%, enquanto as preferenciais
caíram 2,84%. Os papéis sem direito
a voto da operadora caíram 1,14%, enquanto
as ON foram as únicas com desempenho
positivo, de 1,14%.
Na opinião de André Jakurski,
analista do Investidor Profissional, a queda
nas ações da Brasil Telecom Participações
tem relação direta com a notícia
de que a empresa pretende comprar o provedor
de acesso. “Como os dados sobre o iG não
são públicos, é impossível
calcular quanto essa empresa vale. Mas certamente
é muito menos que US$ 115 milhões”,
explicou, em referência ao valor a ser
pago pela empresa ao provedor, segundo notícias
publicadas.
Para outros analistas, no entanto, o mau humor
deveu-se mais ao desconhecimento em detalhes
dos planos reais da BrT (valores a serem investidos
e avaliação do provedor) do que
propriamente à reprovação
do negócio. “Na hora em que forem
conhecidos os números, aí o mercado
vai devolver esta perda ou não”,
opina o analista de um grande banco que não
quis se identificar. Outro analista também
comentou que, levando-se em conta o histórico
bem-sucedido em aquisições da
BrT, como no caso da MetroRed, por exemplo,
não vê porque a empresa mudaria
seu comportamento agora. Por isso recomenda
aguardar para ver melhor as condições
desta compra, se de fato vier a ser efetuada.
Operação Tupi
Fonte gabaritada que acompanha o processo confirmou
a este noticiário a informação
veiculada pelo UOL News de que a Brasil Telecom
(BrT) está interessada em comprar o iG.
Na semana passada, em uma reunião prévia
de Invitel, uma das controladoras da concessionária,
a diretoria da BrT foi autorizada a iniciar
as negociações para a aquisição.
Em reunião realizada na quinta, 18 (mesmo
dia em que foi divulgada a notícia sobre
a aquisição pelo UOL News), o
conselho de administração da Brasil
Telecom Participações autorizou
seus executivos a prosseguirem nos preparativos
para a formalização de uma oferta
até o limite de US$ 160 milhões,
segundo noticiou a Folha de S. Paulo desta sexta.
O projeto recebeu, de fato, o codinome “Tupi”,
tal como informou o veículo.
Vale lembrar que o Opportunity é controlador
tanto da BrT quanto do iG. Ou seja: se o negócio
for efetivado, o banco será vendedor
e comprador ao mesmo tempo. Outro controlador
do iG é o GP Investimentos. A Telemar
é acionista minoritária no iG,
sem direito a voto nem a veto. Opportunity e
GP Investimentos foram procurados, mas preferiram
não comentar o assunto
Brasil Telecom confirma negociações
pelo iG
Terça-feira, 04 de Maio de 2004, 13h49
Em teleconferência com analistas nesta
terça-feira, 4, a presidente da Brasil
Telecom (BrT), Carla Cico, confirmou que a operadora
está negociando a compra do controle
acionário do provedor gratuito iG. A
executiva não forneceu mais detalhes.
Fonte que acompanha de perto o processo afirma
que a aquisição seria feita em
parte pela Metrored e, possivelmente, também
por outros veículos ligados ao Opportunity,
acionista controlador da BrT. O banco gestor,
aliás, é também acionista
do iG. A mesma fonte informa que a participação
acionária de fundos estrangeiros no provedor
já teria sido comprada pelo Opportunity
ou algum de seus veículos e que agora
estaria em negociação a aquisição
do restante das ações, pertencentes
à Andrade Gutierrez, à GP Investimentos
e à Telemar. Não se sabe ainda
o valor das propostas. “Mesmo que o preço
seja justo, a Telemar sai perdendo, pois é
estratégico para ela ser acionista de
um provedor gratuito”, analisa a fonte.
