Gilmar (*) lança Preso Zero. É um gênio !

9/fevereiro/2010 9:37

Gilmar(*) acha que criou um um marco civilizatório de fato / Foto: Marcello Casal Jr

Gilmar(*) acha que criou um um marco civilizatório de fato / Foto: Marcello Casal Jr

O Conversa Afiada reproduz sugestão do amigo navegante Luiz Felipe:

Enviado em 08/02/2010 às 21:56

Essa não tem como deixar passar em branco

Gilmar Mendes lança programa Preso Zero no Rio

Isso não é nada, há mto tempo ele já ensaia em lançar esse programa quando botou o Daniel Dantas na rua com dois HC em 48 horas.

(*) Clique aqui para ver como um eminente colonista (**) do Globo se referiu a Ele.  E aqui para ver como outra eminente colonista (**) da GloboNews e da CBN se refere a Ele.

(**) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (***) que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

(***) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Falcão: nenhum dado sustenta tese (mirabolante) de Gilmar

4/fevereiro/2010 19:30

 

Prof Falcão, e os fatos ? Ora, para que os fatos ?

Prof Falcão, e os fatos ? Ora, para que os fatos ?

 

Saiu na Folha (*), pág.A12 :

“Entidades contestam Mendes e afirmam que Justiça é lenta. Joaquim Falcão, ex-membro do CNJ, diz que é cedo para dizer que a morosidade acabou. Dados do Conselho (Nacional de Justiça) relativos a 2008 indicam que 60% dos processos ficam parados por mais de um ano; tribunais não cumpirram meta do CNJ (que Gilmar Dantas (** – PHA) impôs.)”

“A mirabolante declaração de Gilmar Dantas (**) foi sustentar que “a morosidade do Judiciário é um mito”.

“Joaquim Falcão disse à Folha (*) que “não existem dados que possam comprovar isso”.
 

 

 
 

O nobre professor Joaquim Falcão deve ter percebido que a relação entre “dados materiais” e as opiniões e decisões de Gilmar Dantas (**) é tênue.

Por exemplo, na segunda prisão que o corajoso Juiz Fausto de Sanctis impôs ao passador de bola apanhado no ato de passar bola, Daniel Dantas, isso fica muito claro.
De Sanctis pediu a segunda prisão porque apareceram “dados materiais” novos na investigação.

Apareceu, simplesmente, a operação de passar bola a um agente federal, com áudio, vídeo e tudo.

Dantas deu R$ 1 milhão a um agente federal para livrar a cara dele da Satiagraha e implicar um adversário, o empresário Luiz Roberto Demarco.

Coisa pouca.

Nada, assim, digamos, “material”.

Gilmar deu o segundo HC a Dantas em 48 horas – um record que inscreve o Brasil na História da Justiça Mundial – com o argumento de que não havia nada de novo – logo, prevalecia a primeira decisão, o HC dado 48 horas antes.

Ou seja, “dados materiais” não importam.

O Ministro Marco Aurélio de Mello, num voto no Supremo, reduziu a pó o segundo a HC de Gilmar a Dantas.

Para o Supremo Presidente do Supremo, “dados materiais” não são necessários para demonstrar a rapidez da Justiça que ele preside.

Sim, ela é rápida para o Daniel Dantas e para o Dr Roger Abdelmassih, aquele santo devotado à causa da Ciência da Reprodução.

Para eles, é tudo muito rápido.

Clique aqui para ler “Como funciona a Justiça de Gilmar e Asfor Riocha”.

E aqui para ler “Como Gilmar desmoralizou a Suprema Corte americana”.

Paulo Henrique Amorim

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que avacalha o Presidente Lula por causa de um comercial de TV; que publica artigo sórdido de ex-militante do PT; e que é o que é, porque o dono é o que é ;  nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(**) Clique aqui para ver como um eminente colonista (***) do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista (***) da GloboNews e da CBN se refere a Ele.

(***) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (****) que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

(****) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista

Ayres Britto reduz Gilmar à sua insignificância

2/fevereiro/2010 8:30

Presidente do Supremo caminha para a irrelevância

Presidente do Supremo caminha para a irrelevância

Saiu no Globo, pág.8:

Ayres Britto contesta crítica de Gilmar: “Justiça Eleitoral jamais julgará com dois pesos e duas medidas”, diz Ministro.

“Foi uma resposta à afirmação do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, que na semana passada insinuou que a Justiça Eleitoral costuma julgar alguns políticos com mais rigor que outros”.

A Carta Capital e o Conversa Afiada (clique aqui para ler ) observaram que essa interferência de Gilmar Dantas (*) no tribunal alheio tinha sido outra das arbitrariedades do Supremo Presidente do Supremo durante o recesso.

O que o Gilmar Dantas (*), de fato, quis dizer foi que Ayres Britto tinha que impedir Lula de inaugurar obras ao lado da Dilma Rousseff.

Essa é a leitura inevitável do Ministro nomeado para o Supremo pelo Farol de Alexandria.

Ayres Britto respondeu à altura.

