Saiu a Lei Áurea do jornalismo
Chega de diploma !
17/junho/2009 20:35
. O Supremo Tribunal Federal prestou um inestimável serviço ao jornalismo e, portanto, à democracia.
. Acabou com a exigência do diploma para jornalistas.
. Um jornalista não precisa de mais do que um curso para-profissinal a de três meses para começar a exercer a profissão.
. O resto ele aprende, se aprender, o resto da vida.
. É melhor ler os romances da maturidade de Machado de Assis do que perder quatro anos em faculdades – especialmente as particulares – que não formam jornalistas.
. Mino Carta não tem diploma e é o melhor jornalista brasileiro.
. Mauro Santayana, outro excelente jornalista, costuma dizer que a exigência do diploma elitizou as redações.
. As redações não refletiam mais a composição da sociedade brasileira: as redações se tornaram quase brancas, quase ricas e quase ignorantes …
. Jornalista deveria ter um curso universitário: estudar matemática, história, filosofia, biologia – e fazer um curso profissionalizante de jornalista de, no máximo, três meses.
. O diploma fez os jornalistas parecidos com os donos dos jornais.
. E ajudou a construir o PiG (*)
Paulo Henrique Amorim
Leia íntegra do voto de Gilmar Mendes sobre exigência do diploma de jornalista
MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília
Por 8 a 1, o STF (Supremo Tribunal Federal) derrubou hoje a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista. Só o ministro Marco Aurélio Mello votou pela manutenção do diploma.
O primeiro a votar foi o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, relator do caso. Mendes defendeu a extinção da obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista.
(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
235 Comentários para “Saiu a Lei Áurea do jornalismo
Chega de diploma !”
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Achei a decisão absurda e imoral, haja visto que Jornalismo é uma profissão tão importante como todas as outras. Depois dessa decisão o curso passou a ser desvalorizado e ridicularizado pela sociedade que não entende que não existe curso de três meses que vai fazer de um ser nulo um jornalista de futuro.
Para ser jornalista é necessário além de muita dedicação uma formação de verdade com todas as matérias e grade curricular que formam bons jornalistas.
William Bonner é um dos maiores jornalistas do Brasil e é FORMADO pela Universidade de São Paulo.
A questão é: Por que tomar essa decisão quanto ao jornalismo?
E se pensássemos dessa mesma forma para o curso de Direito? Seria mais fácil, fazer um curso de três meses intensivo sobre o Código Civil e Penale assim teremos grandes Advogados sem futuro formados, e dessa forma o curso ridicularizado e desvalorizado.
Foi uma decisão sem fundamentos e sem qualquer respeito por aqueles que se dedicam à valer ao prestar vestibular ou cursar aquilo que realmente gosta.
Não acredito que ainda exista gente com o pensamento tão burocrata a ponto de achar que aquele canudo valha mais que o conhecimento, afinal de contas todos deveriam fazer universadade com o objetivo de ganhar conhecimento no assunto e não simplesmente passar, pois nesses não dá pra confiar se realmente passaram direito sabendo ou se usando de outros meios como o antigo conhecido “cola” pra isso. Mesmo se exigindo o diploma, isso não é garantia nenhuma, nem de ganho, nem de emprego e sim outros diversos fatores que podem determinar isso, fatores como os que fazem aqueles que não têm o diploma estarem na referida função, como conhecimento sobre o assunto em questão, maketing pessoal, ganhos da empresa empregadora, decisões do setor financeiro, competencia, agilidade, contatos certos tanto pras notícias como para serem indicados a alguma função em algum lugar, enfim se os que tiverem diploma não levarem em consideração o que realmente deveriam levar, não a lei que faça arranjarem um bom emprego.
Olá, tudo bem por aí?
Em relação a nova diagramação do certificado do curso de jornalismo, para criar um jornal impresso, ainda será necessário a assinatura de um jornalista formado com mtb ou não sera mais preciso?
Abraços e até mais
[...] diploma superior para o exercício da atividade de jornalista. Profissionais de comunicação como Paulo Henrique Amorim e Luís Nassif aplaudiram a iniciativa, ao passo que outros, como Leandro Fortes, a [...]
O curso superior de Jornalismo vai continuar a existir, essa nova lei trás consigo a liberdade de imprensa, por que haverá mais oportunidades aos que desejam pelo menos publicar esporadicamente seus textos, como fica o medico, o advogado, e líder comunitário, se só o jornalista pode falar por eles?
Aqueles que fizerem o curso superior em Jornalismo, demonstram o quanto amam e a aprofundam seus conhecimentos na profissão, e isso com certeza também continuara gerando oportunidades.
[...] sem diploma? Valho-me das palavras do Paulo Henrique Amorim para embasar o [...]
Com a exigência do diploma o Brasil está cheio de diplomados qexcelentes “jornaslistas vendendo pipoca, assessorando camelôs
[...] diploma superior para o exercício da atividade de jornalista. Profissionais de comunicação como Paulo Henrique Amorim e Luís Nassif aplaudiram a iniciativa, ao passo que outros, como Leandro Fortes, a [...]
Apoio veementemente qualquer campanha para a saída de Gilmar Mendes, esse latifundiário “mandante de crimes no Mato Grosso”. Já havia distribuído centenas de e-mails sobre as vilanias dessa pessoa. Esse caso das comunicações e jornalismo é tão trágico e as pessoas ainda não perceberam isso, porque Gilmar Mendes já anunciou que diversas outras profissões vão perder a necessidade de exigência de Curso Superior, só não denominou nomes. Todas aquelas que segundo ele, onde seu exercício não afete contra a vida. Ou seja, estão em risco, as licenciaturas de todos os tipos, artes (que em sua maioria já não é exigido curso superior), as demais áreas de humanas e ciências sociais. É um verdadeiro retrocesso na educação brasileira.
O pior nesse caso do jornalismo e comunicação é o fato da Rede Globo e as maiorias das televisões escreverem uma carta de apoio a decisão do Supremo. Já que há anos essas redes de comunicação têm em seus quadros pessoas que trabalham na área, mas apenas com formação “prática”. Sete ministros concordaram com o relator, Gilmar Mendes. Menos o não menos “desonesto” Marco Aurélio, que deve telo feito por motivos pessoais, como no caso da demarcação continua de terras indígenas, apoiando os grandes pecuaristas. Segundo afirmações do próprio Gilmar Mendes, “… a Suprema Corte pode ter que se manifestar sobre a exigência do diploma para o exercício de outras profissões além da de jornalista. A Constituição é clara ao estabelecer que o Estado só pode regular atividades profissionais que exijam saber científico.” Então alguém me responda, porque é exigida faculdade de Direito para se exercer a profissão de advogado e conseqüentemente a de juiz? Aos interesses de quem isso atende? Já que essa profissão continuará com certeza necessitando de formação superior onde esses Juízes de porta de cadeia podem dar suas aulas para complementar a sua pequena renda e continuar a ganhar seus exorbitantes salários.
Não quero de forma alguma desqualificar a formação em Direito, como não quero desqualificar nenhuma formação superior no Brasil. Acho que as coisas não devem ser tratadas com dois pesos e duas medidas como sempre o supremo vem fazendo no Brasil em várias outras circunstâncias (No Brasil nem todos são iguais perante a Lei).
O fato é: Desde o presidente anterior que querem acabar com a formação superior o Brasil. Desestimular a formação de um profissional graduado. Não interessa investir em pesquisas, em extensão e em formação ampla e qualificada que é a exigência nas grandes universidades. Teremos sim em breve somente, Filósofos Práticos, Sociólogo Prático, Artistas Práticos, Professores Práticos, Historiadores Práticos, Jornalistas Práticos. Todos, praticando sua profissão e transmitindo informações sem a necessidade de uma formação qualificada.
Tenho 15 anos, sou estudante do 9º ano do Ensino fundamental, e ao saber desta notícia tive um sonho despedaçado.
Por mais que meu pensamento possa mudar no futuro, a um ano atrás decidi que iria fazer jornalismo. Quando soube desta nova lei fiquei indignada! Acho sinceramente que a profissão será desvalorizada. Uma pessoa que estuda uma vida inteira procurando dar o melhor de si, para quando finalmente for exercer sua profissão a mesma não ser valorizada, competir com outras pessoas que fizeram um curso de 4 meses (e certamente não tiveram a mesma preparação que você) enquanto você estudou 4 anos! Não estou dizendo que um bom jornalista tem um diploma.. mas é uma forma de qualificação do profissional, com isso o Brasil estara virando a cara mais uma vez para educação.
Segundo argumentos a cima, pessoas pobres não tem a chance de estar em uma faculdade, o jeito é extinguir o diploma? O certo não seria investir na educação publica de qualidade?!
Eu felizmente estudo em um colégio particular, o qual meus pais soam muito para pagar, pois pensam em futuro melhor para mim, que certamente uma escola publica não me condicionaria.. Sempre ouvimos desde pequenos: “é importante ter um diploma, é importante estudar para ser alguém na vida”, como insentivaremos os jovens a estudar diante de situações como estas?! Nem os nossos gorvenantes tem diploma e os que tem são comparados!
Onde está a solução para a falta de emprego? Na educação
Onde está a solução para a violência? Na educação
Onde está a solução para a pobreza? Na educação..
E o que está acontecendo? Não estamos desvalorizando o jornalismo, mas sim a EDUCAÇÃO!
Como o Brasil irá progredir? Como queremos mudar a situação do mundo atualmente?
Quem faz o governo é o povo! Se o povo é ignorante, o governano também será, e isso é comparavado com leis como esta!
Faço do cometário de Márcio Proença em 21/junho/2009 as 23:33 os meus e expresso aqui a minha indignação! VIVA A EDUCAÇÃO!
Márcio Proença
Muitas vezes afirmo que o Brasil não é uma casa arrumada. Muitas das vezes me encontro desejoso de cair fora e dizer: “Brasil, nunca mais”. Sim, essa é a minha real vontade, pois, diante de decisões que representam um retrocesso, como a derrubada do diploma em jornalismo nesta última quarta-feira, 17 de junho, me sinto enfraquecido, envergonhado em ter que mostrar em outra nação – civilizada – meu passaport e deixar saber que sou de nacionalidade brasileira . No momento sinto que esses últimos quatro anos não me servirão em nada e que o diploma que terei em mãos provavelmente terá valor zero perante os donos das empresas de comunicação. Atualmente sou estudante do curso de jornalismo, cursando o sétimo período – penúltimo período – e minha turma tem previsão de conclusão do curso em dezembro do ano corrente, mas olho para trás, olho a luta de todos que se debruçaram sobre livros, esquentaram cadeira de faculdade por quatro anos, investiram parte de seus salários em algo que acreditavam ser o caminho certo para uma melhora em todos o sentindos profissionais, intelectuais, etc. e que agora têm mais essa manga para chupar, pois devido à desqualificação e equívoco imperdoável como é o caso dos membros do dito STF, em Brasília, sentimos ter andado léguas e não chegado a lugar nenhum.
Até quando vamos ter que conviver com essa corja que não reflete nossa sociedade? Com certeza Gilmar Mendes cometeu um erro sem perdão e digo que pelo curriculo desempenha muito mal o cargo de Ministro do STF, não deixando de fora os demais ministros que compõem aquela dita casa – que parece mais um circo de concreto armado – de onde saem os absurdos como o caso de Daniel Dantas e tantos outros que a sociedade brasileira tomou conhecimento somando-se agora o fim do diploma para o exercício de jornalista. A grande ironia neste absurdo está na seguinte análise: em uma das leituras realizadas no STF, afirmou-se que a obrigatoriedade foi concebida há quarenta anos, em governo ditatorial; resumindo, os ministros rasgaram indiretamente o nosso diploma e pregam que a liberdade de expressão deve assistir aqueles que nunca passaram por uma faculdade. Mas, quem é Gilmar Mendes para divagar a respeito da ditadura, ademais sobre a obrigatoriedade, ou não, do diploma de jornalista?
É um extremo absurdo que profissionais os quais passaram por toda a “sorte” de dificuldades para serem diplomados legitimamente jornalistas, fiquem à mercê de decisões estapafúrdias provenientes de um cidadão que criminaliza os movimentos sociais deste país, como o Movimento dos Sem-Terra (MST), e, pasmem, defende abertamente os torturadores da ditadura militar, quando o governo Lula tentou revisar a Lei da Anistia, segundo foi publicado na mídia. Mas também o que eu posso esperar de um país onde a justiça é tardia e falha? Onde posso por meus pés e dizer que sinto orgulho de ser brasileiro, se meu país só pensa em samba, futebol e bundas enquanto a saúde e educação, bases fundamentais de sustento para uma sociedade, só dão notas desafinadas e marcam gols contra? O que podemos esperar deste país onde seu presidente tem a CARA DE PAU em dizer que emprestou dez bilhões de dólares ao FMI enquanto aqui dentro tudo vai de mal a pior?
Volto a argumentar: De onde este senhor tirou a infeliz afirmação de que todo cidadão, repito, TODO, tem direito a ser jornalista? Onde está a bendita liberdade de expressão, quando se há a defesa lacônica de torturadores do regime militar? O que esperar de um ministro do judiciário que concede um habeas corpus ao banqueiro e corrupto Daniel Dantas? O que esperar?! Ora, a desintegração do diploma de jornalista!
O presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), entidade a qual defende inteiramente a obrigatoriedade do diploma, Sérgio Murilo Andrade, resumiu, como um bom jornalista diplomado sempre faz, a sensação que companheiros de classe, temos agora a respeito desta decisão: “Deixamos de ser uma categoria para sermos um amontoado”.
Gostaria de enfatizar que estou defendendo uma classe que não se considera privilegiada por possuir um documento que prova sua legitimidade, portanto, meu intuito não é atacar quaisquer jornalistas que possuem, ou não, o direito adquirido. Muito pelo contrário, apenas defendo que elementos teóricos na vida de um profissional jornalista é essencialmente relevante para o exercício cotidiano da profissão.
Porém, não devemos nos curvar perante tal arbitrariedade imposta à nossa classe. Não devemos nos abater pensando que fomos “minimizados” pelas mãos de um poder judiciário caolho; devemos sim unir todos os jornalistas diplomados, e os que concordam com a obrigatoriedade do curso superior, para não permitirmos o pandemônio aqui citado tomar conta de uma profissão honrada, séria e comprometida com os interesses gerais da sociedade.
Aos meus olhos chegamos à morte de nossos valores sociais e ética. E para terminar esse texto gostaria de convidar você para a reflexão da letra “Perfeição” de Renato Russo onde o poeta retrata isso nos convidando para uma celebração da falta de amor, agressão, violência e injustiça social.
Perfeição
(Dado Villa-Lobos – Renato Russo – Marcelo Bonfá)
Vamos celebrar a estupidez humana,
A estupidez de todas as nações,
O meu país e sua corja de assassinos,
Covardes, estupradores e ladrões.
Vamos celebrar a estupidez do povo,
Nossa polícia e televisão.
Vamos celebrar nosso governo
E nosso estado, que não é nação.
Celebrar a juventude sem escolas,
As crianças mortas.
Celebrar nossa desunião.
Vamos celebrar Eros e Thanatos,
Persephone e Hades.
Vamos celebrar nossa tristeza.
Vamos celebrar nossa vaidade.
Vamos comemorar como idiotas
A cada fevereiro e feriado,
Todos os mortos nas estradas,
Os mortos por falta de hospitais.
Vamos celebrar nossa justiça,
A ganância e a difamação.
Vamos celebrar os preconceitos,
O voto dos analfabetos,
Comemorar a água podre
E todos os impostos,
Queimadas, mentiras e sequestros,
Nosso castelo de cartas marcadas,
O trabalho escravo,
Nosso pequeno universo,
Toda hipocrisia e toda afetação,
Todo roubo e toda a indiferença.
Vamos celebrar epidemias:
É a festa da torcida campeã.
Vamos celebrar a fome,
Não ter a quem ouvir,
Não se ter a quem amar.
Vamos alimentar o que é maldade.
Vamos machucar um coração.
Vamos celebrar nossa bandeira,
Nosso passado de absurdos gloriosos,
Tudo o que é gratuito e feio,
Tudo o que é normal.
Vamos cantar juntos o Hino Nacional
(a lágrima é verdadeira).
Vamos celebrar nossa saudade
E comemorar a nossa solidão.
Vamos festejar a inveja,
A intolerância e a incompreensão.
Vamos festejar a violência
E esquecer a nossa gente
Que trabalhou honestamente a vida inteira
E agora não tem mais direito a nada.
Vamos celebrar a aberração
De toda a nossa falta de bom senso ,
Nosso descaso por educação.
Vamos celebrar o horror
De tudo isso com festa velório e caixão.
Está tudo morto e enterrado agora
Já que também podemos celebrar
A estupidez de quem cantou esta canção.
Venha, meu coração está com pressa.
Quando a esperança está dispersa
Só a verdade me liberta.
Chega de maldade e ilusão.
Venha, o amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera.
Nosso futuro recomeça:
Venha, que o que vem é perfeição.
Pois bem, queridos leitores. Minha alegria durou pouco. Pouquíssimo.
Já estava pensando no dia que iria ao Ministério do Trabalho, para buscar minha carteira de trabalho, devidamente registrada com minha profissão: jornalista. Pois neste momento, me tornei jornalista profissional, com ensino superior e apto a atuar.
No entanto…
…no final da tarde, os ministros do Supremo Tribunal Federal decidiram, por oito votos a um, que o diploma de jornalista não é mais obrigatório para exercer a profissão. Ou seja, minha alegria durou mais ou menos umas quatro horas. Resumindo, estudei quatro anos para exercer uma profissão na qual eu não precisaria nem estudar!
Sacanagem!
Agora, vou colocar abaixo os argumentos de alguns dos ministros que votaram contra a obrigatoriedade do diploma, além do argumento de uma representante do Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão no Estado de São Paulo (Setersp).
Ministro Gilmar Mendes (relator): Danos a terceiros não são inerentes à profissão de jornalista e não poderiam ser evitados com um diploma. Notícias inverídicas são grave desvio da conduta e problemas éticos que não encontram solução na formação em curso superior do profissional. E O MAIS IMPRESSIONANTES, INADMISSÍVEL E INCONCEBÍVEL: A formação em jornalismo é importante para o preparo técnico dos profissionais e deve continuar nos moldes de cursos como o de culinária, moda ou costura, nos quais o diploma não é requisito básico para o exercício da profissão.
Então, o curso de jornalismo é como o de moda, costura e culinária!
Ministro Carlos Ayres Britto: O jornalismo pode ser exercido pelos que optam por se profissionalizar na carreira ou por aqueles que apenas têm “intimidade com a palavra” ou “olho clínico”.
Entendi. Amanhã mesmo vou ali na minha vizinha. Ela é vendedora na feira e tem intimidade com a palavra. A gente consegue um patrocinador e monta um jornal. É claro, a jornalista será ela e eu, como tenho apenas um curso superior em jornalismo, mas não tenho muita intimidade com a palavra, vou, sei lá, limpar o chão.
Ministro Celso de Mello: Preservar a comunicação de ideias é fundamental para uma sociedade democrática e restrições, ainda que por meios indiretos, como a obrigatoriedade do diploma, devem ser combatidas.
Então, todos os diplomas são uma afronta para a “preservação da comunicação de ideias para uma sociedade democrática”. Já sei, agora eu quero ser advogado. Lógico, andei estudando o código penal e sei muito bem defender um réu ou enfrentar um juri, sei lá. Ora, é meu direito como cidadão. Quando eu enjoar de ser advogado, acho que quero ser arquiteto, depois, médico ou professor e.
Tais Gasparian, representante da Sertesp: A profissão de jornalista é desprovida de qualificações técnicas, sendo “puramente uma atividade intelectual”. Ela questionou qual o consumidor de notícias que não gostaria de receber informações médicas, por exemplo, de um profissional formado na área e não de um com formação em comunicação.
Eu quero ver essa Tais escrever um lead, organizar informações, fazê-las entender. Eu quero ver um médico fazer isso. Quero ver qualquer outro profissional fazer isso. Me dê uma bula de remédio que eu a faço ficar interessante de ler. Peça a um médico para escrever uma simples frase e você não entende nada.
Antônio Fernando de Souza, Procurador-geral da República: o curso superior de jornalismo age como obstáculo à livre expressão estabelecida na Constituição e o diploma fecha a porta para outros profissionais transmitirem livremente seu conhecimento através do jornalismo.
Se o diploma fecha a porta para outros profissionais transmitirem livremente seu conhecimento através do jornalismo, então o diploma de advogado impede o meu livre direito de defender uma causa. O diploma de professor me impede do meu livre direito de ensinar. O diploma de médico me impede do meu livre direito de curar.
Se alguém quer transmitir conhecimento, use um blog, a internet, escreve um livro. Não é apenas através jornalismo que as pessoas podem se expressar. A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) defende que, não é tirando a obrigatoriedade do diploma que o cidadão terá livre acesso às emissoras de TV, rádio e internet, ou então, nas “cartas do leitor”. Ou ainda, de verem suas respostas publicadas contra acusações estrondosas manchetadas na primeira página do jornal.
O ministro diz que os erros são graves desvios de conduta. Mas será que erros só acontecem no jornalismo? Se erros forem levados em conta, todas as profissões não precisariam de diploma. Não há erros médicos? Quanta gente já morreu por erros médicos! A falta de técnica no jornalismo permitiria muito mais erros. E muito mais graves.
Se não há diploma, se todo mundo que tem “intimidade com a palavra” for jornalista, tudo o que é escrito em blogs teriam de ser levados em conta. Não se sabe se é verdade ou mentira, mas o blogueiro tem intimidade com a palavra, como vamos duvidar? Ele é jornalista! Olha a que ponto de desvalorização chegou a minha profissão.
Eu, tu, ele, nós, vós, eles: todos, jornalistas somos. Talvez eu, não, porque não tenho tanta intimidade com a palavra como minha vizinha vendedora de hortaliças na feira. Talvez, eu tenha que me jogar em outros campos do conhecimento que também não exigem diploma, como a culinária, moda, ou costura.
Logo agora, que eu vou me formar.
Logo agora, que já pensava neste dia tão especial.
Sou jornalista a mais de 35 anos. Comecei como aprendiz de paginador, isto nos idos anos de 1968. Passei pelas diversas fases da imprensa escrita desde a tipografia, passando pelo linotipo, pelo past up e continuo atuando na nossa atual era digital.
