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| Por que
será que a Lucent resolveu desistir
de concorrer com a Alcatel na BrT ? |
ALCATEL + BrT: OS FUNDOS E O CITI ESTÃO
NESSA ?
Paulo Henrique Amorim
Máximas e Mínimas 1032
. Quando os Fundos e o Citi chutaram Daniel
Dantas do controle da Brasil Telecom, em outubro
de 2005, o Citi contratou uma empresa para investigar
as falcatruas que Dantas tinha feito na Brasil
Telecom.
. E descobriu que a BrT tinha o hábito
de dar preferência à empresa francesa
Alcatel ao comprar equipamentos de telefonia.
. Nas concorrências da BrT, a Alcatel
não apresentava as melhores propostas,
mas ficava com o negócio.
. Esquisito.
. Tão esquisito, que, quando o Citi entrou
na Justiça de Nova York contra Dantas,
citou as relações de Dantas com
a Alcatel.
. Muito esquisito.
. A Alcatel comprava cotas do fundo de Dantas
no Opportunity e ganhava as concorrências
na BrT, administrada por Dantas.
. Como é isso ?
. Era assim, de acordo com o texto da ação
que o Citi move contra Dantas, em Nova York:
(viii). The Alcatel Transaction
85. Upon information and belief, Alcatel, a
supplier of telecommunications
equipment to Brasil Telecom, is a significant
investor in the Opportunity Fund. Alcatel's
investment relates principally to Brasil Telecom
and Telemar and is apparently segregated from
all other investments in the Opportunity Fund.
86. On January 14, 2005, Opportunity Fund informed
IEII that, in exchange
for Alcatel's commitment to extend the term
of its investment in the Opportunity Fund, the
Opportunity Fund had granted Alcatel the right
to put back its investment to the Opportunity
Fund, thereby providing a guaranteed floor for
the value of Alcatel's investment.
87. Upon information and belief, the put value
was set at a price that would
enable Alcatel to recover significantly less
than its initial investment and Alcatel granted
the
Opportunity Fund the right to increasing success
fees if Alcatel's interest is sold above certain
thresholds. Thus, the Opportunity Fund not only
may be able to buy back Alcatel's investment
at a significant discount but also is entitled
to receive all or part of any gain that Alcatel
may
realize upon the sale of its interest in the
Opportunity Fund.
88. The put/success fee arrangement with Alcatel
effectively grants the
Opportunity Fund an additional interest in Brasil
Telecom and Telemar that lies outside the
initial investment by the Funds and is not made
available to the other Funds - a situation
prohibited by the "side-by-side" investment
requirements in Article 5.2 of the Operating
Agreement and Article 2.5 of the Limited Partnership
Agreement. In addition, the arrangement
with Alcatel constitutes a conflict of interest
transaction for which approval should have been
sought from the Advisory Committee pursuant
to Article 6.4 of the Limited Partnership
Agreement. Finally, the inherent conflict of
interest created by Dantas' arrangement with
Alcatel made it impossible for Opportunity and
Dantas to have fulfilled their unequivocal duties
of loyalty and good faith to JEEI and the CVC
Fund.
. (Clique
aqui para ler a íntegra da ação
do Citibank em Nova York contra Dantas )
. Muito esquisito.
. Como pode o Citi fazer uma acusação
tão grave de “conflito de interesse”
(“conflict of interest”)?
. Em que se baseava o Citi ?
. Na tal investigação que tinha
mandado fazer.
. O que diz a investigação feita
pela empresa ICTS Global, em 21 de dezembro
de 2005 ?
. (Lembrem-se: a investigação
foi contratada pela Brasil Telecom, já
sob o controle dos Fundos e do Citi.)
. Leia a conclusão dessa investigação
:
Existem indícios de ligação
entre Alcatel e Opportunity, principalmente
devido ao questionamento
da CVM quanto ao suposto investimento da Alcatel
no Opportunity Fund em troca de favorecimento
em contratações na Brasil Telecom.
Porém, estes indícios não
foram comprovados em levantamentos
internos (entrevistas, e-mails e documentações),
além da saída da Lucent também
não ter sido
esclarecida pela área de operações
ou DMS, não sendo possível afirmar
que a saída da Lucent foi
motivada por uma desistência de investimento
em fundos do Opportunity.
Outro ponto também levantado, mas não
esclarecido, é o fato de decisão
pela Alcatel em renovações
contratuais decorrentes de serviços prestados
por mais de 3 empresas. Muitas renovações
feitas por
aditivos contratuais não explicam, seja
documentado em papel ou por relato das pessoas,
porque
somente a Alcatel continuou como prestadora
dos serviços e o motivo da saídas
das outras empresas.
. Quer dizer: a Alcatel ganhava todas na BrT
(dirigida por Dantas) e comprava cotas do fundo
de Dantas no Opportunity.
. E, sem qualquer explicação,
a BrT renovava os contratos com a Alcatel, assim,
numa boa ...
. Por que será que a Lucent resolveu
desistir de concorrer com a Alcatel na BrT ?
. E os sócios de Dantas, na BrT ?
. Os Fundos Previ, Petros, Funcef e Citi ?
. Faziam maus negócios na BrT, enquanto
Dantas enchia a burra com o dinheiro da Alcatel
no Opportunity – e ficaram quietos ?
. Não. O Citi foi à Justiça
de Nova York.
. Os Fundos dos trabalhadores do Banco do Brasil,
Petrobras e Caixa Econômica delegaram
à nova administração da
BrT a responsabilidade de tomar medidas judiciais
contra Dantas.
. Que medidas ?
. As medidas do tipo “fogo amigo”.
. Você finge que está com raiva,
atira para tudo quanto é lado, especialmente
para o foro em que Dantas é soberano
a CVM e, na verdade, não faz nada de
concreto para botar Dantas na cadeia.
. Em que deram as ações judiciais
da nova administração da BrT contra
Dantas ?
. Em nada ...
. Mas, não eram para dar, mesmo.
. Por que ?
. Porque são todos farinha do mesmo saco
Dantas, Alcatel, a nova administração
da BrT – escolhida pelos atuais dirigentes
dos Fundos e liderada por um executivo de sobrenome
K – e a BrOi (resultado próximo
da fusão da BrT com a Oi).
. Quer dizer, são todos farinha do saco
da... Pégasus.
. A Pégasus foi a empresa em que Daniel
Dantas, Carlos Jereissati e Sérgio Andrade,
hoje donos da Oi, fundaram lá atrás,
no processo de privatização do
Farol de Alexandria.
. Eles eram chefes de K na Pégasus.
. O chairman of the board da Pégasus
era um cavalheiro de nome Otávio Azevedo.
. Otávio Azevedo tem profundas ligações
com a Alcatel.
. Vamos chamar de “profundas”, provisoriamente,
até que novos documentos cheguem às
minhas mãos ...
. Aí, o que acontece ?