Breve, Gilmar Dantas(*) repousará em ministerial insignificância e as instituições republicanas não serão mais ameaçadas por um presidente do Supremo vítima da hubris – clique aqui para ler.

Paulo Henrique Amorim

(*) Clique aqui para ver como um eminente colonista (**) do Globo se referiu a Ele.  E aqui para ver como outra eminente colonista (**) da GloboNews e da CBN se refere a Ele.

(**) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (***) que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

(***) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista

Leandro: a elite, Jobim e Katia usam o MST para coagir Lula e Dilma

31/janeiro/2010 11:08

Jobim, o serrista, na vanguarda do atraso

Jobim, o serrista, na vanguarda do atraso

O Conversa Afiada reproduz post do blog de Leandro Fortes:

O fator MST


A prisão de nove lideranças do MST, no interior de São Paulo, algumas das quais filiadas ao PT, foi o ponto de partida de uma estratégia eleitoral virtualmente criminosa e extremamente profissional, embora carente de originalidade. Trata-se de perseguição organizada, de inspiração claramente fascista, de líderes de um movimento que diz respeito à vida e ao futuro de milhões de brasileiros, que revela mais do que o uso rasteiro da política. Revela um tipo de crueldade social que se imaginava restrita a políticos do Brasil arcaico, perdidos nos poucos grotões onde ainda vivem, isolados em seus feudos de miséria, uns poucos coronéis distantes dos bons modos da civilização e da modernidade.

No entanto, o rico interior paulista, repleto de terras devolutas da União griladas por diversas gerações de amigos do rei, tem sido um front permanente dessa guerra patrocinada pela extrema direita brasileira perfilada hoje, mais do que nunca, por trás da bela fachada do agronegócio e sua propalada importância para a balança comercial brasileira. Falar-lhes mal passou a ser de mau alvitre, um insulto a uma espécie de cruzada dourada cujo efeito colateral tem sido a produção de miséria e cadáveres no campo e, por extensão, nas cidades. É nosso mais grave problema social e o mais claramente diagnosticável, mas nem Lula chegou a tanto.

Assim, na virada de seu último ano de mandato, o presidente parece ter afrouxado o controle sobre a aliança política que lhe permitiu colocar, às custas de não poucos danos, algumas raposas dentro do galinheiro do Planalto. Bastou a revelação do pacote de intenções do Plano Nacional de Direitos Humanos, contudo, para as raposas arreganharem os dentes sem medo, fortalecidos pela hesitação de Lula em enquadrá-los sob o pretexto de evitar crises inevitáveis. A reação do ministro Nelson Jobim, da Defesa, ao PNDH-3, nesse sentido, foi emblemática e, ao mesmo tempo, reveladora da artificialidade dessa convivência entre forças conservadoras e progressistas dentro do governo do PT, um nó político-ideológico a ser desatado durante a campanha eleitoral, não sem traumas para a candidata de Lula, a ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil.

Com a ajuda de Jobim, a velha sanfona anticomunista voltou a soltar os foles e se engajou nesse desarranjo histórico que tem gerado crises artificiais e um consequente show de péssimo jornalismo. Tocou-se, então, o triste baião anti-Dilma das vivandeiras, a arrastar os pés nas portas dos quartéis e a atiçar as sentinelas com assombros de revanchismo e caça às bruxas, saudosos do obscurantismo de tempos idos – mas, teimosamente, nunca esquecidos –, quando bastava soltar bestas-feras fardadas sobre a sociedade para calá-la. Ao sucumbir à chantagem de Jobim e, por extensão, à dos comandantes militares que lhe devem subordinação e obediência, Lula piscou.

No lastro da falsa crise militar criada por Jobim, com o auxílio luxuoso de jornalistas amigos, foi a vez de soltar a voz o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, cujo arrivismo político iniciou-se na ditadura militar, à qual serviu como deputado da Arena (célula-tronco do DEM) e presidente do INPS no governo do general Ernesto Geisel, até fazer carreira de ministro nos governos Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso e Lula. Essa volatilidade, no entanto, sempre foi justificada por conta de um festejado “perfil técnico” de Stephanes. Trata-se de um mistério ainda a ser desvendado, não a capacidade técnica, mas as intenções de um representante político do agronegócio dentro governo Lula, uma posição institucional baseada em alinhamento incondicional à Confederação Nacional da Agricultura (CNA), comandada pelo senadora Kátia Abreu, do DEM de Tocantins.

Com Kátia, Stephanes ensaiou um animado jogral e conseguiu, até agora, boicotar a mudança dos índices de produtividade agrícola para fins de reforma agrária – um tiro certeiro no peito do latifúndio, infelizmente, ainda hoje não desferido por Lula. Depois, a dupla partiu para cima do PNDH-3, ambos procupadíssimos com a possibilidade de criação de comitês sociais a serem montados para mediar conflitos agrários deflagrados por ocupações de terra. Os ruralistas liderados por Kátia Abreu e Ronaldo Caiado se arrepiam só de imaginar o fim da tradicional política de reintegração de posse, tocada pelos judiciários e polícias estaduais, como no caso relatado nesta matéria de CartaCapital. A dupla viu na proposta um incentivo à violência no campo, quando veria justamente o contrário qualquer menino bem educado nas escolas geridas pelo MST. São meninos crescidos o suficiente para saber muito bem a diferença entre mediadores de verdade e os cassetetes da Polícia Militar.