Naqueles tempos, a maioria dos jornalistas não tinha diploma, mas havia uma escola pratica dentro das sedes dos jornais. Na pequena empresa/escola onde iniciei fazia se um pouco de tudo, era no tempo da tipografia ainda, fazia-se jornal a unha, compondo suas paginas literalmente letra por letra (onde hoje encontraremos uma faculdade que ensina isso?). Já entreguei jornais aos assinantes, vendi anuncio, paginei, diagramei, fotografei, redigi e editei. E continuo fazendo isso tudo hoje. Atualmente dirijo e edito, há 20 anos, um pequeno jornal de circulação mensal. Gosto de fazer o jornal e depois sentir o cheiro dele impresso, como nos velhos bons tempos (com o devido desconto do meu incurável excesso de saudosismo).
Já trabalhei em jornal pequeno e semanario, em jornal médio, grande e diarios. Não houve necessidade de fazer faculdade de jornalismo, mesmo porque naquele tempo nem as havia na minha região. Depois quando a primeira foi implantada, não poderia freqüenta-la por que nos horários dos cursos eu continuava trabalhando e aprendendo no partica o que iria lá aprender na teoria. Em 1986 obtive registro no Ministerio do Trabalho, passei a ser portanto jornalista habilitado, que é o que me parece viável na continuidade de uma regulamentação.
O Paulo Henrique Amorim traduz um sentimento que comungo, pois confesso que sempre me senti constrangido ante uma certa “arrogancia” da maioria dos diplomados. Por outro lado, também me conforta outros que apesar de diplomados também concordam com a decisão do STF. Confesso também que fiquei muito surpreso com a decisão quase unanime dos magistrados pela desobrigatoriedade do diploma. Eu acreditava (porém não queria) que o contrario é que fosse acontecer.
A polemica que se segue a essa decisão, (ao contrario do que pensam alguns diplomados obtusos), é extremamente saudavel para a vida intelectual, cultural, social e psico-emocional dos brasileiros, pois agora os jornalistas combativos que buscam por uma independencia submergerão e poderemos ter associações de jornalistas e mais orgãos de impresnsa independentes (como o meu modesto jornal) .
Concordo com os missivistas desse blog que criticam a padronização das redações e dos jornais de que isso se deve a “diplomação” dos jornalistas. Isto criou um comodismo: “eu sou diplomado, meu mercado de trabalho está garantido” assim pensam e assim se acomodam. Não há desenvolvimento do jornalismo nessa postura. O fazer jornalistico perdeu o glamoor e a paixão de antes. Lembremos daqueles tempos em que os melhores jornalistas do pais eram empreendedores, não ficavam a merce de “empregos condicionantes”, como fazem a maioria dos “moleques” formados. Lembremos daquelas grandes publicações alternativas nacionais: Revistas Realidade, Bondinho. Planeta e outras de alcance apenas regional. Lembremos do leque que se abriu com o memoravel Pasquim.
Gente, aqueles jornalistas (e muitos eram também escritores) do passado e os mais experientes de hoje não tem diploma, mas a exemplo do que citou Paulo Henrique, o Mino Carta, o Boris Casoy e ele proprio são nossos melhores jornalistas E TODOS SEM DIPLOMA.
Gostaria de deixar registrada minha indignação contra a decisão dos ministros do STF, que votaram pelo fim da obrigatoriedade do diploma de jornalista para se exercer a profissão. Como representantes da mais alta corte do país, os ministros deveriam repensar alguns fatos.
Ora, jornalistas estudam várias matérias técnicas referentes à profissão, como técnicas de redação e técnicas jornalísticas, assim como eles estudaram anos a fio e profundamente as leis para serem magistrados de direito. A formação técnica garante a qualidade.
Algumas pessoas argumentam que existem cursos ruins de jornalismo. Se for este o caso, então deveria se reivindicar uma maior qualidade, mas isto seria uma tarefa constante do MEC.
Tambem falaram que a necessidade de diploma é uma afronta à liberdade de expressão. Outro equívoco, pois liberdade de profissão é diferente de liberdade de expressão.
O jornalista não é aquele especializado em x, y ou z (conquanto exista especialização); o jornalismo é para o polímata: tudo tem de saber. São anos de preparo nas cruzadas dos fatos históricos e nos labirintos da linguagem: apreensão cultural e perspicácia filológica. Maior desafio que deparar-se com a dinâmica afluente e não linear da informação que este (o jornalista) é não só obrigado a conhecer, mas reinterpretá-la e apresentá-la inteligivelmente ao leitor? Todo aquele que nega o status técnico do jornalismo abriu vagas ao amadorismo: depois que não lamentem quando se interpretar A por B, por má escrita, por leviandade cultural, etc. Não é questão de dizer-se que a ausência do diploma é proporcional à incapacidade (grande parte dos jornalistas do passado não tinham tal diploma), mas é questão de ressaltar que os tempos mudaram: o jornalista hoje é filólogo, filósofo, historiador, sociólogo e antropólogo. Quem é que tem calibre para isso? Deixemos que a técnica fale, e que nos tempos vindouros não tenhamos que nos lamentar por decisões reacionárias e contraculturais que este país têm realizado.
Além disto tudo, um jornalista pode e deve buscar especialização em uma área específica, como o jornalismo esportivo, o cultural, o econômico etc. Para cada um destes, existe uma literatura técnica que um leigo que queira se aventurar como jornalista não tem conhecimento e nem preparo para assimilar.
Espero que os jornais e todos os veículos de comunicação sejam responsáveis e continuem contratando jornalistas devidamente formados e não palpiteiros papagueadores de besteiras e sequazes da ignorância que se acham jornalistas. Obviamente existem alguns nomes na imprensa nacional que não possuem diploma e exercem bem esta profissão, mas são exceções. Exceção não pode fazer a regra.
O precedente para que um jornal contrate um palpiteiro para a vaga de jornalista é receoso.
Viva o conhecimento! Abaixo o diploma!
Lula não tem diploma; O Farol é doutor
Lula é auto-didata! Isso é um exemplo!
A classe média tem diploma de barzinho de faculdade
Passar 4 anos em uma faculdade não significa perder tempo, mas sim obter conhecimento.Lídar com meios de comunicação é uma grande responsabilidade,principalmente, tendo em vista o nível da educação em nosso País.Muitas pessoas não possuem nem o que comer, contudo, não deixam de ter uma televisão ou um rádio a pilha em casa,por isso, é necessária a formação acadêmica dos profissionais de comunicação, que,muitas vezes, são a única fonte de conhecimento de pessoas humildes. Não bastam apenas as leituras dos romances de Machado de Assis, para uma boa formação é necessário o conhecimento da ética,um estudo aprofundado das mídias e que o jornalista tenha noção de seu papel na sociedade,que não é pequeno.A exigência do diploma não assegura que bons profissionais sejam formados,porém, a não exigência dele significa concordar que o jornalismo seja usado de forma errônea por pessoas que nem sequer conhecem o poder de uma informação.A prática jornalística não impede que profissionais de outras áreas exprimam suas opiniões,pelo contrário,é uma prática constante de muitos veículos procurar especialistas para aprimorar suas matérias, sem contar, que durante o curso de Comunicação social(habilitação em jornalismo) são estudados diversos assuntos que fazem parte de nossa sociedade,como:economia,política,psicologia,antropologia e tantos outros.Por último, ressalto que não é o diploma de jornalismo que impede a liberdade de expressão, mas sim, uma série de questôes políticas e conômicas,que continuarão existindo independentemente da obrigatoriedade ou não do diploma.Enfim,objetivo apenas deixar registrada minha discordância da opinião desse renomado jornalista.
Li centenas de artigos, opiniões sobre a ação do STF, mas sinceramente não vi nenhum dizer que este se deu para corrigir um dilema: a situação dos provisionados, de alguns colegas que tiveram seus registros cassados por um grupo de jornalistas no inicio do governo Lula. Em parte discordei do STF – do corte do diploma. Acredito que a Fenaj não abraçou a causa dos colegas jornalistas sem diploma que já estão no mercado a mais de 10,15 ou vinte anos. Eu sou um exemplo disso – fui demitido de um jornais a mais de 10 anos… desde de então tenho lutado para sobreviver, gente….eu não sei fazer outra coisa a não ser escrever, fazer jornal. Acredito esta ação vai forçar a melhoria da qualidade dos jornalistas formados. Aliás neste pais… o bom jornalismo foi feito pelo pessoal que não tinham um diploma. Acredito que é hora de repensar o jornalismo….quem é bom precisa agora provar que é. Pois pode ser substituido por um bom sem diploma. Anteriormente as empresasnão tinham opção. Eu trabalha num jornal…. os coleguinhas enquanro não me demitiram não se cansaram…. e todos estavam empregados… e alguns deles ensinei na redação, com detalhe:estavavam cursando faculdade. Acredito que uma boa formação universitario é excelente… mas acredito que precisamos também respeitar os colegas que estão no mercado…quem sabe se aFenaj tivesse abraçado a causa destes colegas sem diploma a ação do STF poderia ser diferente???? Do tipo: os que estão atuando até 2009 podem obter o registro, a partir desta data fica as portas fechadas. Mas que Deus nos abençoe a todos…. para que possamos de cabeça fria pensar no bom jornalismo brasileiro.
Não concordo com a decisão do STF. É claro que o diploma não garante que o indivíduo aja de forma ética. Mas aí a falha já é de caráter deste indivíduo e com ou sem diploma ele agiria assim. O que deve ser levado em consideração é que uma graduação dará suportes teóricos e orientação sistematizada para que o estudante adquira conhecimentos que ele levará como bagagem para toda a vida. A prática sem orientação não dará esse suporte.
[...] Saiu a Lei Áurea do jornalismo. Chega de diploma – Não fui eu quem disse: foi o Paulo Henrique Amorim [...]
Ah, se os cozinheiros do STF decidissem incluir uma cicuta na comida do Gilmar Mendes. Queria ver se ele ia continuar dizendo que a profissão não causa risco iminente à sociedade.
Precisa-se de ministro que cozinhe e escreva. Não se exige-se diploma
A decisão do Supremo Tribunal Federal, na última quarta-feira, de extinguir a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalismo, embasado pelo provimento ao Recurso Extraordinário interposto pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão de São Paulo trouxe à tona a estreita relação do Presidente do Supremo Ministro Gilmar Mendes, com as empresas de comunicação brasileiras e denunciada pelo Ministro Joaquim Barbosa, em abril.
Contrariando o bom senso, a educação, o investimento público e as leis de mercado atual, o ministro com uma canetada passa a borracha na história do jornalismo brasileiro. Sem a exigência do diploma não tem sentido manter cursos de jornalismo no país. Assim, os maus governantes que não se preocupa com a boa formação pessoal para o exercício de uma profissão, a decisão caiu como uma luva para eles, mas como uma mão de ferro para sociedade.
Como jornalista, na conjuntura atual, sempre achei mínima a minha formação apenas com a graduação. Fiz especialização, mestrado e hoje próximo de concluir o doutorado vejo a necessidade constante de aperfeiçoamento para lidar com a comunicação social. O jornalismo deve ser pautado por um binômio: liberdade e responsabilidade. A primeira como livre manifestação do pensamento não significa dizer tudo que se pensa, mas pensar tudo antes de dizer. E para isso, é necessária uma formação não apenas universitária, mas humana também, que uma boa faculdade pode e muito dá sua parcela de contribuição. A responsabilidade dos meios de comunicação não é simplesmente individual, ela é social. Um erro médico contra um paciente, por exemplo, acomete um grupo de pessoas daquela família, seus parentes e amigos próximos. Um erro de um jornalista, inclusive de televisão em rede nacional, atingir toda a sociedade, milhões de pessoas.
Com tanta responsabilidade ética e legal não precisando o jornalista diploma vamos também aceitar que médicos e dentistas práticos possam atuar e se estabelecer pelas cidades. Perguntaria ao ministro se ele se deixaria ser pelo menos consultado por um “médico” sem curso superior, ou quem sabe passar por uma cirurgia com tal “profissional”. É óbvio que a resposta é não. Não é apenas pelo risco à saúde, mas a questão é mais complexa. É política, por uma reserva de mercado garantida pela força das entidades representativas da classe médica.
Pois bem, por que não podemos exercer a profissional de advogado sem diploma? Será que entender as leis, estudá-las e entender seus procedimentos teria algum mistério? Não creio que tenha. Mas por que não podemos? A atuação da OAB é vigorosa e não permitiria, garanto-lhe que argumento jurídico não faltaria para eles justificarem essa impossibilidade.
Outro problema quanto à comunicação no Brasil, desde o início do jornalismo por aqui, foi a presença de pessoas das mais diversas áreas dando suas opiniões nos meios. Inclusive advogados, médicos e juizes. Como disse um ex-professor da faculdade de jornalismo “um jornalista não pode ser qualquer pessoa, mas qualquer pessoa quer ser jornalista”, ao se referir ao exercício da profissão. Quando o inciso IV do artigo 5° da Constituição Federal acerta textualmente “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato”. Não estaria se referindo especificamente aos meios de comunicação. Mas a liberdade dos cidadãos de dizerem o que eles pensam. Basta lembrar que vivíamos anteriormente à promulgação da Constituição de 1988, um regime ditatorial com cessão de várias liberdades, inclusive a de pensamento. Com isso não estava a lei garantindo a plena liberdade de qualquer pessoa de ocupar o lugar do jornalista nos meios de comunicação. Vale lembra que na mesma Carta e mesmo artigo, o Inciso XIII assegura “é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações que a lei estabelecer”. É por esse inciso que as demais profissões também se balizam para garantir sua reserva de mercado e o direito a melhor qualificação de seus atores. Leia-se curso superior e pós-graduação, em alguns casos.
Várias leis regulam as profissões de jornalista (Decreto-Lei 972/69) e de radialista (Lei 6615/78 e Decreto 84.134/79), por exemplo. Não custa acender a memória e dizer que as legislações são da época da ditadura. Pelo exposto, do ponto de vista da legalização profissional, sou obrigado a reconhecer que os generais foram menos sagazes com essas profissões (claro, não com alguns profissionais).
Com esse advento nos força a fazer divagações. Se o diploma de curso superior não é necessário, então qual o papel dos cursos de comunicação? Qual o motivo de investimento público em formar tais profissionais? Para quê existir cursos da área em faculdades privadas? Por que se exige nas universidades públicas o curso de doutorado para professor da área? Sem salientar o provimento de dinheiro do contribuinte para formar docentes para o exercício nos cursos universitários? Tudo isso talvez não faça mais sentido com a atual conjuntura.
Essa decisão parecer aflorar realmente o que Joaquim Barbosa já havia alertado que Gilmar Mendes ministra para a mídia. Agora fica mais claro que ele se aproxima de um “ministro midiático”, a serviço das empresas de comunicação. Com a queda do diploma consequentemente pode acontecer a disparada dos lucros dos donos dos veículos que de certa forma, pode dispor o salário que melhor lhes convier aos seus empregados. Sem necessidade de negociar com sindicatos representativos de classe.
O Ministro Joaquim Barbosa no fatídico episódio do último 22 de abril (descobrimento do Brasil) proferiu a assertiva: Vossa Excelência não está na rua, Vossa Excelência está na mídia, destruindo a credibilidade da Justiça brasileira. Vossa Excelência não está falando com seus capangas do Mato Grosso. Vale ressaltar que para defender os direitos dos donos dos jagunços não é preciso o próprio dono tomar a frente do processo, ele elege alguém para representá-lo nas instâncias “democráticas”, o judiciário, legislativos e executivos. É assim no Brasil desde o outro 22 de abril.
Por outro lado, isso também é reflexo da desarticulação da classe jornalística brasileira. Alguns profissionais da comunicação vivem num vicário de deuses e pouco se interessam em lutar pelos seus direitos. Quando aconteceu uma greve de jornalistas e profissionais da comunicação, no Brasil? Quando os próprios jornalistas cobriram uma passeata deles reivindicando melhores salários e condições de trabalho? A classe trabalhadora que socialmente parece ser a mais esclarecida, na verdade, é a que mais se mostra inerte. Diferente da classe médica e da advocacia, sem menosprezar a importância de todas as profissões, na busca de seus interesses eles se unem, articulam-se e conseguem. Imaginem o dia em que todos os jornalistas e profissionais da comunicação, no mundo globalizado da informação, decidissem entrar em greve geral. O planeta parava. Mas eles, não tiveram tempo ainda de pensar nisso.
Talvez seja pela inércia de vontade que fatos desprezíveis como a decisão do Supremo se torna tão fácil de se concretizar. Não podemos também, deixar de observar o poder dos proprietários dos meios, mas se curvar diante de tudo que as empresas querem, não é mais dependência do emprego, da sobrevivência. É falta de coragem, pura covardia, é uma questão moral, de respeito por si mesmo e por sua profissão.
Assim como os cozinheiros, ou empregados domésticos, os jornalistas agora não terão direito trabalhista algum? Bem, por falar em doméstica, pelo menos espero que mais alguém aí saiba fritar ovos, melhor que o ministro.
Sebastião Faustino Pereira filho é Jornalista, Especialista em Jornalismo Cultural, Mestre em Ciências Sociais e doutorando em Educação pela UFRN e sempre estudou em instituição pública de ensino. Na Pós-Graduação foi contemplado com bolsa de pesquisa por processo de seleção curricular. Já o Ministro entrou no cargo por indicação de Fernando Henrique Cardoso, sem concurso público para a vaga.
Viva! Até que enfim!
Sou absolutamente a favor do diploma para exercer diversas funções na area de jornalismo.
O que podemos esperar é que a TV justiça seja infestada de advogados, apaniguados, fazendo materias sobre suas porprias causas.
As TVs publicas agora ficam mais expostas ao avanço dos polticos de plantão querendo botar suas mães, sogras, filhos, parentes e vizinhos para aparecer fazendo reportagens por esse pais afora. Todos “jornalistas”…
Vcs verão.
E o Proprio PHA, quando se deparar com aquele assesor de imprensa apaniguado do governador, não vai podr reclamar que Serra s declare economista mesmo sem diploma… Afinal, experiencia ele pode dizer qu tem, não é?
Sou jornalista diplomado mas, confesso, após concluir o curso pensei se realmente seria necessário todo aquele tempo para fazer o que faço hoje e já fazia antes mesmo da vida acadêmica.
Conclui que, para ser um bom jornalista você precisa apenas ter boa leitura, escrita, ética, isenção, senso crítico, visão lateral e colateral dos fatos e do mundo, além de uma boa mente arejada. Ingredientes que geralmente se traz do berço e outros se adquirem no banco da escola fundamental e média. O resto é técnica que, na minha opinião, se adquire com uma especialização.
Precisamos de economistas especializados em jornalismo, de profissionais do Direito, especialistas em jornalismo, de Administradores de Empresas especialistas em jornalismo, etc. Assim o nosso jornalismo seria bem mais profissional e aprofundado, e, aí sim, menos manipulado por donos de veículos de comunicação e outros similares (como alguns assessores de imprensa), que simplesmente ignoram a capacitação de alguns jornalistas e os jogam, de tempos em tempos, de uma editoria para outra quando nem todos estão aptos a trabalhar com tudo.
Imaginem um profissional do Direito com especialização jornalismo. Possivelmente um bom jornalistas investigativo e mais apto às editorias de Polícia. Alguém da área de Cultura com especialização em jornalismo possivelmente teria uma visão mais ampla e crítica para as editorias de Cultura que hoje tanto sofrem com os enlatados do viés comercial de alguns veículos de comunicação. Luís Nassif outro dia disse em uma palestra. “Precisamos de jornalistas da área de economia”. E é verdade. Existem alguns por aí que se aventuram a fazer jornalismo econômico sem sequer saberem o significado do termo “banda cambial”. Precisa-se de um bom economistas especializado em jornalismo. E por aí vai…
Enfim, fica aqui para reflexão de nós todos jornalistas ou não. Precisamos de bons comunicadores em diversas áreas. Precisamos de profissionais qualificados capazes de serem bons comunicadores e não apenas “jornalistas” ou “assessores de imprensa”. Precisamos de assessores de comunicação e de comunicadores.
Vitória!!! Ano passado eu perdi um emprego que eu amava e pelo qual “suava a camisa” por causa da exigência do diploma.Para os xiitas do sindicato não bastava ser profissional com diploma em comunicação social, tinha que ter a DTR. Há males que vem para o bem, mesmo!!!
E viva o Machado de Assis.
gilmar mendes tem diploma.
pior pro diploma.
ora bolas… qualquer um compra um diploma… é só pagar as mensalidades.
ô hipocrisia.
Só há um jeito agora, é a classe se concentrar e buscar uma nova Lei que regulamente a profissão. Celso de Mello em seu voto contrario ao de Gilmar Mendes e seus capangas na STF, destacou que existe no Congresso projeto de lei que busca a regulamentação de profissões como de modelos de passarela, marcineiros, entre outras…ou seja, os jornalismo que antes era regulamentado agora passou a ser uma profissão de “bico”. Os jronais agora serão dirigidos como o “chefe” do Homem-Aranha…mais ou menos assim: “…quanto custa?…xx. Ta caro! Demitido. Ou quanto custa? …x. Tá contratado! Além da concorrência dos “especialistas”, os serviços de jornalista será comprado em leilões. E tem gente que diz que saiu a lei aurea, pra mim foi é decretada a escravidão.
Uma lei nova revoga uma lei velha, não o STF. Ninguem se dá conta do precedente que Gilmar está criando, aumentando mais o seu poder.
PHA, me perdoe, mas é o caminho para a “Blogalização” das redações de jornais. Você reclama do PiG agora, é porque não viu como vai ficar daqui a quatro anos.
Abaixo ao diploma! Meu sonho é ser médico…mas não tenho dinheiro pra pagar uma Universidade…vestibular nem pensar…ainda por cima não entro em nenhum tipo de cota, porém sou dedicado e empenhado, leio todas as bulas de remédios e já trabalhei em farmácia…agora me encorajei…vou montar um escritório e começar a clinicar…afinal moro num pais muito evoluido, nem presidente necessita de estudo…basta falar um monte de abobrinha!…pessoal vão pra aula só pra pegar o bolsa familia…a hora que terminar larguem mão…estudo é pra idiota!!!
Interessante o ponto de vista de alguns jornalistas, parece que não caiu a ficha, mas a decisão do STF beneficiou a grande elite – os proprietários de meios de comunicação – estou errado? Entendo que a formação universitária é fundamental…
Discordo do fim do diploma. Preparo técnico é necessário e não é por causa dos jornalistas formados numa faculdade de jornalismo que eciste o PIG. O pig sempre vai existir, independente de diploma ou não. Regulamentação de todas as profissões é necessário.