BrT avalia iG em US$ 137,3 milhões ao
comprar a empresa
Terça-feira, 18 de Maio de 2004, 20h04
A Brasil Telecom S.A. (BrT) e sua holding Brasil
Telecom Participações S.A. (BTP)
comunicaram à CVM nesta terça,
dia 18, que obtiveram dos acionistas do iG a
aceitação da oferta da BrT pela
compra de suas participações,
com e sem direito a voto, equivalentes a 63%
do capital social do provedor. Os rumores sobre
a operação vinham desde o final
do ano passado. Mais recentemente, falou-se
que a operação estaria concretizada,
faltando apenas a compra da participação
pertencente aos sócios da Telemar, GP
Holdings e Andrade Gutierrez, o que foi feito
agora. Neste caso, segundo informou a Telemar,
foram vendidas 6.791.217 as ações
detidas no IG, representando 17,6% do capital
social do provedor, pelo valor total equivalente
a US$ 17,5 milhões. A empresa informa
ainda que a operação deverá
resultar em um lucro contábil aproximado
de R$ 6 milhões.
O comunicado relaciona, além de GP e
Andrade Gutierrez, os seguintes acionistas que
aceitaram vender seus papéis no iG: Global
Internet Investments; Digital Network Investments
Ltd.; Infinity Trading Ltd.; NG9 Internet Investments;
Blue Star I, LLC; TH Lee Putnam Parallel Ventures,
LP; TH Lee Putnam Ventures, LP; THLi Coinvestments
Partners, LLC; UBS Capital Americas III, LP;
UBS Capital Americas Nominees B.V.; Ideas &
Solutions; Al Nahda Investment, Dunial Khazal
Company, e administradores da companhia. Note
que há, entre as empresas, pelo menos
uma diretamente ligada ao próprio Opportunity,
o fundo NG9.
As ações, segundo o comunicado,
custaram à BrT e BTP US$ 100,752 milhões,
o que implica um valor de US$ 137,7 milhões
para 100% das ações do iG. É
um dos valores mais elevados pagos por uma empresa
de Internet desde o fim da bolha.
O iG, segundo as compradoras, possui, em caixa,
aproximadamente US$ 16 milhões. Adicionada
a participação de 9,45% detida
pela BTP, as duas companhias juntas deterão
72,45% do capital do provedor de Internet. Por
fim, as empresas informam que o negócio,
para ser concretizado, depende ainda de due
dilligence e da negociação de
contratos definitivos.
BrT conclui compra do iG
Quarta-feira, 27 de Julho de 2005, 19h07
A Brasil Telecom (BrT) Participações,
holding da operadora BrT, informou à
Comissão de Valores Mobiliários
(CVM) que foi concluída na terça-feira,
26, a compra do provedor Internet Group Ltd
(iG).
De acordo com o fato relevante
publicado nesta quarta, 27, a Brasil Telecom
Subsea Cable Systems (Bermuda) Ltd, controlada
pela BrT, adquiriu 3.750.500 ações
ordinárias classe A e 6.249.848 ações
ordinárias classe B, de emissão
do iG. As ações representam 25,6%
do capital total do iG, e foram adquiridas pelo
valor total de US$ 27,851 milhões.
A BrT Bermuda fez uso da opção
de venda outorgada na extensão das ofertas
já feitas aos acionistas Global Investments
and Consulting Inc., Opportunity Fund e Vicência
Participações Ltda. Com a conclusão
do negócio, a BrT Participações
passa a deter 98,2% do capital social do iG
Controle do iG desperta dúvidas
Sexta-feira, 21 de Maio de 2004, 17h42
A venda de 63% do capital total do iG para a
Brasil Telecom S.A. (BrT) esta semana ainda
gera dúvidas entre analistas de mercado.
Apesar de a operadora e sua holding Brasil Telecom
Participações (BTP) deterem juntas
agora 72,45% do capital total do provedor gratuito,
isso não é garantia de que terão
o seu controle. A dúvida se deve à
falta de informações a respeito
de quantas dessas ações têm
direito a voto. No comunicado enviado pela operadora
à CVM, fala-se apenas que foram compradas
ações de diferentes classes, com
e sem direito a voto, sem, contudo, detalhar
seus percentuais.