O governo Lula já havia conseguido, em 2008, neutralizar um movimento interno, tocado pelo Gabinete de Segurança Institucional, interessado em criminalizar o MST taxando o ato de invasão de terra de ação terrorista. Infelizmente, coisas assimainda vêm da área militar. O texto do projeto foi engavetado pela Casa Civil por obra e graça da ministra Dilma Rousseff. Lula, contudo, não quer gastar o último ano de uma era pessoal memorável comprando briga com uma turma que, entre outros trunfos, tem uma bancada de mais de uma centena de congressistas e a simpatia declarada do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes. Assim, distraído, o presidente deixou que Jobim e Stephanes envenenassem o processo político às vésperas das eleições, com óbvios prejuízos para a candidatura Dilma, bem no começo da briga com José Serra, do PSDB, o governador que por ora se ocupa em prender militantes do MST e do PT enquanto toca terror em assentamentos cheios de mulheres e crianças, no interior de São Paulo, com seu aparato de segurança pública.

O MST existe há 25 anos e é o mais importante movimento social de base da história do Brasil. A crítica à sua concepção socialista e a eventuais desvios de conduta de alguns de seus participantes é, deliberadamente, ultradimensionada no noticiário para passar à sociedade, sobretudo à dos centros urbanos, a impressão de que seus militantes são vândalos nutridos pelo comunismo e outras reflexões sociológicas geniais do gênero.

A luta do MST é, basicamente, a luta contra o latifúndio e a concentração fundiária nas mãos de uma elite predatória, violenta e vingativa. Essa é a origem de todos os problemas da sociedade brasileira desde a sua fundação, baseada em capitanias hereditárias, em 1532. Nenhum governo teve a coragem necessária, até hoje, para tomar medidas efetivas para acabar com o latifúndio e, assim, encerrar com esse ciclo cruel de concentração de terras no campo brasileiro, responsável pelo inchaço das periferias e pela violência contra trabalhadores rurais, inclusive torturas e assassinatos, com o periódico beneplácito da Justiça e das autoridades constituídas, muitas das quais com campanhas eleitorais financiadas pelos grupos interessados em manter este estado de coisas.

A luta contra o latifúndio não é a luta contra a propriedade privada, essa relação também foi contruída de forma deliberada e tem como objetivo tirar o verdadeiro foco da questão. A construção desse discurso revelou-se um sofisma baseado na a inversão dos valores em jogo, como em uma charada de um mundo bizarro: a ameaça social seria a invasão (na verdade, a distribuição) de terras, e não a concentração no campo, o latifúndio. E isso é vendido, assim, cru, no horário nobre.

É uma briga dura, difícil. Veremos se Dilma Rousseff, em cima do palanque, será capaz de comprá-la de novo.

Gilmar ataca no recesso: manda no TSE e absolve desembargador

30/janeiro/2010 11:01

Na foto, Gilmar, o presidente do tribunal eleitoral, segundo Gilmar

Na foto, Gilmar, o presidente do Tribunal Eleitoral, segundo Gilmar

Saiu no estadão, pág A10:

“Operação Têmis – Mendes suspende ação contra desembargador – Roberto Haddad, que é o novo presidente do Tribunal Regional Federal de São Paulo,  foi denunciado pelo Ministério Público por porte ilegal de arma.”

Antes o Ministério Público, no âmbito da Operação Têmis, tinha acusado o novo chefe do corajoso Juiz Fausto De Sanctis de “advocacia administrativa qualificada, exploração de prestígio e formação de quadrilha”.

O STJ rejeitou a ação penal contra Haddad por esses crimes.

Para Gilmar Dantas (*), segundo Estadão, a acusação era “pura criação mental”.

E, de novo, disse que a Polícia Federal e o Ministério  Público desenvolvem “ações espetaculosas”.

Nessa mesma linha raciocínio, Gilmar Dantas(*) disse que concedeu dois HCs em 48 horas ao passador de bola apanhado no ato de passar bola, Daniel Dantas, para evitar que o ínclito delegado Protógenes Queiroz desse um Golpe de Estado.

A revista Carta Capital que está nas bancas traz, na página 28, reportagem de Cynara Menezes, de título “O standard Gilmar Mendes – Mais uma vez, o presidente do STF invade uma horta que não é a dele”.

A Cynara mostra que, no fundo, Gilmar Dantas (*) quer que o presidente do TSE, Ministro Ayres Britto, impeça o presidente Lula de inaugurar obras.

O Zé Alagão pode.

O Supremo Presidente do Supremo, porém, perdeu uma, recentemente: o Ministro Peluso deu um “chega prá lá” nele e decidiu que a corte privativa dEle, o Conselho Nacional de Justiça, não manda mais que o Supremo.

