O Presidente (do Banco Central) adverte: se Lula não fizer o que ele quer, o grau de investimento se transfere para o Haiti

02/05 - 12h50

O GRAU DE INVESTIMENTO FOI UMA DESGRAÇA

Paulo Henrique Amorim

Máximas e Mínimas 1104

 


Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

. O PiG e a oposição morrem de inveja.

. O grau de investimento saiu num governo trabalhista.

. O jeito é desancar o grau de investimento.

. A Folha (da Tarde *) de S. Paulo anuncia a desgraça da valorização do real e o fim das exportações brasileiras.

. Clique aqui para ler “Exportador prevê tombo no saldo comercial”.

. Clovis Rossi diz que não adianta nada o grau de investimento, se o Brasil perdeu a batalha da dengue.

. Clique aqui para ficar com medo da dengue e de Rossi.

. Miriam Leitão sai da floresta em que se encontrava para entrevistar o candidato a Presidente da República, o tucano e atual presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

. Uma desgraça.

. O Brasil não investe em infra-estrutura.

. Se o Brasil não melhorar muito – com a receita do Banco Central – não vem investimento, nem com o grau de investimento.

. Grau de investimento se ganha e SE PERDE !

. Clique aqui para ler a profetisa da catástrofe no Globo, “Visão de Meirelles” - .

. Diz o editorial do Estadão: “O presidente Lula talvez nem os conhecesse (detalhes da exposição da Standard & Poor’s, ao divulgar a promoção do Brasil), quando anunciou a boa nova no 7º. Fórum dos Governadores do Nordeste, em Maceió. ‘Com essa nova classificação’, disse, ‘não resta mais dúvida de que o Brasil agora é um país sério’. O advérbio de tempo fica por conta dele.”

. Claro, porque, para o PiG que merecia o grau de investimento era o Farol de Alexandria e, não, um metalúrgico nordestino.

. E todas as notícias do PiG dão a entender que o grau de investimento nada mais é do que a coroação da obra do Farol.

. Vamos voltar atrás, um pouco.

. Vamos ver o que foi o Governo do farol, aquele que quebrou três vezes.

. Clique aqui para ler.

. E se o grau de investimento tivesse saído no início do segundo ano do segundo mandato do Farol ?

. Ia ter o terceiro mandato ou não ?

. Com o apoio eufórico do PiG.

. O Estadão faria um editorial que começaria assim: “O Brasil não tem o direito de deixar esse legado – o grau de investimento da economia – cair nas mãos de um despreparado, um nordestino que nem português sabe falar.”

Em tempo: jogue o PiG no lixo. Sobre o grau de investimento do Brasil, leia o Wall Street Journal (clique aqui) e o Financial Times (clique aqui), jornais de qualidade levemente superior ao PiG.

(*) Instigado pelo Azenha – clique aqui para ir ao Viomundo – acabei de ler o excelente livro “Cães de Guarda – jornalistas e censores do AI-5 à Constituição de 1989”, de Beatriz Kushnir, Boitempo Editorial, que trata das relações especiais da Folha (e a Folha da Tarde) com a repressão dos anos militares. Octavio Frias Filho, publisher da Folha (da Tarde), não quis dar entrevista a Kushnir.

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