Segundo uma fonte bem situada no mercado, a
participação de 27,55% mantida
pelo Opportunity no iG englobaria 50% das ações
com direito a voto. Os outros 50% estariam agora
nas mãos da BrT. O controle, portanto,
seria compartilhado entre as duas companhias.
Porém, na opinião dessa fonte,
antes de qualquer crítica, é preciso
saber como ficará o acordo de acionistas
do iG após as mudanças. Ela entende
que, caso o controle seja mesmo compartilhado,
sem qualquer vantagem assegurada para a BrT
no acordo de acionistas, a compra de 63% do
capital total talvez não tenha sido tão
interessante para a operadora. Hoje a BrT é
controlada pelo próprio Opportunity,
mas se um dia for vendida ou passar para as
mãos de outros sócios (como Telecom
Italia e fundos de pensão), os novos
donos terão que conviver com o banco
de Daniel Dantas na gestão do provedor
gratuito.
A respeito de um possível conflito de
interesses na venda do iG, o presidente demissionário
da CVM, Luiz Leonardo Cantidiano, disse à
imprensa nesta semana que a autarquia pretende
investigar o assunto. Opportunity e iG foram
procurados por Teletime News mas não
esclareceram as dúvidas sobre a proporção
do capital votante no provedor gratuito.
Opportunity negociou compra de
sua própria participação
Sexta-feira, 26 de Novembro de 2004, 17h53
O movimento de questionamentos das condições
da compra do iG deve começar a surgir
nas próximas semanas, como reflexo dos
termos de aquisição do provedor
anunciados pela BrT no dia 24.
A principal dúvida que já começa
a correr entre os acionistas minoritários
da BrT, especialmente fundos de pensão,
e analistas de mercado, é sobre eventuais
conflitos de interesse em função
das participações societárias
no iG detidas pelo próprio Opportunity,
controlador da BrT. Segundo o fato relevante
anunciando a compra, foi firmado um acordo para
a aquisição de todas as ações
do provedor de acesso gratuito, e estas condições
permanecerão válidas até
agosto de 2005 para que os sócios não
contemplados nesta operação agora
exerçam o direito de venda. O item 4
do fato relevante é claro: "A BrT
Bermuda logrou adquirir o controle após
negociações com os diversos acionistas
do iG, inclusive para a renúncia de direitos
previstos em acordos de acionistas, tendo estendido,
até agosto de 2005, a oferta com o objetivo
de adquirir até 100% das ações
do capital do iG que ainda não detém,
pelo mesmo preço unitário e nos
mesmos termos deste Fato Relevante. A aquisição
de participação adicional alinha-se
com o já anunciado interesse estratégico
da BrT e suas subsidiárias no iG, permitindo
potencializar ainda mais as sinergias referidas
acima". Conforme o fato relevante, por
enquanto a BrT já se dispôs a pagar
US$ 104,9 milhões aos acionistas do iG,
que permitirão à tele controlar
73% do provedor (incluindo os 10% que ela já
controla). O fato de as condições
para a aquisição do restante das
ações estarem colocadas poderia
caracterizar que o Opportunity já negociou
com a Brasil Telecom (da qual ele é controlador)
as condições de venda de suas
próprias ações no iG.
Ações diferentes
Além disso, há alguns pontos pouco
claros no fato relevante. Por exemplo, a Brasil
Telecom diz ter pago US$ 104,9 milhões
para adquirir ações que, somadas
aos 10% do iG que já tem, a farão
controlar 73% do provedor gratuito. Ou seja,
ela pagou esse valor por 63% das ações.