Clique aqui para ler: “Gilmar não tem tribunal privativo, acima do Supremo”.

No recesso, está 2 x 1 Ele.

Felizmente, daqui a pouco, ele se recolhe à sua ministerial insignificância.

Ele tentou, mas não conseguiu dar o Golpe de Estado da Direita.

Mas foi quase …

Paulo Henrique Amorim

(*)Clique aqui para ver como um eminente colonista (**) do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista (****) da GloboNews e da CBN se refere a Ele.

(**) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (***) que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

(***)Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista

Crivella quer que Senado confirme ministro do Supremo de 4 em 4 anos

22/janeiro/2010 19:33

Já pensou se o Senador Suplicy pergunta assim: “mas, Ministro, DUAS vezes ?”

Já pensou se o Senador Suplicy pergunta assim: “mas, Ministro, DUAS vezes ?”

Por sugestão de amigo navegante mato-grossense:

Saiu na Agência Senado e o PiG (*) ignorou:

05/01/2010 – 19h45
Crivella quer que ministros do STF sejam confirmados pelo Senado a cada quatro anos
Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) poderão ser obrigados a passar por confirmação do Senado a cada quatro anos, conforme estabelece a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 51/09) de autoria do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ). A PEC tramita na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde teve designado como relator o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE).
De acordo com a proposta, essa confirmação seria acrescida às atribuições constitucionais exclusivas do Senado Federal. Crivella argumentou na justificação da PEC que a escolha dos ministros dos tribunais superiores “precisa sofrer alterações que garantam, de modo mais pleno, o princípio da harmonia entre os poderes e que melhor satisfaçam o interesse público em relação ao cumprimento da missão conferida ao Poder Judiciário”.
Para o senador, como a Constituição prevê um sistema de freios e contrapesos como forma de garantir o equilíbrio entre os três poderes – a exemplo da aprovação da escolha, pelo Senado, dos magistrados indicados pelo presidente da República – a proposta que apresentou apenas corroboraria o princípio por não subtrair poderes do presidente da República e nem abalaria a estrutura do STF. Para ele, a obrigatoriedade de confirmação contribuiria para a maior atuação do Senado como instituição fiscalizadora.
- Hoje, o texto vigente garante a participação do Senado na escolha dos magistrados do STF somente no momento inicial de sua investidura. A partir daí, fica impossibilitado de interferir se o juiz nomeado não cumprir sua missão de forma honrada ou imparcial. De modo semelhante ao imperativo constitucional que garante ao Senado Federal a competência exclusiva de aprovar a exoneração do Procurador-Geral da República, tencionamos introduzir no texto constitucional alteração que permita à Casa, também, impedir que o magistrado da mais alta corte do país continue no seu posto caso não se mostre digno no exercício de tão séria missão – advoga.
Ricardo Icassatti / Agência Senado


(*)Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista

Quem é o traíra do Ministério ? Ou quem foi o moço de recados do Lula ?

22/janeiro/2010 10:24

Na foto, Iscariotes, Ministro de ... e informante do PiG (*)

Na foto, Iscariotes, Ministro de ... e informante do PiG (*)

Saiu no Globo, pág. 3:

“Mais brigas e obras à vista”

“Lula marca início do PAC-2 e pede paciência com oposição, mas xinga tucano de …”

(O Globo usa a expressão grosseira do Lula. Em respeito aos amigos navegantes, o Conversa Afiada prefere usar três pontinhos. )

Diz o Globo adiante:

“Segundo relato de três ministros, o presidente Lula usou essa expressão ao comentar ter ficado impressionado com a entrevista do presidente do PSDB (Sérgio Guerra) à revista Veja, na qual diz que … acabará com o PAC … A opinião de Guerra, segundo Lula, ‘não se sustenta se ele andar pelas ruas de Pernambuco’.”

(Não se esqueça de votar na trepidante enquete – “talvez tivesse sido melhor chamar o deputado Guerra de …)

Clique aqui para ler “Pernambuco é a nova locomotiva do Brasil”.

Quem são os três traíras que saíram da reunião para contar aos jornalistas ?

“Traíra”, por trair a confiança do presidente da República e revelar ao PiG (*) minúcias de uma reunião ministerial.

Ou o Lula, que conhece seu eleitorado – clique aqui para ler “Jobim vaza a crise para criá-la” – talvez tenha feito de propósito.

Falou porque sabia que ia vazar.

A fúria de Lula se deve à desastrada entrevista do deputado Sérgio Guerra à última flor do Fascio.

Onde ele disse que ia acabar com o PAC.

Clique aqui para ler o que o Conversa Afiada já disse sobre isso , e aqui.

Quando a Dilma Rousseff foi reproduzir a fala do Guerra, a substituta do Guerra na presidência do partido de oposição saiu a acusar a Dilma e disse que o Guerra não disse.

Lula conhece o eleitorado.

E sabe como vai ser essa campanha.

Os tucanos, o PiG (*) e a elite branca não podem perder.

Ainda mais que, na mesma reunião ministerial de ontem, Lula revelou que lê o Conversa Afiada.