PHA,
interessante como nesse tema a sua opinião está perfeitamente alinhada com a vontade do PIG. Afinal de contas, os maiores interessados na derrubada da obrigatoriedade do diploma são o Estadão, Folha, Ed. Abril, Rede Globo e afins.
E interessante também notar que agora que os pobres estão frequentando mais as salas das faculdades e universidades brasileiras (entre elas as de jornalismos) uma parcerla da sociedade brasileira decide que nao e preciso mais diploma para ser jornalista, precisa é de algo mais (línguas, vivência internacional, cursos de extensão, etc.). E esse algo mais, com certeza, é algo que a parcela mais pobre da população também não terá condições de atingir.
Caro Paulo
É lastimável esse pensamento, sobre o fim da exigência do diploma. Creio que você faz parte da turma do Ricardo Noblat, que infelizmente comprovei na minha primeira palestra na Faculdade este pensamento vil e egoísta. Então agora me responda para que devo comprar livros do referido autor, se no curso de jornalismo eram necessários nas disciplinas iniciais, não preciso mais ler seu blog e muito menos o dele. Creio que você assinaram sua carta de demissão da profissão e hoje são nada mais que bonecos da mídia. Palestra com pessoas como você não serão mais necessárias. Creio que vocês, já deveriam estar totalmente aposentados.
Prezados PHA e amigos navegantes (estudantes de jornalismo revoltados com a decisão do supremo).
Não há motivos para tanta sanha. Fiz questão de ler todos os comentários e a grande maioria abominou a decisão do STF e a posição convicta de Paulo Henrique Amorim.
Pois, bem, um comentário chamou minha atenção pois foi o único, a meu modesto ver, que percebeu a real natureza da decisão.
# Claudia Nascimento em 18/junho/2009 as 18:49
Tem gente confusa que mistura ‘fim da obrigatoriedade de diploma’ com ‘fim da profissão’. Artesão, pedreiro, prostituta são profissões, e não exigem diploma!
Por outro lado, é inadmissível que algo que exista em lei, mas não existe de fato na realidade da sociedade, que de igual modo deixe de existir de direito.
Como diz o Mino – o maior jornalista que a imprensa nativa, quiçá do mundo, já viu – já dizia há muito tempo atrás que até o reino mineral sabe que para exercer a função (note bem, função) de jornalista, o que menos importa é o diploma. O que ele (jornalista) deve ter, isto sim, é a fidelidade canina à verdade factual, exercício desabrido do espírito crítico e um fiscalizador do poder onde quer que ele aja.
Se os amigos, principalmente, aqueles que estudam jornalismo se em seus cursos lessem menos jornais e mais livros descobririam por exemplo que os maiores escritores não fizeram cursos de letras e literaturas. Os maiores jornalistas, que ainda hoje, chefiam redações não se formaram em “comunicação social”.
Jornalismo não é uma ciência exata ou biomédicas, é uma ciência humana que muda como todas as outras conforme demanda a realidade. Áqueles que tentam compará-la com outros cursos como psicologia, sociologia ou filosofia digo-lhes que é incompatível e inverossímil qualquer tentativa de equiparar como por exemplo o Direito com a Economia, ambas pertencem à área das Ciências Humanas mas não se confundem.
A profissão jornalista, em verdade, há muito tempo não existe mais. Graças a Deus, que venha o novo. E o novo causa alvoroço e perplexidade o que é compreensível. O que é incompreensível é essa falta de compreender a realidade como ela é e não como cada um gostaria que fosse.
Para finalizar como bem disse a amiga navegante:Artesão, pedreiro, prostituta são profissões e não exigem diploma. Nem por isso acabaram os cursos de Artes, Engenharia Civil e Publicidade, analogamente.
PHA e o site Conversa Afiada, portanto, parecem-me 100% certos, em que pese até o supremo do Supremo ter feito o certo por linhas tortas. Mas, afinal ele é Supremo. Quem somos nós para questioná-lo.
Obrigado, boa noite e boa sorrrrte!
O Mino Carta tem mais de 70 anos, começou no jornalismo antes de existir as faculdades da área.
PHA, vai conhecer os jornalistas não diplomados com menos de 30 anos. Olha e descobre o tipo de gente que entra nas redações sem estudo, mas por outros motivos obscuros.
Se o Brasil fosse a Noruega, poderia ser contra o diploma obrigatório, mas no Brasil era o famoso: ruim com ele, pior sem.
Lamentavel. Fiquei atonita ao entrar em seu blog e conferir uma opinião difícil de acreditar vinda da sua pessoa. Um modelo profissional que me frusta ao ler cada linha, cada esclamação. Comparar a obrigatoriedade do diploma a escravidão é de extrema ignorância. Um jornalismo que costumava ser a alternativa para fugir do monópolio de informação dos grandes, hoje concorda com eles. O jornalismo perde. Os jornalistas aplaudem.
Prezado Sr. Rego,
Antes que o senhor se deleite com a elisão de uma palavra em meu comentário. queira reconsiderar (é que estou sem jornalista revisor no plantão):
Considerando a piada de gosto duvidoso que fez com meu nome (o senhor nem imagina quantas vezes OUVI essa mesma troça na vida: a última vez foi de um moleque que sentava ao meu lado nos bancos do ensino primário), entendo porque o senhor não percebeu que a grafia “LOBE”, com todas as letras maiúsculas, era uma ironia.
Grato pela compreensão.
Prezado Sr. Rego,
Considerando a piada de gosto duvidoso que fez com meu nome (o senhor nem imagina quantas vezes essa mesma troça na vida: a última vez foi de um moleque que sentava ao meu lado nos bancos do ensino primário), entendo porque o senhor não percebeu que a grafia “LOBE”, com todas as letras maiúsculas, era uma ironia.
O senhor me atacou ao atacar meu nome e desqualificou meu texto, por causa da palavra “LOBE”, sem discutir o mérito de seu conteúdo. O senhor me desqualificou como redator, sem conhecer texto algum de minha lavra e sem conhecer meu currículo.
É desse tipo de arrogância e prepotência que o jornalismo não precisa. Não vou cair na tentação de lhe perguntar se aprendeu isso no curso de jornalismo porque tenho bons amigos jornalistas que cursaram faculdade de jornalismo e outros que não cursaram também. Não execro o curso superior de jornalismo e sim o pressuposto de que alguém que tenha outro(s) curso(s) superior(es) e, por vezes, mestrado e doutorado, seja incapaz de exercer a função de jornalista.
Pra terminar, entendi que o “SIC” que o senhor empregou em seu comentário é aquele do Latim e não o “SIC” do Inglês, embora esse último até se ajustasse melhor ao caráter do seu comentário.
Olá, Paulo Henrique!
Em primeiro lugar na minha opinião a boa informação é aquela proveniente da livre expressão de pensamento e compreensão. Em segundo, e não menos importantes, os maiores pensadores, os maiores escritores, os maiores filósofos, os maiores pintores e os maiores cronistas eram autodidatas. Isso é história e ninguém pode mudar ou contestar.
O que vinha acontecendo no Brasil era a plastificação do pensamento jornalístico, o enregicimento da notícia e a nivelação do formato das redações.
Todas as âncoras de noticiários da televisão são cópias da Fátima Bernardes ou Ana Paula Padrão. No caso dos homens é bem pior, todos imitam o Willian Bonner, apenas os antigos apresentadores, como você, o José Carlos Nascimento e o Bóris Casoy é que são originais. Esse fato se deve unicamente as faculdades de jornalismo, que produz profissionais nos moldes do Henry Ford, e em como toda linha de produção, pensar e criar conceitos próprios é PROIBIDO.
Tem gente que vai discordar de mim, e entendo totalmente, porém sou prova viva que o jornalismo é como investigadores, agentes, policiais e grandes chefes de cozinha, tem que ter o DOM, o toque mágico, não vai ser faculdade alguma que te dará caráter, te ensinara respeito e nem embutirá responsabilidade, comprometimento e dignidade profissional. Voltando à mim, estou escrevendo a 3 anos e 4 meses, comecei como cronista, ganhei em apenas dois meses de publicação uma coluna semanária de página inteira que me rendeu um prêmio e congratulações da Assembléia do Estado do Paraná, em 02/06/2008, uma quarta-feira de casa cheia, e o melhor, por unanimidade dos parlamentares, devido a minha retidão e a excelente observância aos preceitos democráticos, além de ter prestado inúmeros serviços ao bem estar popular. E olha que eu bato de mão fechada em político. Minha coluna dava soco na cara e no estômago dos homens de poder.
Então, Paulo Henrique, concordo contigo em gênero, número e grau. As redações ficaram similares e iguais aos donos de jornais. Tenho amigos que começaram nos anos 50 e 60 a praticar o jornalismo, esses me respeitam, todos respeitam o meu trabalho, menos os meus dois chefes de redação que pegam o meu material colocam o nome de outro, ou erram o meu nome propositalmente e até, por muitas vezes escrevem: “DA REDAÇÃO”. Quando não editam e colocam erros ortográficos que não existiam com o único intuito de me sacanear, e dizem à todos, incluindo à mim, -”do que você sabe? Você não é jornalista. Cadê seu diploma? Que eu saiba você não fez faculdade. Ah, se não me engano você faz contas, estudou administração. Não foi, ou estou enganado?” Quase sempre choro, mas resisto…
É isso ai, cadê o profissionalismo e os bons preceitos do jornalista com diploma, quando toma pra si o material que outro investigou e editou com tanto esmero?
Onde está o tino pra notícia, quando todos publicam a mesma coisa, e quando você publica algo novo, te menosprezam, te invejam, maquiam o seu material e ainda te chamam de incompetente? Ai você liga pro dono da coisa e chora, pede demissão e ele não aceita e comenta sua decepção, conta da visão lúdica que tinha até então sobre o profissional e ele te declara: “é assim mesmo querida, não se iluda, eles não respeitam muito não as pessoas”.
Pra ser jornalista ao meu ver é preciso ter critérios, é preciso ser respeitoso, é preciso ser ético, é preciso ser impetuoso, é necessário ser prudente e corajoso ao mesmo tempo. Pra ser um bom profissional tem que saber farejar a notícia, localizar o fato e prestar sempre a atenção nos detalhes e ter uma boa visão do contexto. Pra ser um bom profissional é preciso antes de tudo ser decente e ter caráter, além de respeito ao cidadão e exercer plenamente sua cidadania. E nada disso, absolutamente nada, se aprende na faculdade, é índole e vem do dom que emana de você.
Discordo PHA.
Diploma não é tudo, concordo, mas as disciplinas universitárias como Filosofia, Antropologia, Sociologia, Psicologia e outras da área de Humanas agregam conhecimento que de outra forma não são obtidas. Enfim, diploma não é tudo, mas obter conhecimento é necessário.
Sou contra..
Acredito que o diploma ensina muita coisa que ele nao aprenderia num curso rápido. Um bem a mais ( as faculdades estao cobrando caro ! ) para quem gosta de jornalismo.
Ninguém nasce sabendo… um curso superior abre a cabeça do cidadão. Pena que ainda é privilegio de poucos…
Acredito que a funçao de jornalista, num organograma de uma empresa séria, deva ser desempenhada somente com a exigencia do diploma.
tem que ter responsabilidade ai para dar noticia de outros…
Agora, blogueiro todo mundo é !
segundo a PUCSP
Apresentação
A maior preocupação do curso de Jornalismo da PUC-SP é a formação de profissionais que possam atuar com o mesmo desembaraço na imprensa escrita, no rádio e na TV.
Objetivos
Voltado para a área de humanas, por sua própria origem, o Jornalismo vai buscar na Sociologia, Antropologia, Filosofia, Teologia, Política, no Direito e em outros setores do conhecimento humano apoio para o tipo de profissional que pretende formar. Tais disciplinas ajudam a compor o arcabouço teórico de que o estudante necessita para poder refletir sobre a realidade e agir eticamente no exercício de sua futura profissão.
Requisitos de acesso
O candidato deverá possuir nível médio completo e ser aprovado no Vestibular da PUC-SP.
Perfil profissional
Durante quatro anos, o aluno cursa disciplinas teóricas e práticas que o preparam para trabalhar em jornais e revistas, seja com textos nas funções de repórter, redator, editor etc. ou com fotos.
O certificado de habilitação que a Universidade lhe fornece possibilita trabalho, sem qualquer restrição, numa revista semanal de grande circulação, por exemplo, ou numa rede de televisão.
Organização Curricular
Abre-se ao aluno, já no primeiro ano, um leque de possibilidades que se complementam nos demais períodos. O estudante se depara com Introdução à Filosofia, Língua Estrangeira (Francês, Inglês ou Espanhol), Comunicação Comparada, Comunicação e Expressão Verbal, Sistemas de Comunicação no Brasil, Culturas Contemporâneas e Introdução ao Pensamento Teológico, disciplinas teóricas essenciais para a formação do futuro profissional, que, de prática, nos dois primeiros semestres do curso, só tem a matéria Introdução ao Jornalismo, dada em laboratório informatizado.
A arte é ganhar grana com isso !
Tá cheio de maluco ai na net !!!
Eu nao sou jornalista heim !!
Gilmar Mendes ficou louco mesmo !!!
Fora Gilmar !
Olá, PHA, tudo bem?
Na minha opinião, o profissional precisa estar preparado para exercer o seu ofício da melhor maneira possível, e para isso não é preciso diploma.
Imaginem se fôssemos exigir diploma de prostitutas, ou açougueiros.
Ninguém mais comia carne no mundo!
Portanto, com diploma ou sem diploma, procure fazer o que você gosta de fazer da melhor maneira possível.
Abraços.
Lembro-me de minha infancia em Pernambuco, muitos anos atras. O homem chegava na feira, armava a cadeira, abria a maleta, tirava os instrumentos cirurgicos e passava a extrair dentes de quem desejava. Simples assim. Para que diploma de dentista PHA, se qualquer um poderia aprender a arrancar dentes…. E assim acontece com qualquer profissao. Se essa moda pega… Isto sim e uma vergonha. Lamentavel a decisao do Supremo. E olha, nao sou jornalista, nem tenho parente jornalista, mas estou indignado com a decisao.
Tem gente confusa que mistura ‘fim da obrigatoriedade de diploma’ com ‘fim da profissão’. Artesão, pedreiro, prostituta são profissões, e não exigem diploma!
Complementando: ética, bom-senso, respeito e honestidade não são prerrogativas dos jornalistas. Nem escrever corretamente, senão não veríamos um festival de erros, revisores, corretor ortográfico… no jornalismo brasileiro. E nada disso se aprende na escola! Educação não é bunda na cadeira, nem professor concursado desatualizado cuspindo conhecimento teórico mal assimilado!!
Ontem eu acompanhei as defesas dos trabalhos finais de três formandos em jornalismo: eles estavam eufóricos. Pois concluiam um ciclo de vida em uma data histórica. Eles defenderam e exultavam a desobrigatoriedade do diploma, com a certeza dos profissionais que querem ser, na profissão que escolheram seguir.
Parece um contra-senso, no dia em que coroavam um ciclo de formação de 4 ou 5 anos em uma universidade particular, estarem igualmente felizes pela decisão do STF. Mas isso, pelo menos para mim, prova a consciência desses que estarão a partir de agora, por direito, por justiça e por bom senso, lutando por um espaço profissional de forma ética e decente. Não temem nem se escondem atrás de um diploma (que, convenhamos, não garante nada nesse país!). Não precisarão de justifiativas para provarem ser o que já mostraram ser.
Parabéns aos mais novos diplomados em jornalismo da UNAMA-Belém/PA: Luciano Santa Brígida, Marcos Barbosa e Pedro Loureiro.
Que tal entrevistar esses caras?
Ao Pedro Jacintho Cavalheiro:
Pedro, sinto muito que você já sinta o Cavalheiro. Nem sei bem como é isso. De que forma você sente esse Cavalheiro? Quem é ele?
Bom, de qualquer forma, a sua comemoração pelo fim do diploma revela uma realidade preocupante.
Agora, veremos nas redações “jornalistas” sem diploma, que escreverão textos como o seu, que critica o ‘LOBE” (sic) dos jornalistas.
Mas temos que tomar cuidado com esse tipo de pensamento, Márcio.
No Brasil, infelizmente, reina cada vez mais a cultura anti-educação. Tipo “pra quê fazer faculdade?O mais importante é ganhar dinheiro”.
Isso é muito perigoso. A educação é o que nos faz humanos e não o dinheiro. O que nos difere dos outros animais é nossa capacidade de aprender e não de acumular riqueza (como os liberais querem nos fazer acreditar, que somos money sapiens).
Por meio da educação que nos tornamos pessoas melhores. E quando digo educação não me refiro a um curso de 4 anos profissionalizante de uma faculdade. Refiro-me ao acúmulo de leitura e conhecimento que adquirimos ao longo da vida. A escola e a universidade possuem, nesse sentido, um papel fundamental.
Esse papo de que o importante é a “prática” é papo furado!O conhecimento é empírico e teórico ao mesmo tempo.
Investimento em pesquisa e educação é condição sine qua non para o progresso e desenvolvimento de um país.
É muito melhor que os jovens entre 18 a 22 anos estudem sem emprego, do que tenham emprego sem estudos. Pois neste caso, a curto prazo, pode contribuir para o consumo no pais, mas a longo prazo, somente o investimento em educação pode mudar a qualidade de vida da população.
Se o Mino Carta não tinha diploma e era jornalista então pra que diploma de dentista se Tiradentes também foi o dentista mais importande do Brasil?
Não se justifica o pânico que tomou conta de parte da rapaziada com a quebra dessa espécie de “reserva de mercado”. Quando cursei Comunicação Social, lá longe, no início dos anos 70, a profissão nem mesmo era regulamentada. Nem por isso deixei de bancar a faculdade de Jornalismo, conseguir ótimos empregos e exercer todos os cargos possíveis até encher o saco e partir para o meu próprio empreendimento. Como em qualquer atividade o que sempre prevalece são as qualificações do profissional para exercer o ofício e consolidar uma carreira de sucesso. Quem tem competência se estabelece, simples assim.
Comemoro com PHA o fim da exigência de diploma de curso superior de jornalista para o jornalista! Comemoro a morte de mais um ato do governo de exceção, da finada ditadura – que o diabo a tenha! Comemoro o fim da pasteurização! Comemoro a saudável diversidade que invadirá as redações!
O LOBE dos donos de faculdade não precisa ficar angustiado: ao menos curso superior ainda será exigido de alguém que queira ser jornalista. Afinal nem todo mundo é Paulo Francis! De mais a mais, imaginem quantos cursos de especialização em jornalismo poderão existir pra quem tem nível superior! Os negócios continuarão bem!
Aos Sindicatos de Jornalistas, que em uníssono com a FENAJ defendiam o negócio dos donos de faculdade com cursos de jornalismo, resta oferecer cursinhos de formação técnica e incrementar também seus negócios!
Aproveito para render preito à memória de Freitas Nobre…
José de Freitas Nobre: três vezes Presidente do Sindicato dos Jornalistas no Estado de São Paulo. Duas vezes Presidente da Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ. Brasileiro Indispensável, enfrentou o regime ditatorial dentro do governo. Mas, era formado só em Direito. Apesar da grave deficiência de não ser formado em jornalismo, escreveu 22 livros, entre os quais: “Lei de Informação” (1968), “Le Droit de Repouse” (1970), “Imprensa e Liberdade” e “Os Princípios Constitucionais e a Nova Legislação” (1987).
Do supremo, nada é anormal.
Mas vido do PHA é muito estranho…
Nivelou por baixo.
Ser JORNALISTA é informar com COERÊNCIA e RESPONSABILIDADE. Meu Deus, agora qualquer pessoa que se encontre nas condições de dizer o que pensa vai querer ser Jornalista. Esse é o nosso Brasil.
Carlos Alfredo,
em nenhum momento eu afirmei que diploma é garantia de qualidade de informação ou repeito às questões éticas do jornalismo. O que eu acredito é que a falta de curso superior específico vai piorar ainda mais a situação.
Eu não sou de Florianópolis, sou de Tubarão, no Sul do estado. No interior, a realidade para os jornalistas é cruel. Sofremos muita pressão por parte dos donos das empresas de comunicação. E agora eles podem contratar quem quiser, inclusive alguém que tenha acabado de sair do Ensino Médio, para trabalhar como jornalista e fazer o que eles mandarem. E se não fizer, demite e contrata outra.
O diploma não garante a formação de um bom profissional. A não obrigatoriedade garante menos ainda.
Paulo :
O seu equívoco neste assunto é evidente…Além de vocês (equivocados, repito), quem mais comemorou o fim da exigencia do diploma foi o PIG (Grupo Folha, Estadão, Abril, Organizações Globo, Veja/Mainardi e outros espécimes que tanto mal fazem…. Comparar a beleza da carreira do MIno é , no mínimo, tergiversar. No tempo em que ele se iniciou na profissão não havia sequer faculdades. Claro que alguns JORNALISTAS como ele e Claudio Abramo, que não fizeram nenhum curso, nunca deixaram de ser respeitados e admirados pelos diplomados e, em muitos casos, idolatradaos nas academias pelos milhares de professores e estudantes, Brasil afora. Agora é que o PIG vai incrementar o antijornalismo, porque qualquer pessoa (mesmo sem curso superior, ainda que de outra área) será paga unicamente para escrever o que a Voz do Dono ditar. E o cara nem sequer vai poder argumentar que isso contraria a Ética profissional. Que ética, se acabaram de implodir a profissão ?. E isso tem o aplauso de PHA, pessimamente acompanhado pelo PIG…
quanta bobagem, nada vai mudar. Afinal pra exercer a profissão por exemplo, de administrador, há a necessidade de graduação? quantos pessoas estão por ai administrando empresas de sucesso sem diploma algum, muitas vezes são até patrões de outors com diploma. Jornalismo é alma, tai como bem colocou PHA, o Mino Carta. Essa história de diploma é só pra cirar mais um cartório, mais uma reserva de mercado. Ninguém aboliu a becessidade de formação ewm jornalismo. Quem quiser fazer sua faculdade que faça, pois com cereza terão mais chances no mercado de trabalho que aqueles que não terão um canudo. Agora vir com esse papo de também dispensar o diploma para médico, só pode ser opinião de jornalista que só é jornalista no diploma.