. Apesar da investigação da ICTS
e da ação do Citi em Nova York,
a administração de K na BrT faz,
de novo, um super negócio com a Alcatel.
. Em 15 de janeiro de 2008, a Brasil Telecom
faz com a Alcatel o maior contrato de fornecimento
de
equipamentos de telefonia, no Brasil: DOIS BILHÕES
DE REAIS !!!
. Clique aqui para ler:
http://www.clicnews.com.br/economia/view.htm?id=70214
http://www.presidencia.gov.br/estrutura_presidencia/Subsecretaria/noticias/
clipping/noticias/assunto7/tel05mar2g/
. Isso, poucos dias antes de se concluir a fusão
da BrT com a Oi, segundo o PIG.
. E o mais espantoso, ainda, é que a
tecnologia da Alcatel é incompatível
com a que a Oi utiliza.
. Ou seja, não vai haver – se o
PIG estiver certo –, na BrOi, aquilo que
os especialistas (e espertalhões) chamam
de “sinergia”...
. Interessante é que o chairman of the
board da BrT é um advogado do Citibank,
de nome Sergio Spinelli.
. Quando ele se senta no board da BrT, ele contrata
uma auditoria sobre as atividades de Dantas
na BrT.
. E, alguns anos depois, fecha novo negócio
milionário com a Alcatel.
. Quando ele é Citi em Nova York, ele
diz que o Dantas fazia negócios penumbrosos
com a Alcatel.
. Quantos chapéus usa o Sr. Spinelli
?
. E como ficam os funcionários do Banco
do Brasil, da Petrobras e da Caixa Econômica,
teoricamente
representados pela Previ, Petros e Funcef ?
. Será que eles sabem disso ?
. Será que seus investimentos na BrT
são bem defendidos pela administração
“K” ?
. Aquele pecúlio que eles levam para
casa, na hora de se aposentar ...
. É esse pecúlio que eles entregam
a K e aos amigos dele na Pégasus ?
. Será que os funcionários do
Banco do Brasil, da Petrobras e da Caixa Econômica
não aprenderam
a amarga lição dos tempos do Farol
de Alexandria, que deu a Previ, a Petros e a
Funcef na bandeja para Dantas ?
. Veja aqui como se trata de farinha do mesmo
saco: Dantas, Jereissati, Andrade, K, Otávio
Azevedo:
Opportunity investiu na Pégasus
http://209.85.165.104/search?q=cache:0v4XOf8uhYUJ:www.telemar.com.br/docs/pegasus_
animec.ppt+p%C3%A9gasus+opportunity&hl=pt-BR&ct=clnk&cd=1&gl=br&lr=lang_pt
Sérgio Andrade, La Fonte e Opportunity
eram sócios na Pégasus. Otávio
Azevedo era ligado à Telemar (foi presidente).
http://www.terra.com.br/istoedinheiro/256/economia/256_polemica_telemar.htm
Opportunity era sócio da Andrade Gutierrez
em vários empreendimentos, como iG e
Sanepar.
http://arquivoetc.blogspot.com/2005/04/lus-nassifconsumo-e-cidadania-ainda-o.html
Otávio Azevedo presidente da Telemar
procurou Alcatel, principal credor da empresa.
http://clipping.planejamento.gov.br/Noticias.asp?NOTCod=120097
Alcatel ajudou na infra-estrutura da Oi, que
é da Telemar, que tinha como presidente
Otávio Azevedo.
http://209.85.165.104/search?q=cache:P3ARFmEGnQsJ:frecuenciamagazine.com/images/documentos/
7f61f14ef3bfc818a1566342bddff7f7.pdf+%22otavio+azevedo%22+alcatel&hl=pt-BR&ct=clnk&cd=7&gl=br&lr=lang_pt
Foto Otávio Azevedo, Armando Medeiros,
da Alcatel (pagina 53).
http://telebrasil.org.br/arquivos/revista-30anos-telebrasil-2.pdf
Otávio Azevedo era porta-voz do consórcio
Calais, formado por Geodex, Telemar, Brasil
Telecom e Telefônica.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u83426.shtml
http://www.abusar.org/art60.html
Requião rompeu com a Dominó Holding,
que era formada por Opportunity, Andrade Gutierrez
e Vivendi.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u46832.shtml
http://www.aenoticias.pr.gov.br/modules/news/article.php?storyid=3527
. Leia aqui tudo o que a respeitada publicação
Teletime, do respeitado jornalista Rubens Glasberg,
divulgou sobre a BrT, o Citi e a Alcatel:
Alcatel é investidora do
Opportunity Fund, diz Citi
Quarta-feira, 13 de Abril de 2005, 18h05
A Alcatel, uma das principais fornecedoras da
Brasil Telecom, tem investimentos significativos
no Opportunity Fund, fundo baseado em Cayman
e totalmente controlado por Daniel Dantas e
seu Opportunity. A informação
consta explicitamente nas acusações
que o Citibank faz em Nova York contra Dantas
e em relação às quais pede
indenização de US$ 300 milhões.
Entre as acusações estão
danos causados, quebra de contrato, quebra de
dever fiduciário, fraude, afirmações
negligentes, conduta profissional indevida,
enriquecimento ilícito, entre outras.
O Citi luta para tirar o Opportunity da administração
de seus ativos no Brasil, especialmente do CVC
Opportunity Equity Partners LP, acionista controlador
da Brasil Telecom, Amazônia Celular e
Telemig Celular, além de acionista minoritário
da Telemar.
Segundo as informações fornecidas
pelo Citi na sua peça de acusação
contra o Opportunity, a Alcatel é um
investidor significativo do Opportunity Fund,
que também é acionista da Brasil
Telecom e da Telemar. O Citibank não
especula sobre as razões desse investimento
da Alcatel em um fundo controlado por Daniel
Dantas, mas entende que há um evidente
conflito de interesse por parte do Opportunity.
As acusações que resvalam na Alcatel
estão na página 20 do "Amended
Complaint", peça de acusação
do Citi contra Dantas, que TELETIME News oferece
para download na íntegra pelo link www.teletime.com.br/arquivos/complaint2.pdf
(585kb).
Segundo o relato do Citibank, a participação
da empresa fornecedora como acionista do Opportunity
Fund foi informada pelo próprio Opportunity
Fund ao Citi no dia 14 de janeiro deste ano.
Nesta data, segundo relato da ação
do Citi, o grupo de Dantas teria dito que a
Alcatel estava disposta a vender seus investimentos,
mas o Opportunity fez um acordo dando à
Alcatel condições melhores de
saída caso permanecesse por mais algum
tempo no fundo off-shore. A informação
é levada à Justiça de Nova
York porque, além de ser uma prova de
ação característica de
conflito de interesse, as condições
de saída da Alcatel poderiam representar
a Daniel Dantas condições de,
indiretamente, aumentar sua participação
na Brasil Telecom.