Acontece que ela afirma ter avaliado o iG com
um valor total de US$ 144,9 milhões,
de forma que o valor a ser pago pelos 63% deveria
ter sido US$ 91,28 milhões. A explicação
para isso, segundo fontes de mercado, é
o fato de as ações adquiridas
serem de classes diferentes, com mais direitos
e, portanto, terem recebido um prêmio
adicional (como um prêmio de controle).
Outra aparente inconsistência é
o fato de a Telemar ter recebido US$ 18,913
milhões pelos seus 17,6% do iG. Deveria
ter recebido US$ 25,5 milhões, se o iG
vale realmente US$ 144,9 milhões. De
novo, a explicação possível
é a categoria das ações.
O problema é que o fato relevante não
discrimina que tipo de ações cada
acionista do iG detinha e quanto foi pago a
cada um. A área de relações
com o investidor da Brasil Telecom não
estava disponível para responder às
dúvidas levantadas por esse noticiário
até o fechamento da edição,
mas se comprometeu a fazê-lo assim que
possível.
Fundos de pensão e a Telecom Italia entraram,
em maio, com representações junto
à CVM questionando os critérios
de compra do iG, mas até hoje não
houve manifestação do órgão.
Tudo indica que esse movimento vá se
repetir agora.
Também não é de hoje que
as operações com o iG são
controvertidas. Em 1999 a Telemar pagou cerca
de US$ 50 milhões pelos ativos do provedor,
mas ficou apenas com essas ações
que foram agora repassadas à BrT por
US$ 18,9 milhões e com os computadores
e o cadastro de usuários do serviço
gratuito. Naquela ocasião, a polêmica
se deveu ao fato de o iG ter como controladores
os mesmos controladores da Telemar, que aliás,
permaneceram sócios e agora venderam
suas participações para a Brasil
Telecom.
Vários negócios
A Brasil Telecom vem, desde o final de 2002,
se mostrando agressiva na compra de novos ativos.
Primeiro, foi a licença de celular adquirida
em dezembro de 2002. Depois, em fevereiro de
2003, adquiriu a MetroRed, por US$ 68 milhões.
Em junho de 2003 adquiriu a GlobeNet por US$
48,8 milhões. No mesmo mês, celebrou
acordo para comprar o provedor de acesso iBest,
por US$ 36 milhões. Em maio de 2004 foi
a vez da compra do iG (concluída agora)
por US$ 104,9 milhões e da Vant, por
US$ 15 milhões. Ao todo, desconsiderando
os investimentos na rede e na licença
para a BrT GSM, a Brasil Telecom já investiu
US$ 266,5 milhões em novos ativos.
Para BrT, contrato com Kroll e
compra do iG foram irregulares
Quarta-feira, 22 de Março de 2006, 23h07
Os elementos da nova representação
encaminhada pela Brasil Telecom à Comissão
de Valores Mobiliários (CVM) na quarta,
21, em relação aos abusos da gestão
Opportunity no comando da companhia, são
ainda mais contundentes do que foi a primeira
representação, encaminhada no
final de 2005. São acusações
graves de fraude, conflito de interesse, desvios
de recursos e quebra de dever fiduciário.
Uma das principais novidades mostradas à
CVM diz respeito ao caso Kroll. Pela primeira
vez, a própria Brasil Telecom admite
que a contratação da empresa de
investigação transcendeu o levantamento
de dados sobre a Telecom Italia e chegou a “outras
empresas, pessoas, inclusive ligadas ao governo
brasileiro e importantes veículos de
comunicação”. Esta última
menção é uma referência
à Globo, sobre quem a Kroll levantou
mais de cinco caixas de documentos, inclusive
minutas reservadas. Segundo a BrT, as investigações,
que custaram R$ 26 milhões (mais R$ 20
milhões em advogados), só atenderam
aos interesses do Opportunity e não produziram
benefício para a operadora. A razão
colocada pelo Opportunity para a contratação
da Kroll, diz a nova gestão da Brasil
Telecom, era municiar a companhia em disputas
judiciais contra a Telecom Italia. “No
entanto, essas ações foram extintas
sem qualquer pagamento à BrT, em virtude
de transações judiciais firmadas
pela antiga gestão da companhia com a
Telecom Italia no contexto dos acordos de 28
de abril de 2005. Nesses acordos, o grupo Opportunity
contratou a alienação de ações
de sua propriedade na cadeia de controle da
Brasil Telecom a valores expressivos, supervalorizados,
e recebeu na mesma data a quantia de US$ 65
milhões”.