Já fazem alguns anos, mais de 20 eu acho, que assisti num filme comédia, pastelão norte americano um diálogo entre dois jovens estudantes sobre a necessidade de estar na faculdade ou não. Dizia um deles assim: – a universidade é um local aonde vamos dar um tempo… depois no mundo real, teremos que ser mais espertos que os outros para ganhar dinheiro, como os gerentes de banco, os vendedores de automóveis, os operadores da bolsa, os gigôlos, as cafetinas……
Tem muito jornalista que de fato é metido a sabichão. É algo insuportável. Eles acham que sabem tudo sobre história, economia (veja o caso miriam leitão)política,artes,medicina, etc. O fato é que eles só sabem as notícias que lêem diariamente, justamente, para se manterem informados. Desta forma, e num ciclo vicioso, este profissional acaba lendo e produzindo, produzindo e lendo, nada mais do que informações alienantes que contribui cada vez mais para este ciclo midiático nojento.
O pior é que, como o jornalista lê muito o tempo todo, ele “acha” que sabe de tudo. Mas na sua cegueira, não percebe, que é tão massa de manobra como qualquer pessoa que lê jornal. O jornalista é, muitas vezes, o lacaio dos poderosos que realmente controlam o poder midiático.
Eu tive o desprazer de fazer uma pós em economia com uma jornalista. Ela nunca estudara economia na vida, mas se achava a “expert” em tudo. Só falava bobagens, mas acreditava que era muito informada e inteligente. Era uma fiel seguidora do Banco Mundial e seu sonho era trabalhar no Bird.
É triste a realidade do curso de jornalismo no Brasil. Conheço vários estudantes de uma universidade pública aqui de SP: coitados, mal sabem em que mundo vivem.
E os jornalistas da Folha de SP?Baixíssimo nível. Só estão lá por indicação ou apadrinhamento. É algo nojento. Só escrevem besteiras, babaquices, enfim, nada de útil ao Brasil, apenas como algo alienador para classe média.
O Brasil carece de bons jornalistas. Ter Arnaldo Azevedo como jornalista de uma das revistas mais lidas de SP, indica bem o nível crítico em que chegamos.
Pelo que posso analizar o PIG(globo,veja,istoé, época, estadão, folha, e mais uma porção de jornalecos e emissoras de rádio e tv), criou uma indignação geral na população brasileira, a ponto de ser festejada a não exigência da formação jornalística.Temos muito bons jornalistas formados que são competentes sérios e honestos, mas, sem medo de errar, afurmo que a maioria é marrom, vende suas idéias e conhecimentos a quem pagar mais.
Eu nunca fui contra a existência de escolas de jornalismo, principalmente de boas escolas! Minha pinimba sempre foi com a obrigatoriedade do diploma, pois nunca vi razão para impedir que economistas, médicos, engenheiros, sociólogos, psicólogos, físicos, padres, freiras etc etc coloquem suas experiências a serviço da boa informação. Gosto de lembrar dois exemplos: no expediente da revista britânica Nature, criada por Isaac Newton e até hoje o mais importante órgão de divulgação científica do mundo, não se vê nenhum jornalista que não tenha sido graduado, mestrado e doutorado em suas profissões. Na França, ninguém entra numa escola de jornalismo sem ter feito graduação em alguma coisa. Afinal, jornalista é especialista em quê? Em ética e honestidade? Tem de fazer curso para aprender essas coisas? Eu tive um chefe que também ficava irritado com a obrigatoriedade e gritava na Redação: “Eu não contrato jornalista pelo currículo! Eu contrato pelo caráter!” Hoje ele deve estar feliz!
Peço que repense sua euforia por não ser necessário diploma no jornalismo.
Então por que o dono das Casas Bahia não tem MBA em Administração, devemos dispensar a cetegoria de ter certificação ?
Então por que Ayrton Senna dirigia bem automóvel, ele não precisa tirar carteira ?
Então pelos êxitos dos coronéis da grande mídia não precisamos mais de educação nesta área ?
Será que todos aprendem com “só″ com a vida saem bons ? Tem muito bandido e traficante que também aprendem bastante com a vida.
Uma faculdade pode não atender totalmente os anseios da categoria jornalísitca, (aliás, não atende os de nenhuma área), mas com toda a certeza é uma oportunidade de crescimento, de abertura de visão e de se aprender um pouco de ética e humildade, pois o jornalista não é mais do que o advogado ou o engenheiro em termos de importância e de responsabilidade.
Lamento profundamente a piora do já fraco jornalismo brasileiro, que precisa muito de orientação, de seriedade e de profissionalismo.
Caríssimo PHA,
Sou teu leitor diário e costumo concordar com pelo menos 75% das tuas opiniões. No entanto, embora eu defenda com muitos argumentos diferentes o fim do diploma de jornalismo, sou dialeticamente contrário à tua posição de que as faculdades formam apenas para o PIG, que elas elitizam as redações e por aí afora: o que elitiza as redações é o fato de pessoas conservadoras movidas por patrocinadores inescrupulosos contratarem apenas pessoas parecidas com elas para serem porta-vozes do status quo oligárquico. Além disso, eles falam, aparecem, escrevem e interagem jogando para a torcida, isto é, conservador é audiência e recicla a informação da e para a mídia golpista.
Ofereço mais uma série de links para o debate. Vários são meus e outros são de gente em quem confio cujo trabalho acompanho. Seria muito legal se o pessoal estendesse a discussão aqui e também desse uma passadinha pra comentar no meu blog:
http://mobilemultitude.blogspot.com/2009/06/como-o-twitter-pode-fazer-historia-no.html
http://www.interney.net/blogs/alexprimo/2008/10/08/a-defesa-do-diploma-de-jornalista-na-227-8230/
http://www6.ufrgs.br/limc/Afonso-Contracampo.pdf
http://odiluvio.blogspot.com/2009/06/putas-foder.html
http://heliopaz.com/2008/09/22/diploma-de-jornalista-nos-termos-atuais-sou-contra/
http://heliopaz.com/2008/11/02/jornalismo-exigencia-do-diploma-coitadismo/
http://heliopaz.com/2008/11/02/esquerda-nao-sabe-usar-a-internet-nem-fazer-midia-alternativa/
http://heliopaz.com/2008/11/13/midia-ideologia-tendencia-hipocrisia/
http://heliopaz.com/2009/06/16/jornalismo-sindicatos-faculdades-diploma/
http://heliopaz.com/2009/06/18/queda-da-lei-de-imprensa-e-do-diploma-de-jornalismo-tendem-a-melhorar-o-setor/
http://tinyurl.com/lyy3a6
http://www.trezentos.blog.br/?p=1839
Caso interesse a ti e a teus interagentes, desde já, muito obrigado pela oportunidade!
[]’s,
Hélio Sassen Paz, 36
Pesquisador em ciberativismo (blogs, twitter, net litteracy)
Publicitário (UFRGS, 1995)
Mestre em Ciências da Comunicação (UNISINOS, 2006)
http://heliopaz.com/
Twitter: @heliopaz
Porque a exigencia para algumas classes tipo, medico, advogado, engenheiro, odontologo?
Bom, sou a favor de acabar com todas os cursos existentes,
pois existem vários profissionais nao formados que trabalham melhor os
que tem nivel superior… vamos la
Que se acabe com os engenheiros, cursos de mecanica, Direito, Psicologia, Geografia, historia e educação fisica…..
FAculdadade para que???? é bobagem….
O fim da obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista interessa, principalmente, para os donos dos veículos de comunicação, os aliados de PHA neste caso. Por que PHA não parabenizou o seu “par” Mendes neste caso? Vamos dar a César o que é dele. Acha que essa decisão vai encher os veículos de gênios como Mino Carta é falácia. Os milhares de estudantes de jornalismo, neste momento, estão sem chão para pisar. A revoada para outros cursos será inevitável. Ninguém vai convencer à maioria que um bom curso de jornalismo é uma excelente oportunidade de bons profissionais no mercado. Creio ser impossível encher redações de “Minos” mas é possível preparar bons jornalistas em boas universidades. É chegado o momento de ressuscitar a proposta do Conselho, derrubado pela turma congressista que é proprietária de veículos de comunicação.
o problemão da maioria dos jornalistas é de que se sentem com autoridade para falar de tudo e de todos, sem conhecimento de causa: Sabichões. Numa universidade, em avaliação de final de semestre, há avaliações dos alunos sobre os cursos. O inusitado, no caso estudantes de jornalistas, é que avaliaram que as ciências humanas não deveriam constar nos currículos pois era perda de tempo. É claro que os professores são professores e mantiveram o currículo. Daí dá para ver que a maioria dos alunos passam pelas faculdades de jornalismos esperando apenas o canudo. Aprender sobre a alma humana, utilizando-se das ciências que visam esse fim, como psicologia, sociologia, filosofia, antropologia e afins, consideram um mal necessário.
A propósito, quanto as mídias, se deveria ter outro nome para os jornalismos que fazem, uma vez que o princípio de informar é deturpado. Empresa midiática ao invés de imprensa midiática?
Zé Pedágio vai redigir o JN ele é jornalista espontâneo da Globo.
Como nós somos jornalista do Conversa Afiada. Publicamos as nossas idéias.
É falta de respeito com a categoria. Pra ser juiz não precisa de diploma? Pra ser médico não precisa de diploma? Etc.
Sugestão de Manchete para o PHA:
Viva Gilmar Mendes! Nossa Nova “Princesa Isabel”
Valeu Sinhá!!!!
Meu querido, PHA.
Pela primeira vez discordarei de você.
Sou jornalista, graduada por uma universidade federal conceituada (há 2 anos), e como tal defendo a graduação em jornalismo.
É muito difícil inserir-se no mercado de trabalho quando você não tem quem o indique (a não ser que faça como estou fazendo: tornando-me concurseira, porque vc entra no emprego por competência).
Imagina só qualquer um ser jornalista?
Eu sei que a sua geração, a geração do Mino, e de outros grandes jornalistas não precisou da graduação para exercer tão bem a profissão.
Mas imagina só quantos analfabetos funcionais não poderão ajudar a compôr a porcaria que se tornou o jornalismo atual, em sua maioria? É tanta modelo, atriz, cantora, jogador… tornando-se jornalista. É só pegar o microfone que já faz uma reportagem.
Escrever bobagens muito jornalista graduado escreve. Mas nem todo advogado é bom, assim como nem todo médico.
Eu acredito que uma formação mais bem elaborada, não apenas atualizada com o mercado, mas principalmente voltada ao enriquecimento intelectual dos futuros jornalistas devia ser feita.
Assumo que a grade curricular da universidade onde estudei, apesar de ser federal, está muito defasada, desatualizada e repetitiva.
Deveria ser diminuida a graduação, e bem mais preparatória.
Aulas de filosofia não-decoreba, de literatura, de português (quantos não precisam, hein?), de sociologia, de política, economia, antropologia, lógica deveriam ser obrigatórias.
Mas nem todas o são (e quando há são daquelas em que o professor junta alunos pra fazer seminários onde só aprendemos o nosso assunto).
Do mesmo jeito que defendo com garras firmes o diploma bem elaborado para jornalistas, defendo uma formação adequada para os políticos poderem ser eleitos.
Muitos nem sabem os artigos da constituição!
Só sabem gritar e se amostrar à frente das câmeras. Não seria uma faculdade de Direito, mas algo mais amplo (com obrigatoriedade de prática de campo).
Afinal, se para concursos públicos muitas pessoas têm que passar por um curso de formação, imagina aqueles que ficarão responsáveis por representar uma população?
Voltando ao jornalismo: é imprescindível reconhecer que a escola não é suficiente para enriquecer um jornalista.
E nem apenas a prática de campo.
Pois saber mexer no Windows, no Word, no Excel… quase todo mundo sabe. Mas saber realizar trabalhos com as ferramentas não-básicas, formatar um site com qualidade, só quem estuda através de um curso de formação ( numa graduação ou num curso técnico).
Entende minha preocupação, PHA?
Pra quê ser básico se você pode ser avançado?
Afinal, a sua geração é beeeem diferente da minha e da que está vindo… infelizmente.
Prezado PHA, sempre acesso o Conversa afiada e geralmente suas opiniões convergem com as minhas…mas pela primeira vez eu discordo (e muito) de sua opinião….o diploma não está vinculado necessariamente ao bom jornalista, mas o diploma deve ser encarado como requisito mínimo pra ser jornalista….Meu Deus!
Jornalistas, bem vindos ao mundo dos publicitários. Na nossa profissão qualquer um pode ser o que quiser, o que mais tem na publicidade é jornalista que aprende durante o curso que “os publicitários pagam o salário dos jornalistas” e coisas do gênero. Outro dia um conhecido perdeu uma vaga em agência para um ex-professor de história. Na publicidade a ausência de diploma só ajuda a criar um excesso de mão-de-obra e nivelar os salários por baixo. A categoria só se une nas festas. É claro que a pessoa não precisa ser publicitária para ser criativa, mas se fizesse o curso ela aprenderia a pensar a comunicação e as várias áreas da publicidade, o que ajudaria em muito na melhoria do fluxo de trabalho e nos resultados. Se não é para ter diploma, é melhor não ter curso. Ou alguém vai fazer papel de bobo.
O fato é que nessas décadas de diploma obrigatório a qualidade do jornalismo veio caindo, caindo e caindo até o ponto em que se encontra hoje. Essa debacle tem sido fartamente comentada e debatida neste blog. A decadência em si mesma demonstra que não existe nenhuma relação entre diploma obrigatório e qualidade. E se não foi a causa da debacle também não foi fator capaz de evitá-la. Ufa! Uma bobagem a menos!
Sou um frequentador assíduo desta página; não tem dia que não acesse. Foi a partir do Conversa Afiada que descobri outras boas fontes desobedientes às regras do PIG. Mas, jornalista profissional que sou, não tenho como deixar de discordar de PHA e lamentar a euforia dele, e de alguns leitores que comentaram a notícia, com a derrubada da obrigatoriedade de diploma para o exercício do jornalismo. Não é pelo fato de termos ótimas pessoas fazendo jornalismo sem a formação acadêmica específica que podemos abrir mão disso. Eu não posso me meter em nenhuma outra profissão; agora qualquer um vai poder fazer o meu trabalho com o amparo da lei. E ainda fui comparado a um cozinheiro – sem demérito para a categoria. Fico imaginando se fosse o Lula que falasse isso.
Trabalham comigo quatro estagiários; encontrei quatro garotos com cara de frustração… E o que eu disse para eles. – Mudem de curso, vão fazer pedagogia. Professor precisa em todo o canto e até para ensinar criança a ler você precisa ter pelo menos um curso técnico de magistério. Além disso faz parte do processo de valorização dos professores o investimento em cursos de graduação.
Não temos capacidade nenhuma de mobilização e a grande mídia está satisfeitíssima com a mudança. Eles, que já colecionavam currículos de jornalistas recém formados, agora terão um batalhão de candidatos em busca de emprego.
Mal comparando o protecionismo em torno da profissão de médico, por exemplo, traz muito mais prejuízos para o país. Por que não podemos, a exemplo do que faz a Venezuela, trazer médicos de Cuba para suprir nossas deficiências? São profissionais capacitados, talvez mais que os nossos, que poderiam suprir as necessidades das cidades do interior, para onde nossos médicos não querem ir. São tão elitizados que pediatria é uma especialidade em extinção, porque não dá dinheiro. Mas vá mexer com esta turma!
Esperar o que do STF, onde a indicação de um “notável” substitui o notável saber jurídico? De PHA, esperava mais.
O PIG conseguiu mais uma vitória. Agora, as justificativas dadas são as mais esdrúxulas possíveis. Mas baseado nestas justificativas, defendo o fim do diploma de direito.
Por que para ser advogado precisa-se de faculdade? Para decorar leis? Eu decoro em casa, lendo os livros, a constituição ….
Para interpretar leis? Cada um interpreta a lei à sua maneira, o que gera o debate nos tribunais.
Para falar bem? Eu faço um curso de oratória.
Sendo assim, decorando bem, tendo uma boa interpretação e uma boa oratória eu passo na prova para juiz. Depois, com bons contatos políticos eu chego ao STF.
Em tempo. Vou na faculdade, onde fiz o curso, pedir meu dinheiro de volta.
José Carlos disse em seu comentário que o PIG levou uma bola na cara com o fim da obrigatoriedade do diploma. Ele só não se deu conta de que quem pediu o fim do diploma foi um sindicato de empresas de comunicação, portanto, os donos de veículos. O PIG só tem a ganhar com essa decisão. E acredito que a sociedade tem muito a perder. O exercício do jornalismo não se limita aos jornais, tvs e rádios comerciais. Essa decisão será desastrosa principalmente no poder público. Quanto à essa história de Mino Carta, Machado de Assis, Boris Casoy, Glória Maria e tantos outros jornalistas sem diploma (uns brilhantes e outros mediocres) é coisa de um passado que não tem mais sentido nos dias atuais.
Fabricio Lopes: plenamente de acordo, com o seu ponto de vista ! Que parte do principio, que “quem sabe (porque estudou…), domina o tema ! E tem responsabilidade, exigida pelo “canudo”, a “regulamentação”, o “conselho profissional”… ! Quem não sabe…, acaba mediocrizando cada vez mais, o seu meio…! E ainda: “pode” ser, de “jornalista, até vereador e mesmo presidente” ! É o caminho “para baixo” ! De PAIS, que estavamos…, para “republiqueta”, que seremos, se continuarmos… !
PHA,
A decisão do STF me deixou muito desconfiado, eis que o PIG em peso comemorou, como tudo que é bom para o PIG não presta para as pessoas decentes, somente o tempo nos dirá o porquê da felicidade do PIG com a decisão do STF, espero que não tenha caroço nesse angu.
Como nasce um “eXpecialista” desses do PIG: transformam um conjunto de perguntas e respostas (daqueles que enviam para a Petrobras) em um longo texto, publicam, e dizem que entendem do assunto. Pode ?!?!
Há controversias. Acho o diploma importante sim. Proponho então que os médicos, os juizes e outras categorias tb não precisam de formação acadêmica para exercerem a profissão. Fica decretado que a partir de hoje qualquer pessoa que queira exercer as profissões acima citadas possam fazê-lo livremente.
Prezado PH,
Não concordo com o fim do diploma para jornalista. A maioria dos outros profissionais acha que jornalismo não é profissão, é qualquer outra coisa, como bem expressou o honorável profissional presidente do Supremo.
A culpa pelo mau jornalismo em nosso país não é dos jornalistas como você bem sabe. Os meios de comunicação têm dono, onde jornalista não apita nada.
O que vai acontecer é que os donos dos meios de comunicação vão ter mais liberdade para colocarem quem quiserem nas redações.
Acho que sua posição e de muitos jornalistas da velha guarda é saudosista. Antes, mesmo uma pessoa que tinha o primário (da primeira à quarta série do primeiro grau) sabia escrever, conseguia se expressar. Hoje, a maioria das pessoas mal sabe escrever e se expressar. Conseguir entender de política e economia no Brasil então é tarefa para muito poucos. Antes, quem fazia Direito no Brasil fazia todo o resto, desempenhava qualquer fuñção. Era um semi-deus. Mas as coisas mudaram e as profissões evoluiram em suas especificidades e especializações. Isso também aconteceu com o Jornalismo.
Estamos perdendo com o fim do diploma, nós jornalistas e a sociedade. A direita brasileira gosta de jornalista calado e de pé junto. Agora vai ser um prato cheio para eles encherem as redações de marionetes e outros escrotos. E você e outros estão rindo à toa com essa situação calamitosa.
André (Florianópolis)
qualidade da informação.
Diploma é garantia de “qualidade da informação” e de respeito às “questões éticas no jornalismo”?
Exigência do diploma surgiu já em 1969 e o que vemos depois de 40 anos?
Desafio para os que cursaram ou pretendem cursar jornalismo: ´mergulhar em História, Geografia,…
FENAJ* e sindicatos não desaparecerão, mas serão forçadas a mudar.
* A propósito: qual a posição da FENAJ em relação ao blog da Petrobrás?
Outra coisa!
Alegas vossa senhoria que os estudantes de jornalismo de faculdades particulares são “quase ignorantes”. Concordo em parte! Realmente, uma das características dos estudantes de jornalismo é não ler jornais. A ignorância grassa. By the way… analisemos… se os estudantes que passam quatro anos em uma faculdade são “fracos”, imagine você os que nem se prestam à este mínimo esforço que envolve, no mínimo, tempo e recursos financeiros.
Imagine você, senhor Paulo Henrique Amorim, “toneladas” de fãs de Xuxa e Ivete Sangalo a escrever os semanários culturais. “Manadas” de colunistas esportivos a escrever “sandices” do estilo “Ronaldo e Adriano” no ataque da Seleção Canarinho.
E o nível salarial? Vai cair no rés do chão!
Uma coisa Paulo Henrique Amorim e os donos do PIG têm em comum: São contra o “diploma”.
Próximo passo: Fim do diploma para médicos cardiologistas. Se o cozinheiro sabe cortar uma carne, com um cursinho no SENAI saberá operar um coração!
E as regras ortográficas? Ah, isso é coisa da elite branca…
Muito bom! Mas é necessário agora que as organizações profissionais, sindicatos, etc., fiscalizem efetivamente o P.I.G. para que este não continue a exigir o diploma para contratar seus jornalistas (o que certamente fará).
Essa questão do diploma para jornalistas é controversa. Penso que jornalistas precisam de formação cultural, ética e algo de técnica. Política também. Mas Gilmar Mendes não votou pensando nisso. Votou com os donos de empresas de comunicação.
Gilmar Mendes demonstra grande inépcia ao comparar o exercicio do Jornalismo ao de Chefe de Cozinha. Embora uma comida mal feita possa estragar o apetite e o paladar do nobre Ministro, uma informação tendenciosa pode alterar os rumos de uma nação. Infelizmente o curso universitario não é antídoto contra isso. Caso contrario não veríamos os abusos cometidos pelo PIG todos os dias. Mas, da mesma forma, a Faculdade de Medicina também não é antídoto contra os abusos e negligências cometidos pelos médicos, e nem por isso, se propõe a sua extinção. Precisamos de Jornalistas Críticos, Éticos e comprometidos com a população e a universidade poderia prestar muito bem este papel.Pena que as universidades, em especial as privadas, já estão comprometidas com o “PIG”. Contudo, acho que o que vc chama a de “Lei Áurea” é na verdade um retrocesso, que fará os profissionais mais dependentes e mais vulneráveis aos interesses das empresas.
