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o “Danielzinho do Grampo” –
por que o PiG não fala dele ? |
“BrOi” – POR QUE NINGUÉM
FALA DE DANTAS ?
Paulo Henrique Amorim
Máximas e Mínimas 1119
Em nenhuma democracia séria do mundo,
jornais conservadores, de baixa qualidade técnica
e até sensacionalistas, e uma única
rede de televisão têm a importância
que têm no Brasil. Eles se transformaram
num partido político – o PiG, Partido
da Imprensa Golpista.
. O competente jornalista Rubens Glasberg, editor
responsável pela Teletime, acaba de publicar
editorial de título “Um silêncio
ensurdecedor” sobre o grande mistério
da “BrOi” – por que ninguém
fala de Daniel Dantas ?
. O presidente do BNDES deu entrevistas inúteis
e redundantes.
. O novo gênio do PiG, o neo-Agnelli,
o Sr Falco, que jogou Ricardo K para escanteio,
e vai assumir a presidência da “BrOi”,
foi entronizado na capa da Exame.
. E ninguém fala de Dantas.
. Como também não se fala quanto
os empresários (?) Carlos Jereissati
e Sérgio Andrade vão botar do
PRÓPRIO BOLSO no negócio.
. Dantas vai levar para casa, na operação,
a bagatela de US 1,1 bilhão.
. Um bilhão de dólares com grana
(em boa parte) do BNDES !!!
. Glasberg é o mesmo que formulou 52
perguntas sobre a utilidade desta fusão
e não obteve resposta (clique
aqui).
. O PiG e seus colonistas estão agora
muito preocupados com as operações
do “Paulinho da Força” no
BNDES.
. E do “Danielzinho do Grampo”
– por que ninguém fala ?
. Leia a seguir a íntegra do editorial:
Um silêncio ensurdecedor
terça-feira, 6 de maio de 2008, 21h23
A seguir, editorial da revista
TELETIME que circula em maio e analisa a formação
da BrOi. A reportagem de capa explica detalhes
sobre a fusão e como o negócio
deflagrou a reestruturação do
modelo de telecom.
"Depois de quase quatro meses
de reportagens em off, balões de ensaio
plantados até em colunas sociais e uma
desenfreada especulação na bolsa
de valores foi finalmente revelada a engenharia
necessária para a criação
da megatele nacional ¿ a chamada BrOi,
resultado da reestruturação societária
da Oi, seguida da compra do controle da Brasil
Telecom.
Atendidos os interesses dos acionistas que querem
sair do negócio e dos outros que pretendem
ampliar sua participação no controle,
passa-se agora a discutir as mudanças
no Plano Geral de Outorgas (PGO) e as novas
políticas públicas de telecomunicações
necessárias para a viabilização
do acordo que, pelas regras vigentes, é
irregular. Ou seja, só agora vai se definir
qual é o interesse público a ser
atendido. É uma inversão completa
de procedimentos. Mas governo, órgãos
reguladores, partidos políticos, grande
imprensa, os supostos concorrentes da BrOi e
até os sindicatos das categorias sujeitas
aos inevitáveis cortes de empregos decorrentes
da incorporação acham tudo normal,
salvo uma tímida iniciativa do DEM junto
ao TCU.
E no meio desse megaprojeto, para o qual serão
alocados recursos superiores a R$ 12 bilhões
sem que se conheça ainda o plano de negócios,
emerge uma informação que não
provoca nenhum impacto entre os denominados
formadores de opinião de nosso curioso
País: o Opportunity, de Daniel Dantas,
receberá um total de US$ 1,1 bilhão.
É isso mesmo. Serão cerca de US$
900 milhões pelas participações
na Oi e BrT e outros US$ 200 milhões
pela parte na Telemig Celular, recentemente
vendida para a Vivo.
As acusações que pesaram contra
o Opportunity (na Justiça do Brasil e
de outros países) por fraude, desvio
de recursos, enriquecimento ilícito,
espionagem, corrupção serão
esquecidas em troca de um acordo que viabilize
uma grande empresa nacional. Os prejuízos
totais, ao longo dos sete anos de administração
"opportunista" só na BrT eram
estimados pelos fundos de pensão e pelo
Citi, que defenestraram Dantas em 2005, em valores
acima de US$ 1 bilhão, podendo chegar
a até US$ 2 bilhões. É
incrível. O Opportunity entrou no processo
de privatizações como administrador
de recursos de terceiros. Investiu nada ou quase
nada de dinheiro próprio e amealhou em
dez anos só nas telecomunicações
(sem falar de outros negócios como Metrô
do Rio, Santos Brasil e Sanepar) uma fortuna
que se estima entre US$ 2 bilhões e US$
3 bilhões.