Além disso, a Brasil Telecom acusa a
gestão Opportunity de ter subtraído
os documentos referentes às investigações
da Kroll.
Compra em benefício próprio
Outro pesado argumento colocado pela Brasil
Telecom à CVM diz respeito à compra
do iG, por US$ 132 milhões. Segundo os
levantamentos da auditoria da Brasil Telecom,
o valor foi inflado artificialmente, já
que havia uma avaliação de US$
54 milhões que foi ignorada. O Opportunity
foi um dos sócios minoritários
do iG beneficiados pela compra. Não houve
informe de operação com partes
relacionadas, omitiu-se a discrepância
de avaliações, não se submeteu
a compra ao conselho e ainda informou-se o mercado
com atraso de meses sobre a efetivação
da operação. Houve, portanto,
graves infrações às regras
do mercado de valores mobiliários, à
legislação societária e
aos estatutos da companhia, segundo acusações
da nova gestão da Brasil Telecom. Entre
2003 e 2004, nas várias transações
envolvendo o iG, este noticiário mostrou
pontos nebulosos da operação e
chamou a atenção para conflitos
de interesse. Há, desde 2004, representações
feitas pelos fundos de pensão e pela
Telecom Italia em relação ao caso
mas, até hoje não há uma
decisão da Comissão de Valores
Mobiliários no sentido de punir o Opportunity.
Para Merrill Lynch, compra do iG
pela BrT gera dúvidas
Quarta-feira, 19 de Maio de 2004, 20h39
A Merrill Lynch divulgou a investidores financeiros
uma análise sobre a compra do provedor
de Internet iG pela Brasil Telecom. Como boa
notícia, a análise da ML aponta
apenas o fato de que, aparentemente, o Opportunity
não está vendendo a sua participação,
o que geraria problemas de governança
corporativa. Segundo a análise da Merrill
Lynch, é incerto o retorno do investimento
já que a principal remuneração
do iG vem da atividade do portal e provedor.
Em relação às receitas
de interconexão geradas pelo tráfego
do iG, diz a ML, o problema é uma eventual
mudança de regras, por exemplo com a
adoção do modelo de bill-and-keep.
A valoração do iG, portanto, dependeria
dos dados financeiros da atividade do provedor
e portal em si, o que não é possível,
diz a Merrill Lynch, dada a falta de dados.
Apesar do alívio manifestado pela análise
em relação ao fato de aparentemente
o Opportunity não ter sido parte do negócio
como vendedor, evitando assim problemas de governança
corporativa, a análise da Merrill Lynch
pode ter perdido um detalhe: entre os vendedores
está a NG9 Internet Investments e "administradores
da empresa", segundo o fato relevante.
A NG9 Internet Investments é uma empresa
estrangeira, mas provavelmente ligada ao fundo
fechado NG9 Opportunity FMIA, registrado no
Brasil e administrado pelo Opportunity. O "NG"
é homenagem a Nizan Guanaes, fundador
do iG e sócio de Daniel Dantas em outros
negócios.
Entre os demais vendedores, estão não
só a Telemar (através da sua subsidiária
Digital Networks Investments Ltd), mas também
os próprios acionistas da Telemar Andrade
Gutierrez, GP e La Fonte (através da
empresa Infinity Trading Ltd). A Telemar, em
2001, pagou cerca de US$ 50 milhões pela
participação no iG, adquirida
justamente destes seus acionistas. Na ocasião,
apostava-se que os provedores gratuitos seriam
grande fonte de receitas de interconexão.