Estimados Paulo, Flávia e amigos navegantes,
Podemos então dizer que agora, como jamais antes visto na Chuiça:
Deu e o que não deu
http://tatodemacedo.blogspot.com/2009/06/deu-e-o-que-nao-deu.html
Devo concordar com o Fabrício Lopes. Assim como em qualquer profissão o jornalista precisa saber o que está fazendo. Ele não pode por exemplo publicar uma informação sem checar a veracidade da mesma, coisa que nós pessoas comuns nem sempre fazemos mas que um repórter precisa fazer (um engenheiro por exemplo sabe (ou aprende) que não pode fazer um prédio só com areia, precisa de cimento também).
E essas coisas da profissão de jornalista são ensinadas… em um curso de Jornalismo, quem vai passar isso se o diploma não for mais necessário?
Mas ao meu ver o principal problema vai ser como o Fabrício Lopes indicou, que agora qualquer um podendo ser jornalista o mercado deles vai ficar ainda pior do que já está. É como na minha área (informática), onde qualquer um se intitula “técnico de informática” mas só uma meia dúzia têm a competência técnica e a ética necessária para tal.
falando em liberdade de imprensa, a imprensa não noticiou que joão grandino rodas – o john wheels – fechou hoje a Faculdade do Largo São Francisco, de forma arbitrária, sem prévia comunicação ou discussão e cancelando as últimas provas dos alunos. tudo isso porque os grevistas da usp prometiam marchar pra lá. john wheels quer ser reitor e a tropa de choque de novo nas arcadas, como ele chamou em 2007 (algo que não ocorria desde a ditadura), faria mal à sua imagem. wheels é o mesmo que queria colocar catracas na São Francisco. e é alinhado com os tucanos. um pequeno projeto de tirano dentro dos muros da faculdade símbolo de luta por liberdade e igualdade. decepcionante a imprensa – ou seria PiG – não noticiar com alarde.
Ei, eu não tinha mandado um comentário aqui ontem? O que foi feito dele? Achei que o Conversa Afiada ia gostar.
Acho lamentável tb. Especialmente para os locais fora dos grande Centros. Sabemos como isso funciona no Brasil. Por outro lado, se você for nas grandes redações, PRINCIPALMENTE, nas empresas de assessoria de imprensa, vai encontrar ali MUIIIITAAA gente trabalhando como jornalista. Nas assessorias tem muito economista, publicitário, sociólogo, trabalhando como jornalista. CADÊ O SINDICATO DOS JORNALISTAS DE SÃO PAULO que não viu isso???? Ou seja, na prática não muda nada a decisão do STF porque a coisa fica na mesma. (Já coloquei esse comentário no blog do Azenha)
Num país que tivesse uma educação mais homogênia, essa decisão seria uma benção, pois a informação pode e deve ser difundida por qualquer um que dela conheça, pois foi a informação que permitiu a evolução humana, porém não é esta a realidade do Brasil. Aqui a informação é distorcida, editada e alterada, lembrem da eleilão Collor/Lula o que a Globo fez na edição do debate..Agora quem será reporter? Editorialista? Jornalista? Lembremos que para qualquer empresa jornalística o que importa é vender, jornais, revistas e espaço publicitário, portanto, precisa de leitores. Como se consegue leitores? Pondo alguem que a população goste para escrever, ancorar e assim vai…Nas capitais é um descalabro, imagina no interior! No RS o Sergio Zambiase se transformou no Dep. mais votado, graças ao rádio, sabe qual o jornalismo que ele praticava? O trágico policial, associado a comentários estéticos que logo seguia com a vinheta de uma empresa de cosméticos e horóscopo. O cara era ouvido por milhões. Agora é isto que vai virar, principalmente no interior, qualquer um popular populista alfabetizado ou não virará jornalista e certamente político. Onde ficará a qualidade da informação? A isenção? a valorização do verdadeiro profissional de imprensa? Não há duvidas que há excelentes jornalistas sem canudo, mais é a minoria, em muitos rincões deste Brasil a fora o jornalismo é feito por capangas, e foi isto que o Gilmar Mendes buscou preservar.
Maravilha!!
PHA,
O melhor jornalista do Brasil chama-se Luis Nassif. Simples assim!!
PAULO, SOU SEU FÃ. NO ENTANTO, ESTOU DECEPCIONADO COM SUA POSTURA DIANTE DESSA QUESTÃO. O FIM DO DIPLOMA VAI DESTRUIR A PROFISSÃO. ELE SÓ BENEFICIA OS PATRÕES. OS GRANDES JORNALISTAS, COMO VOCÊ, QUE REPRESENTAM MANOS DE 5% DO TOTAL DE PROFISSIONAIS É QUE VÃO SOFRER COM SALÁRIOS AINDA MAIS BAIXOS E HUMILHAÇÃO NAS REDAÇÕES COMANDADAS 100% POR POLÍTICOS. SERÁ QUE VOCÊ NÃO ENXERGA ISSO????????????????????? UM CARA TÃO INTELIGENTE?????????????????? O MINO CARTA É UM EXCELENTE JORNALISTA. CONCORDO. MAS ELE É PATRÃO. NÃO SERÁ ATINGIDO POR ESSA DECISÃO. AS GRANDES REDES, QUE EMPREGAM 5% DOS JORNALISTAS, DEVEM MANTER A OBRIGATORIEDADE DO DIPLOMA, MAS A GRANDE MAIORIA DOS PEQUENOS JORNAIS, TV´S, SITES E ASSESSORIAS DE IMPRENSA NOS ESTADOS, VÃO CONTRATAR QUALQUER UM. AQUI NO NORDESTE O QUE VALE É QUEM INDICA – QI. AS EMPRESAS VÃO CONTRATAR A PARTIR DO PEDIDO DE UM AMIGO, PARA COLOCAR A FILHA, SOBRINHA, NAMORADA, CUNHADA, ETC., NO LUGAR DOS JORNALISTAS, PORQUE TAL PESSOA “ESCREVE MUITO BEM”. REFLITA SOBRE ISSO MEU AMIGO. PENSE NA MAIORIA E NÃO APENAS EM VOCÊ E NOS GRANDES JORNALISTAS JÁ CONSAGRADOS. OS CURSOS DE JORNALISMO NAS FACULDADES VÃO ACABAR. QUAL O PAI, MÃE OU ADOLESCENTE QUE VAI QUERER FAZER VESTIBULAR PARA UMA PROFISSÃO QUE NÃO GARANTE SEU EMPREGO? NÃO DEFENDA UM ABSURDO DESSES EM UM PAÍS TÃO DESIGUAL COMO O NOSSO, ESPECIALMENTE ONDE OS PATRÕES DESRRESPEITAM DIARIAMENTE OS DIREITOS DOS TRABALHADORES. ATÉ MÃO DE OBRA ESCRAVA NÓS TEMOS AQUI NO BRASIL. QUERO VER OUTRO POST SEU AQUI REVENDO ESSA QUESTÃO. UM ABRAÇO.
ALÉM DO BOICOTE ESCANCARADO DO PIG AOS APLAUSOS E PREMIOS RECEBIDOS POR LULA,
DO BLOG- BRASIL MOSTRA A TUA CARA :
LULA NA IMPRENSA
EL PAÍS
http://www.elpais.com/articulo/internacional/Rusia/intenta/liderar/alternativa/dominio/economico/EE/UU/elpepuint/20090616elpepuint_12/Tes
CHINA DAILY
http://www.chinadaily.com.cn/world/2009-06/17/content_8291006.htm
EL PÁIS – FOTO
http://www.elpais.com/fotografia/internacional/Luiz/Inacio/Lula/da/Silva/Hu/Jintao/elpfotint/20090615elpepiint_5/Ies/
THE NEW YORK TIMES
http://www.nytimes.com/2009/06/17/world/europe/17bric.html?_r=2
TIME
http://www.time.com/time/world/article/0,8599,1842949,00.html
http://www.elpais.com/articulo/opinion/paises/BRIC/llegan/mayoria/edad/elpepiopi/20090616elpepiopi_38/Tes
CÓPIA INTEGRAL DO LINK ACIMA:
Nuestro encuentro no es sólo la primera cumbre de BRIC. Representa un hito importante en la relación de nuestros países con un mundo que está experimentando cambios profundos. Sellaremos el compromiso de ayudar a ofrecer respuestas nuevas para viejos problemas y un liderazgo audaz frente a la inercia y la indecisión.
Al fin y al cabo, el mundo se enfrenta hoy a unos retos de gran complejidad pero que requieren respuestas urgentes. Tenemos ante nosotros amenazas que nos afectan a todos pero a las que algunos han contribuido enormemente, mientras que otros no son más que sus víctimas impotentes.
Pero vivimos en medio de paradigmas rotos e instituciones multilaterales en declive. La actual crisis económica no hace más que aumentar un sentimiento creciente de complejidad e impotencia ante el cambio climático y el peligro de escasez mundial de alimentos y energía. Es evidente que la sociedad moderna debe revisar un sistema que desperdicia de manera brutal los limitados recursos naturales de la Tierra y, al mismo tiempo, condena a miles de millones de personas a la pobreza y la desesperación.
Ésa es la razón por la que en la Asamblea General de Naciones Unidas en 2008 dije que había llegado “el momento de la política”. Ha llegado la hora de tomar decisiones difíciles y asumir las responsabilidades colectivas.
¿Están dispuestos los países ricos a aceptar una supervisión y un control supranacionales del sistema financiero internacional con el fin de evitar el riesgo de otra crisis económica mundial?
¿Están dispuestos a renunciar a su control de las decisiones en el Banco Mundial y el FMI?
¿Estarán de acuerdo en cubrir los costes de la adaptación tecnológica necesaria para que las personas de los países en vías de desarrollo también se beneficien del progreso científico sin hacer daño al medio ambiente mundial?
¿Eliminarán los subsidios proteccionistas que hacen que la agricultura moderna sea inviable en muchos países en vías de desarrollo y dejan a los campesinos pobres a merced de los especuladores de materias primas y los donantes generosos?
Éstas son las preguntas para las que los países BRIC quieren respuestas.
Por eso, durante la reciente reunión del G-20 en Londres exigimos que los países avanzados se comprometieran a reformar el sistema de votos y cuotas de las instituciones de Bretton Woods. Sólo así se oirá la voz de los países en vías de desarrollo. Asimismo obtuvimos el compromiso de establecer un fondo que suministre ayuda económica rápida y eficaz -sin dogmas neoliberales- a los países perjudicados por la repentina caída de las exportaciones y la crisis crediticia.
Éste no es más que un primer paso en la revisión fundamental de las estrategias que deseamos ver planteada en la próxima cumbre del G-20. Presionaremos para que haya un nuevo intento de llevar la Ronda de Desarrollo de Doha a una conclusión rápida y equilibrada.
También es urgente la renovación en Naciones Unidas para que las instituciones multilaterales recuperen su importancia. Posponer más la reforma, sobre todo del Consejo de Seguridad, sólo servirá para erosionar todavía más la autoridad mundial.
En 2004 patrociné el Plan de Acción contra el Hambre de la ONU. Me complace, por tanto, que la seguridad alimentaria esté presente en el orden del día de Ekaterimburgo.
Estas iniciativas demuestran que BRIC es más que una agrupación de grandes países a los que sólo unen la dimensión de sus economías, la amplitud de sus recursos naturales y el deseo de proyectar sus valores e intereses.
En los últimos años, nuestras cuatro economías han destacado por experimentar un sólido crecimiento. El comercio entre nosotros ha aumentado un 500% desde 2003. Eso ayuda a explicar por qué hoy generamos el 65% del crecimiento mundial, lo cual nos convierte en la principal esperanza para una rápida recuperación de la recesión mundial.
Todo ello hace que haya cada vez más esperanzas depositadas en que nuestros cuatro países sean capaces de ejercer un liderazgo responsable con el fin de ayudar a reconstruir un gobierno global y un crecimiento sostenible para todos. Es un reto que estoy seguro que todos aceptaremos. Porque a lo largo de toda mi carrera política, desde mi experiencia como organizador sindical, he aprendido una lección básica: para ser eficientes no basta con tener razón ni con que la justicia esté de nuestro lado. Nadie habla en nombre de los pobres y los vulnerables si ellos no se unen previamente entre sí. Para hablar con energía, para dialogar, pero desde una posición de firme convicción respaldada por nuestro peso político. Es una tarea y un compromiso que, espero, los países BRIC reafirmarán en Ekaterimburgo.
Luiz Inácio Lula da Silva es presidente de Brasil. Traducción de María Luisa Rodríguez Tapia
Só para ilustrar…Uma matéria que eu encontrei em uns sites da vida…de jornalista apenas com a experiência, sem o diploma! É engraçadinha, como diria Marcelo Tas.
Polêmica em Borrazópolis
Prefeito de Borrazópolis, Padre Osvaldo, usa placa do carro oficial da Prefeitura para fazer chacota política num ato de perseguição e humilhação a adversários Políticos
Em cidades pequenas é comum ouvir histórias ou presenciar cenas de perseguições políticas praticadas por ocupantes de cargos públicos, mas em Borrazópolis, cidade que é administrada pelo Padre Osvaldo Campos de Almeida, uma atitude chamou atenção. O Prefeito que está sendo acusado de ter praticado crime eleitoral, e aguarda conclusão do processo no TRE-PR em Curitiba, resolveu apelar e fazer chacota contra o segundo colocado nas eleições, que é o gerente comercial Valdnei Del Grande, o Dí do PMDB, que obteve 38% dos votos (2.206 votos) nas últimas eleições (outubro de 2008). A diferença entre “Di do PMDB” e Padre Osvaldo do PT, que ficou com 51% dos votos apurados (3.287 votos), foi de 1.081 votos; e com base nestes números, o Prefeito comprou um carro modelo Gol para a Prefeitura, e mandou confeccionar a placa oficial da seguinte forma: AVE-1081. Segundo informações de pessoas ligadas ao prefeito: “ÁVE”, é um dialeto antigo que quer dizer: “nossa, que coisa, etc.”. Já os números significam exatamente a diferença de votos entre os dois então candidatos postulantes ao cargo de Prefeito nas eleições/2008. Para piorar a banalização; a chegada do carro na cidade foi comemorada com várias voltas pelas ruas com o intuito de exibir a placa; e nas rodinhas de conversa, o assunto é predominante. O segundo colocando nas eleições, o Dí do PMDB, demonstrou a nossa reportagem sua insatisfação com episódio: “Eu acho um tremendo desrespeito; como pode um Prefeito que é inclusive padre e que eu o respeito muito, utilizar um bem público como bandeira política, e ainda mais, pagou com dinheiro público um valor conforme exige o Detran para escolher a placa, somente com o intuito de constranger a mim e aos eleitores que democraticamente tem o direto de escolher o seu candidato e pagam os seus impostos como todos” desabafou o “Di”. Alguns vereadores também não gostaram da atitude do Prefeito e prometem tomar providencias em relação ao ato do poder executivo. “Ele que escreva na casa dele, ou qualquer lugar, menos no que é público, porque o prefeito precisa saber que ele apenas administra o que é do povo e não é dono do Município” desabafou um vereador que preferiu não se identificar. Pelas informações, uma ação popular e outra de danos morais, estão sendo providencias na Justiça para reparar o dano. Já o Prefeito Pe. Osvaldo, não quis comentar a Polêmica. Para o Advogado Dr. Alican Zanotti, de São João do Ivaí, e Dr. Adolfo Góes, de Londrina que foram consultados pela nossa reportagem, o fato pode caracterizar abuso de poder e resultar tando em danos morais com na reparação Reparação do erário público com a devolução do dinheiro pago a mais pela escolha da placa que foi feita apenas com o intuito de constranger um cidadão de Borrazópolis, que é o senhor Valdnei Del Grande.
Essa é a imprensa sem diploma! Não minimizando a contribuição de Mino Carta, mas esses casos infelizmente são RAROS!!
ABRAÇO..
Se você pegar os expoentes do PIG, vai ver que muitos deles têm colunas em jornais e não são jornalistas, muito menos têm diploma. Discordo dessa tua posição, porque o fim da exigência beneficia em muito os donos de jornais e prejudica em muito a categoria. Se hoje o chão de fábrica das redações ganham merrecas, imaginem agora com essa “desprofissionalização”. É muito fácil justificarem que fazer um curso técnico basta, porém podemos aplicar tal justificativa para tudo. Ou você acha que um advogado, um administrador ou mesmo um médico tem sua formação total garantida apenas pelo curso superior? Ao invés dessa indecência, deveriam se preocupar e se empenhar muito mais em criar um órgão regulador da profissão, ao invés de promover essa regressão que só vai tornar ainda mais desunida uma classe que hoje têm um monte de moleques prestando um serviço vil aos barões da mídia.
A decisão so Supremo parece ser boa apenas para os grande centros. São Paulo e Rio de Janeiro. Já que aqui no meu estado, Santa Catarina, a expectativa é de que a não obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista precarize ainda mais a relação de trabalho entre jornalistas e as empresas de comunicação e a qualidade da informação.
Quando o diploma era obrigatório, o mercado de trabalho já era muito disputado. Agora, os patrões terão ainda mais liberdade para contratar quem quiser, para fazer aquilo que mandarem sem questionar, sem levar em conta as questões éticas do jornalismo.
PHA, tal qual você estou radiante com essa decisão do STF. Parece que os ministros resolveram ler a Constituição de 1988 e retirar mais um entulho autoritário da “redentora”, curiosamente defendido pela FENAJ e sindicatos nos sites de esquerda. Algo mais espanta nessa “esquerda” brasileira? O jornalismo e a sociedade brasileira são os verdadeiros vitoriosos nessa decisão do Supremo. Quando acerta o Gilmar merece aplausos. Pena que essas ocasiões sejam raras!
Sou um velho jornalista (67 anos). Pude assistir os ministros militares (os Três Patetas) emitirem aquele Decreto-lei da obritoriedade do diploma, visando cercear críticas por parte dos opositores e, felizmente, ter a alegria de assistir a Justiça repor o jornalismo nos trilhos da Democracia.
Acho que foi mais um “barberagem” do STF. Fatos históricos mostram que a profissionalização é o melhor caminho.
No direito, por exemplo, haviam os rabulas (autodidatas em direito) e os advogados no Brasil Colonial, rábulas os nativos e advogados os filhos dos donos de engenho que estudavam na Europa, com o tempo sumiram os rábulas e hoje, pela obrigatoriedade do Exame da OAB estão sumindo os advogados mediocres. Isto é bom para a sociedade e bom para o BRasil.
Na Contabilidade havia o Técnico e o Contador, hoje ainda há, porém uma regulamentação permitiu aos atigos técnicos obterem seu CRC e os novos, a partir de então, limitação em certos procedimento (auditoria, por exemplo), acho que com os Jornalismo deveria haver o mesmo. Quem é “rabula” receberia sua credencial e a partir de então o diploma passaria a ser obrigatório. Se o curso elitisa, então reformulem os cursos, pratiquem mais a filosofia, por exemplo.
Que farão agora os jornalistas diplomados? Anos de investimento e estudos para nada? A blogsfera é o futuro e ninguem aqui exigiria canudo de quem quer que fosse, a seleção seria natural. O STF ao meu ver interfere e maginaliza os jornalistas de formação. Seu canudo, agora, valhe tanto quanto uma licença da prefeitura para vender cachorro-quente.
Nila,
uma coisa não exclui a outra. Viajar, ler, filosofar ou aprender diversas culturas não se opõe a uma formação profissional de jornalismo. Muito pelo contrário, uma coisa soma com a outra.
Carolina,
concordo com você em relação aos sindicatos e à classe não sindicalizada. Mas, discordo quando você diz que a profissão não quer ser regulamentada, em nome da liberdade de imprensa. Quem não quer regulamentação e que vive invocando a liberdade de imprensa são os grandes conglomerados da mídia tupiniquim. Nunca ouvi ou vi nenhum jornalista se posicionando contra a criação de um conselho de jornalismo.
Fabio,
se for assim, então que se acabe com a exigência de diplomas, visto que em todas as áreas existem “práticos” que fazem os serviços dos graduados. Como diria Stanislaw Ponte Preta “Ou restaure-se a moralidade ou locupletemo-nos todos!”. Por qual motivo apenas algumas profissões devem ter o privilégio da exigência de diplomas? (Aliás, não acho nem correto falar nestes termos. O que defendo é a formação acadêmica do profissional de jornalismo. O diploma é só um símbolo.) Por que razão Medicina ou Direito devem estar em um patamar acima do Jornalismo?
Obama perde apoio popular para Orçamento, diz pesquisa
saiu agora no new york time.
simple fala com o lula……
para que o estreçe
PH
Voce retirou o post sobre os agentes do pig, com a foto do demetrio. Deve ter dado problema. Mas esquecemos do danielpisa, que da palpite sobre tudo e todos, e tem um bordão “porque não me ufano”, que pode ser traduzido por “porque cultivo o complexo de vira-latas do brasileiro”. Esse cara é irritante. O outro polo do ufanismo é o complexo de vira-latas. Reconhecer que o Brasil é um pais especial, grande, cheio de recursos, com um povo trabalhador, multirracial e multicultural, com uma economia e democracia em constante aperfeiçoamento, não é ufanismo. Os americanos não são o que são por se acharem uns bostas. Pelo contrario, auto-estima saudavel é necessaria pro desenvolvmento do pais. O tal bordão é uma variante do “depencia ao norte”, do farol.
Só uma idéia…
Acho que não se pode tomar a exceção por regra. Claro que há bons jornalistas sem formação acadêmica. Podem ser expoentes, podem possuir o dom da profissão, mas isso não torna desnecessária a educação formal para qualquer profissão.
O fato de uma pessoa ser excelente profissional não o impede de conseguir um diploma para poder atuação de forma regulamentada no mercado de trabalho.
Indo além, também discutir os prós e contras da formação acadêmica não implica necessariamente na destituição da sua importância para a sociedade.
Acredito haver muito corporativismo nessa questão.
E que tinha o registro de provisionado? Os sindicatos agora, vão te dar ao menos uma carteira, justificando que você tem experiência na área. Alguma coisa deve ser feita. E que os donos de meios de comunicação, façam uma peneira em seus quadros.
PHA, desta vez, não concordo com você. Em relação ao fim da exigência do diploma para o exercício do jornalismo, tenho outra opinião. Para mim, é evidente que o PIG não está preocupado com a qualidade dos seus produtos, mas com o bolso. Justamente agora em que as vendas de suas publicações em banca caíram quase pela metade e já não mamam mais nas tetas das verbas publicitárias das estatais e do governo como antigamente, a decisão do STF caiu como uma luva para os empresários da comunicação que pensam em reduzir seus custos. A não exigência do diploma nas redações era a última amarra que os empresários precisavam se livrar para desregulamentar e precarizar as relações trabalhistas e dar, de vez, uma banana aos profissionais e aos sindicatos.