E sabe que, como disse o grande presidente Itamar Franco, o PSDB pode perder por WO.

Lula disse aos ministros que o Serra não será candidato.

É o que se lê na coluna do Ricardo Noblat, aquele que chamou o Gilmar Mendes de Gilmar Dantas.

Ele e a colunista da CBN que disse que teve um problema como os que tomaram a água do Guarujá (clique aqui para ver o vídeo imperdível )

Quem mais diz, sistematicamente, que o Serra não será candidato, amigo navegante ?

Que, aos 44’ do segundo tempo, ele vai fugir, como fez em 1964 ?

Quem entrevistou o Oráculo de Delfos e ouviu em voz grave: “tenho para mim que ele não será candidato” ?

O Globo, que escalou quatro repórteres para conseguir que os traíras falassem, não lê o Noblat.

E não menciona que o Lula acha que o Serra vai fugir.

Sabe como é, NÉ ?

O Globo é o Globo.

No PiG (*), é quem tem mais a perder com a eleição da Dilma.

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Gilmar ataca Programa de Direitos Humanos. Qual é a novidade ?

19/janeiro/2010 8:11

No recesso, todos os gatos são pardos

No recesso, todos os gatos são pardos

Saiu no Globo, pág 9:

“STF (*): decreto é incompatível com a Constituição. Gilmar Mendes e juízes federais criticam mudança na concessão de liminares em conflitos de propriedade.”

“Há várias propostas extremamente relevantes, mas há outras que geram polêmica. É difícil compatibilizar esta proposta- no caso de conflito de propriedade, haver uma mediação prévia antes da concessão de liminares – com a Constituição,” disse Gilmar Dantas (**).

“Mas, esses pontos vão ser devidamente encaminhados quando houver um projeto no Congresso”.

Ou seja, a declaração da Gilmar Dantas (**) não vale um dólar furado.

Como inconstitucional, se o Congresso ainda não deliberou ?

Gilmar Dantas tem o hábito de telefonar para a governadora do Pará e fazer pressão a favor de reintegração de posse.

Ele fez isso, segundo reportagem da Carta Capital, de Leandro Fortes, pouco depois de o MST ocupar as terras griladas de Daniel Dantas no Pará.

Mas, daí a dizer que a proposta do Programa de Direitos Humanos já é, desde já, inconstitucional, vai uma grande distância.

Lamentavelmente, Gilmar Dantas não é o Congresso.

Ele quase foi, quando deu o Golpe de Estado da Direita.

Clique aqui para ver uma das manifestações do Golpe de Estado da Direita: o cerco de Daniel Dantas ao corajoso Juiz Fausto de Sanctis.

Mas, agora, no ocaso de sua presidência do Supremo, não dá mais tempo de assumir o Congresso.

Clique aqui para ler sobre uma decisão dEle no recesso, a favor das empresas de telefonia (ou seja de seu patrono, o Farol de Alexandria, o rei da privatização)

Só neste recesso ele já soltou o santinho do doutor Roger Abdelmassih e um prefeito do Amazonas acusado de pedofilia 50 vezes.

Paulo Henrique Amorim

(*) O Supremo Presidente do Supremo é Supremo, mas não é o Supremo … Bem que o Globo queria …

(**) Clique aqui para ver como um eminente colonista (***) do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista (****) da GloboNews e da CBN se refere a Ele.

(***) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (****) que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

(****) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Os laços (fortíssimos) que ligam Ives Gandra a Daniel Dantas

12/janeiro/2010 10:17

Ali Mazloum: você roda, roda e aparecem as impressões digitais do Daniel Dantas, o passador de bola apanhado no ato de passar bola

Ali Mazloum: você roda, roda e aparecem as impressões digitais do Daniel Dantas, o passador de bola apanhado no ato de passar bola

O Conversa Afiada reproduz e-mail do amigo navegante Lírio:

Comentário no blog do Nassif, mostra que Ives Gandra trabalha para Daniel Dantas:

Toma o link:

Dá um capitulo especial da “Série Veja” aqui. É o “post-it do Tognolli”. Ele faz uma matéria sem vergonha, anexa a esse documento, que é uma PÁGINA de uma petição do Daniel Dantas, usando as matérias de jornal que o Dantas ( …) . E o Tognolli nao coloca a petição inteira, mas ESQUECE de apagar o timbre do escritório do IVES GANDRA MARTINS. E que eu saiba esse cara não é criminalista. Mas o filho dele foi quem livrou a cara do Ali Mazloum no CNJ, dando o voto como relator do processo.

11/01/2010 às 22:38

Aqui da para ler o voto do Conselheiro do CNJ IVES GANDRA MARTINS FILHO, livrando a cara de Ali Mazloum, conforme interessava ao senhor Daniel Dantas:

http://www.conjur.com.br/2009-dez-16/cnj-suspende-processo-disciplinar-ali-mazloum-trf-sao-paulo

http://s.conjur.com.br/dl/voto-ives-gandra-tranca-processo.pdf

Em tempo: O CNJ é uma Corte Privativa do Supremo Presidente do Supremo. Logo, a ida deste jovem advogado Ives Gandra Martins Filho pode estabelecer um nó de ligação entre o pai e Gilmar Dantas (*). Convém lembrar que na votação das células-tronco, Ives Gandra pai foi o advogado da Igreja junto ao Supremo. E Gilmar Dantas (*) deu um voto que poderia ser subscrito pela Igreja. Clique aqui para ler “a anatomia do voto do Supremo Presidente do Supremo na questão das células tronco”.