TELETIME News enviou à Alcatel uma série
de perguntas questionando sobre a natureza deste
investimento no Opportunity Fund. A filial brasileira
repassou os questionamentos à matriz.
Segundo a empresa, "qualquer declaração
sobre este assunto será feita pela Alcatel
Mundial, depois que a empresa tiver acesso ao
documento completo. A Alcatel Brasil não
possui investimentos em nenhum tipo de fundo".
Não se sabe, ainda, se tais investimentos
estão atrelados aos contratos de fornecimento
de equipamentos na BrT. O Citibank e os fundos
de pensão nacionais pretendem, no momento
em que assumirem efetivamente a gestão
das empresas que estavam sob a administração
do Opportunity, fazer um levantamento dos contratos,
inclusive com fornecedores, para saber em que
condições Daniel Dantas e sua
equipe administravam as companhias.
O Opportunity Fund, também vale lembrar,
é um fundo baseado em Cayman e que foi
recentemente condenado pela CVM por infrações
às regras do Anexo IV, entre elas permitir
a residentes no Brasil serem cotistas do fundo,
que é aberto apenas a estrangeiros.
Em defesa, Dantas
admite ter recebido pagamento de italianos
Terça-feira, 13 de Junho de 2006, 00h16
Daniel Dantas e o grupo Opportunity entregaram
para a Justiça de Nova York na sexta
passada, dia 9, um conjunto de documentos que
configura a resposta do grupo às acusações
feitas pelo Citibank no terceiro adendo da acusação
inicial, pela qual o banco norte-americano acusa
o Opportunity de fraude, quebra de dever fiduciário,
gestão temerária dos ativos do
fundo CVC etc. Essa é, na verdade, a
discussão que perfaz o cerne da disputa
em Nova York. Todas as outras ordens temporárias,
que impedem Dantas e seu grupo de venderem ativos,
tentarem substituir gestores etc, tudo isso
é apenas parte menor de uma disputa muito
maior, em que o Citi faz pesadas acusações
contra o Opportunity e pede indenização
de pelo menos US$ 300 milhões.
As respostas do Opportunity nessa nova leva
de documentos repetem todas as anteriores: negam
parágrafo a parágrafo todas as
colocações feitas na peça
de acusação do Opportunity. Mas
há, agora, alguns aspectos novos na defesa
de Dantas a serem considerados:
1) Banco Opportunity nega ter qualquer relação
com Dantas
Isso mesmo. O assim conhecido “banqueiro”
Daniel Dantas não é banqueiro,
segundo sua própria defesa à Justiça
de Nova York. Segundo os documentos apresentados
para o Juiz Lewis Kaplan, o Banco Opportunity
não tem nenhuma relação
com Dantas. Todas as ações do
banco são controladas pelo seu presidente
Dório Ferman (98%) e sua família
(2%). Dantas não é acionista,
não é diretor, não participa
de nenhuma decisão de investimento, não
participa de decisões estratégicas
e apesar de o banco estar no mesmo endereço
dos demais escritórios do grupo Opportunity
(com variação apenas do andar),
o contato entre os funcionários do banco
e as demais empresas do grupo Opportunity é
esporádico e se limita ao compartilhamento
de alguma infra-estrutura física, como
a parte de tecnologia de informação.
A estratégia do Opportunity com esse
argumento é, possivelmente, livrar o
banco de acusações de que taxas
e benefícios teriam sido indevidamente
pagas ao Banco Opportunity pelo fundo CVC International
(onde estão os recursos do Citi) quando
Dantas era o responsável pela sua gestão.
2) Opportunity, agora,
diz que Alcatel não é cotista
do Opportunity Fund
Em todas as demais peças de defesa do
Opportunity entregues à Justiça
de Nova York desde que o processo do Citibank
contra o grupo de Daniel Dantas começou
em março de 2005, nunca foi negada a
acusação feita pelo Citi de que
o fundo Opportunity Fund teria a Alcatel, uma
das maiores fornecedoras da Brasil Telecom,
como sua cotista. Segundo o Citi, este investimento
da Alcatel no Opportunity Fund foi feito em
condições prejudiciais à
BrT, em claro abuso por parte do Opportunity
da posição de gestor da operadora
para obter benefícios em interesse próprio.
Dantas sempre confirmava que a Alcatel era cotista
do Opportunity Fund, negando apenas haver qualquer
ação em benefício próprio.
Agora, na nova leva de documentos de defesa
apresentada à Justiça de Nova
York, o Opportunity simplesmente nega que a
Alcatel seja cotista, sem maiores explicações.
Resume-se a reconhecer a empresa como uma importante
fornecedora da Brasil Telecom.Vale lembrar que
a BrT abriu ação em Cayman contra
o Opportunity Fund em dezembro de 2005, justamente
por conta dessa relação do fundo
com fornecedores da operadora, especificamente
Alcatel (cotista em US$ 40 milhões, segundo
a BrT) e Lucent. Em Cayman, a Brasil Telecom
pede a quebra de sigilo do Opportunity Fund.
A própria Alcatel também já
admitiu ter feito investimentos no Opportunity
Fund.
3) Opportunity confirma ter recebido dinheiro
da Telecom Itália
Pela primeira vez, o Opportunity confirma ter
recebido dinheiro da Telecom Italia em decorrência
do acordo fechado com o grupo italiano em abril
de 2005. Pelo acordo, Dantas poderia receber
até US$ 460 milhões por suas ações
diretas e indiretas na Brasil Telecom e pelo
fim de processos judiciais movidos pela BrT
contra a Telecom Italia. Em troca, a BrT e a
Telecom Italia se comprometiam a fundir as operações
de telefonia celular TIM e BrT GSM. O acordo
acabou não indo adiante em função
de liminares na Justiça de Nova York
e na Justiça Brasileira, e em abril deste
ano a Telecom Italia anunciou o fim do entendimento
com o Opportunity, já que se esgotara
o prazo para que fosse efetivado. Contudo, nunca
se soube ao certo se o Opportunity recebeu algum
benefício com a tentativa de operação.
Agora, em declaração à
corte de Nova York, Verônica Dantas admite
que o Opportunity recebeu, por meio da empresa
Opportunity Prime (baseada nas Ilhas Virgens
Britânicas) o montante referente ao acerto
das pendências judiciais com os italianos.
A própria Verônica Dantas admite
que o Opportunity Prime é uma empresa
que tem como diretores apenas ela e seu irmão
Daniel Dantas e que Dantas é acionista
indireto do Opportunity Prime. Verônica
Dantas não fala em valores, mas pelo
acordo a Telecom Italia pagaria o equivalente
a US$ 65 milhões ao Opportunity pelo
fim das pendências na Justiça.
Provavelmente é isso que foi pago ao
Opportunity Prime. Vale lembrar que apesar de
o dinheiro ter ido para Daniel Dantas e sua
irmã, as pendências envolviam principalmente
interesses da Brasil Telecom e tinham a empresa
ou suas holdings controladoras como autoras.