A Anatel, então, deixou claro que nenhum
provedor de acesso pode ser remunerado pelo
tráfego gerado.
Outra empresa que, segundo a Brasil Telecom,
está entre as vendedoras do iG é
a TH Lee Putnam, que é acionista também
do Submarino e sócia do GP no portal
Decolar.com. O UBS, que também está
vendendo participações de alguns
de seus fundos no iG à BrT, também
é ligado a Daniel Dantas. Substituiu
o ABN Amro como custodiante do Opportunity Fund
em Cayman
Previ pede que BrT dê esclarecimentos
à CVM
Quarta-feira, 25 de Agosto de 2004, 18h51
Os representantes da Previ no conselho de administração
da Brasil Telecom Participações
(BTP), Fabio de Oliveira Moser e Lênin
Florentino de Faria, entraram com um pedido
na Comissão de Valores Mobiliários
(CVM) para que a holding forneça mais
informações sobre a compra do
iG. Na última reunião do conselho,
há duas semanas, o assunto foi retirado
de pauta pelo Opportunity sem maiores explicações.
A Previ reclama do conflito de interesses envolvendo
a operação, já que o Opportunity
é, ao mesmo tempo, controlador da Brasil
Telecom e do provedor gratuito. A explicação
do banco de Daniel Dantas de que sua participação
no iG não foi alienada não satisfaz
o presidente da Previ, Sérgio Rosa. “Queremos
esclarecimentos sobre o valor pago, sobre como
ficará o controle acionário do
iG etc”, disse Rosa.
A compra do provedor gratuito foi comunicada
ao mercado pela BTP em maio. A empresa adquiriu
63% do capital social do iG por US$ 100,752
milhões. Entre os vendedores estavam:
GP, Andrade Gutierrez, Global Internet Investments;
Digital Network Investments Ltd.; Infinity Trading
Ltd.; NG9 Internet Investments; Blue Star I,
LLC; TH Lee Putnam Parallel Ventures, LP; TH
Lee Putnam Ventures, LP; THLi Coinvestments
Partners, LLC; UBS Capital Americas III, LP;
UBS Capital Americas Nominees B.V.; Ideas &
Solutions; Al Nahda Investment, Dunial Khazal
Company, e administradores da companhia.
Analistas questionam: por que Telemar
vendeu o iG?
Quarta-feira, 19 de Maio de 2004, 20h44
Alguns analistas de investimentos ouvidos por
esse noticiário consideraram, a princípio,
positiva para a Brasil Telecom a compra da iG.
O que não entendem é por que a
Telemar abriu mão do negócio,
que gera um volume tão expressivo de
tráfego para a sua própria rede.
A partir dessa dúvida é que começaram
as especulações e rumores de que
a transferência da provedora de Internet
poderia ser parte de uma acomodação
de interesses entre o Opportunity (acionista
da Telemar) e os principais controladores da
tele (Andrade Gutierrez, La Fonte e GP).
Convém ponderar, contudo, que a reação
dos investidores foi positiva em relação
às duas companhias. As ações
preferenciais da Brasil Telecom subiram 2,74%
(operadora) e 1,98% (holding), enquanto as da
Telemar tiveram alta de 2,56% (operadora) e
1,02% (holding).
Em princípio, a aquisição
da iG por US$ 100,75 milhões pode ser
considerada, segundo alguns profissionais do
mercado, um bom negócio. Principalmente
pelo volume de tráfego (que se traduz
em receita de interconexão) que pode
chegar este ano a R$ 917 milhões quando
somadas as operações do iG e do
iBest. Mesmo considerando uma redução
nesse valor de cerca de 15% em função
de novas regras de interconexão, o total
seria interessante. E se os números do
iG (que não são auditados) estiverem
corretos, com a compra, a Brasil Telecom pode
incorporar uma receita consolidada de R$ 234
milhões.