Não sou sindicalista, mas nem preciso ser, basta verificar o que os empresários costumam fazer quando querem pagar menores salários e aumentar seus lucros; demitem os que recebem mais para contratar outros por menos, terceirizam o setor, recusam-se a negociar e por aí vai. A figura do PJ (pessoa jurídica) nas redações já é, infelizmente, uma realidade.
No caso das empresas de comunicação, os obstáculos eram as obrigações trabalhistas que tinham que cumprir; pagar, pelo menos, o piso e respeitar a jornada, entre outros deveres negociados com os sindicatos. Agora, livres “dessa gente”, como fica? Claro que ainda caba a pergunta: as faculdades de comunicação formam jornalistas de fato? Qualquer resposta será tema de outra discussão. Ninguém em sã consciência questiona a capacidade de um Mino Carta ou de tantos outros da mesma envergadura que poderiam estar atuantes nas redações dos grandes jornais. Mas, não se trata disso. Porque não estão. Porque foram excluídos. Porque pensam diferente dos Frias, dos Mesquitas, dos Marinhos etc. Sou fã incondicional dos bons textos, das boas reportagens e das boas idéias. E o PIG carece disso. Mas, será que estão de fato querendo investir nesse caminho. Acho que não. Seriam os jornalistas diplomados os culpados pelo descrédito do PIG junto aos leitores. Acho que não. A discussão é meramente econômica e não de conteúdo.
Pra terminar: como exigir diploma de uma profissão que não aceita ser regulamentada por nenhum tipo de Conselho normativo, lançando mão, para justificar tal disparate, da falácia da “agressão à liberdade de imprensa e ao direito à informação”?
Ontem, dia 17, a grande, corajosa, maravilhosa, amada, idolatrada… salve, salve!!!… MARINA SILVA foi à Noruega receber um importantíssimo prêmio como defensora da Amazônia. Mas a “corja de malfeitores”… leia-se… o “jornalismo de esgoto” da “Rede Bobo” (Jornal Nacional, Jornal Hoje, Bom dia Brasil…) preferiu dar espaço com grande destaque em suas edições a… a… adivinhem!!! … à “mosca do Obama”!!! rsrsrs… Gente, é muita canalhice dessa raça hedionda!!! Canalhas, vagabundos da pior espécie!!! E muitos, certamente, com o “canudo” (diploma) na parede!!! O POVO NÃO É BOBO! FORA REDE GLOBO!!!
Abraços.
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…………………………….Paulo Henrique..?
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……E o sindicato “profissional” dos jornalistas..?
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………………….Como vai se chamar,…agóra?
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………………………………..Qui tal..?
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………..”Sindicato do jornalista SEM canudo..”
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……………………………….ou ainda,
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…………”Associação jornalística dEX-plomada..”
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……E o famigerado falecido,… Robérto marinho?
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………………………..Que sê anunciava,
………………………………….como,
………………………………”COLÉGA”,
……………………………de profissão,
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……………………………….ou seja,
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…………………”o jornalista robérto marinho”
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……………………….ele tinha,…diploma?
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………………….E já que acabaram com essa
……………………………….palhaçada,…..
……………………………….e as outras..?
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………………………………. Faculdade de,
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………………………………..”publicidade”
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……………………………”relações públicas”…..?
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……………….Por que já não acabam com as,… 3..?
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E só mais uma coisa: sinto que a decisão do Supermo venha a precarizar ainda mais as condições de trabalho nas redações, mas… acho que o momento pode contribuir com um maior engajamento da categoria nas decisões políticas encampadas pelos sindicatos de jornalistas Brasil afora… por que é que a profissão tem um índice tão baixo de sindicalizados? Por que os sindicatos não têm representatividade ou por que a categoria é que não tem representatividade?
Assim como na arte, a Ciência Social é muito mais “sentida” do que imposta por professores mal remunerados dentro de quatro paredes com pessoas amontoadas feito cavalos a serem domados e domesticados.
Viajar, ler Machado de Assis, filosofar, fazer um curso de teatro, conhecer culturas diferentes, aprender física quântica, tentar entender a estrututa do universo, dedicar-se à uma causa, acreditar no ser humano, aprender um idioma, escrever corretamente o português, são mais essenciais para se formar um jornalista do que comprar um diploma em uma pseudo-universidade.
Vivam , saim das paredes pessoas.
Glamour, fama, celebridade,… a partir da posse de um diploma obtidocom algumas centenhas de dinheiros que tilintaram nos caixas das trocentas escolas espalhadas pelo país…
Os barões do ensino lamentam, mas o jornalismo tem agora a possibilidade de absorver – e repassar para os leitores – os conhecimentos de profissionais de diversas áreas e faixas etárias.
O fim da obrigatoriedade do diploma para jornalistas talvez seja a modernidade batendo as portas do Brasil.
Serra Presidente… da ABI!!! huahuahua!!!
O pool da informação, este monopólio da safadeza que, por exemplo, não escreveu uma só linha sobre o sucesso do Brasil ede Lula na reunião da OIT na Suiça comete crime ao nos negar os fatos.
Ao invés de noticiar fatos fazem politicagem, tomara que o governo, estatias, ongs, etc, criem seus blogs sim e inclusive uma rede para congregá-los, aí sim, será a pá de cal no pool formado pelas 4 magnas famílias que se dão ao direito de fraudar o Brasil e a constituição
O PIG levou duas boladas na cara nos últimos dias, o fim do diploma de jornalista e o blog da Petrobrás
Pessoalmente também apoio a providência. Não há razão objetiva para isso e a lei tinha ainda o defeito congênito de surgir lá no meio na ditadura unicamente para impedir que o povo fizesse seus próprios jornais. Nesses tempos de internet, então, nem é preciso falar do anacronismo que a lei representava. Porém (como dizia meu amigo Plínio Marcos, sempre tem um porém), quero ver como se comportarão as empresas de comunicação e as escolas. Porque, ninguém se iluda, os jornalistas passaram a ser a primeira experiência de desregulamentação total no mercado de trabalho brasileiro, com tudo que isso pode significar, de bom e ruim. Veremos brevemente.
PHA,
desta vez tenho que discordar de você. Não há cabimento na relação de causalidade estabelecida por você. Afirmar que a exigência do diploma ajudou a formar o PIG, me desculpe, mas é o mesmo que um pai apontar o sofá como culpado pelos amassos que sua filha dá no namorado, na sala dele.
Sou jornalista formado e entendo que a formação de jornalista é tão necessária quanto a formação de um advogado, por exemplo. Concordo com o Ministro Gilmar Dantas (ooopsss!, Mendes) que existem profissões nas quais o diploma é mais importante, como Medicina e Engenharia. Mas discordo quando ele defende que o Jornalismo não é uma profissão que possa causar dolo à coletividade. O que dizer de episódios como as recentes eleições (manipulação do debate de 1989, campanha contra Lula em 2006)? E o “surto” de febre amarela? Se isso não é dolo à coletividade, o que é então?
Acredito que, com a exigência do diploma de jornalismo, nossa categoria, de jornalistas, poderia passar a ter mais peso dentro das redações, quisá com a formação de um conselho, como o de medicina, que cobra comportamento ético dos seus pares, muitos deles punidos com a proibição de exercer a medicina, caso cometam alguma falta grave. Uma classe forte poderia fazer um contra-ponto aos patrões midiáticos, salvaguardandos os jornalistas das pressões pela fabricação de matérias sem pé nem cabeça, ou, pelo menos, exercendo uma pressão implícita no jornalista, que pensaria duas vezes antes de publicar, sem provas, qualquer matéria que executasse a honra de alguém.
Mas é claro que não deveria ser uma coisa abrupta. Poderia se estabelecer prazo para que, quem já trabalha na área atualmente, pudesse ter a oportunidade de conseguir sua formação em jornalismo.
De qualquer forma, acho que a questão não envolve liberdade de imprensa ou, muito menos, de expressão. Acho uma temeridade você chamar a decisão do supremo de “Lei Áurea” do Jornalismo.
Por fim, se o problema é a qualidade das faculdades privadas de jornalismo, existem outras soluções para se melhorar o nível dos profissionais e, consequentemente, destas faculdades. Um bom exemplo disso são as provas da OAB, para profissionais do direito.
Acho que a coisa poderia ter sido vista de outra forma mas, para a prática do jornalismo profissional, o diploma ser obrigatório. Conheço pessoas com idealismo e aspirações sérias na área, que batalharam anos para passarem na Faculdade de Jornalismo e hoje vêem esta decisão frustrante.
PH,
antes da obrigatoriedade do diploma cair, eu não podia dizer que era jornalista. Comecei a estudar jornalismo em 2002 e, por conta da falta de verbas, ao longo dos anos só consegui chegar ao quinto período da faculdade. Mesmo sempre tendo sido uma aluna brilhante, com notas que oscilavam entre o 90 e o 100, a faculdade privada na qual estudava nunca me ofereceu descontos, facilidades no pagamento das mensalidades ou mesmo uma bolsa de estudos.
Ocorre que já trabalho como jornalista há anos, em campanhas políticas (inclusive participando da coordenação da comunicação, o que me rendeu a oportunidade de elaborar todo o programa de governo do candidato para o qual trabalhei, que concorria no pleito de uma cidade de mais de 600 mil habitantes, aqui em Minas Gerais), em coberturas autônomas, na elaboração de jornais para sindicatos e, atualmente, como assessora de imprensa da Associação dos Servidores da UFMG (Assufemg) e como “ghost rider” de um importante político mineiro, ex-governador…
porém, quantas e quantas vezes tive que trabalhar muito mais – e ganhar muito menos – por que não possuía o tal diploma? Quantas vezes trabalhei ao lado de jornalistas diplomados e que haviam feito até pós-graduação, mas que não sabiam sequer construir períodos simples, com duas ou três orações? Além disso, como é facilmente notado, o pensamento crítico não é apreendido (ou não é exercido) pela maioria dos formandos, pelo menos no que diz respeito àqueles que são absorvidos pela grande mídia. Duas conclusões a que posso chegar: as faculdades de jornalismo formam pessoas que não sabem escrever e que não possuem posicionamento crítico diante da realidade. Faculdade de jornalismo pra quê?
Sem sombra de dúvida, as redações não refletem a composição da sociedade brasielira.
A partir de agora, poderei dizer, sem nenhum pudor, que sou JORNALISTA, na acepção mais profunda do termo: uma pessoa que tem um compromisso com a transformação social.
Parabéns a todos os jornalistas de associações de bairro, escolas, movimentos sociais, parabéns ao Mino, ao Paulo Henrique Amorim, a todos os jornalistas que não se vergam ao status quo, a mim, aos blogueiros e até mesmo aos fofoqueiros, e viva a internet!
Tipo, ai você vai em cana …, e ai ?!!! Você não acha que tem que acabar primeiro, com o direito a prisão especial ???
O que precisa ser discutido é o modelo de curso superior no país. Na grande maioria dos casos não temos Universidades e sim cursos técnicos profissionalizantes de 3º grau e quinta categoria. O estudante deve iniciar seu curso superior com uma formação ampla, e no decorrer do curso escolher seu curso sua área. Também sou a favor do fim da exigência de licenciatura específica para professor.
E eu que estava querendo cursar uma faculdade de jornalismo para poder falar qualquer besteira contra qualquer um e não ser responsabilizado por nada que advir disso.
PHA, laranja madura na beira da estrada …..
Não posso crer que PHA compartilhe desse pensamento. Mino, Mauro Santayna e tantos outros são sim ótimos jornalistas, ainda que os falte diploma, mas a exceção não pode virar regra!
Como crer que um jornalista possa exercer a profissão sem se aprofundar nos estudos das Teorias que a cercam?
Ok, bem provavelmente você vai me dizer que hoje todos “se aprofundaram” no estudos das teorias e fazem, na maioria das vezes, um jornalismo medíocre. Mas repito: a exceção não pode virar regra! Se hoje fazem isso com o conhecimento que tem, imagina como será com três meses de “estudo”.
Segurar um microfone, operar uma máquina fotográfica, saber a gramática… tudo isso se aprende em três meses. Mais um jornalista é muito mais que isso. Se Mino não precisou de faculdade para isso, ótimo! Mas os tempos, inegavelmente, são outros. Desestruturar uma categoria favorece a quem? Deixar o jornalista a mercê do patrão favorece a quem? Fazê-lo refém dos já tão baixos salários, e que consequentemente irão baixar ainda mais, favorece a quem? Perguntas pertinentes dais quais suas respostas imaginei um dia tê-las neste blog. Apenas imaginei.
Ótimo, agora nas redações ,cada vez mais ,teremos gente formada pelo patrão que trabalha pautada pelas assessorias de imprensa.Como já acontece na RBS (afiliada da Globo no RS e SC). Como numa linha de montagem do Mc’Donalds saem todos com a mesma aparência e nenhum espírito crítico. Se um der errado é só substituir por outro, ninguém vai notar. E os “intelectuais” trabalharão de graça só para ter um espaço na vitrine.
Paulo, é a primeira vez que discordamos de você. A diferença entre um cozinheiro e um jornalista, como comparou o ministro “Gilmar Dantas”, é que o cozinheiro pode causar, no máximo, uma intoxicação e muita raiva em quem pagou por ele. Um erro grave da imprensa pode provocar a morte social (Caso da Escola Base é um exemplo clássico). Você tem experiência em grandes veículos , e sabe das pressões que sofremos nesses ambientes. Deixar a cargo das empresas decidir quem trabalha ou não, é aumentar ainda mais a pressão sobre o jornalismo. E, sinceramente, deregulamentar a profissão, em nome da liberdade de expressão, é confundir “alhos com bugalhos”. Ninguém deixa de se expressar por não ser jornalista. A não ser pela vontade do veículo.
PH
Veja no blog “Amigos do Presidente Lula” como o Roberto Freire, nosso menchevique Kerenski, amealha uns caraminguás, aqui e acolá:
“A Prefeitura tem seis empresas municipais, como a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e Companhia Metropolitana de Habitação (Cohab). Uma vaga no conselho de administração delas, em janeiro, garantia jeton de R$ 6 mil, acima do salário-base dos secretários, de R$ 5,3 mil. Roberto Freire do PPS, mesmo não morando em S.Paulo, recebe R$ 12 mil de jetom da Sabesp”
Não seja modesto PHA.
Faltou você nessa lista!
O jornalismo também não lhe fez falta alguma!
Agora o Serra além de economista, que não é, pode fazer um bico de jornalista em qualquer sucursal do PIG.
O Serra alem de economista , agora tambem e jornalista . Vai aparcer na proxima propaganda do PSDB .kkkkkkkkkkkkkkk
PIG começa a “atacar” Gilmar Dantas
“Mendes compara jornalista a cozinheiro e vota contra exigência de diploma”
(Minha solidariedade a jornalistas e cozinheiros)
CUIDADO PHA: ISSO PODE SER ARMADILHA!
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u582486.shtml
Parece que o Gilmar Mendes tá disposto a reparar as bobagens que fez recentemente. Afinal pra que diploma se Veja, O Globo, A folha, O estadão, todos fazem o jogo de partidos politicos quando não de empresários? Faz alguma diferença gente do tipo Mainard, Reinaldo Azevedo, Augusto Nunes, Noblat e tantos outros ter diploma? Jornalismo de “quinta” qualquer um querendo faz com diploma ou sem diploma.
Parabéns ao STF e em especial ao Gilmar Mendes, que foi o relator do processo. Este homem sabe tudo!
Não sei, pela qualidade dos jornalistas que temos hoje (presumo que a maioria não tem curso universitário) a coisa só tende a piorar. Mas gostei da sua idéia de o jornalista ter um curso superior e outro ténico básico na área.
Na verdade quando vi o Gilmal Dantas defendendo com unhas e dentes a não obrigatoriedade dos diplomas, fiquei realmente muito desconfiado.
É PHA o PiG vai virar um grande PMDB
Todo mundo pode entrar
Parabéns
Fazer faculdade de comunicaçao ( jornalismo )
servia ( e ainda servirá nesse nosso Brasil )
- só pela obrigatoriedade do papel,
- do carimbo,
- de uma reserva de mercado sem mínimo sentido,
- e para a incrível pose e presunçóes de formadores de opiniáo (deformadores, fabricantes, isso, sim).
- Para que , entáo, importar escravos ?
Lei Áurea, sim,
apesar de ainda continuarem escravidóes,
submissoes .
e subserviencias disfarçadas ou gritantes.
( A homepage website citada nao tem www ) .
Humberto – de Recife.
Muito bem, P. Henrique !
A Folha não dá uma dentro! Pobre coitada! Fez ficha falsa sobre Dilma e acabou levando bronca da Ministra, criou a Ditabranda e tomou outro espôrro. Agora sai com essa estória di “mosca na sôpa” e vem o BARACK OBAMA e mata a mosca! O Lula bem que poderia matar essas moscas por aqui! A seguir o vídeo do Obama matando a “mosca” !
> http://www.youtube.com/watch?v=5rbUH_iVjYw
Agora entende-se o motivo do governo Alckmin, no apagar das luzes, tenha antecipado a renovação de contrato de algumas concessionárias de pedágio…
http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2009/06/17/ult5772u4371.jhtm
Pedágios abaixam.
Há tempos postei um comentário no sitio da FENAJ sobre essa idéia: uma profissional graduado só precisaria de um curso de extensão para exercer o jornalismo. Só acho que sem uma lei de imprensa, não de informação que é livre, tem que existir. Do jeito que está mais parece o velho oeste americano: atire primeiro e pergunte depois.
Olha, essa decisão do Supremo é errada, um retrocesso. E a posição do PHA e de todos, por consonância – é EQUIVOCADÍSSIMA. A quem interesa diretamente e sempre defendeu o fim do diploma ? Resposta: Grupo Folhas, Estadão, Organizações Globo ; Abril (Olha o PIG aí, minha gente !). Muito me admira que PHA esteja – acredito que por equívoco – nessa BARCA DO MAL . Não é porque o Mino (grande jornalista, todos concordamos, de um tempo em que não havia a necessidade do diploma) que isso se aplica a todos. Reparem se a FOLHA vai e os demais defensores do fim do diploma irão contratar gente da estirpe dele, só porque não têm diploma … E mais : Se for por isso, médiuns que fazem cirurgias poderiam exercer a Medicina. E Gilmar Mendes comparar a profissão a cozinheiro (com todo respeito a esses profissionais…) me parece mas SACANAGEM dele contra Jornalistas que o incomodam. No fim, a emenda pode sair pior do que o soneto … o que vai vir aí de picaretagem …
Falta acabar com a necessidade de diploma para todas as profissões.
Para variar o GM deu um voto torto: “A profissão de jornalista não oferece perigo de dano à coletividade tais como medicina, engenharia, advocacia nesse sentido por não implicar tais riscos não poderia exigir um diploma para exercer a profissão”.
Queria saber que dano à coletividade pode causar um advogado? No que um advogado se diploma é diferente de um jornalita sem diploma? Qual dano à coletividade pode advir de um advogado?
Tem que acabar com diploma como credenciamento profissional.
Sobre o assunto, ler Sociedade sem Escolas, de Ivan Illich.
Por que PHA?
Tenho (assim como milhões de brasileiros) você como um ente querido da família. Diria, sem exageros, como se fosse da família.
Quando assistimos a entrevistas ou a programas ancorados por sua pessoa, reunimo-nos na sala para não apenas nos informar, mas também para nos divertir.
Sim. Aqui em casa é assim. Discutimos, rimos, ficamos bravos, mas ao final sempre sai aquela despedida ao mesmo tempo esperançosa e lacônica:
“Boa noite e boa sorrrte!”…rss
No entanto, há uma outra escravidão a qual vejo (assim como outros tantos economistas, estudiosos e analistas sérios de finanças) esse país mergulhado desde sempre. Trata-se da escravidão dos spreads bancários.
Debrucei-me sobre esse terrível mal que nos aflige a todos, mas poucos, poquíssimos, tem coragem de enfrentar.
Pergunto-lhe, admirável e respeitável jornalista Paulo Henrique Amorim, teria coragem para levantar esse debate em seu site?
Se tiver, humilde mas inconformadamente, apresento-lho para sua apreciação e dos demais amigos navegantes do Conversa Afiada:
Por que a queda dos juros, isolada, não reduz custo final de financiamento
http://tatodemacedo.blogspot.com/2009/06/economia-selic-na-era-fhc-x-selic-na.html
Obrigado, boa noite e boa sorrrrrte!
Que ABSURDO!!
O QUE ESTÃO FAZENDO, TIRAR O DIPLOMA,CHEGA DE DIPLOMA?
Sei que na vida apredemos muito mais do que em qualquer uma faculdade, fazer não valer um diploma de jornalista e o mesmo que consultar um paciente ou opera-lo , e não ser medico, ser policial “ATIRAR”sem ao menos ter praticado, e fazer uma lei não existir, para que lei? quem vai nos defender ou acusar? para que serve a lei se não existi advogados,juizes ?para que serve uma lei se não existi punição?Quando jogamos fora um diploma de JORNALISTA, Jogamos fora uma imformação e um oceano de conhecimentos que o Brasil jamais vai recupera. jogamos fora nosso 1 e 2 grau no lixo. para que diploma , vamos apreder com a vida E CONTINUA ERRANDO …
Assim continuaremos tendo que assistir programas “sensacionalistas”novelas, ‘big broders”ou programas nesse nvel.
Enquanto o mundo se moderniza e cresce o Brasil fica cada vez mais POBRE em educação e cultura, mais pobre, pois não sabemos nosso direito de ir e vim, vamos então continua assim , chegando em casa abrindo uma cerveja, assistindo a futebol e novela , uma boa bunda na tela ,assim ta otimo. E quando alguem pergunta qual nossa cultura, ou o que representa o Brasil lá fora pensaremos, pensaremos e responderemos:” O CARNAVAL ! LA VOCÊ PODE DESFILA A VANTADE NÃO PRECISA DE DIPLOMA, ESSA E A CARA DO MEU BRASIL”
Que ABSURDO!!
O QUE ESTÃO FAZENDO, TIRAR O DIPLOMA,CHEGA DE DIPLOMA?
Sei que na vida apredemos muito mais do que em qualquer uma faculdade, fazer não valer um diploma de jornalista e o mesmo que consultar um paciente ou opera-lo , e não ser medico, ser policial “ATIRAR”sem ao menos ter praticado, e fazer uma lei não existir, para que lei? quem vai nos defender ou acusar? para que serve a lei se não existi advogados,juizes ?para que serve uma lei se não existi punição?Quando chogamos fora um diploma de JORNALISTA, chogamos fora uma imformação e um oceano de conhecimentos que o brasil jamais vai recupera. jogamos fora nosso 1 e 2 grau no lixo. para que diploma , vamos apreder com a vioda …
Assim continuaremos tendo que assistir programas “sensacionalistas”novelas, ‘big broders”ou programas nesse nvel.