As ações foram retiradas assim
que o acordo com a Telecom Italia foi celebrado
em abril de 2005. O Citibank alega que Dantas
agiu em interesse próprio porque já
estava demitido quando celebrou o acordo com
a Telecom Italia, negociando, portanto, interesses
jurídicos da operadora e obtendo vantagens
para si.
Alcatel diz ter investimento
não-significativo no Opportunity Fund
Quinta-feira, 14 de Abril de 2005, 19h13
A matriz da Alcatel na França admitiu,
em entrevista por escrito ao TELETIME News,
que tem investimentos no Opportunity Fund, mas
diz que se trata de um investimento não-significativo,
ao contrário do que afirma o Citibank
em ação que move contra o Opportunity
em Nova York.
Ao ser perguntada por que razão, como
fornecedora das empresas controladas pelo Opportunity,
a fabricante teria investido em um fundo offshore,
a empresa respondeu: "À época
da privatização do setor de telecomunicações
no Brasil, em 1999, a Alcatel ajudou na criação
de novas operadoras de telecomunicações,
em geral por meio de 'vendor financing' (financiamento
para fornecimento de equipamentos), e excepcionalmente
por meio de investimento em fundos, que indiretamente
investiam em participações nas
operadoras. O investimento foi realizado por
meio de uma empresa francesa que não
tem restrições para investir em
fundos de investimento offshore."
TELETIME News perguntou ainda à Alcatel
se a empresa foi forçada pelo Opportunity
a realizar tais investimentos como forma de
garantir contratos. A esta pergunta, a Alcatel
respondeu apenas: "Os contratos assinados
no Brasil foram realizados em condições
de mercado (arm's length)". Ao ser questionada
se os investimentos no Opportunity Fund estão
contabilizados e onde aparecem estes registros,
a Alcatel respondeu:"Os investimentos e
contratos da Alcatel estão registrados
de forma acurada em perfeito cumprimento às
regras e padrões contábeis."
Lucent também
investiu no Opportunity Fund, diz BrT
Segunda-feira, 27 de Março de 2006, 20h10
A Brasil Telecom prepara-se para iniciar uma
ação contra o Opportunity Fund
na Justiça das Ilhas Cayman. Os primeiros
passos formais do processo foram dados na Grand
Court of the Cayman Islands, e se mostram alinhados
a outra ação já movida
na mesma instância pelos fundos de pensão
nacionais também contra o Opportunity
Fund.
Trata-se do principal fundo de investimentos
do grupo Opportunity baseado em Cayman e que
tem participação acionária
na Brasil Telecom. Até a demissão
do grupo de Daniel Dantas da gestão das
diferentes empresas na cadeia societária
da Brasil Telecom, o Opportunity Fund era o
controlador final da companhia, ao lado do fundo
CVC Opportunity Equity Partners LP, pertencente
ao Citibank (e hoje chamado CVC Brazil), e que
na época também era gerido pelo
grupo Opportunity.
A ação da Brasil Telecom contra
o Opportunity Fund trará mais denúncias
contra a gestão do Opportunity enquanto
controlador da operadora. A principal novidade
diz respeito a mais um caso de fornecedor da
BrT que se tornou investidor do Opportunity
Fund. Segundo a Brasil Telecom, o grupo de Dantas
conseguiu estes investimentos graças
a sua posição no comando da operadora,
o que caracteriza recebimento irregular de recursos.
O novo fornecedor citado pela Brasil Telecom
é a Lucent. Trata-se de um caso semelhante
ao da Alcatel, já denunciado pelo Citibank
na justiça de Nova York. O mecanismo
denunciado pela operadora é simples:
o Opportunity Fund recebia investimentos das
empresas fornecedoras em troca de contratos.
A Lucent foi, até 2004, a principal fornecedora
de serviços de manutenção
da BrT na rede dos estados de Goiás,
Tocantins, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
Os investimentos foram realizados aproximadamente
na mesma época dos contratos, segundo
apurou este noticiário.
A BrT alega que os investimentos foram conseqüência
dos contratos concedidos pela gestão
de Daniel Dantas. Os gestores da companhia,
por sua vez, tinham consciência dos investimentos
feitos pela empresa fornecedora no Opportunity
Fund. O contrato da Lucent foi encerrado em
agosto de 2004, e então transferido para
a Alcatel, que também fez investimentos
no fundo controlado pelo Opportunity em Cayman.
Os investimentos da Alcatel no Opportunity Fund
foram da ordem de US$ 50 milhões, diz
a BrT.
No caso da Alcatel, tanto o Opportunity quanto
a própria empresa fornecedora confirmam
os investimentos no Opportunity Fund, mas alegam
não haver relação com os
contratos da Brasil Telecom. No caso da Lucent,
a empresa foi procurada por este noticiário
mas não quis se pronunciar.
Outras acusações
Além da questão dos fornecedores,
a Brasil Telecom deve usar como argumentos contra
o Opportunity Fund em Cayman os US$ 65 milhões
recebidos pelo grupo de Daniel Dantas como parte
do acordo firmado com a Telecom Italia em 28
de fevereiro de 2005. Para a operadora, o fato
de o fundo ter recebido estes recursos constitui
quebra de dever fiduciário, pois foram
montantes só conseguidos com o uso indevido
da posição de controlador da companhia.
Segundo a Brasil Telecom, o Opportunity negociou
com a Telecom Italia o fim de ações
que eram relacionadas à BrT e os recursos
provenientes do acordo foram transferidos apenas
para o próprio Opportunity. Como se recorda,
em 28 de fevereiro de 2005 o Opportunity fechou
um acordo de US$ 445 milhões com a Telecom
Italia pelo qual vendia suas posições
acionárias de controle e sem controle
na Brasil Telecom, comprometia-se com a fusão
das empresas celulares BrT GSM e TIM e ainda
encerrava as pendências judiciais. Apenas
o montante referente às pendências
foi pago pelos italianos, justamente os US$
65 milhões.
Outra acusação da Brasil Telecom
em Cayman contra o Opportunity Fund diz respeito
ao empréstimo feito indiretamente pela
BrT, na época sob a gestão de
Dantas, à Highlake International Business,
empresa usada pelo Opportunity para comprar,
por US$ 65 milhões, 49% da Telpart pertencentes
na época à canadense TIW. A Telpart
é a empresa controladora da Telemig Celular
e da Amazônia Celular. O montante emprestado
pela Brasil Telecom foi de US$ 43 milhões,
denúncia essa já encaminhada para
apuração da CVM (os outros US$
22 milhões usados pelo Opportunity foram
tirados do Citibank). Segundo a Brasil Telecom,
o empréstimo para a compra da Telpart
pela Highlake foi feito sem que fosse dada a
chance da operadora de avaliar se preferia receber
o montante de volta ou optar por manter uma
posição acionária na empresa
de celular. Essa opção ficava
por conta do grupo de Dantas. Além disso,
o empréstimo teria sido feito sem a aprovação
adequada conforme os estatutos da companhia
e sem a devida informação ao mercado.