Clique aqui para ler “quem é Ali Mazloum e o que deve  a Mendes”.

Em tempoII: Amigo navegante liga para contar. O filho de Ives Gandra trabalhou na Advocacia Geral da União, sob as ordens de Gilmar Dantas (*), no Governo iluminado do Farol de Alexandria. O filho de Ives Gandra trabalhava na sala imediatamente abaixo da sala do Farol. Deve ter feito um trabalho extraordinário. A tal ponto que o Farol o tornou o mais jovem juiz da Magistratura brasileira. Nomeou o jovem Ministro para um tribunal que tem passado e nenhum futuro: o Tribunal Superior Militar. Agora, Gilmar Dantas(*) voltou a nomear o subordinado para sua Corte Privada, o Conselho Nacional de Justiça. Foi aí, nessa Corte Privada que ele tirou Ali Mazloum da forca. Viva o Brasil !

Em tempo III: O Conversa Afiada reproduz email de Stanley Burburinho.
Date: 2010/1/12
Subject: Lembro que o Ives Gandra da Silva Martins Filho também é professor do Instituto Braziliense de Direito Público – IDP:

Lembro que o Ives Gandra da Silva Martins Filho também é professor do Instituto Braziliense de Direito Público – IDP:

“Ives Gandra da Silva Martins Filho

Mestre em Direito e Ministro do TST”
(*) Clique aqui para ver como um eminente colonista (***) do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista (**) da GloboNews e da CBN se refere a Ele.

(**) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (***) que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

(***) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Jobim fabrica “crises” para prejudicar Dilma. É um golpista, diz jornal mineiro

6/janeiro/2010 14:03

O poder é para ser exercido. Se preciso, reescreve-se a Constituição.

O poder é para ser exercido. Se preciso, reescreve-se a Constituição.

Por sugestão do amigo navegante Fred, o Conversa Afiada reproduz trecho do artigo de Marco Aurélio Carone, diretor do Novojornal.

A íntegra pode ser lida aqui:

O titulo do artigo é “Nelson Jobim, um golpista – Sua atitude irresponsável busca desgastar a candidatura de Dilma. Imagina-se candidato a presidente pelo PMDB ou no mínimo vice de Serra.”

Fontes ligadas às Forças Armadas desde o final de novembro de 2009 informavam que o ministro Nelson Jobim estava apenas esperando a apresentação do 3º Programa Nacional de Direitos Humanos para lançar a “suspeita”, contra a ministra Dilma, de que sua candidatura e possível eleição seria o instrumento para o revanchismo contra os militares.

A imprensa paulista, principal interessada em evitar a instalação de uma Comissão que iria investigar sua participação e colaboração com o Golpe de 1964, já estava municiada de informações a respeito.

O informado confirmou-se, bastou o governo lançar o 3º Programa Nacional de Direitos Humanos, dando início a um processo que poderá ou não levar à criação de uma Comissão Nacional da Verdade no país, com o objetivo de apurar casos de violação de direitos humanos durante o regime militar, incluindo o levantamento de possíveis responsáveis, para que Jobim acendesse o estopim da crise.

Existe apenas a previsão de um grupo de trabalho que vai redigir um projeto de lei sobre a comissão, faz parte do 3º Programa Nacional de Direitos Humanos.

Se aprovada pelo Congresso Nacional, Câmara Federal e Senado, a Comissão da Verdade deverá divulgar relatórios anuais com a “apuração e o esclarecimento público das violações de direitos humanos” praticadas durante o regime militar (1964-1985).

O secretário nacional de Direitos Humanos, ministro Paulo de Tarso Vannuchi, disse em entrevista à BBC Brasil que “centenas de pessoas” deverão ser ouvidas, incluindo vítimas e possíveis agressores.

“O trabalho da Comissão é ouvir vítimas e sintetizar seus depoimentos, vinculando datas, locais, tipos de violência e responsáveis”, disse o ministro. Segundo ele, os relatórios vão ainda propor políticas públicas que “impeçam a repetição desses fatos”.

O ministro disse ainda que “pessoalmente” não considera “ideal” a proposta do governo, mas que ela é o resultado natural de um “processo democrático” de discussões com outros ministérios.
Posição de um Civil falsamente fardado.

Durante as discussões sobre a criação da Comissão, o governo enfrentou a oposição principalmente do Ministério da Defesa, dizendo-se contrário à punição dos torturadores.

“Não é a proposta que eu proporia, assim como também não é a proposta que o ministro Nelson Jobim (Defesa) proporia. Mas temos de acreditar nisso, na capacidade de cada um ceder um pouco”, disse Vannuchi.