Emquanto o mundo se moderniza e cresce o Brasil fica cada vez mais podre em educação e cultura, mais pobre, pois não sabemos nosso direito de ir e vim, vamos então continua assim , chegando em casa abrindo uma cerveja, assistindo a futebol e novela ,assim ta otimo. E quando alguem pergunta qual nossa cultura, ou o que representa o Brasil lá fora pensaremos, pensaremos e responderemos:” O CARNAVAL ! LA VOCÊ PODE DESFILA A VANTADE NÃO PRECISA DE DIPLOMA, ESSA E A CARA DO MEU BRASIL”
Discordo frontalmente da decisão do supremo principalmente no que se refere à liberdade de expressão. A liberdade de expressão existe e está assegurada na forma de CARTA DO LEITOR, etc etc, o que deve orientar o assunto nao é o direito de ter uma idéia sua impressa num jornal e sim ganhar dinheiro metodologicamente com isto. Precisa formação sim. Todo mundo tem o direito de fazer um curativo em si ou em um familiar, mas nao tem o direito de botar uma banquinha de fazer curativos sem ser médico ou enfermeiro . . . .
O jornalista teria que ter um diploma se………….se fosse de um CURSO UNIVERSITARIO, de real conteudo, amplo ou ate mais especifico se fosse jornalista ..especifico de determinada area, e um tempo bem menor de preparo tecnico . Ninguem tem mais conhecimento sobre coisa nenhuma……desculpa ai……..a maioria que sai das universidades.
PHA,
Já não era se em tempo…
Último país no mundo a libertar a profissão. Viva Mino! Viva PHA…
E, modéstia a parte:
abraços
Sou contra essa decisão.
Sou do MA e aqui os jornalistas formados já são pau mandado do grupo sarney…imagine quando colocarem qualquer um para escreverem o que os donos quiserem.
Ótima PH!
Concordo plenamente que instrumentalização é coisa para no máximo 3 meses. Jornalista, profissional de web, criador de conteúdo, fotógrafo (SS ?), etc… São profissões em que conta muito mais a bagagem intelectual da experiência de vida e boa formação básica do que um pedaço de papel com o timbre de uma instituição qualquer.
Adorei quando falou hoje numa palestra para geeks, eu estava lá, “É melhor ler os romances da maturidade de Machado de Assis”.
PS off-topic: Adorei o rumo que a discussão tomou no encontro de hoje no centro de convenções.
Avisa o Zé Pedágio que o diploma para economia ainda não foi revogado. Se ele quer ser competente por conta própria, aí já é outro caso… kkkkkkkkkk
Estranha esta posição do PHA, a quem admiro muito. A falta do diploma significará uma precarização ainda maior do que a que observamos hoje nas redações e nas assessorias. E ninguém fala da questão trabalhista: como ficará? e o piso salarial? não tera? Ralei para concluir um curso superior em jornalismo que, com todos os seus defeitos, ainda foi um espaço de reflexão sobre o FAZER JORNALÍSTICO, coisa que não teria em outro curso superior. É este espaço (precário) de discussão que estamos perdendo. Triste e revoltante. Como disse a Fenaj: a imprensa é o quarto poder, se para exercer este poder não precisa de capacitação, vai precisar pra que então?
…também, pra quê diploma, agora, se a internet com seus blogs permite a todos divulgar notícia? VIVA A LIBERDADE!
Então…
Podemos abrir várias frentes de trabalho, ampliando nossas possibilidades de prestação de serviço. Um consultório de psicologia. De fonoaudiologia. De medicina. De contabilidade. E até mesmo um escritório de advocacia…
…
Não tenho diploma de nada disso.
Mas e daí.
…
Acho que tenho aptidão para ouvir e reencaminhar a vida das pessoas; paciência e técnicas apuradas para fazer qualquer um falar; Faço extração de unha encravada que é uma beleza. Pra fazer uma cirurgia é um já. Sei contar (especialmente os dias em que sobre mês e falta salário).
Além disso, posso arrumar argumentos contra e a favor de qualquer coisa. Dei uma lida na Constituição, no Código Civil, na Lei Orgânica da Cidade, no Código de Defesa do Consumidor, no Estatuto do Idoso, da Mulher, da Criança e do Adolescente, na Lei 8080 – do SUS, da LDB, entre outros regulamentos da vida.
Nossa! Sou quase completo. Só não posso me candidatar a uma das inúmeras cadeiras de Juízes. Mas quem sabe, qualquer dia desses, não precise mais faculdades de direito. Quem sabe.
Sempre concordei co grande parte do que já foi escrito por aqui.
Contudo acredito que Jornalistas como o Mino Carta, que é uma grande exceção não deveria ser uasdo como analogia à resolução do STF.
Discordo completamente do julgamento!
Não que os cursos em si sejam, na totalidade, bons mas daí a desmerecer o diploma….são outros quinhentos!
Daqui a pouco os médicos que aprenderam a medicina na prática, muitos formados no curso técnico de enfermagem, pleitearão o mesmo entedimento do STF no STF.
Talvez vc não tenha visto mas o argumento do Gilmar quando da entrevista ao haroldo, seu empregado, foi de que essa é uma profissão que não afeta à coletividade!
Indago: vc PHA concorda com isso?
Pierre
PHA, você viu a matéria do Jornal da Globo agora há pouco? Fiquei emocionado com a “representação” de entrevista do jornalista (aquele mesmo) com o Gilmar Mendes. Estou publicando um palpite sobre isso no meu blog. Quem quiser, dá uma corridinha lá, pra entender.
AGORA O SARNEY PODE ATÉ RECEBER SALÁRIO NA FOLHA ESCREVENDO SOBRE AS MARACUTAIAS DO SENADO. NÃO É NECESSÁRIO SER JORNALISTA DIPLOMADO PARA EXERCER A PROFISSÃO.VITÓRIA DA LÓGICA?
A questão não comporta simplificações. A Folha há muito tempo não exige diploma de seus profissionais. Quer dizer então que não é um jornal elitizado?
Nos EUA, ao que consta, o diploma não é exigido, mas a maior parte dos profissionais da imprensa cursou escolas de jornalismo. Ok, ter o diploma não garnte a condição plena de jornalista. Mas esta história está mal contada.
Em resumo, os patrões devem estar adorando a decisão patrocinada pelo inominável presidente do STF, Ele, por sinal, já derrubou a Lei de Imprensa, deixando um vácuo para o direito de resposta. Ele está no cargo para fazer o jogo do PIG e vice-versa?
Vivemos num mundo onde a formação profissional se tornou IMPRESCINDÍVEL em todas as áreas. A exceção aos jornalistas é mais uma VERGONHOSA submissão do STF e a prova definitiva do poder espúrio que a mídia exerce em nosso país. Dar exemplos como Mino Carta é um absurdo, não se pode usar as exceções para se justificar tamanho absurdo. Agora qualquer papai jornalista pode arranjar um empreguinho pro seu filhinho sem que o mesmo precise sequer estudar.
Me preocupa um pouco essa decisão.
Como será a associação que representará os profissionais?.Como reinvindicar salários? Como se representar junto às mídias retrógadas e jornalões comandados pelas espúrias elites?
Pelo meu ponto de vista, isso favorecerá os ditos “Indutores de Opinião” em prol dos profissionais que labutam o dia a dia nas ruas.
Não acredito que isso seja bom para a classe de jornalistas.
Mino carta deveria ter feito, um cursinho para se diplomar e se sindicalizar.
Acabou o sindicato dos Jornalistas, acabou a reinvindicação salarial de profissionais que trabalham em campo, acabou a liberdade de expressão.
Agora sim, o nepotismo(mulheres, filhos e amantes) e as reporteres de sofá-cama serão enfiadas goelas abaixo de nós, pobres mortais.
Parabéns ao STF que jogou fora o tempo e o esforço de inúmeros que se esforçaram para conseguir o diploma.
Graças ao relator Gilmar Mendes e ao STF, agoram qualquer um pode se considerar jornalista,
Até o Marcio Chaer
pra quê diploma?
É uma pena, pois estudei 4 anos, gastei R$40 mil e não valeu de nada, pois novos jornalistas irão surgir. O cara deixou de ser pedreiro (com respeito a profissão) – migra pro jornalismo…
RIDÍCULO!!!
Esse debate vai continuar, pode ter certeza. Para ser advogado é suficiente ser rábula? E para ser médica é suficiente ser benzedeira? Nada contra (muito pelo contrário), mas o “stabilishment” já já vai perceber que o raciocinio por analogia terá vida longa e dará problemas. Os médicos estão possessos com os acumpunturistas e os professores de educação física estão fazendo vudu para os capoeiristas. Sou velho o suficiente para ter conhecido um rábula, já fui em benzedeira e já bebi de seus chás (sou baiano…), frequento acumpunturista leigo (um “china” sensacional) e, embora nunca tenha praticado capoeira, conheço bem de perto mestres de capoeira leigos e muito compenetrados das suas responsabilidades, inclusive sociais. Todos excelentes. Mas as corporações são poderosas, não a dos jornalistas, a dos demais profissionais. Os donos de jornais queriam era aumentar o “exército industrial de reserva” e baratear seus custos garantindo sobrevida na disputa com as novas mídias. Vão perder. Os novos jornalistas não terão diplomas, mas terão mercados de trabalho alternativos. Eles também terão algo que faz muito falta nos jornalistas “de cartório”, os jornalistas transformados em pequenos-burgueses pela academia: perspectiva de classe. É o toque de finados da mídia impressa, entre a dificuldade de controlar o jornalista re-proletarizado pelo fim do diploma e os custos e demandas da disputa com o mundo digital, cessará o jornal escrito. Tudo bem. A superação do tambor que enviava noticias aconteceu, foi traumática para os tocadores, mas resultou num avanço histórico, não é mesmo? Que venham as novas mídias!
PH que pinta do Mino, está parecendo um galã de cinema.
Realmente é um grande jornalista.
Voces formam uma dupla d +.
PH a Lei Áurea do jornalismo irá possibilitar mais verdade na imprensa, tá muito ruim, tá descarada a manipulação.
Meu caro Paulo Henrique: Sou jornalista e não tenho diploma. Consegui meu registro quando do decreto da Junta Militar regulamentando a profissão que já exercia desde 1960. Acho a medida do STF louvável, embora fira direitos adquiridos de milhares de jovens que optaram pela profissão diante da perspectiva de que a exerceriam sob a exigência da formação universitária. E aí cabe a pergunta: como ficam tais colegas diante da abertura do mercado de trabalho que, no entender de um dos ministros, se equivale ao de cozinheiro???!!!. Vai ser difícil para todos, os formados e os neófitos, diante de pautas, piramide invertida, leads corretos, niveis de apuração e tudo mais que gente como Dines, Lemos, PHA, Luiz Orlando Carneiro e tantos outros nos deram por lição profissional nos tempos do velho JB… Não creio que a decisão do Supremo traga benefícios à profissão a curto prazo. Vai provocar em primeira hora, avassalador “passaralho” em redações Brasi,l afora com a substituição de formados por gente que quer apartecer por qualquer tostão… Depois é possível que tudo se acerte como era no tempo em que começamos, antes da década dos sessenta, no século passado. Masque vai dar desemprego e trabalho, vai!!!
Bom, como já dizia o filósofo, relatividades à parte, não há ninguém q seja inteiramente mal ou completamente bom. Gilmar Mendes deu uma dentro
Acharam uma forma de punir os jornalistas por estampar em manchetes o arbítrio do STF, agora qualquer zé mané pode escrever ,coitado dos leitores, ja líamos abobrinhas em certos jornalecos imagine agora nossos escribas!!!!!!
E não se esqueça: Gilmar Mendes votou pela desobrigatoriedade do diploma, agradeça a ele, também.
Zaulo,
Agradeço a mensão.
No momento acompanho a discussão sobre a força da internet contra o presidente do Irã – http://caffertyfile.blogs.cnn.com/2009/06/17/will-facebook-and-twitter-bring-down-irans-government/
Abraços
Na música costumamos dizer que não adianta diploma na parede: ou o sujeito toca ou não toca.
Perfeito.
PHA
Os Donatários do ensino superior (DiGênios, Uchôas e Salgados)vão cobrar a fatura do Paulo Renato de Souza que, tendo autorizado e licenciado centenas de Cursos, não conseguiu “convencer” o STF. De castigo não receberá mesadinha na proxima eleição.
Legal!! Agora sei que posso ganhar uns “trocos” por aí escrevendo matérias a torto e a direito em qualquer jornaleco que adora lançar mão do sub-emprego, mesmo sem ser jornalista formado em universidade….puxa, a democracia me facina…!!
Também vou deixar de ir ao médico e vou frequentar o farmacêutico do meu bairro, porque ele entende de doenças e de remédios…se precisar, faço até cirurgia com um veterinário, afinal, é quase um médico mesmo.
Legal também que eu, como professor de geografia, posso concorrer com professores de filosofia, história e, se pá, até de matemática….afinal, fiz me formei em bacharelado e licenciatura em Geografia, de alegre!!
Não vejo a hora de começar a dar palpite em economia…aliás, agora sei que os grandes economistas são meus colegas aqui do boteco perto de casa…todo dia vivem reclamando e fazendo contas para conseguirem pagar suas contas…mal sabem eles que podiam estar ganhando uns extras como economistas!
Ah, claro, já estava me esquecendo das velhinhas da minha rua…essas sim, verdadeiras jornalistas…e biógrafas….sabem tudo da vida de todos e dão palpite em tudo, até do que mal entendem!!
Viva a democracia!!!!! Esse é o Brasil!!
Coitado dos picaretas da Praça da Sé…o diploma de jornalista vai sair do catálogo! Bom, também, quem precisa de jornalista formado, não é mesmo?! Que explodam as faculdades de jornalismo!!
Isso não seria um fogo amigo do Gilmar Dantas pra que o PIG pague menos pelos seus garotos e meninas?!
Sim, pq pra ser publicitário não é necessário diploma, e por isso as agências abusam dos publicitarios com salários baixos, e abusam dos coitados dos estagiários, que acreditam que ralando de graça vão conseguir uma boquinha lá na frente…
Ainda bem que fiz minha faculdade de geografia e, assim, sigo feliz e contente com minha profissão…
E a propósito, sou favorável a essa desobrigação do diploma pra ser jornalista…
PHA contesto sua tese. Temos bons jornalistas formados na redação em outros tempos, sim. Mas a democracia e a liberdade de imprensa acaba de ser drasticamente afetada por tal decisão do supremo. A formação acadêmica é imprescidivel ao bom jornalista. E isso é inquestionável. Os tempos sao outros. Os bons profissionais não devem pagar pelos erros dos outros. Os ministros do supremo nao devem pagar pelos erros do gilmar dantas. Alguns senadores nao podem pagar pelos erros de josé sarney. Médicos não podem pagar pelos erros cometidos por maus profissionais. Engenheiros também nao podem ser crucificados por equivocos de colegas de profissão. Esta decisão do supremo é autoritária e desrespeitosa à sociedade e aos jornalistas que estudaram e estudam para fazer o bom jornalismo, ainda que haja exceções.
Aos profissionais e estudantes prejudicados, que terão danos morais e materiais, cabe mover processo na justiça contra a juíza Carla Abrantkoski Rister, da 16ª Vara Federal em São Paulo, o Ministério Público do mesmo estado e o Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão de São Paulo, autores da ação. Além, claro, dos ministros do supremo que votaram tal barbarie. Em especial ao ministro gilmar mender, que comparou o jornalista a um cozinheiro. Um absurdo! Coisas totalmente distintas!
Prezado Paulo Henrique,
Acho um absurdo essa imposição do Excelêntíssimo falsário Gilmar Mendes. É como se acabasse com a profissão de milhares de jornalistas que lutaram e cursaram anos de faculdade. O que mais me incomoda é o fato do Gilmar Mendes nivelar por baixo e dizer que “essas profissões de humanas” não precisam ter conhecimento algum para exercer a profissão. Aí pergunto, e os professores de história?? eoseducadores físicos?? Por que não acabar também com a obrigatoriedade do diploma de ADVOGADO para exercer cargos como o do GILMAR MENDES, que imunda a justiça. Vamos acabar com a obrigatoriedade de todas asprofissões, afinal a vida é lúdica né?! A gente pode tá vivo hj e amanhã não está mais… Enfim, lastimável esta ação orquestrada do Gilmar Mendes com os meios de comunicação. O interesse é delesem manter Miriam Leitão e Carlos Sandenberg apresentam jornais como jornalistas…. Lastimávell…
Isso vai dar muito pano pra manga…Sou a favor do diploma.
Para ser chamado de jornalista, precisa cursar jornalismo. Inclusive existe um órgão de classe dos jornalistas.
Esta é a minha humilde opinião.
Pois é PHA quando chove faca na horta reclama-se de Deus.Quando cai agua Deus é maravilhoso.
Pessoal na área de informática é a mesma coisa, quem for bom e tiver diploma vai arrumar emprego, quem for ruim, não. Também sou contra essas entidades e diplomas para diversas profissões… Se fizermos uma apanhado, os maiores jornalista da atualidade não tem curso de jornalismo.
Mas como agora até para ser técnico de futebol tem que ter curso…kkkk
Basta ter ajudado a construir o PIG. Não precisa mais dizer nada.
Gilmar Mendes e ao PIG, os maiores interessados em desregulamentar a profissão. Com certeza farão com outras. Eles querem jornalistas formados nas redações sob a ideologia dos mercenários e dos coronéis da comunicação.
Se o poder político e financeiro das empresas de comunicação já se impõe sobre os jornalistas que tinham formação e responsabilidade social, mas conseguiam se resguardarem para não fazer o jornalismo encomendado pelos patrões, invocando, pelo menos, os princípios que regulamentavam a profissão e o código de ética, agora ele será maior e os trabalhadores da comunicação descartáveis.
Embora seja a profissão mais benevolente com trabalhadores e profissionais que vieram de outras áreas – seja pela restrição no mercado de trabalho ou pela descoberta tardia da falta de vocação – os jornalistas não podem aceitar que a Corte Suprema, a reboque das grandes empresas e de colegas com visão restrita sob o que está em jogo, atropele nossa luta histórica pela regulamentação do exercício profissional e pela não precarização do trabalho.
Há que se considerar a argumentação falaciosa em torno da garantia da livre manifestação e expressão do pensamento, liberdade de imprensa e democratização da comunicação no Brasil só com a desregulamentação da nossa profissão. Enquanto nós profissionais do jornalismo somos vítimas de todos ataques matreiros e maldosos, a exemplo da nossa luta pela criação do Conselho Federal de Jornalistas, cuja proposição foi distorcida pela grande mídia e apresentada como uma forma de censura, assistimos oportunistas, pára-quedistas e mal-intencionados usurparem a profissão sem compromisso público e social.
Estes usurpadores tornam-se serviçais dos monopólios e oligopólios da comunicação, de disputas, e até mesmo de publicações efêmeras, muitas delas regionalizadas, em defesa de interesses políticos e privados em atuações irresponsáveis para ganhos e conquistas fáceis e condenáveis. O Conselho Federal de Jornalistas era uma reivindicação antiga, e coorporativa, sim, justamente para fiscalizar, combater e punir o desvio de conduta profissional estabelecido no Código de Ética dos Jornalistas.
As corporações de comunicação não deixaram vingar o Conselho Federal e agora, lamentavelmente, conseguem que a instância jurídica “maior” atue de forma voraz, meteórica e sem poupar esforços para aniquilar a profissão dos jornalistas. Ao mesmo tempo, o STF fecha os olhos ao atender os grandes da comunicação que atuam sob o manto da liberdade de imprensa, até que esta liberdade não contraponha seus interesses privados e mercantilistas. Não haverá liberdade de imprensa, sem liberdade de empresa, com caráter e financiamento públicos e acompanhamento da sociedade. Hoje as empresas fazem da notícia instrumento para negócios, até inescrupulosos.
Os oligopólios da comunicação não defendem o verdadeiro espírito republicano de democracia quando invocam a liberdade de empresa em contratar quem bem entender, desconsiderando o real exercício da comunicação a serviço da cidadania, com notícia e informação plurais e cognitivas.
Tantas são as mazelas neste setor, como as concessões de radiodifusão como moeda de troca política, verbas publicitárias como adoçante do paladar ácido e intencional de veículos que se posicionam contra ou favor de grupos, de acordo com a conveniência pontual. Conseguem recursos e financiamentos públicos para se capitalizarem e tocarem projetos com interesses meramente coorporativos no sistema de mercado – cadê o compromisso de jornalismo público e social? – Por que apenas os jornalistas têm que arcar com o preceito constitucional.
É de conhecimento que governos sem legitimidade popular e políticos sem escrúpulos e compromisso público criaram leis casuísticas e compadrismo num sistema de comunicação em choque com a Constituição. Criaram e fortaleceram tanto que se tornaram reféns deste sistema e levaram ainda a reboque outras instituições, que hoje, como governos com respaldo popular, parecem ter receio de tocar na questão central. Temem a construção ou desconstrução de personalidades públicas e carreiras, porque muitos ainda acreditam no mito de que a imprensa (diga-se os donos das mídias) é o quarto poder. Então sobra a profissão dos jornalistas como se fosse o revés de todos os males.
À luz da cognição, os jornalistas brasileiros esperavam que os ministros do STF não criassem um precedente que atingirá outras profissões, sem que antes o país seja capaz de uma verdadeira reforma agrária na comunicação. Comemorar a decisão como Lei Áurea é reforçar a bandalheira institucionalizada em segmentos do jornalismo. E a sociedade é que pagará pelos males da desinformação, pelo descompromisso ético e moral, pelo estabelecimentos de neuroses coletivas e até pela destruição de vidas.
Do jeito que os fatos se encaminharam, nos parece que houve apenas um ataque jurídico aos “trabalhadores rurais” da comunicação, os jornalistas ainda empregados, que não são os inimigos da democratização do sistema, para merecerem este rigor da vingança, enquanto os “latifundiários” da comunicação não receberão o mesmo trato severo – a eles a complacência, expressa no Houaiss como disposição habitual ou tendência de corresponder aos desejos, gostos, idiossincrasias de outrem com a intenção de ser-lhe agradável.