Alegações
A Brasil Telecom
alega que Carla Cico, ex-presidente da operadora,
tinha conhecimento de todas as condutas irregulares
do Opportunity e agiu de modo a favorecer os
interesses do grupo. Da mesma forma, o Opportunity
Fund e seus dirigentes, na condição
de controladores da Brasil Telecom, também
tinham conhecimento de que havia condutas irregulares
em curso, e por isso quebraram seu dever fiduciário.
Segundo apurou este noticiário, a Brasil
Telecom deve pedir à Justiça de
Cayman a abertura das contas do Opportunity
Fund de modo a verificar os recursos obtidos
pelo fundo em decorrência da conduta irregular
dos gestores, especialmente em relação
aos depósitos feitos por fornecedores
da BrT. A BrT quer o levantamento preciso desses
montantes e a devolução dos valores
para a operadora, com as devidas correções.
O Opportunity Fund tem até o final de
março para responder as acusações
antes que uma ação formal seja
iniciada.
Várias ações
A ação da Brasil Telecom contra
o Opportunity Fund engorda o número de
investidas internacionais contra Daniel Dantas.
Ele é processado desde março de
2005 pelo Citibank em Nova York, com mais ou
menos os mesmos os argumentos. Também
os fundos de pensão nacionais entraram
em 2005 com ação nas Ilhas Cayman
contra o Opportunity Fund. O Citibank processa
ainda a ex-dirigente da Brasil Telecom Carla
Cico na justiça norte-americana. No Brasil
são centenas de ações em
curso.
Histórico
Não é
de hoje que o Opportunity Fund está metido
em irregularidades. O fundo foi condenado pela
CVM, em setembro de 2004, por receber investimentos
de pessoas residentes no Brasil, o que era proibido
pelas regra do Anexo IV, nas quais o fundo se
enquadrava. Todas as condenações,
no entanto, somaram apenas R$ 480 mil e a CVM
não suspendeu o direito do fundo de operar
no Brasil e nem mesmo de participar do controle
de empresas de telecomunicações.
E o principal dirigente do Opportunity Fund,
Daniel Dantas, sequer foi investigado.
Mas há mais decisões da Comissão
de Valores Mobiliários envolvendo indiretamente
o Opportunity Fund. Duas empresas, a Parcom
e a Forpart, ambas controladas pelo Opportunity
Fund, foram repreendidas pela CVM por operarem
de forma irregular no mercado de ações,
comprando e vendendo papéis fora da bolsa,
em operações de "garimpagem"
de papéis de empresas de telecomunicações
em nome de usuários que receberam as
ações ao adquirirem os planos
de expansão do antigo Sistema Telebrás.
Operações de garimpagem são
irregulares, e a aquisição em
mercado não organizado era expressamente
proibida a fundos enquadrados no Anexo IV. As
operações de garimpagem foram
investigadas, aliás, pelo atual presidente
da CVM, Marcelo Trindade, que na época
era um dos diretores da autarquia.
Alcatel é uma questão comercial
dos investidores, diz Anatel
Quinta-feira, 14 de Abril de 2005, 21h49
O conselheiro da Anatel, José Leite Pereira
Filho, disse nesta quinta-feira, 14, em entrevista
ao TELETIME News, em São Paulo, que se
existe a hipótese da Alcatel ter tirado
alguma vantagem do fato de ser investidora do
fundo Opportunity Fund em sua relação
como fornecedora da Brasil Telecom e de outras
teles onde o grupo de Daniel Dantas é
administrador, isso foge totalmente do ambiente
regulatório da agência.
“É uma questão comercial.
Se os investidores não reclamaram ou
não cobraram nada, é porque estavam
todos de acordo”, afirmou. Para Leite,
o que importa para a Anatel é o equilíbrio
econômico-financeiro da concessionária
(a Brasil Telecom). “A responsabilidade
da agência é manter o serviço
em funcionamento, com continuidade.”
A Alcatel é uma das principais fornecedoras
da BrT e, conforme informações
dadas pelo Citibank à Justiça
de Nova York, é também cotista
do Opportunity Fund, acionista indireto da BrT,
Telemar, Telemig Celular e Amazônia Celular.
A Alcatel confirma o investimento, mas diz que
ele é não-relevante.
Bens reversíveis
Perguntado se a Anatel não se preocupa
com uma possível crise na adminsitração
da Brasil Telecom decorrente da relação
conflituosa entre o administrador Opportunity
e os acionistas, o conselheiro José Leite
afirmou que a preocupação que
há é com a reversibilidade dos
bens da BrT, ou seja, se a empresa for à
falência, os bens têm que estar
disponíveis para a Anatel transferir
a concessão para outro operador.
“Agora, se a operadora der mais ou menos
lucro, isso é com o investidor.”
Leite diz que o acionista ou controlador da
concessão, desde o momento da sua privatização,
tem que assumir os riscos. “O Estado não
é mais o dono da operadora, deixou de
ser o empresário. Se o serviço
tem continuidade e se a operadora for à
falência devido a falhas de origem empresarial,
os bens têm que estar disponíveis
e a Anatel monitora sempre, até porque
não quer ser surpreendida”, diz
o conselheiro.
A má gestão, se existe, é
um problema dos investidores, na avaliação
de Leite. “Os investidores é que
escolhem os administradores. O risco é
deles. A agência apenas monitora para
ver se há algum risco iminente de descontinuidade.
Até o momento, não detectamos
nada que indique que a Anatel tenha que intervir”,
afirma.
BrT ainda não
abriu casos mais sérios sob investigação
Segunda-feira, 12 de Dezembro de 2005, 21h01
A divulgação dos primeiros resultados
da auditoria promovida pela Brasil Telecom sobre
a gestão do Opportunity deixou de fora
os pontos em que a empresa, seus acionistas
e, sobretudo, os resultados registrados, possam
efetivamente ter sido lesados, caracterizando
possíveis fraudes na gestão da
companhia. Como as provas ainda não estão
todas coletadas, há uma preocupação
de não causar preocupações
no mercado ou cometer injustiças. Por
exemplo, a empresa não apresentou publicamente
a questão dos fornecedores de equipamento
e serviços, onde, suspeita-se, esteja
o maior rombo deixado pelo grupo Opportunity.