Os defensores da criação da Comissão da Verdade afirmam que é um direito das famílias de pessoas torturadas e mortas durante o regime militar, muitas das quais nunca conseguiram localizar os corpos dos parentes desaparecidos.

Plantando o que pretendia colher, depois o ministro Jobim falou em entrevistas sobre o “risco de revanchismo” e a criação de atritos desnecessários com as Forças Armadas.

“Uma coisa é o direito à memória, outra é revanchismo e, para o revanchismo, não contem comigo”, disse Jobim em uma entrevista à Agência Brasil em junho.

Lei da Anistia
Apesar de ter como objetivo uma investigação “rigorosa” dos fatos, de acordo com Vannuchi a Comissão da Verdade não terá poderes para punir responsáveis, mas poderá “subsidiar” a Justiça no futuro.

Ele lembra que é preciso aguardar a revisão da Lei da Anistia (1979) pelo Supremo Tribunal Federal. “Caso o STF entenda que os torturadores não podem ser anistiados, aí sim teremos um ordenamento jurídico no país para a punição dessas pessoas”, diz.

Segundo ele, mesmo que o STF decida o contrário – ou seja, que a anistia deve ser estendida aos responsáveis pelos crimes -, “ainda assim a existência da Comissão faz todo o sentido”.
“A idéia é que a sociedade saiba exatamente o que aconteceu no nosso passado. A Alemanha viveu, no nazismo, um sentimento infinitamente mais doloroso e as pessoas não deixam de discutir o assunto, inclusive nas escolas”, diz Vannuchi.

Muitos dos defensores da criação da Comissão da Verdade alegam que os responsáveis por mortes e atos de tortura durante o regime militar ainda podem ser punidos e afirmam que, conforme acordos internacionais assinados pelo Brasil, crimes e violação dos direitos humanos não prescrevem.

No entanto, setores contrários à instalação da comissão argumentam que a Lei da Anistia teve o objetivo de reconciliar o país, abrangendo tanto perseguidos políticos quanto acusados de atos de tortura.

Em entrevistas anteriores, o ministro da Defesa afirmara que considera essa interpretação sobre a prescrição dos crimes um equívoco.

“Dizem que os tratados internacionais consideram alguns crimes imprescritíveis. Mas no Brasil não é assim. Os tratados internacionais aqui não valem mais que a Constituição. Eles estão sujeitos à Constituição brasileira, que dá imprescritibilidade para um crime só: o de racismo. Trata-se de uma questão legal”, disse Jobim em entrevista à Agência Brasil.

Suas palavras são contraditas pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, que fundamentou sua decisão pela entrega do menino Sean a seu pai Americano em função de Tratados Internacionais que Jobim tenta desacreditar.

Desconfiança
Apesar de ser uma antiga demanda das famílias das vítimas do regime militar, a Comissão da Verdade nos moldes propostos pelo governo Lula é vista com desconfiança por algumas entidades de defesa dos direitos humanos, como o Centro pela Justiça e o Direito Internacional (Cejil) e o grupo Tortura Nunca Mais.

A representante no Brasil do Cejil, Beatriz Affonso, diz que uma Comissão da Verdade, em qualquer país, só tem um papel efetivo quando atende a determinados princípios.

“É preciso haver garantias, por exemplo, de que as audiências da Comissão serão públicas e de que a Comissão terá poderes para fazer buscas em arquivos”, diz.

Ela lembra que os principais trabalhos de investigação sobre crimes cometidos durante o regime militar no país foram feitos com base em relatos e documentos levantados pelas próprias famílias.

“Só daremos um passo definitivo nesse processo quando o governo colocar seus próprios documentos à disposição. E isso deve ser feito pela Comissão da Verdade”, diz Beatriz.

Segundo ela, o governo tem tido uma postura “contraditória” ao lidar com o tema de direitos humanos, principalmente no que diz respeito ao regime militar.

“O mesmo governo que propõe a Comissão da Verdade também pede à Corte da OEA o arquivamento da ação sobre a Guerrilha do Araguaia”, diz Beatriz.

“O Brasil reconhece a responsabilidade internamente, mas não o faz na arena internacional”, acrescenta.

A hora do Golpe
Após a cerimônia, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, coloca o cargo à disposição de Lula informando que os comandantes das três Forças também colocaram os cargos à disposição.
Lula teria pedido a Jobim que tranqüilizasse os ministros militares prometendo que colocaria a base do governo no congresso contra a proposta de revisão da Lei de Anistia.

Segundo Jobim, os militares acataram a decisão, mas reclamaram da posição “vacilante” do Planalto e do “ambiente de constantes provocações” criado pela secretaria de Vannuchi e o ministro Tarso Genro (Justiça).

Incomodaram-se também com o que avaliaram como “empenho eleitoral excessivo” da ministra Dilma no apoio a Vannuchi.