De onde sairão os recursos para premiar
Daniel Dantas e apagar todo um período
da História do Brasil? Pelo que foi explicado,
quem bancará esse supernegócio
serão o BNDES, os fundos de pensão
e os minoritários da Oi. A explicação
de dois presidentes de fundos de pensão
a TELETIME News é estarrecedora. "Nós
não somos a Justiça nem a Polícia.
O que podíamos levar às autoridades
nós levamos e até hoje não
existe uma decisão judicial que nos respalde",
disse um deles. Outro chegou a comparar a situação
à do instalador de torre para telefonia
móvel que se vê obrigado a fazer
acordo com o traficante para subir o morro e
fazer seu serviço. E é muito provável
que esses gestores se sintam desamparados e
inseguros, na pessoa física, temendo
eventuais processos milionários promovidos
pelo batalhão de advogados dos principais
escritórios de advocacia do País
contratados pelo Opportunity.
A explicação do BNDES, que como
instituição de fomento do governo
para o desenvolvimento de projetos nacionais
está bancando um arranjo societário
privado na Oi para a compra de outra empresa
(a BrT), chega a ser bisonha. "O apoio
à reestruturação societária
da Oi/Telemar utilizará recursos provenientes
do giro da carteira de ações da
BNDESPar, o que não envolve recursos
do Tesouro ou do Fat", afirmou a assessoria
de imprensa do banco em resposta a artigo do
jornalista Elio Gaspari, na Folha. Como se carteira
de ações da BNDESPar resultasse
de um processo de geração espontânea
sem ser patrimônio público.
O Citi, por sua vez, não explica nada.
Fez acordo com Dantas no processo que corria
na Justiça de Nova York depois dos advogados
do Opportunity recorrerem à documentação
obtida pela bisbilhotice da Kroll, a e-mails
internos do Citi e acusou o banco e os fundos
por conspiração política,
corrupção, alianças com
a Andrade Gutierrez (que dividirá com
a La Fonte o controle da BrOi), envolvendo até
o nome do presidente Lula.
Mas nessa história toda o que mais surpreende
é praticamente uma unanimidade nacional:
a grande imprensa e todos os partidos atuantes
no Congresso ignoram o capítulo Opportunity
quando informam ou comentam a BrOi. Suspeitam,
se tanto, da lisura do negócio por conta
da Gamecorp, empresa que tem o filho do presidente
Lula como sócio na qual a Oi investiu
R$ 10 milhões. Ou da contribuição
declarada de R$ 4,6 milhões da Andrade
Gutierrez à campanha presidencial de
Lula em 2006. O valor envolvido no caso Daniel
Dantas é 700 a mil vezes maior do que
o dinheiro injetado na Gamecorp. Isso, porém,
não é considerado escândalo."
Rubens Glasberg
Leia também:
Quanto
Jereissati e Andrade vão botar DO PRÓPRIO
BOLSO?
Alcatel
+ BrT: os Fundos e o Citi estão nessa?
Folha
ouviu o galo cantar
Dantas
embolsa US$ 1 bi e vai derrubar Lula –
de novo
“BrOi”:
de onde vem a grana? Leitores do Globo protestam
Carta:
“BrOi” é o PAC do Dantas
“BrOi”:
faltou combinar com o Miro
Procura-se
Fundos
fazem acordo com líder do tráfico
na favela
BNDES
faz dívida para dar $$$ à “BrOi”
Quem
vai botar assinatura no acordo da “BrOi”?
“BrOi”:
primeiro é preciso abater Demarco
Dantas
põe as cartas na mesa. Lula, Citi e Fundos
fazem o que Dantas mais quer
PHA
quer a “BrOi”
Lula
tira Dantas da forca e faz “el gran acuerdo”
com FHC
Pegasus,
a mãe de todas as BrOi
. Clique
aqui para ler outros textos que o Conversa
Afiada já publicou sobre a “BrOi”.
. Clique
aqui para ver por que o PiG não fala
mal de Dantas. Note que a irmã de Dantas
financiou uma empresa da filha de Serra.