Sabe-se, até aqui, de apenas um caso
comprovado de fornecedor que adotou uma prática
não muito ortodoxa: é o da Alcatel,
um dos principais fornecedores da Brasil Telecom
e que assumidamente investiu em fundos do Opportunity,
notadamente no Opportunity Fund, que estava
no bloco de controle da companhia. Sabe-se que
outros casos estão sendo apurados, inclusive
com algumas “delações premiadas”
por parte daqueles que praticaram algum ato
suspeito ou tenham sido prejudicados. Charles
Putz, vice-presidente de finanças da
Brasil Telecom, faz questão de dizer
que a empresa tem fundamentos sólidos
e que seus resultados são bons. Ele rejeita
comparações com casos de fraudes
como os registrados nos EUA (Enron, Global Crossing
etc) em que as companhias estavam falidas quando
a verdade veio à tona. “No caso
da Brasil Telecom, os números são
bons”. Mas ele não negou, ao ser
questionado por este noticiário, que
a BrT, até hoje, vem registrando com
muita freqüência margens (sobretudo
EBITDA) abaixo das registradas pelos seus concorrentes,
mesmo em épocas em que a BrT não
investia para antecipar suas metas de universalização
e as outras teles sim. Em entrevista à
revista TELETIME de novembro, Ricardo Knoepfelmacher
admite que as margens da companhia têm
piorado desde 2002 mas não define uma
causa. Diz apenas que estão sendo investigadas
as possíveis razões, e cita os
custos e os investimentos feitos como possíveis
causas. Esse é o principal problema da
Brasil Telecom e que pode trazer maiores dores
de cabeça junto ao mercado financeiro.
Uma apresentação das estratégias
da empresa a analistas acontecerá no
dia 19, em São Paulo.
Kroll
Outro episódio que a Brasil Telecom evitou
tocar foi o caso Kroll. Sabe-se que a empresa
pagou pelos serviços, há registros
dos pagamentos, mas não há nenhum
relatório sobre o tema. Sabe-se também
que a ex-presidente da Brasil Telecom deu ordem
à Kroll, às vésperas de
deixar a empresa, para que não passasse
nenhuma informação aos novos controladores.
E sabe-se que a Kroll, até aqui, não
tem informado à Brasil Telecom sobre
nenhuma de suas atividades, ainda que a BrT
seja a contratante dos serviços.
Compras
A Brasil Telecom, nesse momento, informa apenas
que está investigando todos os contratos
de compra de empresas feitas na época
da gestão Opportunity, mas não
diz se já chegou a alguma conclusão.
Ente eles, se destacam a compra de companhias
como iBest, um portal de Internet, ou o iG,
onde o próprio Opportunity era acionista.
Em todos os casos, as operações
envolveram valores extremamente altos e não
justificados aos membros do conselho de administração,
apesar dos seguidos pedidos por explicações.
Foram várias as operações
de compra de ativos realizadas pelo Opportunity,
entre elas a Globonet (cabos submarinos), MetroRED,
Vant, iG, iBest, entre outras.
No caso do iBest, o que a auditoria constatou
é que o portal emprestou a uma empresa
ligada ao Opportunity (Visualpart) R$ 1,5 milhão,
que até hoje não foi pago. Segundo
Charles Putz, o ex-diretor financeiro da Brasil
Telecom, Paulo Pedrão Rio Branco, teria
informado que o Opportunity pressionava a Brasil
Telecom para desprezar o empréstimo,
considerando-o “perda financeira”,
o que não foi aceito.
Novas convocações podem incluir
Alcatel e Telecom Italia
Quinta-feira, 22 de Setembro de 2005, 05h34
As CPIs do Mensalão e dos Correios devem
fazer uma série de convocações
que podem mexer com o mercado de telecomunicações.
Serão votados nesta quinta, 22, requerimentos
para várias atividades das comissões.
O deputado Mauricio Rands (PT/PE) quer trazer
o presidente da Alcatel no Brasil para explicar
as razões do investimento feito pela
empresa fornecedora no Opportunity Fund. Também
há a expectativa sobre a votação
de requerimento para que o presidente da Telecom
Italia no Brasil, Paolo Dal Pino, seja chamado
a depor. O deputado ACM Neto (PFL/BA) propôs
uma acareação entre Dal Pino,
Dantas e o presidente do Citibank. Ele também
quer trazer o ex-presidente do Banco do Brasil,
Cassio Casseb.
Também estão sendo requisitadas
a quebra de sigilo do Opportunity Fund, nas
ilhas Cayman, onde se pretende analisar se há
cotistas residentes no Brasil, já que
o banqueiro Daniel Dantas afirmou não
saber quem são os investidores desse
fundo, que hoje tem mais de R$ 8 bilhões
de patrimônio e é central na questão
societária das teles. O Opportunity Fund,
informou Dantas, foi o principal comprador das
ações diretas da BrT. Ele confirmou
que o fundo é vedado a investidores residentes
no Brasil, mas disse que não tem controle,
já que a venda é feita por outros
bancos. Disse apenas que há uma advertência
no prospecto do fundo.
Outro requerimento a ser votado é a quebra
dos sigilos das aeronaves do consórcio
VOA, que opera para a BrT, Telemig e Amazônia.
As CPIs querem saber se não houve uso
indevido dos aviões, inclusive para transporte
de políticos. Dantas afirmou que em épocas
de campanha os aviões não transportam
políticos.
Também foi solicitada a quebra de sigilo
do hard disk do servidor do Opportunity, apreendido
pela Operação Chacal na sede do
Opportunity. A suspeita é que o HD mostre
movimentações financeiras irregulares
no Opportunity e seus diversos fundos.
Em NY, Daniel Dantas
acusa Telemar e governo
Segunda-feira, 05 de Setembro de 2005, 22h41
A estratégia judicial de Daniel Dantas
e seu Opportunity na disputa que trava com o
Citibank em Nova York tornou-se ainda mais agressiva.
Dantas não mais se defende das acusações,
mas agora também passou a fazer uma série
de acusações diretas (ainda que
sem provas) contra autoridades brasileiras,
contra a Telemar, contra os fundos de pensão,
contra o próprio Citibank (naturalmente)
e contra a Telecom Italia. Além disso,
Dantas utiliza todas as notícias que
têm sido publicadas na imprensa em relação
aos fundos de pensão e às supostas
relações com o escândalo
político do mensalão para montar
um cenário que suporte a sua tese central:
a de que há uma conspiração
contra ele patrocinada pelo Citi, pelos fundos,
pela Telemar e pelo governo.
No documento "Amended Counterclaims",
datado de primeiro de setembro, Dantas dispara:
"Membros do governo, por meio dos fundos
de pensão (...), têm usado o poder
político para tomar o controle da Brasil
Telecom e demais empresas (controladas pelo
Opportunity). Recentemente, certos membros do
governo, novamente por meio dos fundos, têm
tentado vender os ativos para indivíduos
politicamente favorecidos e entidades, como
os controladores da Telemar". Dantas não
apresenta provas concretas. Diz ter ouvido de
Mike Carpenter, principal responsável
pelos investimentos internacionais do Citibank,
que haveria um suporte de alto nível
no governo a esta estratégia. Em outro
momento, apresenta emails que ele, Dantas, teria
enviado a Mary Lynn Putney, ex-diretora do Citi,
relatando supostas conversas tidas com José
Dirceu (então ministro da Casa Civil)
e Cassio Casseb (então presidente do
Banco do Brasil) em abril de 2003. Dessas conversas,
Dantas teria entendido que haveria uma disposição
do governo de ajudar os fundos de pensão.