Jobim tentou passar a imagem de que para as Forças Armadas, a cerimônia de premiação de vítimas da ditadura, no dia 21, foi “uma armação” para constranger os militares, tendo Dilma como figura central, não só por ter sido torturada, mas por ter chorado e escolhido a ocasião para exibir o novo visual de cabelos curtíssimos, depois da quimioterapia para tratamento de um câncer linfático.

Presidente da OAB critica Nelson Jobim
O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, criticou no dia 30/12/2009, o ministro da Defesa, Nelson Jobim e os comandantes militares por serem contra a criação da Comissão da Verdade dentro do Plano Nacional de Direitos Humanos, que deve investigar a tortura e os arquivos do período da ditadura militar (1964-1985).

“Um País que se acovarda diante de sua própria história não pode ser levado a sério: o direito à verdade e à memória garantido pela Constituição não pode ser revogado por pressões ocultas ou daqueles que estão comprometidos com o passado que não se quer ver revelado”, afirmou Britto, em nota divulgada pela assessoria da OAB.

A OAB defende no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Superior Tribunal Militar (STM) ações reivindicando a abertura dos arquivos da ditadura e a punição aos torturadores. “O Brasil não pode se acovardar e querer esconder a verdade; anistia não é amnésia. É preciso conhecer a história para corrigir erros e ressaltar acertos: o povo que não conhece seu passado, a sua história, certamente pode voltar a viver tempos tenebrosos e de triste memória como tempos idos e não muito distantes.

O silêncio da Imprensa em relação ao Golpe
No mínimo é estranho que a imprensa não divulgue que nem todos os setores das Forças Armadas acreditam em Nelson Jobim, ao contrário já previam este comportamento e o tinha denunciado.

Estes setores preocupados com o comportamento de Nelson Jobim já teriam, através de interlocutor, tentado aproximar o governador de Minas, Aécio Neves, de Nelson Jobim para neutralizá-lo.

Entretanto, para estes interlocutores a dificuldade em convencer assessores de Aécio é grande. Segundo estes: “Tancredo morreu cedo demais”.

Pelo visto esqueceu de contar a Aécio no mínimo o que Novojornal aqui descreve. Porque ele, sem dúvida, será o próximo na linha de tiro.

Eduardo Azeredo já esta nas suas costas.

Quem conhece Nelson Jobim sabe que está aproveitando a “simulada crise”, para fortalecer José Serra, em um setor da sociedade que tradicionalmente o rejeita.

É importante que seja dito que Nelson Jobim é abertamente favorável à candidatura de José Serra. Na verdade são amigos, moraram durante quase uma década em Brasília no mesmo apartamento.

Embora no campo ético seja questionável, não existe qualquer problema no fato de um ministro do governo do PT, entender que o melhor candidato à Presidência seja o do PSDB.
Em Minas, o PT e PSDB são praticamente irmãos.

Ou até mesmo Jobim, insatisfeito com o atual quadro de candidatos resolva se lançar candidato a presidente pelo PMDB. Ou a vice de Serra.

Não existe novidade, o PMDB paulista já apóia Serra.

Porém, o que não pode fazer é praticar impunemente vícios da Velha República colocando em risco a estabilidade política do país.

Novojornal sabe do risco que corre ao divulgar esta matéria.

Mais do que nunca o Brasil precisa aferir se realmente alcançamos o patamar de país democrático, ou ainda somos uma republiqueta.

É necessário reconhecer e dizer que nossos militares mudaram muito.

Não são ingênuos como os de 1964 que reconhecidamente tinham ideais revolucionários, mas deixaram-se levar por políticos inescrupulosos.

Sobre seus ideais caberá apenas à história julgar.

As perseguições políticas que houve foram promovidas por políticos como Magalhães Pinto e outros.

As listas de cassações e prisões ocorridas neste período eram apresentadas por políticos civis como documentalmente comprovado.

Quanto à tortura, isto jamais esteve no campo político. Em todo mundo está no campo criminal.

É necessário que esta elite golpista que, desde a implantação da República há 100 anos vem utilizando-se das Forças Armadas para chegarem ao poder, seja desmascarada.

Como no resto do mundo democrático a eleição presidencial de 2010 deverá estar acessível a todos que estejam dispostos a concorrer.

Dizer que todos os candidatos terão a mesma oportunidade é pura hipocrisia. Todos sabem da disparidade de recursos e estrutura partidária entre os diversos candidatos.

Qual será o melhor candidato?

Apenas a história dirá.

Os erros e defeitos dos candidatos serão debatidos no período eleitoral.

A liberdade de imprensa não deve servir apenas para noticiar fatos praticados por um vereador, prefeito, deputado, juiz ou promotor. Ela, se realmente existe, é para levar ao conhecimento da sociedade o comportamento e atitudes seja de quem for.

Esclarecemos ao leitor que o conteúdo histórico desta matéria tem como objetivo informar e situar o leitor em um período que antecedeu os fatos que estão ocorrendo.

Para que ele possa, com independência, julgar o que está sendo noticiado.

Porém, acima de tudo é necessário que seja dito sem medo: Nelson Jobim sempre foi um Golpista. Está impregnado em sua genética.

Marco Aurélio Carone
Diretor responsável do Novojornal



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