O STF fez este trabalho sujo e há gente fazendo coro a Gilmar Mendes e sua laia. Juntos prestam um serviço inestimável, alguns de maneira instintiva, inconsciente ou embriagada pela conveniência, outros deliberadamente, aos coronéis da comunicação com seus proselitismos de todos os naipes em contraposição aos interesses de uma comunicação para o pleno exercício da democracia e a construção constante da cidadania para a verdadeira libertação.
acredito que a partir desta decisão deve-se repensar o ensino como um todo ultimamente, tenho u,filho de 9 anos e o que vejo é que o método, e o ritual não mudaram, é a mesma figura do professor, detentor do saber, um quadro agora branco e isso, não é possivél que acreditamos que sem mais incentivos e inovações, estes alunos do século 21 se contentem e se entussiasmem e estudar com estas técnicas. a mudança deve vir através de uma profunda transformação no ensino brasileiro deste os primeiros anos de escola, fazendo com que os alunos tenham mais motivação e principalmente espírito crítico, ferramenta fundamental ao jornalista.
um abraço saudoso da ad,iradora dolores mendes- brasília
Lamentável. A formação superior em jornalismo é essencial para garantir uma maior qualidade das informações. Claro que houve e há grandes jornalistas que não tem diploma, há casos e casos, sobretudo de pessoas que ingressaram no jornalismo antes da obrigatoriedade existir. Mas temos ue pensar que, como dizem, já há também profissionais não tão bons com diploma, imaginem sem ele. E ao contrário do que foi dito aqui, as faculdades particulares formam jornalistas, sim. Não me parece boa a idéia de alguém exercer a medicina sem diploma, trabalhar como advogado sem um diploma, o mesmo vale para um jornalista,.O diploma é importante para uma maior garantia de qualidade no exercício do jornalismo no país.
Isso é vergonhoso. Por isso é que a mídia é tão mal preparada, tão prostituta. Não tem formação.
Lamentável. A formação superior em jornalismo é essencial para garantir uma maior qualidade das informações. Claro que houve e há grandes jornalistas que não tem diploma, há casos e casos, sobretudo de pessoas que ingressaram no jornalismo antes da obrigatoriedade existir. Mas temos ue pensar que, como dizem, já há também profissionais não tão bons com diploma, imaginem sem ele. E ao contrário do que foi dito aqui, as faculdades particulares formam jornalistas, sim. Não me parece boa a idéia de alguém exercer a medicina sem diploma, trabalhar como advogado sem ser um diploma, o mesmo vale para um jornalista,.O diploma é importante para uma maior garantia de qualidade no exercício do jornalismo no país.
Não sei ao certo se é bom ou ruim para a democracia.
Hoje para criar um jornaleco de bairro, precisa-se de um jornalista para assinar.
Um sindicato, uma organização de classe, precisa de um jornalista.
(corrijam-me se eu estiver errado, por favor). Então com essa medida do STF, o que aconteçe?
Parabens ao PHA por escrever com o cerebro e não com o figado.
Ainda há esperança para a humanidade.
GILMAR MENDES TAMBÉM VOTOU A FAVOR?
HUMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM. ESSE CIDADÃO DEVE TER VISTO ALGUMA COISA QUE NINGUEM MAIS VIU OU ENTÃO ACHOU QUE IA TIRAR PROVEITO DO VOTO FAVORAVEL. SEDI NÃO, VIRAM?
É BOM ANALISAR OS PRÓS E OS CONTRAS DESSA CONQUISTA….
“O diploma fez falta ao Mino?”
NAAAAAAÃO!
Mas se esse absurdo já houvesse em 1960, o Mino teria feito uma falta dos diabos.
E não é que achei alguma coisa pra concordar com o Gilmar Mendes “Dantas” (sic Noblat)?
As “faculidades” (fabriquetas de “depromas”) de jornalismo agora vão ter que se repensar.
Concordo com a maioria das afirmações feitas acima. Mas sinceramente, os conhecimentos que obtive (muitos deles devido a bons professores) na faculdade de jornalismo foram decisivos para minha formação intelectual.
Lamentável a opinião referente as faculdades particulares. Obtive minha graduação em uma instituição particular e SOU jornalista, me considero e meus leitores também, bastante qualificado. Acredito que quem faz o bom profissional é o próprio profissional, e não onde estudou e se formou.
Abraços
Nada contra as faculdades, mas é fato que a obrigatoriedade do diploma deu nisso que chamamos de imprensa (ou mídia): domesticada, de baixo nível técnico e sem nenhum resquício de Ética. Diploma não outorga caráter, nem cultura, nem compromisso social.
Espero que os que estão hoje nas faculdades de Comunicação continuem seus cursos, exigindo mais e mais qualidade de ensino. Estudar nunca é demais.
JORNALISTA DO PIG
É IGUAL POLÍTICO GOLPISTA, DEFENSOR DAS OLIGARQUIAS
NÃO TEM CONTEÚDO
SÓ PENSA NOS PODRES PODERES
SÓ PENSA EM AJUDAR OS RICOS A SEREM MAIS RICOS.
Agora os traidores do PIG, que trocam mensagens de e-mail, defendendo o diploma, sob o pseudônimo de Chernenko Band e Sururucu Nex, serão expostos petryamente, jah na semana que vem, num filé à milanesa, bem Ali. Maz tenhamos calma!
A integra da decisão:
http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=109717
Pois agora ficou engraçada a história. Para se ter uma profissão, é necessário aprender por meio de um curso. No caso do jornalista, não há mais necessidade. Pelo que se pressupõe, qualquer um pode ser. Então, tsc, tsc, tsc, o PHA , como todos os demais jornalistas, perderam o título, como será denominada a nova profissão? Redator? Escrevente?
Pense bem, Paulo Henrique Amorim: se o jornalismo já está tão ruim com o diploma, imagine sem…
Parabéns ao Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão no Estado de São Paulo (Sertesp) pela vitória. Agora, inúmeros jornalistas que passaram 4 anos estudando para se tornarem profissionais, tiveram seus esforços jogados no lixo.
É inegável que Mino carta, Mauro Santayana entre muitos outros são excelentes e não possuem diploma porque EM SUA ÉPOCA, NÃO HAVIA CURSO ESPECÍFICO DE JORNALISMO.
Com a queda do diploma, os salários, já baixos, diminuirão, já que se tornará um curso “técnico”
Parabéns STF! Agora, qualquer um pode se considerar jornalista,
Até o Márcio Chaer.
Gosto do blog ConversaAfiada, mas essa de condenar o diploma foi uma pisada de bola, no tomate, na goiaba, e no pescoso de quem passa 4 anos se especializando numa profissão, viu PHA? Pelo visto, você deve adorar os textos de UM GRANDE JORNALISTA FORMADO NAS BABAS DO SENADO COMO O do SENHOR MARCOS MACIEL QUE TODAS AS SEMANAS ENCHE O SACO DOS LEITORES COM BABOSEIRAS E SALADA DE GILÓ. Afinal, ninguém é perfeito, parasitismo, Manoel Bomfim, sergipano dos bons, explicou no início do século XX. Eita, nós, de estilingue na mão! A inteligência é democrática, viu? inclusive a do Gimar.. que parece, bateu aí.Quero ver esse texo publicado na integra.
Muita vez, defronte de um editorial, rapidamente, quando há a oportunidade, deixo o meu comentário sobre o seu conteúdo. Hoje, deixo de lado o texto. O meu comentário é sobre a foto em destaque do probo Sr. Mino Carta. Faz muitos anos! Faz muitos anos!
Zé Pedágio jornalista editor do JN.
Além de Bancário, por necessidade, fui Radialista por amor à profissão. Aprendi isso em décadas de microfone e/ou mesa de som. Não fiz graduação e meu público gostava do que eu fazia. Concordo plenamente de que se trata de uma apropriação do conhecimento da humanidade pela cátedra que, por sua vez, se proclama como a gênese de toda cultura. Naturalmente cursos técnicos têm o seu lugar, como as áreas médicas, por exemplo. Mas Jornalismo é 99% ética e transpiração e 1% do curso tipo “faça você mesmo”. Dessa vez, ponto para o STF. Pena, deveria ser mérito do Legislativo.
Adorei a comparação com cozinheiro… Muito tosca e simplória… kakaka… tenho que confessar que dei muitas risadas… que sujeitinho… bom, mas ele me fez um favor… já a um tempo, brinco irônicamente e genéricamente que mandaria pro inferno:
1° os políticos desse país
2° os advogados
3° os publicitários
4° os jornalistas
Sei que nem todos merceriam essa oportunidade, mas tenho a sensação que a grande maioria, sim. Ô gente com rabo preso, né?! Ph, não existe lei áurea. Os jornalistas já nasceram mais que livres. É só o rabo preso lá atrás que dá essa sensação… Meus respeitos aos cozinheiros.
o Gima acertou uma ?
Desta vez discordo do PHA. A decisão do STF é precipitada e só escancara o quanto essa categoria é desunida, fraca, incapaz de se mobilizar e se dar o respeito. A decisão açodada do Supremo deixa um buraco normativo enorme. Agora não há nenhuma norma para o exercício da atividade. E isso vai gerar um caos que vai muito além da sua briga com o PIG. Imagine, por exemplo, as assessorias de imprensa no poder público. Elas são o coração do nepotismo e das falcatruas com recursos públicos. A Fundação Padre Anchieta que o diga! Na comunicação do STF, que é gigante, não tem um servidor concursado. Os barões da república enfiam nessas repartições uma ninhada de afilhados. Pelo menos eles eram jornalistas formados. Tinham o mínimo de técnica pelo menos para fazer o básico. E agora? Nenhum diploma está sendo exigido. Já estou até vendo. Os ministros e outras autoridades vão enficar nas assessorias jovens de 18 anos, estudante do que quer que seja, para atuar como jornalista ganhando salário maior do que os de analista concursado. O trabalho que já não era muito bom, agora vai ficar muito pior.
Não sei se é pertinente, mas, depois de ver um vídeo do Obama, hoje, no JN, não pude evitar o paralelo com a nova propaganda da FSP:
Obama não é Lula.
Durante entrevista nos Estados Unidos, Obama mostra como se deve tratar mosca inconveniente que pousa onde não é convidada.
Não precisou nem de DDT.
Realmente, isso é um avanço para o jornalismo. Atualmente, as faculdades de jornalismo formam seus alunos em coisa nenhuma e eles ingressam nas redações para escrever notícias que possuem a mesma profundidade de uma poça…
Desculpe-me, caro PHA, mas não concordo com a posição dos ministros do Supremo. Em se tratando deles, pergunto-me porque tanta indulgencia com os jornalistas? Hoje em dia, quando lemos os jornais, dá uma trsteza imensa ver o nível de seus articullstas, com as raras exceções dos mais antigos. Não existe, como antigamente, o domínio da lingua pátria, os erros crassos são recorrentes, sem falar em concordância, colocação de pronomes e por aí vai (e pensar que muitos de recorremos inúmeras vezes aos excelentes manuais de gramática e redação editados pela Folha, Estadão e Globo). Então, se com diploma (se é que todos aqueles que fazem o PIG o possuem) já está ruim, imagine sem ele. Deveria haver, pelo menos, a obrigatoriedade de um exame de qualificação, pois há muitos casos, como você mesmo lembra, de jornalistas competentíssimos que não fizeram a faculdade. Mas de qualquer forma deveria existir alguma exigência de qualificação para que não piore cada vez mais o nível da grande imprensa (grande em abrangencia “por enquanto”, mas pequena em homestidade).
PHA, você está absolutamente equivocado. A atitude do STF não irá contribuir em nada com a libertação dos jornalistas. Só vai servir para que o PIG consiga contratar sabujos ainda mais descomprometidos com o interesse público. Concordo com você que é necessário apenas três meses de curso técnico após um graduação em nível superior, mas não foi isso o que aconteceu. Qualquer um, simplesmente qualquer pessoa poderá exercer a profissão a partir de agora. Sem regulamentação alguma. Uma atividade completamente entregue a todos os caprichos do mercado, é isso o que o jornalismo é a partir de agora. O STF passou uma rasteira na sociedade porque, não sejamos ingênuos, uma possível nova regulamentação pode demorar anos pra sair. Uma pena.
O SUPREMO DEVE TER SE BASEADO NO QUE ESTA SENDO PROVADO E APROVADO QUE PRA SER PRESIDENTE NÃO PRECISA TER DIPLOMA. É SÓ TER COMPROMISSO COM O QUE FAZ.
Discordo em gênero, grau e número.
Com a exigência de diploma, a proliferação de oportunistas e falsários que se passam por jornalistas jé é imensa no Brasil. Sem a exigência dele, muito mais pessoas se colocarão em condições de manipular informações a serviço dos grandes veículos “formadores de opinião” (vulgo PIG).
Concordo que Mino Carta, sem diploma, é um excelente jornalista. Assim como ele há outras exceções. Mas a regra não é essa. Defendo o diploma e ainda a criação de uma ‘Ordem Profissional’ de Jornalismo, assim como os advogados e profissionais da saúde têm. Tal se faz necessário para regular a qualidade dos profissionais, visto que o ‘mercado’ não o faz por motivos óbvios: pilantras são bemvindos onde não há um controle da atividade profissional.
… paleontologia, odontologia, arqueologia, projeciologia, engenharia, … ética!!!!
Só mesmo no Brasil, um “encontro” de Ministros pagos pelo povo, para decidirem a desvalorização de um curso superior, existente há décadas no país. Estes alunos serão ressarcidos? Lamento que o esforço, superação e a conquista de um diploma universitário não seja valorizado.
Lamento muito pelos jornalistas DIPLOMADOS que encaram o mercado e que eu realmente admiro.
Defendo a não obrigatoriedade de diploma para ser Ministro do STF.
Jornalistas como Mino Carta e Ricardo Kotscho são de épocas diferentes. São grandes jornalistas, sem diplomas, mas isso são outros tempos.
Kotscho por exemplo, começou no jornalismo pedindo emprego e foi mandando pedir emprego no Estadão. Assim conseguiu, e pode mostrar seu talento.
Hoje em dia não funciona assim.
A falta de diploma vai abrir espaço para o QI (Quem Indica). Para a “mão-de-obra” mais barata.
Senhoras e senhores, sou obrigado a discordar!
Aqui no Rio, jornais estão usando até escritores de novelas para falar mal do governo Lula. Amanhã muda o governo e eles colocarão outros para este papel.
Eu gostaria de saber uma coisa: muito se fala em educação, em estudar, em ter uma faculdade. Que só a educação pode levar o ser humano a um outro patamar de desenvolvimento. Acho que esta decisão não me parece ser correta sob esta ótica.
Afinal, basta olhar a situação dos pobres do País: são assim porque não estudam ou não estudam porque são miseráveis? As redações não são fruto de um jornalismo elitista. São futos de uma sociedade elitista. Só quem tem dinheiro tem acesso a educação. Só quem tem dinheiro estuda em universidade pública gratuita.
E o “cara” que escreve “tão bem, mas tão bem”, que chega a ser genial, que não há quem ele bata no teste de Q.I, pode “atalhar”, não precisa estudar? Será que ele sabe mais do que os outros? Acho que não. Não creio nesta hipótese. Tudo se soma. Ninguém fica mais burro por estudar numa universidade. E se o “cara” é tão genial, porque não iria estudar? Estudar é “coisa” de burro?
Eu quero acreditar que a extinção do diploma de Bacharel em Comunicação Social – Jornalismo vai ser bom. Mas ainda não me fizeram ver claramente estes motivos.
“O diploma fez os jornalistas parecidos com os donos dos jornais.
E ajudou a construir o PiG (*)”
O mesmo PIG que agora solta rojões de felicidade por ver que o lobby que faz há tantos anos funcionou direitinho.
Com a profissão desregulamentada, o patronato atinge o sétimo céu.
Senhores,
Estudei 4 anos de minha vida para ouvir um discurso de corruptos como vocês. Vocês fiquem sabendo que existe falta de ética e mau profissional em toda profissão. Seu Gilmar Mendes, por exemplo, passou a mão na cabeça de deputado estadual aqui de Maceió – Alagoas, o famoso Taturana. Isto quer dizer seu Gilmar Mendes, que o senhor estudou e nem por isso teve ética e provou para todos que é um corrupto. A partir de agora o senhor tome cuidado com o que faz pra não ficar na mão de nenhum jornalista. Formado ou não, ele irá derrubar a sua máscara e desses canalhas que lhe acompanham.
Sim, o senhor fez direito pra chegar ai, não foi? Será que não tá na hora também de tirar a obrigatoriedade do diploma do seu curso? Garanto que existem pessoas honestas que iriam analisar o bem comum do cidadão melhor que o senhor.
Cuidado!! Quem com porcos se mistura farelo come!!!
Sou jornalista com diploma, tenho ética e sou honesta.
Mayra
O Serrágio exerce à varias décadas o título de Economista e professor, por que não o de jornalista?
Isso vai dá merd………, com a internet, o pig vai morrer comendo as unhas até chegar no cérebro.
Parabéns, PHA. Mais uma vez. Ainda não havia me manifestado, talvez por covardia, para não melindrar alguns colegas, mas a exigência do diploma de jornalismo nunca garantiu nem garantirá trabalho e nem blinda a profissão de ninguém. Sobretudo da maneira como estão tratando o jornalismo hoje. Sou formado em Comunicação Social, e nunca precisei dele para absolutamente nada. Também sou músico por vocação, e estudei em conservatório tendo me submetido às provas da OMB e regulamentado a profissão. Outra bobagem. Dominguinhos não sabe o valor de uma semínima e nem por isso pode ser impedido de mostrar sua arte. Seu diploma está em sua verve.
Forte abraço.
PHA parabens pela sua crítica bondosa e com ternura para esta lei que chegou, pelo seu jornalismo brilhante esse sim brilhante,como agua cristalina que desce a montanha a qual sua Exa. abraço e bebeu dela,e ainda nos lembra esse grande Brasileiro Machado de Assis,simplesmente belo!, a profissão de jornalista, assim como a medicina são atividades humanas, que chega com o ser que a acolhe, esta no sangue do cidadão,do patriota, do estrangeiro que agradece a terra que o acolheu, aceita e transmite cultura, esta cheio de exempls e um deles mas vivo do que nunca o grande Brasileiro Sr. Mino Carta, jamais será como antes!
O Gilmar “assou” a batata dos jornalistas ?
PH…
Cito o Falecido e inestimavel Fausto Wolff!! Esse não tinha nem o segundo frau completo, mas deixava muita gente no chinelo… De familia humilde do RS, sabia 6 liguas, todas aprendidas como autodidata! MAs infelizmente mesmo com a exigência para o diploma ter caido, acho que como ele, poucos entrarão nos jornalões, pois o patrão hoje sabe muito bem em que fonte beber…
O próximo passo vai ser a lei áurea de economia…
Olha o serra aí…..
Os donos de faculdades de jornalismo patrocinadas pelo ProUni não vão gostar de saber dessa notícia.
Com todo o respeito e admiração que sinto pelo nobre jornalista Paulo Henrique Amorim discordo do seu pensamento. Vc cita o exemplo de Mino Carta que não tem formação acadêmica e tantos outros sagrados jornalistas da nossa imprensa. Sou jornalista diplomado. Entendo ser necessário sim frequentar os bancos de faculdade. Pra ser jornalista não precisa só escrever bem. Tem que se ter a técnica da redação. Escrever é um dom, mas no caso do jornalista saber escrever só não adianta. Fazer uma reportagem exige técnica. Não adianta o sujeito escrever bem se ele não vai saber levar a informação ao leitor. É como um mestre de obra. Muitos sabem mais do que o próprio engenheiro. Mas quem vai assinar a obra é o engenheiro porque aprendeu nos bancos de faculdade as técnicas necessárias a uma edificação sólida. Daí, no caso do engenheiro e no caso do jornalista a necessidade de se exigir sim o diploma de curso superior. Essa é uma discussão antiga e certamente ainda vai perdurar por muito tempo.
Esqueci: Diogo Mainardi tb não tem diploma! É um exemplar jornalista não é mesmo?
Me digam: quem já formado em Matemática, Direito ou Economia vai querer virar jornalista, ganhando bem menos? Eu acho que as redações podem acabar ficando coalhadas de semi-analfabetos sem formação alguma.
Passou mais ou menos um mês da discussão Joaquim Barbosa X Gilmar Dantas e a ‘grande’ mídia começou a repôr o SUPREMO na pauta. Devagarinho, pelas beiradas, daqui a pouco ele vai estar no JN quase todo dia de novo.
É de uma azia braba ter que ver ou ouvir a voz daquela criatura horrorosa todo dia.
E os sindicatos de jornalistas, agora? Vão associar?
Há mais de 20 anos na imprensa, conheço ditos “diplomados” que se apegam aos seus donos. Redatores que no título da matéria chegam a dar idéias de Médico estar com câncer em vez de, ele estar pesquisando remédio contra o câncer. Uns são analfabetos mesmo. Cursos profissionalizantes são muito mais interessantes e proveitosos. Para que diploma, se a maioria de rádios, principalmente, têm uns egressos da tumba, tirando lugar de muita gente boa?
Belo raciocínio, Paulo. Abraço.
Agora o Serra pode ser jornalista da Folha !!!! kakakakakakaka…..
Como podemos ver nos exemplos citados, para ser jornalista não precisa de diploma, assim como, para ser um bom jornalista. Cabe a cada leitor, buscar o bom jornalista e o bom jornalismo.
Tenho dúvidas, me vem à mente tantos jovens que cursaram e estão cursando a faculdade. A que outras profissões caberia este entendimento? Talvez Direito, engenharia(cumputador resolve) medicina ( farmácia resolve) . Acho esta decisão do Supremo temerária e acho tambèm que o tema foi tratado muito superficialmente pelos “Magistrados”.zz
Calma minha gente.
O que será que vem por trás dessa benesse???
Parabéns por seu profissionalismo, Paulo Henrique Amorim.
Mostra que, apesar de sua notável ira contra o Gilmar Mendes( com a qual todos compartilhamos), sua sabedoria continua no lugar certo, ao elogiar a coisa certa na hora certa.
É assim que se faz jornalismo.
É assim que ganhamos credibilidade.
Só, por favor, não vá elogiar nada do Serra, tá?
Com todo respeito pergunto: para que fazer então fazer a faculdade de jornalismo?
Completando: O relator é o Gilmar Mendes. Ele também votou contra a obrigatoriedade do diploma. Todos seguiram o voto dele.
Como toda regra tem exceção, hoje é dia do PHA elogiar o Gilmar, que foi o relator do caso no STF.