Não há provas de que os emails
sejam autênticos.
Medo da Telemar
O medo de Dantas de que a Telemar estivesse
buscando alternativas para comprar a Brasil
Telecom vem desde o começo de 2003. Em
um dos emails trocadas com Putney, então
funcionária do Citibank com quem mantinha
todo o relacionamento institucional, o dono
do grupo do Opportunity diz ter sido informado
pela NEC e pela Alcatel de que Carlos Jereissati
(Grupo La Fonte, acionista da Telemar) estaria
tentando comprar a BrT. Dantas especula, nas
supostas mensagens, que seria uma troca a ser
feita com a Telecom Italia pela Oi, mas, mais
uma vez, não dá provas além
do seu próprio testemunho.
Mais adiante, em sua argumentação
à Justiça de Nova York, Dantas
diz, sem amenizar o discurso: "O Citibank
conspirou com os fundos de pensão e a
Telemar para influenciar o governo federal a
mudar as regras para chegar ao objetivo",
que, segundo Dantas, seria uma operação
de venda da participação dos fundos
e do Citi para a concessionária concorrente,
com a suposta conivência das autoridades,
segundo suas acusações.
Dantas faz ataques também à auditoria
Trevisan. Diz que o Citibank contratou esta
empresa para fazer a auditoria dentro da Brasil
Telecom porque é uma empresa que tem
"lucrativa relação com o
governo brasileiro, pela qual recebeu contratos".
O Opportunity quer convencer a Justiça
de Nova York de que é vítima de
uma orquestração entre fundos
e o banco norte-americano, com a concordância
do governo Brasileiro. Diz ainda que a Telecom
Italia pressionou o Citibank para romper relações
com Daniel Dantas e diz que foi obrigado a comprar
participações diretas na Brasil
Telecom e nas demais empresas em que investe
a fim de evitar uma tomada hostil por parte
dos italianos.
Conivência interna?
Dantas afirma textualmente que sempre contou
com a concordância do Citibank em todas
as suas ações. A aprovação,
segundo o Opportunity, vinha por meio da diretora
Mary Lynn Putney, que acabou "informalmente"
fazendo o papel que deveria caber a um conselho
de investimento. Ou seja, segundo Dantas, Putney
aprovava todos os seus atos. A diretora, hoje
aposentada, não fala à imprensa
nem o Citi fala por ela. O Citibank não
explica, também, se ela seria conivente
com Dantas ou se de fato ela era orientada pela
diretoria do banco a aceitar todos os passos
do Opportunity no Brasil. Fato é que
a executiva, segundo fontes do Citi revelam
informalmente, "foi aposentada" em
meados de 2004, e sua relação
próxima com Dantas pesou. Tanto que é
a diretoria que entrou no lugar Putney quem
sofre pesados ataques de Dantas. Foi esta diretoria
que efetivamente tomou medidas para romper com
o banqueiro.
Mary Lynn Putney foi quem escreveu cartas para
ministros brasileiros em nome do Citi. Primeiro,
foram cartas enviadas na gestão Fernando
Henrique Cardoso, quando Pedro Malan (Fazenda),
Alcides Tápias (Desenvolvimento) entre
outras autoridades receberam correspondências
"recomendando" Daniel Dantas e atacando
os fundos de pensão. Na gestão
Lula, Antônio Palocci (Fazenda) e Cassio
Casseb (Banco do Brasil) receberam estas correspondências.
Um dado curioso é que, em uma das mensagens
enviadas por Dantas a Putney, ele dá
a entender que o Citibank desautorizou a carta
que teria sido enviada ao ministro Palocci,
o que leva a supor que ela agia por conta própria,
sem o conhecimento do banco. Dantas pede a Putney,
então, que o Citi reforce posição
em sua defesa.
Risco Demarco
Daniel Dantas menciona o empresário Luiz
Roberto Demarco em sua defesa à Justiça
de Nova York. Demarco foi sócio de Dantas
e trava contra o banqueiro disputas judiciais
em Cayman. O empresário já conseguiu,
por exemplo, o direito de dissolver a empresa
que controla o fundo pelo qual o Citibank investe
no Brasil, além de várias outras
vitórias. Uma das novidades da defesa
do Opportunity é que Demarco aparece,
agora, como razão para o chamado "Umbrella
Agreement", um acordo em que ele, Dantas,
assina por todos os investidores que estão
na Zain Participações e da Futuretel
(empresas que estão no topo da cadeia
de controle da BrT e da Telemig Celular, respectivamente).
O Umbrella Agreement, contestado pelos fundos,
prevê, por exemplo, que o Opportunity
continuaria decidindo pelas empresas mesmo que
fosse destituído. Daniel Dantas diz,
agora, que criou esse acordo porque temia que
Demarco conseguisse o direito de dissolver algumas
das empresas. Ele também afirma que as
disputas judiciais em Cayman eram bancadas pelo
Citibank, o que deixou de acontecer depois que
o Citi e os fundos de pensão fizeram
o acordo. Vale lembrar que há suspeitas
levantadas pelos fundos de que o "Umbrella
Agreement" tenha sido pós-datado
para defender Dantas de sua destituição
como gestor das fundações nacionais,
o que ocorreu em outubro de 2003.
Atualidades citadas
Dantas utiliza todas as notícias recentes
relacionadas aos fundos de pensão e ao
escândalo do mensalão na sua defesa
em Nova York. Diz que os fundos são suspeitos
de lavagem de dinheiro e diz que há uma
decisão do TCU suspendendo o acordo entre
fundos de pensão e Citibank. Essa decisão
do TCU, como revelou a revista Carta Capital,
decorreu de uma reclamação do
deputado federal Alberto Fraga (PFL/DF), cuja
argumentação tem longos trechos
idênticos a um documento enviado pelo
Opportunity à Casa Civil. Ao TELETIME,
Fraga chegou a afirmar que sequer sabia que
Dantas estava por trás da Brasil Telecom.O
Opportunity também diz em Nova York que
o acordo de put está sendo investigado
pelo Congresso, mas não cita que Daniel
Dantas foi convocado a depor na CPI dos Correios.
A íntegra das acusações
feitas por Daniel Dantas à justiça
de Nova York estão disponívis
em www.teletime.com.br/arquivos/am_counterclaims.zip
(4,8Mb).
Jogo político
Daniel Dantas tem chances de se livrar de uma
sessão de questionamentos na CPI dos
Correios. Apesar de convocado para falar no
dia 14, seu depoimento pode ser adiado, e as
chances disso acontecer são grandes.
Nos corredores do Congresso, junto a fontes
de partidos da base aliada, a informação
é de que para o governo a convocação
de Dantas só aumentaria a crise política.
Esta semana as coisas ficarão mais claras:
se o PFL continuar insistindo em investigar
os fundos de pensão, Dantas será
ouvido de qualquer maneira. Entende-se, entre
os governistas, que mesmo que os fundos tenham
dado espontaneamente explicações
e que nada tenha sido comprovado contra eles,
o ruído de imprensa gerado pelo tema
alimenta a crise.
Por outro lado, se a pressão da oposição
sobre os fundos de pensão ficar mais
fraca, há quem acredite que o governo
não pressionaria mais para que o banqueiro
seja ouvido, ainda que muitos parlamentares
não queriam abrir mão de fazê-lo.
O preço dessa decisão seria perder
a chance de cobrar o Opportunity diretamente
sobre seu envolvimento com o escândalo
do mensalão e outros pontos nebulosos,
como o próprio processo de privatização.
Isso poderia ficar para depois, eventualmente
na CPI da Anatel (já aprovada). O ganho
para o governo seria evitar mais combustível
para a crise.
Briga com Citi detona onda de denúncias
contra Dantas na CVM
Sexta-feira, 15 de Abril de 2005, 17h48
A Comissão de Valores Mobiliários
(CVM), órgão que fiscaliza o mercado
de capitais brasileiro, informa que recebeu
nos últimos dias muitas reclamações
de investidores em decorrência das recentes
denúncias feitas pelo Citigroup na Justiça
de Nova York contra o Opportunity. Algumas das
reclamações dizem respeito especificamente
à notícia da participação
da Alcatel como cotista do Opportunity Fund,
fato informado à Justiça norte-americana
pelo Citi. Os nomes dos reclamantes não
são divulgados pela CVM.
Somando com as denúncias que já
vinham sendo feitas ao longo dos anos contra
o grupo de Daniel Dantas, diz a CVM, são
agora "dezenas" de casos, que serão
analisados em conjunto pelo órgão
fiscalizador.
De acordo com a assessoria de imprensa da entidade,
os técnicos da CVM trabalham atualmente
na análise de todas as reclamações
recebidas. Quando essa primeira etapa for concluída,
a entidade decidirá que providências
tomar. Não há, contudo, previsão
de quanto tempo será necessário
para conclusão do processo de análise.
Dantas apresenta
defesa à Justiça de Nova York
Sexta-feira, 01 de Julho de 2005, 20h01
O Opportunity e o banqueiro Daniel Dantas começaram
a responder às dezenas de acusações
feitas pelo Citibank em Nova York como parte
do processo em que o banco norte-americano pede
pelo menos US$ 300 milhões de indenização
por administração fraudulenta
de recursos e quebra de dever fiduciário.
Dantas, como era de se esperar, nega todas as
acusações. Não há
provas nessa fase do processo ainda. Mas além
de negar os argumentos do Citibank na peça
inicial, o grupo Opportunity faz algumas acusações
contra o banco norte-americano. Diz, por exemplo,
que o Citi se aproximou da Telecom Italia em
2004, mesmo que isso fosse proibido pelo contrato
de gestão. Nessa aproximação,
acusa Dantas, o Citi teria entregado aos italianos
cópias dos relatórios confidenciais
da Kroll sobre as investigações
feitas a pedido da Brasil Telecom.
Dantas também acusa o Citibank de ter
dificultado a aceitação de uma
oferta de mais de R$ 5,2 bilhões feita
pela Vivo pela Telemig Celular. Diz ainda que
o Opportunity teria direito a sair dos investimentos
em condições iguais (side-by-side)
e que com o acordo fechado com os fundos de
pensão isso ficou impossível.
O Opportunity, que era gestor dos recursos do
Citi até março, quando foi demitido,
alega que o banco norte-americano quebrou seu
dever fiduciário ao interferir nas possibilidades
de venda dos ativos e ao negociar diretamente
com Telecom Italia e fundos de pensão.
O grupo de Daniel Dantas alega ainda que comprou
ações em mercado aberto da Brasil
Telecom (9.856.795.737 ações da
Brasil Telecom Participações,
precisamente) em 2000 e 2001 porque temia uma
tomada hostil da companhia pela Telecom Italia.
Diz que essa manobra foi aprovada pelo Citibank.
O Opportunity reconhece, nas respostas às
acusações do Citibank, que a Alcatel
é mesmo cotista do Opportunity Fund,
mas que seus investimentos estão separados.
Por fim, o Opportunity pede indenização
por supostos danos causados pelo Citibank, e
o reconhecimento de que o grupo de Dantas tem
direito a participações nos lucros
das vendas de participações que
o Citibank venha a fazer nas empresas onde investe.
Alcatel-Lucent leva
contrato de R$ 2 bi com Brasil Telecom
Quarta-feira, 16 de Janeiro de 2008, 20h45
A Brasil Telecom fechou com a Alcatel-Lucent
o contrato para o fornecimento, em caráter
de exclusividade, de serviços de manutenção
de sua rede. Trata-se de um negócio de
aproximadamente R$ 2 bilhões para os
dois anos em que estiver em vigor, começando
em fevereiro. Segundo o vice-presidente de operações
da BrT, Francisco Santiago, trata-se da maior
contratação feita pela empresa
nos últimos anos. “A relação
que teremos será como um casamento, bem
diferente da relação normal entre
cliente e fornecedor”. A Brasil Telecom
continuará à frente da rede e
da central de operações, cabendo
à Alcatel-Lucent cuidar da gestão
e da manutenção de toda a infra-estrutura
de telefonia fixa, móvel e dados. A prestação
desses serviços era compartilhada entre
sete fornecedores até aqui.
Em tempo: vamos encaminhar esse texto às
seguintes pessoas: Sérgio Gabrielli,
presidente da Petrobras; Antônio Lima
Neto, presidente do Banco do Brasil; Maria Fernanda
Coelho, presidente da Caixa Econômica;
Sérgio Rosa, presidente da Previ; Guilherme
Lacerda, presidente da Funcef; Wagner Pinheiro,
presidente da Petros; Ministra Dilma Roussseff,
que, segundo o PIG, articula a fusão
da BrOi; ao Ministro Franklin Martins, para,
se quiser, encaminhar ao Presidente da República,
e ele ter idéia de um capítulo
que começa a ser escrito sobre os altos
e baixos de seu Governo; ao diretor-geral da
Polícia Federal Luiz Fernando Corrêa;
à Presidente da CVM Maria Helena Santana;
ao presidente da Bolsa de Valores Raymundo Magliano;
ao CEO do Citibank em Nova York Vikram Pandit,
para explicar quantos chapéus o Sr. Spinelli
usa; ao escritório de advocacia que defende
o Citibank contra Dantas, em Nova York; ao presidente
do BNDES Luciano Coutinho, para ver a quem ele
vai dar dinheiro, de novo ...
Clique
aqui para ler "Pegasus, a mãe
de todas as BrOi".
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já escreveu sobre a BrOi.